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domingo, 8 de março de 2026

Cap. 13/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER Prof. do Oxford (UK) 2018

 capítulo 13/16                        março de 2026

 

As escolas como locais de apoio   -  As big techs propagaram que trariam melhores condições para apoio ao ensino escolar.    “Todos agora tem acesso, mas pesquisas recentes mostram que os filhos dos instruídos aprendem a usar a internet para aumentar seus conhecimentos, ao passo que os filhos dos menos instruídos usam a internet como distração.”

“A mudança mais preciosa que poderia acontecer com as escolas seria propiciar maior mistura social”.

A universidade de Oxford (na Inglaterra) tentou  algo inclusivo mas a ira dos mais poderosos fez a universidade recuar dessa iniciativa.

As escolas como organizações

Londres que já tem um ensino público de alta qualidade criou o Teach First.  Os melhores alunos egressos da faculdade podem participar do programa que recruta professores para o ensino básico.   O autor diz que os resultados são bons, mas melhor seria que o programa fosse implantado no interior da Inglaterra onde há mais carência e menor qualidade do ensino.

Premio em dinheiro para incentivar desempenho tem limitação.   “Quanto ao tipo de recompensa, o apreço funciona melhor do que o dinheiro (mais uma vez revelamo-nos como animais mais sociais do que gananciosos).”

...   “As pessoas são mais motivadas a evitar perdas do que obter ganhos”.    Na Grã Bretanha as escolas públicas dos grandes centros mais ricos receberam mais verbas do que as escolas de regiões mais carentes.  Isto vai agravando as diferenças de oportunidades.

Além das escolas:  Atividades de Mentoria

A “escola de mágica para estimular as crianças à leitura numa cidadezinha decadente.  Cidade de Totherhgam na Inglaterra.    Uma Ong alugou um prédio vazio antigo, restaurou e fez alegorias com motivos dos contos infantis dos Irmãos Grimm.    A magia para a estimular a leitura.

Crianças entravam lá, viam de cara um pé de feijão gigante e muito mais.   Estes que fazem parte de um dos contos dos Irmãos Grimm.   Escutavam a leitura de livros e... faltava a página com o final do conto...   os alunos ouvintes eram convidados a cada um escrever, narrar um final para a história que estava sendo lida.   Houve tanto sucesso que livros foram escritos descrevendo essa experiência que fez sucesso na Europa.

Já na porta desse ambiente mágico se lia:    Adultos não Entram.   Isto aumentava o clima da magia e atraia os novos leitores.

As crianças que participavam dos eventos no local pegavam gosto pela leitura, o que era o objetivo do local.

No passado, tipo anos 60,70, era mais difícil decidir sobre uma carreira nos estudos por falta de um mentor.   Uma pessoa que tivesse bagagem no tema que o aluno estaria interessado.   Na atualidade é bem mais fácil ter a quem perguntar sobre carreiras.

O aumento da distância nas qualificações, empresas e pensões

“A escola não é realmente uma preparação para a vida: é uma preparação para a formação”.    Boas universidades. Nos USA  tem cinco e na Grã Bretanha tem três das dez melhores universidades do mundo.

 A Alemanha tem tido muito sucesso em focar o ensino articulado com o mundo empresarial.   O aluno aprende as técnicas nas escolas, mas simultaneamente tem treinamento no setor do seu respectivo estudo e assim tem orientação de quem já está pronto e atuante no ramo.  Isto faz a diferença no sentido positivo.

...   Os sonhos de empregos badalados.   “A adaptação do sonho ao emprego faz parte das dores de virar adulto”.   

Da Psicologia

“Os dados sobre os remorsos, confirmam nossa intuição de que o apreço prevalece sobre o dinheiro”.

Na Alemanha a força e gabarito dos ensinos profissionalizantes.   A Suíça, nos cursos profissionalizantes, paga em torno da metade do custo do curso que é puxado mas muito conceituado.   A Suíça tem os melhores cursos profissionalizantes do mundo.   Tem também uma das dez melhores universidades do mundo.

