Na visita do comissário, ele pediu vinho a dona Ana e esta
disse que não tinha. Ele falou que era
para ela mandar uma das sobrinhas ir pegar no depósito no abarracamento. Lá ele atendeu Chiquinha e arrastou a asa pra
ela, que ficou indignada e se retraiu.
Ele percebeu e disse que aquilo era só um teste para ver a reação
dela. Pediu para ela não contar o
ocorrido à tia dela.
O comissário fez questão de levar dona Ana para percorrer o
abarracamento onde ela viu horrores da miséria.
Fome, doenças e mortes. Depois
disso ele pretendia, a troco de proteção, seduzir as sobrinhas dela.
Dona Ana arranjou um jeito de evitar o pior, mentiu dizendo
que sua sobrinha não era mais virgem e tinha um amante e isto fez ele perder o
interesse por ela. Depois disso, durante a noite ela e as sobrinhas
fugiram do abarracamento.
Capítulo X – página 255.
Estavam no ano de 1878 convivendo com a seca feroz. Troca de governo e a província ficou sem
sintonia com o novo governo. Assim sem
verba, o presidente da província do Ceará resolveu jogar para o governo federal
a responsabilidade sobre os retirantes que eram dezenas de milhares.
O caos aumentou em muito e as mortes por fome e doenças
escalou.
...”desdobraram-se cenas as mais pungentes. A morte era a
menos horrorosa de todas elas”.
“O leilão da honra tornou-se um fato comezinho entre os
desgraçados”
...”No meio da onda geral de perdições,
que inundava a cidade, aparecia agora a mísera Eulália”.
...”O primeiro pensamento que ocorreu a ela foi atirar-se ao
mar: a morte apareceu-lhe como o último
desforço, porque dela sobreviria a Paula o remorso”.
Pensando em seguida na tia e nas irmãs mais novas, mudou de
ideia.
“Quis viver para elas e para a sua vingança”.
Enfim Eulália conseguiu encontrar a tia e suas irmãs. Mas a tia não a perdoou e disse que se
Eulália queria ficar junto das irmãs, ela se retiraria do convívio da
família. Nessa situação, Eulália
resolveu ela mesma se retirar e arranjar jeito de ajudar a família se mantendo
à distância.
Na miséria, pousando debaixo dos cajueiros da capital,
dormindo em rede, Eulália teve um dia pelas ruas a acolhida de uma senhora que
se mostrou solícita. No desenrolar da
conversa a mulher deixou claro que ali se vivia da prostituição. E que Eulália sendo jovem e bonita, poderia
viver bem do ofício e ter meios de pagar o sustento da família que estava no
risco de ser despejada da casa que lhe dava pensão e que estava com os
pagamentos atrasados.
Eulália não viu saída e foi aderir à proposta da dona do
prostíbulo. Tudo para proteger as irmãs
da fome e do risco da prostituição.
Cap. XI
Feitosa entrou na igreja e contou para o padre agora amigo
do vigário Paula, que este tentou assassiná-lo na paróquia onde moraram. Os dois padres em confidência anterior
revelaram que seduziram moças. Mas o
padre chamou Paula para uma explicação do relato de Feitosa. Concordou que ambos, ele e o Paula, erraram
no passado, mas só Paula tentou um assassinato.
Paula pegou na mão da imagem de Cristo e jurou com a mão na
chaga que esse relato não era verdadeiro.
O padre amigo de Paula, repetiu o gesto dele, jurou e riu pela forma
banal que ambos encaravam os fatos.
Ambos da mesma laia.
O padre alertou Paula que Feitosa um dia poderia entrar no
Palácio Episcopal para ajustar contas com ele.
Cap. XII. Página 271
Eulália num momento de ódio e desejo de vingança pensou em
pegar o punhal de Paula, que ela carregava escondido desde que achou o mesmo caído
no chão na noite em que Paula atacou à traição Feitosa. Ela pensou em ir à igreja e cravar o punhal
em Paula seguidas vezes. Mas pensou nas
irmãs que dependiam dela e mudou de ideia.
- “Não, eu não as condenarei a tal sorte, serei infame para lhes
salvar a vida.”
A dona do prostíbulo combinou como seria o lado financeiro
entre ambas. A dona fornecia casa e
comida e do que Eulália faturasse na prostituição, seria dividido em três
partes. Duas para a dona da casa e uma parte
para Eulália.
Eulália era muito solicitada pelos clientes, o que deixava a
patroa feliz com o ganho, mas ela continuava triste com essa vida.
Continua no capítulo 19/19