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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Cap.11 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER - Univ. Oxford. (ano 2018)

 

capítulo 11                    fevereiro de 2026

 

Corrigindo o novo Distanciamento

Essa perda de competitividade é algo que não tem volta.  Não dá para uma cidade atingida voltar no tempo e tentar ser o que era.

Londres ainda é um centro financeiro muito forte e próspero.  Mas o Brexit está no rumo de “transferir” essa força bancária para os países da Europa.

...”A estratégia que proponho a seguir se divide naturalmente em duas partes:  Tributar a metrópole e restaurar as cidades do interior”.

“O que as ideologias de direita e de esquerda pensam sobre tributação polariza e envenena nossa política.   Uma dose de pragmatismo seria libertadora:  novos impostos inteligentes podem superar os atuais impostos nos dois critérios, o da ética e o da eficiência”.

Sobre a questão da desigualdade de renda...   “Como descobriu Jonathan Haidt, equidade, para a maioria das pessoas, significa não tanto igualdade mas sim proporcionalidade e merecimento.”

A grande ideia de Henry George, jornalista e economista político nos USA – século XIX. ...

Um teórico provou que era justo cobrar um imposto de quem tinha propriedades urbanas de forma especulativa nos grandes centros e lucravam alto sem nada fazer pela comunidade.

Na Inglaterra há exemplos de alta riqueza.   Quando tentaram taxar esse tipo de riqueza, os atingidos gastaram pesado para influir junto aos políticos para que não aprovassem lei sobre o tema.

“Nunca é tarde demais para instituir esse imposto”.     O autor cita inclusive (base 2018) o presidente Donald Trump que fez fortuna no setor imobiliário em Nova Iorque.

O autor destaca que dos anos 80 para cá se acelerou o processo de urbanização ...  “refletindo o grande aumento nos ganhos derivados da aglomeração”.    Ele vê que tributar esse público seria premente mas...   “pelo contrário, estamos presos na armadilha das velhas disputas ideológicas sobre tributação”.

...”Em termos mais fundamentais, os ganhos de aglomeração são, por sua própria natureza, produzidos coletivamente.   Eles resultam de interações entre milhões de trabalhadores e não apenas do esforço individual de cada trabalhador altamente remunerado”.

Os superqualificados merecem ficar com boa parte da remuneração ... “mas não merece toda ela”.

O argumento da eficiência em favor da tributação de ganhos de aglomeração.     ...”como é possível tributar os ganhos de aglomeração?”

O ganhador de um Prêmio Nobel, Robert Solon...  “sustenta que as rendas econômicas aumentaram e que a tributação deveria passar da renda salarial para a renda econômica”.

Recuperando as cidades interioranas que estão “acorrentadas a um cadáver”.    No caso da alta tecnologia na área computacional, o polo chamado de Vale do Silício surgiu em torno da Universidade de Stanford nos USA.

Pensar localmente.    Bancos locais que foram desaparecendo.

Pensar mais amplamente.   Soluções do setor público para coordenação.      O autor está escrevendo parte deste livro em Singapura.  Numa cidade muito próspera e muito bem administrada pelo setor público.

Compensar os Pioneiros.   Bancos de Desenvolvimento.

Polos de conhecimento: Universidades locais.

“A proximidade das universidades com as empresas que estão aplicando o conhecimento ajuda tanto as empresas como as universidades”.

O MIT Massachusetts Institute of Technology é ligado à Universidade de Harvard (USA).   Ambos tem ligações e se complementam.

Há necessidade da pesquisa pura mas a aplicada pode inclusive ajudar de forma mais direta a comunidade.  Ambos tem seus méritos.

Pesquisa aplicada.  “Este é mais um uso possível de verbas públicas”.

