O sacristão em conversa com o vigário. Diz que o povo local percebe que a “doença”
de Eulália vai acabar dentro dos nove meses.
O vigário ficou indignado. Mas é
o que o povo local percebe. .... “É,
fala-se muito neste lugar, senhor vigário:
mas neste caso basta a gente ter olhos e ouvidos”.
Eulália foi conversar com o vigário para tentar entender
seus males e o azedume da tia dela.
Era a gravidez dela o problema.
...
O vigário... “Amo-te ... mais que
nunca...
Mas quero compartir teu sofrimento, amargurar-me na mesma
angústia, porque o dia em que todos saberão do teu erro e do meu crime está
próximo, Eulália, muito próximo!”
“- Vou então ser mãe?
.... quanta desgraça, santo Deus!”
O vigário indica como uma saída para ele no caso, pedindo
para Eulália matar a criança. Ela
responde indignada: “Nunca! Nunca! ... não cometerei mais este crime. E saberei defender meu filho contra todos”.
Ela cogita mudar do povoado.
“Doida, não vê que a tua ausência não basta para salvar a
minha honra?
Ela retruca: - E
importou o senhor com a minha? ... não
quero ser a assassina do meu próprio filho.
Deixe-me passar... ... ficou
perplexo a ver a jovem afastar-se apressada e altiva”.
Eulália em casa pega o canivete do crime e no qual há
gravado no cabo o nome do vigário Paula.
Um tropeiro que chega traz notícia de que o Imperador não
vai mais mandar ajuda para os retirantes da região. Isto por conta de falcatruas de pessoas que
eram encarregadas de distribuir os socorros aos flagelados.
E o tropeiro recebe a novidade da barriga de Eulália e sobre
a parte do vigário no caso.
Mundica (Raimunda), filha do sacristão e amante do vigário
pede para ele fazer com que Eulália deixe o povoado. Ele diz que isso é difícil.
Mundica ameaça o vigário dizendo que se ele não fazer
Eulália deixar o povoado, ela espalha para todos que ele é o pai da criança de
Eulália.
“E eu – respondeu o vigário contrariado – hei de reduzir
vocês a não ter o que comer, percebeu?”
O pai de Mundica diz à filha que acha que o vigário, sabendo
que não vem mais ajuda aos retirantes, pode ir embora com Eulália.
Dona Antonia, empregada da casa de Eulália, espiou na noite e viu o crime do
vigário. Resolveu agora ir pedir pouso
na casa do sacristão e contou do crime.
Ela colocou o vigário numa situação complicada.
Os retirantes famintos se juntaram em frente à casa de Antão
e tentavam arrebentar a porta em busca de alimentos para aplacar a fome.
O vigário mandou bater o sino da igreja e foi lá dispersar a
multidão com argumentos sagrados.
Descobertos os erros e o crime do vigário, o povo foi até a
igreja para escorraçá-lo. Ele se
escondeu num compartimento atrás do altar.
Altas horas da noite, saiu e foi se juntar aos retirantes no
engenho. Foi lá na verdade buscar a
proteção dos retirantes que até então recebiam uma migalha de ajuda do povoado
e da província.
Disse ao povo loca que o que tinham contra ele era
calúnia. “É uma falsidade, juro-o à
face de Deus – exclamou o vigário...”
... eu serei vingado pelo castigo do céu sobre os que não
correrem em minha defesa”.
O vigário tentou jogar os retirantes contra os poderosos do
povoado. Veio a resposta: - “Não podemos tirar-lhes isto; Deus é mais
poderoso para com eles”.
O vigário fez um discurso para as mulheres e as crianças. Aí conseguiu o que queria. Se vingar dos graúdos do povoado.
...”a grande massa de andrajosos gritou por uma só voz: - “Ao
povoado!”. O vigário
orientou... “a cerca do cemitério fica
em caminho, os seus mourões servirão para arrombar as portas”.
No meio do conflito e do sangue, o vigário pegou um cavalo e
saiu a galope em fuga. Ao passar perto
do cemitério, o louco que perdeu a filha por causa da gravidez com o vigário,
cercou-o e este caiu do cavalo e entraram em luta.
Houve no povoado o saque, muitas mortes e feridos de ambos
os lados e os feridos abandonaram o povoado em peso. Os retirantes também depois disso
abandonaram o engenho.
Fim deste volume 1.
Continua no volume dois que terá capítulos a seguir. Gratidão aos que tem acompanhado a
leitura. 18-08-2026
