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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Cap.3/3 - FICHAMENTO SOBRE PALESTRA DA ANTROPÓLOGA DRA MALU BRANT - NAÇÃO GUARANI NO OESTE DO PARANÁ

                                             abril de 2026

     Uma anciã Guarani indicou para a Antropóloga vários lugares na região Oeste do Paraná onde no passado havia aldeias Guarani.     Um dia, perto das Cataratas, essa senhora indicou um lugar onde no passado havia uma das aldeias.   No local atualmente há um renomado hotel.      Consta que nessa região em 1943 houve muito assassinado de indígenas na luta pela posse da terra.    Em maior ou menor grau, esses assassinatos continuaram ao longo do tempo.

     A Antropóloga cita entre outros, o Professor Marés que teria sido vinculado à Funai no passado e que integrava os pesquisadores que lutaram pela proteção dos Guarani na região do Oeste do Paraná.

     Diz a pesquisadora que na  década de noventa houve tratativas para buscar atender reivindicação dos Guarani sobre o antigo território deles e muitos que estavam concentrados do lado paraguaio na região retornaram pela expectativa de conseguirem o que lhes era de direito.    

     Na administração do Governo federal atual, a Usina de Itaipu liquidou a totalidade dos empréstimos de investimentos de longo prazo para a construção e fez movimentos concretos para iniciar o reparo da dívida para com os Guarani que vivem na penúria por perderem suas terras.     Via Justiça, conseguiram recentemente que a Itaipu disponibilizasse ao redor de duzentos e sessenta milhões de reais para a compra de em torno de 3.300 hectares de terras para alocar indígenas Guarani do Oeste do Paraná.   Não resolve todas as pendências mas já é um bom passo nesse sentido.

     Eu estive na Assembleia Legislativa do Paraná no início deste ano de 2026 quando a Fundação Itaipu fez um evento para relatar as ações visando a proteção ambiental em toda a região e essa compra das terras destinadas aos Guarani foi citada.      A empresa busca realizar também trabalhos junto aos produtores rurais para proteção às nascentes e rios visando melhorar o meio ambiente e evitar que solo seja arrastado para os rios e levados até a barragem de Itaipu prejudicando sua capacidade de armazenagem de água pelo fenômeno chamado assoreamento por deposição de solo no fundo do reservatório.

     A Antropóloga citou inclusive o filme A Missão que aborda algo sobre os Guaranis na região.   (busca na IA:   Visão geral criada por IA

"A Missão" (The Mission, 1986) é um drama histórico aclamado, dirigido por Roland Joffé, que se passa no século XVIII na América do Sul, abordando o conflito entre jesuítas, povos indígenas e as coroas espanhola e portuguesa.  

final.        Grato aos leitores dos fichamentos deste blog amador sem fins lucrativos

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Cap. 2/3 - FICHAMENTO DA PALESTRA DA ANTROPÓLOGA DRA MALU BRANT - POVOS DA NAÇÃO GUARANI DO OESTE DO PARANÁ 04/2026

 

     Lembrou que há Guarani em vários países da América do Sul, com destaque para o Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.      Estudos dão conta de que há aproximadamente dois mil anos esses povos Guarani migraram da Amazonia para o sul do continente.

     Nos tempos recentes, um dos redutos dos Guarani é o Oeste do Paraná.

     Destacou o chamado Caminho de Peabiru que ligava a Cordilheira dos Andes ao litoral brasileiro nos tempos antes da chegada dos colonizadores europeus.

     O foco da fala dela será sobre os Guarani da chamada tríplice fronteira na região de Foz do Iguaçu, onde fazem divisa Brasil, Paraguai e Argentina.

     Na primeira década dos anos 2.000 a Malu participou dos trabalhos que duraram anos para a elaboração do Laudo Topológico sobre esse povo originário Guarani no Oeste do Paraná.   Isto por requisição do STF no qual tramitava o pleito desse povo originário.

