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terça-feira, 3 de março de 2026

Cap.12/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER - Univ. Oxford (2018)

 capítulo 12

 

Conclusão:   Custe o Que Custar

Não é fácil atrair empreendedores para uma cidade do interior que já passou por decadência.   Tem que haver uma concertação adequada.    O autor cita o desafio e as incertezas ao implantarem a U.E.  União Europeia.  Foi um empreendimento colossal e se apostou no “custe o que custar”.

Capítulo 8 – O divisor de classes:   conseguir tudo, desmoronar

Pessoas que tiveram estudos mais sintonizados com as demandas sofisticadas tem formado famílias mais estáveis para si e para a sociedade.  Já os que não se adequam aos tempos atuais tem reflexo na estabilidade de suas famílias.    “Os filhos herdam a instabilidade dos pais.   Essas famílias estão desmoronando.”

         ...  “Temos de encarar o fato de que o paternalismo social não deu certo e o Estado não é capaz de substituir a família”.   Apesar disso, as famílias precisam de algum apoio do Estado.   O autor sugere o termo:  “maternalismo social”.

         Fortalecimento a famílias sob Tensão

         Juntando a Família

         “Os felômeros são as pontas protetoras na extremidade do DNA: quanto mais curtas, maior o dano sofrido pelas células e a saúde da detentora.   Se a mãe tem relações instáveis, os felômeros do filho, aos nove anos de idade, são 40% mais curtos.   Terá mais problemas durante a vida.

... “A renúncia ao casamento não leva ao fortalecimento materno, mas sim à escravização materna, na medida em que as mulheres lutam sozinhas para cumprir dois papeis necessários”.

Jovens que tem filhos sem se casarem dever ser apoiados e não condenados.  O autor defende que inclusive na parte tributária sejam amparados para encorajá-los a educarem juntos sua prole.   Se não houver apoio, o filho vai ficar muitas vezes aos cuidados do Estado e isso vai ficar mais oneroso ainda para toda a sociedade.

Apoiar a família no momento mais importante:  antes da escola

Cita o caso de Ong para acolhimento de mães solo com problemas de degradação, de saúde mental, de exclusão social.

Em cidade com crise econômica essas mães sofriam com o desprezo das outras mães de alunos quando levavam seus filhos para a escola.

A Ong criou cafeterias na cidade e essas mães solo tiveram um lugar para trabalhar e melhorar a auto estima.   Deu ótimos resultados e passaram inclusive a serem menos discriminadas pelas outras mães de alunos.

Trabalham num sistema cooperativo.

Casais jovens sem preparo para a maternidade.  “Adolescentes que mal acabam de sair da infância mergulham numa situação em que precisam sacrificar seus desejos pessoais, controlar suas emoções e planejar o futuro.   Genitores jovens precisam de dinheiro, de ajuda e de supervisão não acusatória.

Paternalismo estatal pode não ser adequado.    Mãe solteira na Grã Bretanha, o estado fornece a ela casa para morar.   Espanha e Itália não fornecem casa.   “A Grã Bretanha tem um dos maiores índices de mães solteiras da Europa.   A Itália e França por outro lado, tem índices dos menores de mães solteiras da Europa.

Da tese de doutorado de um orientando do autor.    Sobre um condado dos USA frente à crise econômica de 2008 e o desemprego.   Cresceu o abandono de crianças.  (tudo comprovado com estatísticas acadêmicas).

“Para cada 1% de crescimento do índice de desemprego num condado, a incidência de negligência infantil aumentou em 20%.”  (abandono de filhos).

Condados nos USA com seguro desemprego mais longo, houve menos abandono de crianças na crise de 2008.

No passado as famílias eram maiores e havia mais parentes para se socorrerem e nos tempos recentes as famílias são menores, o que dificulta o socorro entre os familiares.

Famílias pequenas...   “Os avós atualmente se envolvem muito mais do que antes com seus netos”.

O autor alega que se o Estado adotasse o uso de oferecer escolas para a criança no “jardim da infância” poderia ser bem útil inclusive para que famílias de diferentes classes sociais utilizassem o serviço”.    (assim as crianças conviveriam com outras de diferentes classes sociais de forma inclusiva).

               Continua no capítulo 13/16