Assegurando o horizonte profissional.    (página 211)

Os empregados sempre tendem a almejar segurança no emprego.   Os USA são um exemplo ao contrário.   Nada de segurança no emprego.    ... Os USA nos anos de 1920, já a legislação era (e continua) no sentido de coibir a organização sindical dos trabalhadores...”

 

Continua no capítulo 14/16

terça-feira, 3 de março de 2026

Cap.12/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER - Univ. Oxford (2018)

 capítulo 12

 

Conclusão:   Custe o Que Custar

Não é fácil atrair empreendedores para uma cidade do interior que já passou por decadência.   Tem que haver uma concertação adequada.    O autor cita o desafio e as incertezas ao implantarem a U.E.  União Europeia.  Foi um empreendimento colossal e se apostou no “custe o que custar”.

Capítulo 8 – O divisor de classes:   conseguir tudo, desmoronar

Pessoas que tiveram estudos mais sintonizados com as demandas sofisticadas tem formado famílias mais estáveis para si e para a sociedade.  Já os que não se adequam aos tempos atuais tem reflexo na estabilidade de suas famílias.    “Os filhos herdam a instabilidade dos pais.   Essas famílias estão desmoronando.”

         ...  “Temos de encarar o fato de que o paternalismo social não deu certo e o Estado não é capaz de substituir a família”.   Apesar disso, as famílias precisam de algum apoio do Estado.   O autor sugere o termo:  “maternalismo social”.

         Fortalecimento a famílias sob Tensão

         Juntando a Família

         “Os felômeros são as pontas protetoras na extremidade do DNA: quanto mais curtas, maior o dano sofrido pelas células e a saúde da detentora.   Se a mãe tem relações instáveis, os felômeros do filho, aos nove anos de idade, são 40% mais curtos.   Terá mais problemas durante a vida.

... “A renúncia ao casamento não leva ao fortalecimento materno, mas sim à escravização materna, na medida em que as mulheres lutam sozinhas para cumprir dois papeis necessários”.

Jovens que tem filhos sem se casarem dever ser apoiados e não condenados.  O autor defende que inclusive na parte tributária sejam amparados para encorajá-los a educarem juntos sua prole.   Se não houver apoio, o filho vai ficar muitas vezes aos cuidados do Estado e isso vai ficar mais oneroso ainda para toda a sociedade.

Apoiar a família no momento mais importante:  antes da escola

Cita o caso de Ong para acolhimento de mães solo com problemas de degradação, de saúde mental, de exclusão social.

Em cidade com crise econômica essas mães sofriam com o desprezo das outras mães de alunos quando levavam seus filhos para a escola.

A Ong criou cafeterias na cidade e essas mães solo tiveram um lugar para trabalhar e melhorar a auto estima.   Deu ótimos resultados e passaram inclusive a serem menos discriminadas pelas outras mães de alunos.

Trabalham num sistema cooperativo.

Casais jovens sem preparo para a maternidade.  “Adolescentes que mal acabam de sair da infância mergulham numa situação em que precisam sacrificar seus desejos pessoais, controlar suas emoções e planejar o futuro.   Genitores jovens precisam de dinheiro, de ajuda e de supervisão não acusatória.

Paternalismo estatal pode não ser adequado.    Mãe solteira na Grã Bretanha, o estado fornece a ela casa para morar.   Espanha e Itália não fornecem casa.   “A Grã Bretanha tem um dos maiores índices de mães solteiras da Europa.   A Itália e França por outro lado, tem índices dos menores de mães solteiras da Europa.

Da tese de doutorado de um orientando do autor.    Sobre um condado dos USA frente à crise econômica de 2008 e o desemprego.   Cresceu o abandono de crianças.  (tudo comprovado com estatísticas acadêmicas).

“Para cada 1% de crescimento do índice de desemprego num condado, a incidência de negligência infantil aumentou em 20%.”  (abandono de filhos).

Condados nos USA com seguro desemprego mais longo, houve menos abandono de crianças na crise de 2008.