 

Continua no capítulo 12

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Cap.10 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - PAUL COLLIER - Prof. em Oxford - Inglaterra (2018)

capítulo 10

 

“A França travou três guerras com a Alemanha no curto tempo de setenta anos”.    Após a segunda Guerra Mundial se criou a ONU, a OTAN Organização do Tratado do Atlântico Norte e mais adiante a CEE Comunidade Econômica Europeia.

O PISA Programa Internacional de Avaliação de Alunos também foi criado para tem parâmetros que pudessem comparar desempenho escolar em diferentes países.  

Nesse pós guerra criaram também o FMI Fundo Monetário Internacional.    A meta era fornecer financiamento a países em crise econômica.   Em 1976 a Grã Bretanha  só não entrou em colapso pelo apoio que conseguiu no FMI.   Este que na criação teve a participação do britânico Keynes.

“Os criadores do FMI deveriam ser reconhecidos pelos seus países como heróis nacionais”.

Discorre sobre a ONU e suas boas intenções... “a despeito de sua enorme boa vontade raramente tem se mostrado eficaz”.    (veio para buscar a paz mundial e não tem sido nada efetiva).

A erosão do Mundo Ético    (página 138)

O autor avalia que a UE  União Europeia tem pontos positivos e pontos negativos... “é cada vez mais uma entidade em que os países poderosos dizem aos outros o que devem fazer”.

O FMI por interferência das Ongs, passou a condicionar aos empréstimos, que o país tomador do crédito siga normas ambientais mais rígidas do que as seguidas pelos países ricos.

Reconstruindo um Mundo Ético

Uma hipótese para se construir algo com algumas estratégias para o âmbito global.   O G20 é grande demais.  Já o G7 é falho por excluir a China e a Índia que entre outros fatores, são os dois países mais populosos do mundo.

Como sociedade...   “nosso dever de resgate”.    “Essa é a minha praia: passei minha vida adulta inteira procurando incentivar as pessoas de sociedades prósperas a reconhecerem que temos esses deveres para com os outros”.      (aqui se supõe inclusive tratar com dignidade os imigrantes).

Os Refugiados    

“Começo com nosso dever de resgatar refugiados.  Existem 65 milhões de pessoas no mundo  (base 2018) que deixaram seus lares movidos pelo medo ou pela fome”.    “Um terço delas se tornaram refugiados”.

O HIV Positivo

Havia povos africanos com doentes de HIV que não podiam ter acesso a remédios para prolongar a vida diante da pobreza.  Em certa época, a França e os USA acolhiam imigrantes portadores de HIV por questão humanitária e custeavam o tratamento que não é barato.  Depois deixaram de fazer isso.

O Dever de Resgate do Desespero em Massa

Resgatar pode ser apoiar nos próprios países onde estão principalmente os jovens em dificuldades.   “Resgatar significa restaurar e aumentar a autonomia, e não impor autoridade sobre as pessoas”.

Conclusão:       Parte 3 -  Restaurando a Sociedade Inclusiva

Capítulo 7 -   O divisor geográfico:  Metrópoles prósperas, cidades falidas.

Dos anos 1980 para cá se acelerou muito o grau de produtividade das grandes cidades em relação às demais.

As metrópoles na França, na Inglaterra e nos USA votaram em peso contra a direita e os povos do interior, em desvantagem econômica, votaram na direita de Le Pen, Trump e pelo Brexit na Inglaterra.

O que move o novo distanciamento

Cidades que eram polos de certos setores industriais na Europa e USA e que foram desafiados pela globalização.   A siderurgia da Grã Bretanha foi atropelada pela competição da Coreia do Sul.    Detroit, nos USA, teve o golpe da concorrência globalizada no seu setor automotivo.  Seguem outros exemplos...

“Essas cidades se recuperam?   Os ideólogos de direita acreditam que desde que o governo não intervenha, as forças do mercado corrigem o problema.  Infelizmente, não passa de mera crença ideológica”.

Decai a indústria, os imóveis desvalorizam, os empregados não conseguem vender suas casas e comprar outra na cidade que está próspera onde os imóveis custam muito mais.