     Antes de 1982 quando parte das áreas ocupadas pelos Guarani na região já vinham sendo apropriadas por agricultores, a situação dos Guarani já era bem precária e a barragem formada por Itaipu em 1982 tornou tudo muito pior.   Esses povos ficaram espremidos no que deveria ser área de mata na chamada APP Área de Preservação Permanente que é da lei brasileira.   E mesmo essa área que seria da APP foi sendo desmatada por agricultores.   Então os povos originários ficaram espremidos entre a água do lado e os agricultores.   Tinha a agravante do uso indiscriminado de agrotóxicos pelos agricultores, usando produtos inclusive trazidos contrabandeados do Paraguai, tornado a saúde local muito comprometida.

     Durante as pesquisas de campo, a Antropóloga e equipe constataram que a saúde pública costumava passar o chamado “fumacê” que era um veículo equipado com um pulverizador para pulverizar as casas visando controlar mosquitos portadores de doenças.    A praxe da época era retirar o povo das casas por três dias para amenizar o contato com o produto toxico no ar.   Mas no caso das moradias dos indígenas, foi observado que na época, início dos anos 2.000, passavam o produto nas casas com os moradores dentro.

     Em 1982 quando foi formado o lago da Hidrelétrica de Itaipu, esta não realocou os indígenas como deveria ocorrer, também não indenizou os posseiros que não tinham título de posse das áreas de lavouras.   A questão está na justiça há décadas.

     As autoridades do Brasil não solucionavam o problema dos indígenas afetados pela barragem alegando que muitos deles vinham do Paraguai.   Ocorre que a fronteira é coisa dos colonizadores e não dos povos originários para quem o território Guarani não tinha divisão como hoje há para países.

     Além do mais, muitos indígenas migraram forçosamente bem mais para o lado paraguaio por ocasião da barragem, mas transitavam do lado de cá da fronteira como rotina do seu povo.

     Nessa situação, a FUNAI Fundação Nacional do Índio, não emitia documento para os povos Guarani e a pessoa sem documento fica sem os direitos da cidadania.   Sem acesso à saúde, educação etc.

     Houve após a barragem, pesquisas Arqueológicas na região Oeste do Paraná, mas depois as pesquisas foram barradas e assim muitos territórios indígenas ficaram sem ser mapeados e estudados.

     Em 1542 quando o explorador espanhol Cabeza de Vaca chegou até as Cataratas do Iguaçu, o fez com orientação dos indígenas Guaranis que habitavam a região.    Boa parte do trajeto fizeram descendo pelo Rio Iguaçu até chegar bem próximo às Cataratas.   Lugar de grande concentração dos povos Guarani.

     Bem mais adiante, o bandeirante Raposo Tavares ateou fogo na maior parte das aldeias indígenas na região.  Haveria na época ao redor de 32 Missões Jesuíticas com aglomerados de indígenas que para estas foram agregados dentro do território ao qual já estavam de longa data e foram incendiadas e levados indígenas para serem vendidos como escravizados.

     Perto do final do século XIX, Dom Pedro II cede à Companhia Mate Laranjeira, uma imensa área de terras na região Oeste do PR e sul do atual Mato Grosso do Sul para esta explorar principalmente a erva mate nativa na região, além da exploração da madeira nativa.    Há relatos de que muitos indígenas foram utilizados na colheita da erva mate para a referida companhia e quando tentaram receber pelo serviço, muitos teriam sido assassinados.

         Amanhã, 23-04-26 eu publico o capítulo final.    Grato aos leitores.

terça-feira, 21 de abril de 2026

1/3 - RESUMO DA PALESTRA COM A ANTROPÓLOGA DRA MARIA L. BRANT DE CARVALHO 15-04-2026 (#Indígenas)

 


Data da palestra:  15-04-2026

     Local:  Prédio histórico da Justiça do Paraná onde já foi um manicômio, depois um presídio e após ficar anos fechado, foi restaurado o prédio e atende a departamento do Judiciário.

     Tema da Palestra -  Sobre os indígenas (povos originários) da etnia Guarani da região de Guaira PR.