No passado as famílias eram maiores e havia mais parentes para se socorrerem e nos tempos recentes as famílias são menores, o que dificulta o socorro entre os familiares.

Famílias pequenas...   “Os avós atualmente se envolvem muito mais do que antes com seus netos”.

O autor alega que se o Estado adotasse o uso de oferecer escolas para a criança no “jardim da infância” poderia ser bem útil inclusive para que famílias de diferentes classes sociais utilizassem o serviço”.    (assim as crianças conviveriam com outras de diferentes classes sociais de forma inclusiva).

               Continua no capítulo 13/16

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Cap.11 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER - Univ. Oxford. (ano 2018)

 

capítulo 11                    fevereiro de 2026

 

Corrigindo o novo Distanciamento

Essa perda de competitividade é algo que não tem volta.  Não dá para uma cidade atingida voltar no tempo e tentar ser o que era.

Londres ainda é um centro financeiro muito forte e próspero.  Mas o Brexit está no rumo de “transferir” essa força bancária para os países da Europa.

...”A estratégia que proponho a seguir se divide naturalmente em duas partes:  Tributar a metrópole e restaurar as cidades do interior”.

“O que as ideologias de direita e de esquerda pensam sobre tributação polariza e envenena nossa política.   Uma dose de pragmatismo seria libertadora:  novos impostos inteligentes podem superar os atuais impostos nos dois critérios, o da ética e o da eficiência”.

Sobre a questão da desigualdade de renda...   “Como descobriu Jonathan Haidt, equidade, para a maioria das pessoas, significa não tanto igualdade mas sim proporcionalidade e merecimento.”

A grande ideia de Henry George, jornalista e economista político nos USA – século XIX. ...

Um teórico provou que era justo cobrar um imposto de quem tinha propriedades urbanas de forma especulativa nos grandes centros e lucravam alto sem nada fazer pela comunidade.

Na Inglaterra há exemplos de alta riqueza.   Quando tentaram taxar esse tipo de riqueza, os atingidos gastaram pesado para influir junto aos políticos para que não aprovassem lei sobre o tema.

“Nunca é tarde demais para instituir esse imposto”.     O autor cita inclusive (base 2018) o presidente Donald Trump que fez fortuna no setor imobiliário em Nova Iorque.

O autor destaca que dos anos 80 para cá se acelerou o processo de urbanização ...  “refletindo o grande aumento nos ganhos derivados da aglomeração”.    Ele vê que tributar esse público seria premente mas...   “pelo contrário, estamos presos na armadilha das velhas disputas ideológicas sobre tributação”.

...”Em termos mais fundamentais, os ganhos de aglomeração são, por sua própria natureza, produzidos coletivamente.   Eles resultam de interações entre milhões de trabalhadores e não apenas do esforço individual de cada trabalhador altamente remunerado”.

Os superqualificados merecem ficar com boa parte da remuneração ... “mas não merece toda ela”.

O argumento da eficiência em favor da tributação de ganhos de aglomeração.     ...”como é possível tributar os ganhos de aglomeração?”

O ganhador de um Prêmio Nobel, Robert Solon...  “sustenta que as rendas econômicas aumentaram e que a tributação deveria passar da renda salarial para a renda econômica”.

Recuperando as cidades interioranas que estão “acorrentadas a um cadáver”.    No caso da alta tecnologia na área computacional, o polo chamado de Vale do Silício surgiu em torno da Universidade de Stanford nos USA.

Pensar localmente.    Bancos locais que foram desaparecendo.

Pensar mais amplamente.   Soluções do setor público para coordenação.      O autor está escrevendo parte deste livro em Singapura.  Numa cidade muito próspera e muito bem administrada pelo setor público.

Compensar os Pioneiros.   Bancos de Desenvolvimento.

Polos de conhecimento: Universidades locais.

“A proximidade das universidades com as empresas que estão aplicando o conhecimento ajuda tanto as empresas como as universidades”.

O MIT Massachusetts Institute of Technology é ligado à Universidade de Harvard (USA).   Ambos tem ligações e se complementam.