Algumas dessas cidades com amplos galpões industriais vazios, viraram abrigo de call centeres.   Estes que empregam pessoas com baixa qualificação e baixo salário.  Encolhe a economia local.

Continua no capítulo 11


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Cap. 9 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. em Oxford (2018)

 capítulo 9

Então o que pode funcionar?     Já foi visto que “a regulação e a propriedade pública apresentam graves limitações” , há outras abordagens que não foram apresentadas...   Seguem três abordagens:    1 – Tributação; 2 – A representação do interesse público nos conselhos diretores das empresas.   Usar leis para colocar isso em empresas privadas...    (como leitor, vejo no caso do Brasil um Congresso amplamente majoritário a favor do capital e algo nesse sentido seria uma utopia na atualidade)

3 – Fiscalizando o interesse público.

Capítulo 5 -   A Família Ética

A família tendia no passado a ser mais coesa e mais solidária.   Os pais criavam os filhos e tinham comumente seus pais em vida, havendo uma interação entre netos, pais e avós.   Os pais tinham a expectativa de que na velhice teriam amparo dos seus filhos.

Há décadas essa relação foi se afrouxando inclusive pela separação de muitos pais.

Abalo no topo – Os mais instruídos

Abalo na base – os menos instruídos.

Consequências do distanciamento social.  Criança sem a presença dos pais.    (página 124);   “Nos USA – e pode ocorrer num futuro próximo – mais a metade de todas as crianças de hoje viverá provavelmente até os dezoito anos numa família monoparental (sem a presença de um dos pais).

O problema é mais grave nas famílias mais pobres nos USA.    Na metade que tem menos instrução, ...”a norma é a criança com um genitor – ou nenhum genitor, correspondendo a dois terços das crianças desse grupo.”

Estudos mostram que as crianças criadas na presença de ambos os pais se dão melhor no futuro delas.    O Estado acode mas não faz milagres.

“Pagar a terceiros para cuidar dos filhos pode suplementar a criação parental, mas não substitui os genitores”.      ... “Em suma, o que a família faz nos poucos anos antes da escola é mais importante do que as escolas fazem nos doze anos em que tem as crianças sob sua responsabilidade”.

Pais com pouco estudo e mais pobres dão ênfase ao educar os filhos três quartos de foco na obediência e um quarto em autonomia.  Já os pais mais estudados, há o inverso.  Três quartos do foco em autonomia e um quarto em obediência.

“A leitura parental incentiva o desenvolvimento infantil e é o principal fator isolado a explicar as diferenças na aptidão escolar”. 

A respeito do desempenho escolar o autor cita o Pesquisador Robert Putman e o livro Jogando Boliche Sozinho que teria dados de alta relevância de pesquisas no tema.   (pesquisei e livro usado desse autor custa de 200 a 250 reais na internet – 2026)

Restaurando a Família Ética

Dados da psicologia social.  “Nosso pesar pela realização social insuficiente torna-se pequeno ao lado do nosso pesar pelas obrigações que deixamos de cumprir.”

Cita o Psicólogo Martin Seligman.   “O ilustre psicólogo e sua conclusão inequívoca sobre a busca do bem-estar.   Se quer bem-estar, não o terá se se preocupar apenas com a realização ...  as relações pessoais próximas não são tudo na vida, mas são centrais”.  

 O autor deste livro coloca: “A substituição da família ética  pelo indivíduo com direitos próprios revela ser mais uma tragédia do que uma vitória”.

Sobre a família e o casamento.   No passado as famílias eram maiores mas a longevidade era menor.  Eram mais horizontais.   O mais comum eram três gerações:  netos, pais e avós.   Agora as famílias são mais longevas e a estrutura ficou mais vertical.   Menos filhos, mas comumente a presença em vida de bisavós.