     Eu conheci a Antropóloga Malu quando estávamos turistando em Porto Seguro no Sul da Bahia.     Tinha o contato dela por conta de temas culturais e ela me avisou que vinha a Curitiba palestrar e fui convidado já que o tema me interessa.

     Havia um bom número de pessoas, sendo a maioria ligada ao Poder Público e que tem alguma afinidade com a questão da luta dos indígenas Guarani pela posse da terra, inclusive pela inundação para formação do grande lago da Hidrelétrica de Itaipu, que ocorreu em 1982.    

     Eu já assisti inclusive na ALEP Assembleia Legislativa do Paraná, palestra sobre esse tema há algum tempo.

     Houve falas iniciais dos anfitriões e convidados como a Fabiana Romanelli (da Secretaria da Justiça e Cidadania do Paraná), a Sra. Ivete Caribé da Rocha que tem forte ligação com a Comissão da Verdade no Paraná, da qual participei também no passado de algumas sessões.

     A Sra Ivete em sua fala destacou que no tempo da Ditadura Militar, houve resistência aqui no Paraná como houve em outros locais do Brasil.   Destacou que a resistência ficou mais destacada no meio estudantil que lutaram pela redemocratização e pela gratuidade do ensino superior no Paraná.

     A Fabiana Romanelli em sua fala, entre outras colocações, disse que atuando em escolas, percebeu que as crianças em Curitiba não sabiam que existem pequenos rios na capital.    Constatado isso, foi feito um trabalho para mapear esses rios e dar conhecimento ao público estudantil.

     Ela acrescentou um trabalho recente do qual foi distribuído um folder com o nome de Mapa – Caminhos da Resistência.      O primeiro roteiro deste foi feito pelo Forum Estadual pela Liberdade e Justiça.

     O Filipe deu sequência, explicando um pouco do que é o Caminho da Resistência, que está publicado.   Tem a ver com pontos da capital onde ocorreram atos ligados à resistência à Ditadura Militar.

      Entre as presentes, conheci de passagem uma senhora que pertence à AGU Advocacia Geral da União com atuação no Paraná.

     Informado que haverá em breve uma Semana dos Museus e nesta haverá apresentação do projeto Caminhos do Paraná citado acima.   E o mapa do projeto incluirá a região de Guaira PR onde os povos originários (indígenas) e muitos produtores sem a posse da terra foram retirados do local para a formação do Lago de Itaipu.    Pesquisar, relembrar, buscar o reparo aos atingidos e documentar isso para a posteridade também.

     Fala do Advogado Dr Olympio de Sá Sotto Maior Neto que é um destacado Procurador de Justiça no Paraná e que segundo consta, tem sido um defensor dos direitos das minorias.      Já estive em evento na procuradoria no debate sobre os Agrotóxicos e Meio Ambiente, temas da minha área como Engenheiro Agrônomo.

     Dr. Olympio com uma enorme trajetória de luta pela democracia, falou do desgosto que sente ao ouvir na nova geração vozes pedindo a volta da ditadura que foi tão cruel e que jamais deveria se repetir.    Destacou:  “É uma enorme afronta inclusive aos que lutaram pela democracia”.

     Sobre a Comissão da Verdade que durou cinco anos em sessões para ouvir as pessoas interessadas no tema, destacou que foram muitas sessões.    Diga-se de passagem, eu andei participando de várias sessões em Maringá PR e depois aqui em Curitiba.    Há livro editado com resultados da Comissão da Verdade que foi norteada em lei específica.

     O Dr Olympio sugeriu que se faça material sobre o resumo do que foi a Comissão da Verdade para conhecimento dos escolares, das novas gerações.

     Agora vem a fala da convidada, Dra Antropóloga Maria L. Brant de Carvalho, a Malu Brant.

     O ministro do STF Dias Tófoli aprovou a Ação Civil Pública da defesa dos integrantes da etnia Guarani da região Oeste do PR atingidos pela barragem de Itaipu e por ocupações irregulares nas áreas tradicionais deles.