Há necessidade da pesquisa pura mas a aplicada pode inclusive ajudar de forma mais direta a comunidade.  Ambos tem seus méritos.

Pesquisa aplicada.  “Este é mais um uso possível de verbas públicas”.

 

Continua no capítulo 12

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Cap.10 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - PAUL COLLIER - Prof. em Oxford - Inglaterra (2018)

capítulo 10

 

“A França travou três guerras com a Alemanha no curto tempo de setenta anos”.    Após a segunda Guerra Mundial se criou a ONU, a OTAN Organização do Tratado do Atlântico Norte e mais adiante a CEE Comunidade Econômica Europeia.

O PISA Programa Internacional de Avaliação de Alunos também foi criado para tem parâmetros que pudessem comparar desempenho escolar em diferentes países.  

Nesse pós guerra criaram também o FMI Fundo Monetário Internacional.    A meta era fornecer financiamento a países em crise econômica.   Em 1976 a Grã Bretanha  só não entrou em colapso pelo apoio que conseguiu no FMI.   Este que na criação teve a participação do britânico Keynes.

“Os criadores do FMI deveriam ser reconhecidos pelos seus países como heróis nacionais”.

Discorre sobre a ONU e suas boas intenções... “a despeito de sua enorme boa vontade raramente tem se mostrado eficaz”.    (veio para buscar a paz mundial e não tem sido nada efetiva).

A erosão do Mundo Ético    (página 138)

O autor avalia que a UE  União Europeia tem pontos positivos e pontos negativos... “é cada vez mais uma entidade em que os países poderosos dizem aos outros o que devem fazer”.

O FMI por interferência das Ongs, passou a condicionar aos empréstimos, que o país tomador do crédito siga normas ambientais mais rígidas do que as seguidas pelos países ricos.

Reconstruindo um Mundo Ético

Uma hipótese para se construir algo com algumas estratégias para o âmbito global.   O G20 é grande demais.  Já o G7 é falho por excluir a China e a Índia que entre outros fatores, são os dois países mais populosos do mundo.

Como sociedade...   “nosso dever de resgate”.    “Essa é a minha praia: passei minha vida adulta inteira procurando incentivar as pessoas de sociedades prósperas a reconhecerem que temos esses deveres para com os outros”.      (aqui se supõe inclusive tratar com dignidade os imigrantes).

Os Refugiados    

“Começo com nosso dever de resgatar refugiados.  Existem 65 milhões de pessoas no mundo  (base 2018) que deixaram seus lares movidos pelo medo ou pela fome”.    “Um terço delas se tornaram refugiados”.

O HIV Positivo

Havia povos africanos com doentes de HIV que não podiam ter acesso a remédios para prolongar a vida diante da pobreza.  Em certa época, a França e os USA acolhiam imigrantes portadores de HIV por questão humanitária e custeavam o tratamento que não é barato.  Depois deixaram de fazer isso.

O Dever de Resgate do Desespero em Massa

Resgatar pode ser apoiar nos próprios países onde estão principalmente os jovens em dificuldades.   “Resgatar significa restaurar e aumentar a autonomia, e não impor autoridade sobre as pessoas”.

Conclusão:       Parte 3 -  Restaurando a Sociedade Inclusiva

Capítulo 7 -   O divisor geográfico:  Metrópoles prósperas, cidades falidas.

Dos anos 1980 para cá se acelerou muito o grau de produtividade das grandes cidades em relação às demais.

As metrópoles na França, na Inglaterra e nos USA votaram em peso contra a direita e os povos do interior, em desvantagem econômica, votaram na direita de Le Pen, Trump e pelo Brexit na Inglaterra.

O que move o novo distanciamento

Cidades que eram polos de certos setores industriais na Europa e USA e que foram desafiados pela globalização.   A siderurgia da Grã Bretanha foi atropelada pela competição da Coreia do Sul.    Detroit, nos USA, teve o golpe da concorrência globalizada no seu setor automotivo.  Seguem outros exemplos...