Geração na Europa que viveu a II Guerra Mundial.   “Viveram uma era de impérios – britânico, francês, russo, japonês, austríaco, germânico, português, belga, italiano... que estavam se desfazendo sob as pressões de seus flagrantes absurdos éticos.”

Construindo um Mundo Ético

Continua no capítulo 10

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Cap. 8 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER (Prof. em Oxford) 2018

 capítulo 8                            fevereiro de 2026

 

Nos USA e Reino Unido tem se acelerado a cobrança de lucro junto aos diretores de empresas que chegam a ser avaliados trimestre por trimestre.   Os salários dos diretores em média subiram muito comparando com os salários dos empregados da mesma empresa.  Nos últimos trinta anos a diferença saiu de 15 vezes para 150 vezes.   O diretor ganhando de 15 a 150 vezes o salário médio dos demais empregados da mesma empresa.

Nos USA a relação saiu de 20 vezes para 231 vezes nos trinta anos. (página 91).

Comitês que decidem vão se afastando dos demais colaboradores da empresa e são mais coesos entre si como uma casta superior.

Executivos que ganham “só” quatro milhões de dólares se preocupam mais por se sentirem inferiores aos que ganham cinco milhões ao se encontrarem no Forum Mundial em Davos.

O setor financeiro turbinou isso.  Dirigentes tem recebido até 500 vezes a média salarial dos demais funcionários da mesma empresa.

Cita o caso do Deutsche Bank.  Antes era rigoroso.  Depois contratou o executivo Edson Mitchell e daí este estimulava seus subalternos a ir para espetáculos de dança depravados além da gestão agressiva.    “Mitchell sentia explícito desprezo pelas obrigações com a família”.

O banco.....  “era dirigido por gente de ética mais condizente com a administração de um bordel”.  (pág. 92).    O banco teve um desfecho ruim.

As consequências de permitir o controle dos proprietários

A opção de focar no retorno imediato tem levado os executivos a buscar sempre o maior retorno imediato e tendem a não investir em expansão, novas tecnologias etc que no curto prazo reduzem o lucro.  Terão problemas no médio e longo prazos com essa metodologia imediatista.

Na Grã Bretanha o índice de investimentos nas empresas de capital aberto é em média 2,7%  e nas de capital fechado, de 9% do lucro anual.

Na visão de longo prazo, os que investem mais tem tido melhores desempenhos ao longo do tempo.

O autor cita com foco nos USA e Reino Unido que as empresas tem dado pouca atenção para o longo prazo, numa visão imediatista.

O autor destaca que os fundos de pensão investem recursos para manter seus compromissos de longo prazo.   Se ficarem aplicando em ações de empresas administradas com foco no curto prazo, correm riscos.

O que Podemos fazer a Respeito?    (página 95)

...”Felizmente, tais problemas não são características inevitáveis do capitalismo, e sim consequência de erros de política pública que podem ser corrigidos”.

...Mudando o poder na empresa.

...”Os dados sobre os resultados favorecem que se dê força legal a representação dos interesses trabalhistas nos conselhos das empresas.   Essa mudança não é inevitável: na Alemanha faz muito tempo que a estrutura jurídica das empresas exige participação dos representantes dos trabalhadores na direção empresa”.      ...”as empresas alemãs tem mostrado um êxito extraordinário”.

O Habitat das Empresas:   A Luta pela Sobrevivência

As novas formas de negócios em rede como o Google, a Meta, a Uber etc...  difícil haver controle sobre esses entes que vem surgindo.

Lança uma pergunta:   As regras regulam?      Na era do mundo digital fica muito mais difícil que agências reguladoras nacionais consigam disciplinar as ações das concessionárias privadas que atuam no âmbito internacional.   Muitas delas sendo de origem nos USA.

A Propriedade Pública

O autor cita que atualmente na Inglaterra a grande maioria do povo está descontente com os serviços públicos que antes foram privatizados.    Antes, privatizavam porque achavam que seria melhor para o povo e agora constatam que os serviços ficaram piores na forma privatizada.

