capítulo 4/9
Sobre ser ofendido e a jura de vingança... “Corrente ... que nada pode quebrar, porque
os seus elos são fundidos com o próprio sangue do condenado”. ...”tenham raiva dos Viriatos”.
Cita real como unidade monetária do ano 1879.
O feiticeiro reclamando aos do povoado que não ajudam os
retirantes que estão precariamente alojados no Engenho abandonado.
“O Sr vigário nem confessa a gente e dá a comunhão; mas a
hóstia santa e o gole de água não matam a fome do cristão”.
“... a presença do pobre não faz dó, mete medo, o rico pensa
logo que o infeliz o vem roubar”.
Ainda o feiticeiro reprovando os do povoado: “Não posso ver o que se está passando. Os homens são irmãos e um não deve morrer de
fome à porta do outro”.
Ele, feiticeiro, vinha acudindo os famintos alojados.
“Eis a razão por que eu não odeio os Viriatos; quem tem medo
de dar uma cuia de farinha ao pobre, quem teme que esta obra de caridade lhe
traga a fome em casa, é bem quem perca tudo, e venha a sofrer o que os pobres
sofrem”.
Antão, o dono do armazém que estoca e vende alimentos está
com medo de um saque por parte dos retirantes alojados no Engenho. Vai reclamar para o vigário. Este recomenda ao comerciante, tocar fogo no
engenho na calada da noite para os retirantes ficarem sem abrigo e irem embora.
- “Deitar fogo ao engenho, deixa-los ao tempo”. O vigário lembra que os retirantes
cozinham no local e pode parecer que o incêndio foi por acidente. Fagulhas dos fogões improvisados no Engenho.
Na tarde de calor, o vigário tirava uma soneca e vem um
portador, pedir para ele dar a unção a um menino enfermo. O vigário ficou aborrecido e disse que não
ia sair num sol daquele e que era para trazerem o moribundo até a igreja para
receber a unção. O portador diz ao
vigário: “Mas o doente não pode também
apanhar este sol: morrerá antes de
chegar à igreja”.
Varias pessoas do engenho se
prontificam a ajudar para levar o moribundo até a igreja. “A desgraça encontrava ainda a fraternidade
dos tempos prósperos...”
O doente ao chegar carregado à igreja, morreu. “olhos de malacacheta..” (o brilho de um mineral que se apresenta em
folhas sobrepostas e que compunha parte dos ferros elétricos do passado. Mesmo que mica) https://meu-cosmos.blogspot.com/2018/10/qual-o-papel-da-mica-nos-ferros-de.html
O vigário usando o nome do Criador para
convencer o comerciante Antão a colocar fogo no engenho. –“A misericórdia de Deus não precisa do
braço do homem, Sr Antão. O povoado
será salvo pela graça do Onipotente”.
“Salvo” no caso seria se livrar dos retirantes famintos...
... furtivamente, a caminho do Engenho, Antão encontra um
cavaleiro que puxa prosa. Antão pergunta
sobre o povo da região.
- “E de morte?
- Está no Aracati o andaço da febre e do desandamento da
barriga; cai gente como folha seca”.
... de fato Irena,
filha de Rogério Monte, inimigo dos Feitosas, desconfia que o pai ficou sabendo
que ela é apaixonada por um Feitosa.
O pai de Irena ficou transtornado e ela pensou que era por
isso, mas a causa era outra. Ela fica
em pranto. “Vou dizer-lhe tudo: ele há de perdoar-me: não quero, não devo casar-me com um Feitosa”.
Na verdade a aflição do pai de Irena provinha de uma carta enviada pelo fornecedor
para o comércio dele. Avisava que
deixava de fornecer mercadorias e cobrava uma alta conta do que o comerciante
devia.
...”não era a filha a causa do sofrimento do seu velho
pai...”. Ele teve que enviar bens aos
credores.
...”os únicos bens de valor que lhe restavam: as suas duas mucamas (escravas do serviço
doméstico), os três escravos e a cria
que era o encanto da filha” de Rogerio.
Continua no capítulo 5/9