“Essas cidades se recuperam?   Os ideólogos de direita acreditam que desde que o governo não intervenha, as forças do mercado corrigem o problema.  Infelizmente, não passa de mera crença ideológica”.

Decai a indústria, os imóveis desvalorizam, os empregados não conseguem vender suas casas e comprar outra na cidade que está próspera onde os imóveis custam muito mais.

Algumas dessas cidades com amplos galpões industriais vazios, viraram abrigo de call centeres.   Estes que empregam pessoas com baixa qualificação e baixo salário.  Encolhe a economia local.

Continua no capítulo 11


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Cap. 9 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. em Oxford (2018)

 capítulo 9

Então o que pode funcionar?     Já foi visto que “a regulação e a propriedade pública apresentam graves limitações” , há outras abordagens que não foram apresentadas...   Seguem três abordagens:    1 – Tributação; 2 – A representação do interesse público nos conselhos diretores das empresas.   Usar leis para colocar isso em empresas privadas...    (como leitor, vejo no caso do Brasil um Congresso amplamente majoritário a favor do capital e algo nesse sentido seria uma utopia na atualidade)

3 – Fiscalizando o interesse público.

Capítulo 5 -   A Família Ética

A família tendia no passado a ser mais coesa e mais solidária.   Os pais criavam os filhos e tinham comumente seus pais em vida, havendo uma interação entre netos, pais e avós.   Os pais tinham a expectativa de que na velhice teriam amparo dos seus filhos.

Há décadas essa relação foi se afrouxando inclusive pela separação de muitos pais.

Abalo no topo – Os mais instruídos

Abalo na base – os menos instruídos.

Consequências do distanciamento social.  Criança sem a presença dos pais.    (página 124);   “Nos USA – e pode ocorrer num futuro próximo – mais a metade de todas as crianças de hoje viverá provavelmente até os dezoito anos numa família monoparental (sem a presença de um dos pais).

O problema é mais grave nas famílias mais pobres nos USA.    Na metade que tem menos instrução, ...”a norma é a criança com um genitor – ou nenhum genitor, correspondendo a dois terços das crianças desse grupo.”

Estudos mostram que as crianças criadas na presença de ambos os pais se dão melhor no futuro delas.    O Estado acode mas não faz milagres.

“Pagar a terceiros para cuidar dos filhos pode suplementar a criação parental, mas não substitui os genitores”.      ... “Em suma, o que a família faz nos poucos anos antes da escola é mais importante do que as escolas fazem nos doze anos em que tem as crianças sob sua responsabilidade”.

Pais com pouco estudo e mais pobres dão ênfase ao educar os filhos três quartos de foco na obediência e um quarto em autonomia.  Já os pais mais estudados, há o inverso.  Três quartos do foco em autonomia e um quarto em obediência.

“A leitura parental incentiva o desenvolvimento infantil e é o principal fator isolado a explicar as diferenças na aptidão escolar”. 

A respeito do desempenho escolar o autor cita o Pesquisador Robert Putman e o livro Jogando Boliche Sozinho que teria dados de alta relevância de pesquisas no tema.   (pesquisei e livro usado desse autor custa de 200 a 250 reais na internet – 2026)

Restaurando a Família Ética

Dados da psicologia social.  “Nosso pesar pela realização social insuficiente torna-se pequeno ao lado do nosso pesar pelas obrigações que deixamos de cumprir.”

Cita o Psicólogo Martin Seligman.   “O ilustre psicólogo e sua conclusão inequívoca sobre a busca do bem-estar.   Se quer bem-estar, não o terá se se preocupar apenas com a realização ...  as relações pessoais próximas não são tudo na vida, mas são centrais”.  

 O autor deste livro coloca: “A substituição da família ética  pelo indivíduo com direitos próprios revela ser mais uma tragédia do que uma vitória”.

Sobre a família e o casamento.   No passado as famílias eram maiores mas a longevidade era menor.  Eram mais horizontais.   O mais comum eram três gerações:  netos, pais e avós.   Agora as famílias são mais longevas e a estrutura ficou mais vertical.   Menos filhos, mas comumente a presença em vida de bisavós.

