capítulo 6/9
As amigas Irena e Eulália juntas e no puro
lamento. Uma pelo amor proibido por conta dele ser de família inimiga da sua e
outra por ser assediada pelo vigário que era amigo da família desde que ela era
pequena.
- “Sabe o que hei de fazer, Eulália, sabe
o que hei de fazer? ... Não, não posso
dizer”.
... Irena diz a Eulália.
“Vou fugir”.
- Nunca, minha amiga, nunca!
Seria a morte do seu pai.
-É a esperança do meu amor.
- Doida! - soluçou Eulália.
- Desgraçada é que eu sou.
...Rogério Monte via a aflição na filha mas não sabia o que
se passava com ela.
Perguntou para Eulália e esta respondeu com um disfarce:
- “É a história que lemos de dois noivos que fogem porque os
pais se negam a consentir no casamento – respondeu Eulália”.
...
Rogério Montes desconfiou que Irena amava Augusto Feitosa.
“Não é possível que ela ame Augusto.
- E se fosse? ...
- Matava-o – interrompeu Rogério Monte – mas é impossível”.
...
“Somente uns malévolos resmungavam de uma providência que
foi tomada pelo vigário, e era que os socorros distribuídos às mulheres deveriam
ser recebidos em sua casa”.
Para dar uma fachada de pureza, o vigário havia criado “uma
corporação de virgens no povoado”. Ele
perguntava sobre o socorro ao povo.. –
“ Que tal está o serviço?
- Nem tão bom – respondiam-lhe sinceramente os paroquianos”.
O sacristão foi reclamar ao vigário que precisava de um
aumento de salário. Que era para manter
a família.
O vigário andando à noite viu um vulto e se armou de uma
lasca de madeira e ficou escondido. O
vulto seria uma pessoa que estava tramando a fuga e o vigário pensou que a moça
fosse Eulália. Esta por quem ele tinha
enorme ciúme porque a amava.
Desferiu o bastão e derrubou o rapaz – o Augusto
Feitosa. Só que a trama era de Feitosa
estar para fugir com Irena, amiga de Eulália.
Assim sendo, Augusto Feitosa foi atacado por ciúme e por engano, pois o
vigário pensava que Feitosa amava Eulália e com ela iria fugir.
Os vizinhos acudindo o agredido à noite na casa de Queiroz e
Eulália, paralisada pela desconfiança – em relação ao vigário.
Depois que os vizinhos se afastaram, ela foi até a cerca onde
houve o ataque e achou, ensanguentado, o canivete-punhal do vigário.
Eulália escondeu o canivete na sua gaveta de roupas.
Antão era o encarregado de tentar descobrir quem fez o
crime. Achou que o criminoso seria
algum retirante que estava abrigado no Engenho velho. Achava que no seu povoado não teria suspeito
desse assassinato.
O vigário com o remorso pelo crime
praticado.
- “Perdão! Perdão!
..... soluçou contritamente. Eu
não sou mau...
Ocultai a minha vergonha, escondei o meu crime para sempre”.
O vigário trancado em casa procurando desesperado a arma do
crime. Não achou o canivete e deduziu
que deixou cair no local do crime.
Chegou ao professor Queiroz o boato de que o amigo dele,
Rogério Monte, por ter saído da cidade seria o suspeito. Por outro lado, na verdade ele saiu da
cidade para ir acertar com seus credores a forma de pagar suas dívidas.
Por um lado, Rogério Monte era da família de desafetos contra os Feitosas e a
coincidência do ataque ao Feitosa e a viagem do Rogerio.
O professor Queiroz ponderou ao inspetor Antão: “Mas Rogério é incapaz de matar uma mosca e
que se quisesse matar o Feitosa, você sabe, atacava-o cara a cara”.
Queiroz foi pedir para o vigário explicar para o povo que o
Monte recebeu uma carta de cobrança e por conta disso viajou. Que ele não teria nada a ver com o crime.
O vigário disse que já tentou falar isso com o povo mas não
foi ouvido. O vigário disse que a mãe do Feitosa jurou perseguir o que atacou
o filho dela e acabaria com ele.
Continua no capítulo 7/9

