Depois da briga por causa da disputa da água e o ódio da
Mundica por dona Ana, tia da rival dela pelo vigário, dona Ana resolveu
abandonar o grupo.
...”Na manhã seguinte... deixaram o pouso insultadas e
indefesas”.
Capítulo VI
Mundica ficou famosa pelos barracos que aprontou na caminhada. Ela já tinha até um novo caso. Era amante do comissário local. A fama dela despertou a curiosidade inclusive
do vigário local. Este pediu para o
comissário lhe apresentar Mundica.
Na prosa ela diz: - “Contam
sempre demais, senhor vigário; deve-se sempre partir ao meio o que se ouve”.
O vigário em companhia do comissário ao visitar Mundica,
conheceu a família dela que tinha inclusive uma irmã mais nova, também bonita,
que causou interesse do vigário local.
Era a Amelinha.
... “É uma família de formosuras – ponderou judiciosamente o
vigário...”
O vigário pergunta ao comissário se Amelinha também já era
mulher.
... “não sei, o que me parece é que ela não é, porque não
pôde; porém mais dia menos dia...”
- “É; em tempos de
calamidade, é muito difícil que a pobreza possa conservar-se pura”.
“Quando a necessidade bate pela porta da frente a virtude
sai pelos fundos”. ...
“De brio eram, a Dona Ana e a tal Chiquinha e essas morrerão
à fome antes que cedam a honra”.
... falas do
comissário com o vigário. “É verdade
que, de uma hora para outra, muda-se tudo, e a Chiquinha não deixa de ser
bonita”. Boa noite.
Um retirante bate à porta do vigário Belmiro, se dizendo vigário
também e pedindo pouso. Para provar que
é vigário, apresentou uma carta de recomendação. Teve tratamento bom, com galinha ensopada
no jantar.
Milho agora deixou de ser só ração de animais e passou a ser
alimento quase único para os retirantes.
O vigário local serviu até vinho do Porto para o seu colega.
E ele sabia do caso entre Mundica e o vigário visitante.
Sobre o peso de consciência do vigário Paula. ...”e a imaginação, tremendo juiz que não
dorme, que não se suborna, desdobrava-lhe quadros medonhos como resposta”.
... uma mãe faminta na caminhada. “deitava nos lábios da criança o seio nu,
mas este estava mais árido do que um rochedo, e o quadro era triste, porque era
a esterilidade amamentando um esqueleto”.
O vigário Paula tinha vontade de se vingar de Mundica, sua
ex amante e esta por sua vez tinha vontade de se vingar de Eulália por quem o
vigário era apaixonado.
O Onça do bando dos Viriatos chega do Crato e traz más
notícias do bando. O Pedro, que era bem
complicado e queria formar seu próprio bando, foi pego desviando objetos
saqueados pelo bando no Crato. Apanhou
do bando e se descobriu que ele foi quem atacou Eulália na estrada, ela que era
protegida pelo seu bando. Uma traição.
Pedro foi expulso, criou o seu bando e jurou vingança aos
Viriatos. Poderia ser por meio de
ataque armado ao bando ou por denúncia à justiça. Seria um estrago para os Viriatos.
Para o vendeiro Inácio que tinha passado honrado e por
pressão do bando recebeu dinheiro para ficar sendo dono de fachada do local sob
o controle do bando dos Viriatos, a situação complicou. O bando determinou que ele tinha que fechar
a venda e sumir para outro povoado e lá abrir novo negócio.
Continua no capítulo 12/18