Geração na Europa que viveu a II Guerra Mundial.   “Viveram uma era de impérios – britânico, francês, russo, japonês, austríaco, germânico, português, belga, italiano... que estavam se desfazendo sob as pressões de seus flagrantes absurdos éticos.”

Construindo um Mundo Ético

Continua no capítulo 10

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Cap. 8 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER (Prof. em Oxford) 2018

 capítulo 8                            fevereiro de 2026

 

Nos USA e Reino Unido tem se acelerado a cobrança de lucro junto aos diretores de empresas que chegam a ser avaliados trimestre por trimestre.   Os salários dos diretores em média subiram muito comparando com os salários dos empregados da mesma empresa.  Nos últimos trinta anos a diferença saiu de 15 vezes para 150 vezes.   O diretor ganhando de 15 a 150 vezes o salário médio dos demais empregados da mesma empresa.

Nos USA a relação saiu de 20 vezes para 231 vezes nos trinta anos. (página 91).

Comitês que decidem vão se afastando dos demais colaboradores da empresa e são mais coesos entre si como uma casta superior.

Executivos que ganham “só” quatro milhões de dólares se preocupam mais por se sentirem inferiores aos que ganham cinco milhões ao se encontrarem no Forum Mundial em Davos.

O setor financeiro turbinou isso.  Dirigentes tem recebido até 500 vezes a média salarial dos demais funcionários da mesma empresa.

Cita o caso do Deutsche Bank.  Antes era rigoroso.  Depois contratou o executivo Edson Mitchell e daí este estimulava seus subalternos a ir para espetáculos de dança depravados além da gestão agressiva.    “Mitchell sentia explícito desprezo pelas obrigações com a família”.

O banco.....  “era dirigido por gente de ética mais condizente com a administração de um bordel”.  (pág. 92).    O banco teve um desfecho ruim.

As consequências de permitir o controle dos proprietários

A opção de focar no retorno imediato tem levado os executivos a buscar sempre o maior retorno imediato e tendem a não investir em expansão, novas tecnologias etc que no curto prazo reduzem o lucro.  Terão problemas no médio e longo prazos com essa metodologia imediatista.

Na Grã Bretanha o índice de investimentos nas empresas de capital aberto é em média 2,7%  e nas de capital fechado, de 9% do lucro anual.

Na visão de longo prazo, os que investem mais tem tido melhores desempenhos ao longo do tempo.

O autor cita com foco nos USA e Reino Unido que as empresas tem dado pouca atenção para o longo prazo, numa visão imediatista.

O autor destaca que os fundos de pensão investem recursos para manter seus compromissos de longo prazo.   Se ficarem aplicando em ações de empresas administradas com foco no curto prazo, correm riscos.

O que Podemos fazer a Respeito?    (página 95)

...”Felizmente, tais problemas não são características inevitáveis do capitalismo, e sim consequência de erros de política pública que podem ser corrigidos”.

...Mudando o poder na empresa.

...”Os dados sobre os resultados favorecem que se dê força legal a representação dos interesses trabalhistas nos conselhos das empresas.   Essa mudança não é inevitável: na Alemanha faz muito tempo que a estrutura jurídica das empresas exige participação dos representantes dos trabalhadores na direção empresa”.      ...”as empresas alemãs tem mostrado um êxito extraordinário”.

O Habitat das Empresas:   A Luta pela Sobrevivência

As novas formas de negócios em rede como o Google, a Meta, a Uber etc...  difícil haver controle sobre esses entes que vem surgindo.

Lança uma pergunta:   As regras regulam?      Na era do mundo digital fica muito mais difícil que agências reguladoras nacionais consigam disciplinar as ações das concessionárias privadas que atuam no âmbito internacional.   Muitas delas sendo de origem nos USA.

A Propriedade Pública

O autor cita que atualmente na Inglaterra a grande maioria do povo está descontente com os serviços públicos que antes foram privatizados.    Antes, privatizavam porque achavam que seria melhor para o povo e agora constatam que os serviços ficaram piores na forma privatizada.