Então o que pode funcionar?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Cap. 7 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. de Oxford - Inglaterra - 2018

capítulo 7

 

Fenômeno que ele chama de “câmara de eco”:   “Temos mais facilidade em limitar nossas  interações sociais àqueles com que concordamos”.

“... as pessoas tem a necessidade fundamental de pertencer”.

Nos embates de guerras há tendência dos defensores se aplicarem com mais afinco do que os atacantes.   Costuma haver nos conflitos uma média de 1:3, ou seja, um atacante para três defensores.   O autor diz que a ciência já constatou que até entre os animais essa correlação é semelhante.   “ O instinto de defender o território tem raízes muito profundas; estamos ligados a uma noção de lar”.

O presidente Macron defende um tipo de nacionalismo que  “promove um discurso de cooperação em benefício mútuo”.   Inclui em sua pauta a preocupação com as mudanças climáticas inclusive.

“Uma das razões pelas quais pelas quais os mais jovens estão perdendo o senso de pertencimento é que ficou mais difícil comprar casa”.

4 A Empresa Ética

A maior e mais respeitada empresa química na Inglaterra no passado era a ICI Imperial Química Indústria.   No passado publicava como meta:  ser a melhor empresa química do mundo”.   Mas nos anos 1990 ela mudou de meta:  “Nossa meta é maximizar o valor para o acionista”.

O economista Milton Friedman, Prêmio Nobel expos nos anos 70 em artigo de jornal   “que o único objetivo de uma empresa é o lucro”.    Esse jargão se espalhou no mercado.      ...”com o tempo a ICI entrou em decadência e foi vendida.

Em 2017 com o programa O Futuro da Corporação com ideia capitaneada pelo Professor Colin Mayer, da Universidade de Oxford.   “O programa tem como proposição central a finalidade das empresas é cumprir suas obrigações com os clientes e funcionários.

Uma empresa Ética ou uma Vampira do Inferno?      O caso do banco Goldman Sachs.   Colocou de forma expressa o objetivo:  “A única coisa que fazemos é ganhar dinheiro para nós mesmos”.    Os funcionários passaram a trabalhar por comissões e foram fazendo negócios de riscos elevados.   Na crise de 2008/2009 o banco quebrou e houve na mesma onda muitas perdas financeiras que se espalharam pelo mundo afora.

(lembrar que a crise de 1929 começou nos USA e irradiou pelo mundo afora e a de 2008/2009 também começou nos USA)

Estima-se que só os USA perderam cerca de dez trilhões de dólares com aquela onda de 2008/2009.     Nessa crise icônica a GM General Motors dos USA quebrou.

O autor continua descrevendo os porquês da decadência da GM e do sucesso da Toyota.  Esta última com estratégias de qualidade, confiança e cooperação inclusive entre seus fornecedores.

Na página 87 discorre sobre o caso da Volkswagen.   Em 2016 a VW foi flagrada nos USA burlando a lei que exigia redução da poluição pelos carros.   A empresa tinha desenvolvido um sistema que mascarava o nível de poluição nos seus carros e foi flagrada e teve que arcar com as consequências.

Quem Controla a Empresa

Quando uma grande empresa quebra, ela arrasta muita gente e muitos parceiros para a dificuldade.   Cita o caso do banco Lemann Brothers dos USA na crise de 2008/2009.   Este quebrou e espalhou a crise para os USA e o exterior.   Ele foi a gota d´água da bolha que estava formada...

Empresas emitindo ações.  Fundos dirigindo bancos.  Muitos fundos de pensão administrando bancos.   Muito uso de algoritmos na tomada de decisões.   “Cerca de 60%  - base 2018 – das operações no mercado financeiro em ações são automatizados”.    O algoritmo “decide”.

