capítulo 10/20 junho de 2026 (postagem)
A greve no caso se restringiu a duas indústrias de alimentos,
uma greve curta dos bancários ...”pode-se
falar em ensaio, mas não de uma greve geral propriamente dita”.
Nesse tempo (1968) a SANBRA, que atuava na industrialização
do algodão principalmente na região, tinha em sua fábrica de Maringá, 1.300
empregados. Havia preocupação no caso
dos empregados dela aderissem à greve.
Isto não ocorreu.
Considerações finais
...”Em Maringá, viu-se que a luta transitou
fundamentalmente, pelas vias institucionais”.
Greve... “essa forma de luta era uma afronta maior aos detentores do
poder.”
Capítulo 4 -
Juventude, revolução e repressão:
Maringá PR nos anos de chumbo da ditadura.
Preâmbulo - Em 1970 foram indiciadas 15 pessoas
moradoras em Maringá, todas como militantes do PCBR Partido Comunista
Brasileiro Revolucionário.
Houve prisões e os presos foram remetidos para o Quartel da
4ª Companhia de Infantaria em Apucarana PR.
(60 km de Maringá)
A rearticulação das forças da esquerda nos primeiros anos da
ditadura de 1964. O golpe derrubou o governo João Goulart (Jango),
este que era filiado ao PTB.
Dado o golpe, “o plano imediato era abortar qualquer
possibilidade de radicalização à esquerda, real ou presumida pelos detentores
do poder”.
“Operação Limpeza” - “Como
regra, embora o pano de fundo fosse a alegada infração à legislação de
segurança nacional, as acusações eram caracterizadas pela criminalização da
participação na luta cidadã por direitos”
...”promoveu a desarticulação da luta social”.
Após o golpe militar de 1964, as esquerdas tentam avaliar a
caminhada e as falhas ocorridas. “O PCB
assumiu a avaliação de que ocorrera um “desvio esquerdista antes de 1964, ou
seja, uma radicalização sem bases concretas”.
Houve bastante divisão da esquerda após o Golpe
civil-militar.
“Em Maringá, a radicalização política de militantes locais
abriu espaço para interseção com duas dessas organizações, a AP Ação Popular e
o PCBR Partido Comunista Brasileiro Revolucionário”.
A AP sobre a
liderança de Edésio Passos e Zélia Passos, focou suas ações na organização
sindical a partir de 1967.
A dialética da radicalização da juventude de Maringá
Vários jovens da política estudantil de Maringá que atuaram
na esquerda nos anos 60 e 70 eram oriundos do curso secundário do Colégio Estadual
Dr Gastão Vidigal. Alunos do Curso
Clássico do citado colégio.
Entre os fichados pelo DOPS na época, se destacaram pessoas
que estudaram no referido colégio.
Eu, leitor fiz ligeira busca na IA sobre o que foi o curso
Clássico.
Focado em Humanidades:
línguas e literatura portuguesa, latim e grego.
Línguas estrangeiras – inglês e francês.
Humanidades -
História Geral e do Brasil; Geografia Geral e do Brasil; Filosofia e
Sociologia.
Exatas e Biológicas – Matemática, Ciências Naturais, Física,
Química e Biologia.
Artes e Outros – Educação Física, Educação Artística,
Desenho.
No curso do citado colégio tinha padre e freira entre os
professores. Destaques para o padre
francês Lebret e pela freira Jeanne Gaudin.
“Não se tratava de um agrupamento
político, mas um trabalho de promoção humana.
De concreto, o coletivo realizou um levantamento sociológico na Vila
Mandacaru, uma das mais pobres de Maringá na época. Mediante estudos, pesquisa e ação social,
pretendiam entender os problemas que geravam a miséria”.
A freira adoeceu e voltou para a França e quem a substituiu
foi o padre Orivaldo Robles (que eu,
leitor, conheci em Maringá inclusive em missas na Paróquia Maria Goretti perto
da UEM, isto já nos anos 2010)
Continua no capítulo 11/20