Então o que pode funcionar?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Cap. 7 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. de Oxford - Inglaterra - 2018

capítulo 7

 

Fenômeno que ele chama de “câmara de eco”:   “Temos mais facilidade em limitar nossas  interações sociais àqueles com que concordamos”.

“... as pessoas tem a necessidade fundamental de pertencer”.

Nos embates de guerras há tendência dos defensores se aplicarem com mais afinco do que os atacantes.   Costuma haver nos conflitos uma média de 1:3, ou seja, um atacante para três defensores.   O autor diz que a ciência já constatou que até entre os animais essa correlação é semelhante.   “ O instinto de defender o território tem raízes muito profundas; estamos ligados a uma noção de lar”.

O presidente Macron defende um tipo de nacionalismo que  “promove um discurso de cooperação em benefício mútuo”.   Inclui em sua pauta a preocupação com as mudanças climáticas inclusive.

“Uma das razões pelas quais pelas quais os mais jovens estão perdendo o senso de pertencimento é que ficou mais difícil comprar casa”.

4 A Empresa Ética

A maior e mais respeitada empresa química na Inglaterra no passado era a ICI Imperial Química Indústria.   No passado publicava como meta:  ser a melhor empresa química do mundo”.   Mas nos anos 1990 ela mudou de meta:  “Nossa meta é maximizar o valor para o acionista”.

O economista Milton Friedman, Prêmio Nobel expos nos anos 70 em artigo de jornal   “que o único objetivo de uma empresa é o lucro”.    Esse jargão se espalhou no mercado.      ...”com o tempo a ICI entrou em decadência e foi vendida.

Em 2017 com o programa O Futuro da Corporação com ideia capitaneada pelo Professor Colin Mayer, da Universidade de Oxford.   “O programa tem como proposição central a finalidade das empresas é cumprir suas obrigações com os clientes e funcionários.

Uma empresa Ética ou uma Vampira do Inferno?      O caso do banco Goldman Sachs.   Colocou de forma expressa o objetivo:  “A única coisa que fazemos é ganhar dinheiro para nós mesmos”.    Os funcionários passaram a trabalhar por comissões e foram fazendo negócios de riscos elevados.   Na crise de 2008/2009 o banco quebrou e houve na mesma onda muitas perdas financeiras que se espalharam pelo mundo afora.

(lembrar que a crise de 1929 começou nos USA e irradiou pelo mundo afora e a de 2008/2009 também começou nos USA)

Estima-se que só os USA perderam cerca de dez trilhões de dólares com aquela onda de 2008/2009.     Nessa crise icônica a GM General Motors dos USA quebrou.

O autor continua descrevendo os porquês da decadência da GM e do sucesso da Toyota.  Esta última com estratégias de qualidade, confiança e cooperação inclusive entre seus fornecedores.

Na página 87 discorre sobre o caso da Volkswagen.   Em 2016 a VW foi flagrada nos USA burlando a lei que exigia redução da poluição pelos carros.   A empresa tinha desenvolvido um sistema que mascarava o nível de poluição nos seus carros e foi flagrada e teve que arcar com as consequências.

Quem Controla a Empresa

Quando uma grande empresa quebra, ela arrasta muita gente e muitos parceiros para a dificuldade.   Cita o caso do banco Lemann Brothers dos USA na crise de 2008/2009.   Este quebrou e espalhou a crise para os USA e o exterior.   Ele foi a gota d´água da bolha que estava formada...

Empresas emitindo ações.  Fundos dirigindo bancos.  Muitos fundos de pensão administrando bancos.   Muito uso de algoritmos na tomada de decisões.   “Cerca de 60%  - base 2018 – das operações no mercado financeiro em ações são automatizados”.    O algoritmo “decide”.

Quem faz gestão de fundos de ações tem controle sofisticado do movimento destas, mas não tem pleno conhecimento de como agem as empresas que lançam as ações no mercado.

 

Continua no capítulo 8