capítulo 3/8
Capítulo
V - ....”revoadas dos corvos, os
hóspedes negros da podridão...”
Sobre o morto que foi trazido em rede no ombro de dois
parentes. Trazidos para o vigário
encaminhar com o rito e depois sepultarem o tal.
“O velho, coitado, não pode resistir às longas jornadas e nesse
dia pela madrugada tinha morrido,
deixando uma ninhada de dez filhos”.
De onde os forasteiros vieram, tudo desolado... “e há mais
de seis meses come-se a farinha ralada do miolo da carnaúba”.
...”e da gadaria não resta
mais do que a ossada branca”.
O vigário avisou que os parentes do morto tinham que pagar pelo
enterro. Tudo que os parentes tinham
eram dez tostões para migrarem, fugindo da seca. O vigário diz: ...”com dez tostões não se enterra um homem
em sagrado”.
Gado enganando a sede nas poças de água do que restara do
Rio Jaguaribe.
O vigário sempre pensando em Eulália e fumando um cigarro
atrás do outro. O vigário recebeu como
pagamento além dos dez tostões da família do falecido, um cordão com um
crucifixo.
Entregou o cordão com o crucifixo pra o sacristão dar à
Mundica, filha do sacristão e que era amante do vigário Paula.
Um grupo de retirantes de outros lugares chega em péssimas
condições e pede pouso na igreja. Algo
em torno de cem pessoas. Um paroquiano
diz ao vigário:
-“É uma obra de caridade dar pousada aos peregrinos – disse o
vigário”.
Um sitiantes que mora no lugarejo é muito caridoso e ajuda a
todos que consegue. Os amigos até acham
um exagero dele.
Dizem a ele até um refrão:
Quem dá o que tem a pedir vem.
Ao que ele responde: - Mas encontra quem lhe dê também.
O grande defeito de Rogério Monte era o ódio que tinha pelos
Feitosas. Foi um século de guerras
entre as famílias. Eram influentes e
mesmo as autoridades não tinham força para acabar com os conflitos entre os
rivais.
...”O ódio de Monte estava dissolvido em seu próprio sangue”.
“jogar bisca na casa do Queiroz que era o professor do
povoado.
O drama do vigário que vivia visitando a casa do professor
Queiroz e era apaixonado pela Eulália, ela nos seus dezesseis anos. Ele a conhecia desde menina. “Não seria sua, não seria de ninguém”.
Ele tinha como trunfo usar o segredo do confessionário para
mantê-la sob seu jugo psicológico.
A formosa Mundica era filha do sacristão e amante do vigário.
O professor e amigos jogando bisca na casa dele.
...”Irena que era próxima e confidente de Eulália, deliberou
continuar clandestinamente a amar Feitosa, apesar da negativa do pai dela”. Este que guardava ódio pelos Feitosas.
Irena às vezes tinha vontade de fugir. As duas na rede, Irena e Eulália.
“Eu também resolvi ainda agora uma coisa contra o vigário –
disse Eulália. Não o quero aturar mais”.
... Retirantes
acampados no antigo engenho imundo.
Gente faminta, tendo agora o problema do tifo, doença contagiosa.
...”a fama dos Viriatos dos Cariris tomava grande vulto na
voz pública... quadrilhas de ladrões...
No meio da desolação
pela seca, havia a ação de bandidos, saqueadores e dentre estes, a tal
Quadrilha dos Cariris. Havia também o
temor pelo bando dos Viriatos.
O Feiticeiro das cobras cascavéis conselho aos
retirantes que estavam no engenho velho
descansando por curto tempo em dias.
“Há muita gente que
passa por ladrão sem nunca ter furtado nem a porção de açúcar que uma formiga
carrega”.
Continua no capítulo 4/8