.... continua nos capítulos 2 e 3 

sábado, 18 de abril de 2026

Lista - Cap 8/25 - Fichamentos de livros neste blog amador - período 04/2020 a 07/2020

 Cap 8/25 RELAÇÃO DE FICHAMENTOS DE LIVROS

Sem Gentileza - autora: Futhi Ntshingila - 07/2020
Capitães da Areia - Jorge Amado - 06/20
Homo Deus - Yuval N. Harari - 06/20
Desonra - J.M. Coetzee - 06/20
Dias de Inferno na Síria - Jornalista Kaster Cavalcanti - 05/20
A Religião e o Desenv.Econ.do BR - Prof. Ednaldo Michellon - 05/20
O Poder Americano e os Novos Mandarins - Noam Chomsky - 05/20
Rua XV de Curitiba - Roseli Boschilia - 04/20
A Elite do Atraso - Prof. Dr. Jessé Souza - 04/20
Respiração Artificial - Ricardo Piglia - 04/20
Disponíveis em capítulos na sequência no meu blog amador nos meses e anos citados acima. resenhaorlando.blogspot.com.br
Grato aos que tem acompanhado os fichamentos.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

LISTA - 7/25 - FICHAMENTOS DE LIVROS

 7/25 LISTA DE FICHAMENTOS DE LIVROS

Modernidade Líquida - Zygmunt Bauman - 1/21
A Morte da Verdade - Michiko Kakutani (dos USA) - 12/20
O Poder da China - Ricardo Geromel (economista) - 12/20
Como Conversar c um Fascista - Filósofa Marcia Tiburi - 11/20
Recado de Primavera - Rubem Braga - 11/20
Um Paciente chamado Brasil - Mandetta - 10/20
Eichmann em Jerusalém - Hannah Arendt - 10/20
O mundo até Ontem - Jared Diamond - 09/20
Os parceiros do Rio Bonito - Antonio Cândido - 08/20
O Capital no Século XXI - Economista - Thomas Piketty - 08/20
Os fichamentos estão publicados em capítulos na sequência no meu blog amador resenhaorlando.blogspot.com.br

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Lista 6/25 - DOS FICHAMENTOS PUBLICADOS NO BLOG

 6/25 - LISTA DOS FICHAMENTOS PUBLICADOS NO BLOG

Livro: Humanos de Negócios - Rodrigo V. Cunha 9/21

Fui p/Cuba e digo como é - Jornalista Ramon de Castro - 8/21

Escravidão vol. 1 - Laurentino Gomes - 5/21

Na Natureza Selvagem (Alasca) - Jon Krakauer - 5/21

O Fio da Missanga - Mia Couto - 3/21

Torto Arado - Itamar Vieira Junior - 3/21

Gengis Khan - Sidnei L. Medeiros - 3/21

Valsa Brasileira (Econom. do BR) - Laura Carvalho - 2/21

Caravanas (no Afganistão anos 40) - James Bauman - 1/21

Os fichamentos estão publicados em capítulos de duas laudas cada no meu blog amador resenhaorlando.blogspot.com.br O blog tem onze anos e em torno de 223.000 acessos. Grato aos leitores.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Lista 5/25 - DOS FICHAMENTOS PUBLICADOS NO BLOG AMADOR


(Sobre)Vivências (haitianos) - Giovani Giroto - 5/22
Lula Uma Biografia - Jornalista Fernando Morais - 3/22
A Invenção de uma Bela Velhice - Mirian Goldenberg - 2/22
História da América Latina - Pierre Chaunu - 2/22
O mapeador de ausências - Mia Couto - 2/22
A Vida Q Vale a Pena Ser Vivida - Clovis Barros - 1/22
A Vida não é Útil - indígena jornalista Ailton Krenak - 1/22
A Cachorra - Pilar Quintana - 11/21
No Ar Rarefeito - Jornalista/montanhista Jon Krakauer - 11/21
todos disponíveis em capítulos nas datas citadas acima no meu blog amador resenhaorlando.blogspot.com.br