Quem faz gestão de fundos de ações tem controle sofisticado do movimento destas, mas não tem pleno conhecimento de como agem as empresas que lançam as ações no mercado.

 

Continua no capítulo 8 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Cap.6 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - PAUL COLLIER (Professor em Oxford)

capítulo 6

 

Repercussões da Perda de Uma Identidade Comum

“Retornaremos à ideia central do capítulo 2 deste livro...” .  A disposição em ajudar os outros é gerada pela combinação de três narrativas: o pertencimento a um determinado grupo; a obrigações recíprocas dentro do grupo;  um vínculo entre uma ação e o bem estar do grupo, que mostra que essa ação tem propósito.   Por conseguinte, se a identidade comum se esgarça, desgasta-se a disposição dos favorecidos em aceitar que tem obrigações para com os menos favorecidos”.

“A base da generosidade é a reciprocidade”.   

... queda da confiança....   “Evidentemente, a grande diminuição na confiança desde os anos 1970 foi reforçada pela demonstração de incapacidade da vanguarda em implantar políticas públicas que corrigissem as novas clivagens”.   (rupturas, por assim dizer, esgarçando o tecido social).

Mais um fator de desgaste da social democracia.   A falta de cooperação.  Esta que era forte no pós guerra para reerguer as nações.

Oportunismo.    “Os qualificados chegam a ver o resto da população como otários e se orgulham de sua habilidade em depenar os trouxas”.

Cita os então bem sucedidos operadores do mercado financeiro antes da crise de 2008/2009 que buscavam empurrar para os otários, negócios que pareciam bons mas não eram bons.

“O modelo de negócios de Wall Street nos anos que precederam a crise financeira 2008/2009, como bem demonstrou Joseph Stiglitz, era encontrar otários”.

Por que estamos cansados da Identidade Nacional em Comum

Dentro da mesma nação...   “nós somos definidos como não eles e eles se convertem em objeto de ódio – desejamos-lhes mal”.   “Tais identidades são opositoras”.

Essa postura só tem o lado aceitável no caso dos torcedores de futebol, por exemplo.   O nós contra eles sem hostilidades.   “Mas em termos históricos, as formas mais prejudiciais de identidade por oposição são as identidades de grandes grupos, como a etnicidade, a religião e a nacionalidade.   Levam a progroms, à jiradh e as guerras mundiais.

...”Em todas as sociedades modernas o poder  político depende de um grau modesto de coerção e de um grau elevado de aceitação voluntária.   A aceitação voluntária nos conduz ao senso da obrigação que converte o poder em autoridade”.

O esforço de tentar dar uma identidade para a União Europeia que tem inclusive barreiras de línguas faladas...   “Potencialmente, a tentativa de transferir a autoridade pra uma autoridade central com a qual poucos se identificam retira a autoridade ao poder abrindo espaço para a fragmentação em entidades regionais e para a queda no individualismo:  o inferno do homem econômico.”

Há pelo mundo uma série de “identidades” nacionais buscando o separatismo para deixar de lado a região mais fragilizada do país.  O autor cita inclusive o Brasil onde Sul e Sudeste olham outras regiões com menor potencial econômico com certo desprezo.

Mesmo na Europa tem vários problemas desse tipo em diferentes países.

A erosão da social-democracia:  “o ressentimento contra as obrigações recíprocas construídas por uma ampla identidade comum.”

...”narrativa de ódio em ação contra pessoas que moram no mesmo país”.    “As identidades oposicionistas resultantes são letais para a generosidade, a confiança e a cooperação”.

“Na média, em todas as economias modernas avançadas, cerca de 40% da renda são recolhidos em impostos e distribuídos de várias formas tal como transferências diretas para os mais pobres, gastos com saúde, educação etc.”

