07-09-2026
O vigário Paula avisou o anfitrião que partiria em dois
dias.
Após a missa, o comissário fez uma reunião reservada só com
o vigário e nem o sacristão pode participar.
O povo ficou sabendo que houve a reunião e imaginou que seria algo
grave, mas não sabia que era sobre o sumiço do dinheiro para acudir os
retirantes.
Na voz do povo... “enquanto
a Mundica estiver aqui, o povo inteiro repetirá que ela é a senhora do
comissário”.
O vigário depois da reunião contou de forma reservada o caso
ao sacristão. Disse que o comissário
acusa a Mundica do roubo e que vai no abarracamento fazer ela confessar e
devolver o dinheiro.
O vigário Paula, que quer prejudicar Mundica, está faceiro e
disse que vai para o abarracamento para ver a cena. Diz: “Eu
é que não perco a festa”.
Depois dos guardas, por ordem do comissário, revistarem tudo
e nada encontrarem, este perguntou a Mundica que estava em pranto, onde estava
a latinha com o dinheiro. Ele antes
tinha mostrado a latinha a ela.
Ela negou saber onde estava o dinheiro. Disse que não roubou.
“Bem – bradou ele – dirigindo-se aos guardas – panham-me
para fora a chicote esta ladra”.
A multidão vaiando ela.
Por ordem do comissário, a família dela também foi posta pra fora do
abarracamento. Tinham que tomar algum
rumo.
Eulália perguntou aos retirantes por sua família e avisaram
que haviam partido fazia uns quatro dias.
O cenário da seca. “A
nudez substituira a vegetação, e o verão deixara um rastro negro sobre os
lugares outrora cultivados, como se fora uma lápide sobreposta aos mortos
plantios”.
Com parte do dinheiro que ganhou de Virgulino, Eulália
contratou um guia. Eram vinte léguas a
percorrer à pé. (120 km) até Quixadá-CE.
A tia Ana de Eulália e suas irmãs mais novas estavam
sofrendo no trecho. Chiquinha lembra o
caso da família que no aperto pela fome, matou a besta que carregava as cargas
para servir de alimento para aplacar a fome.
Dona Ana lembrou que elas não tinham uma besta. Chiquinha olhou para o cão fiel companheiro,
o Amigo. O cão abaixou o olhar ao ouvir
seu nome.
...Ӄ uma necessidade, exclamou Chiquinha, enxugando as
lágrimas.
- Não é verdade, Amigo? ... O cão soltou um latido festivo. “Dir-se-ia que neste movimento o Amigo
fazia um oferecimento da sua vida à família e que lhes suplicava até a honra
desse holocausto”.
... a sobrinha menor, de quatro anos acorda. – “Não posso mais, eu morro de fome”.
Chiquinha amarrou uma corda no pescoço do cão e pendurou ele na casa abandonada e
logo ele estava morto por enforcamento.
O jeito foi matar a fome com a carne do cão Amigo.
Eulália e seu guia chegam perto de uma casa abandonada e
decidiram tentar o pouso no local. O
guia foi até a casa e lá encontrou Mundica e a família dela derrotada pela
fome.
O guia reconheceu Mundica e pela miséria, percebeu que ela
não tinha roubado o dinheiro do socorro aos retirantes. Ela falou para o guia, ao retornar ao
povoado, para ele explicar isso para o povo.
O guia recomendou a Eulália para não chegar à casa por saber
do ódio de Mundica por ela. Mas Eulália
por compaixão, pediu ao guia par dividir ao meio o que tinham para poder
socorrer a família de Mundica.
Mundica responde ao guia de Eulália, chamando-a de camborça
e recusa com veemência ajuda dela.
Mundica achava que o dinheiro de Eulália teria sido dado
pelo vigário Paula, ex amante dela e daí o ódio. Não imaginava que o dinheiro veio pela
gratidão de Virgulino que era do bando dos Viriatos mas que no passado foi
amparado na fome pela caridade do professor, pai de Eulália.
Mundica conversando com a irmã Amélia diz que ao chegarem em
Quixadá, por vingança ela vai denunciar Eulália para ela explicar onde conseguiu
o dinheiro para essa caminhada com provisões e guia.
Segue no capítulo 14/18