O impasse

Na era da tecnologia e o povo plugado no celular, o individualismo cresce mais e mais.       ...nossas sociedades vão se degenerar, tornando-se menos generosas.    “A ascensão de novos nacionalistas divide amargamente a sociedade...  Marine Le Pen não uniu a França:  divide-a.    ...Donald Trump polarizou profundamente a sociedade americana...”  (livro de 2018)

  Continua no capítulo 7

(o mesmo conteúdo está postado na minha TL no Facebook.    Caso use o Facebook ou outro tipo de mídia e puder divulgar este trabalho, fico grato)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cap.5 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - autor PAUL COLLIER (Universidade de Oxford)

 Cap. 5

 

Um povo se degrada quando negligencia suas obrigações.  “As sociedades capitalistas tem sofrido um processo de negligência, cujo sintoma central é o declínio da confiança social.”

         “..Entre os adolescentes americanos, a confiança caiu 40%.  Essa queda tem ocorrido em todas as classes sociais, mas é mais acentuada entre os mais pobres.”   Essa tendência pode se irradiar pela Europa inclusive.

         ...”Apesar da promessa de prosperidade, o que o capitalismo moderno tem trazido é agressão, humilhação e medo: a sociedade rotteweiler (raça de cão feroz).

         Dados citados são de estatísticas nos USA que acompanham a confiança nos últimos trinta anos.  Vem caindo o nível de confiança.  Os entrevistados respondem à pergunta:  É possível confiar na maioria das pessoas?

         O Estado Ético

         Depois da II Guerra Mundial, alguns exemplos positivos.  O New Deal do presidente Roosevelt dos USA e o “Novas Ideias: Teoria Geral do emprego, do juro e da moeda, formulado pelo inglês John Maynardes Keynes.   Este que “forneceu a análise para enfrentar o desemprego em massa nos tempos de pós guerra.   (livro editado em 1936) .

         A II G.Mundial aqueceu a economia pelo esforço de guerra.  Depois de terminada a guerra, as teorias de Keynes “foram para manter o pleno emprego, vindo a defasar gradualmente com o aumento da inflação nos anos 70.”

         “Atualmente, a palavra capitalismo desperta desprezo geral”. (p.56)

         A geração deste autor, Paul Collier, viveu um período que parecia que a economia achou um estado duradouro.   “A geração atual aprendeu que não era, não”.

         Na atualidade há camadas de gente com preparo e bom emprego, outras camadas com emprego mais modesto e os que não tem emprego nenhum.

         Os Estados não tem entendido isso e não se preocupam em tentar corrigir essa degradação.    “A atual ausência de propósito ético no Estado reflete um declínio no propósito ético em toda a sociedade”.

         O surgimento do Estado Ético    (p 57)

Esforço pós guerra (pós 1945) e o Estado provendo saúde, previdência etc.    Numa social-democracia comunitária.   Tanto nos USA quanto na Europa “por trás da poeira levantada pelas disputas políticas, entre 1945 e 1970 foram mínimas as divergências entre os líderes dos principais partidos”.    “Nas primeiras décadas do pós guerra, os ricos aceitaram alíquotas de imposto de renda que ultrapassavam 80%...”

No decorrer do tempo, “o Estado ético se metamorfoseou no Estado Paternalista”.

Por volta do ano de 2017 já o eleitor da social democracia foram abandonando essa pauta.  Caiu a votação de quem apoiava a social democracia.

O declínio do Estado Ético   (p 58)

A economia demandando mais tecnologia e mais especialização da mão de obra.  Mais cursos superiores e vai se distanciando a condição econômica dos trabalhadores especializados em relação aos menos qualificados.

No mundo atual, o apreço que as pessoas tem em mais alto grau é em relação à sua própria posição no trabalho especializado, mais do que o apreço à nacionalidade.

Ao contrário, os trabalhadores com menor especialização dão mais apreço à nacionalidade.   No mundo atual...   “as costuras no tecido da nossa sociedade tem se esgarçado”.   “Por toda ela, todos simplesmente maximizam seu próprio apreço”.

Continua no capítulo 6