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domingo, 12 de julho de 2026

Cap.21/21 - fichamento do livro A FACE ESQUERDA DA CIDADE (MARINGÁ-PR) - autor Prof. REGINALDO BENEDITO DIAS - UEM

capítulo final 21/21   - final                 julho de 2026

 

         As eleições de 1988 e o enfrentamento à visão local do neoliberalismo.

         Movimentos sociais locais nos anos 80 com apoio de militantes de esquerda.   Um deles foi o Movimento Popular Pé no Chão, desenvolvido no Jardim Alvorada, bastante populoso.

         Neste movimento teve o forte apoio das CEBs Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica, assim como da Pastoral Operária.

         Era comum o poder público cooptar lideranças de associações de bairros e assim estas não tinham poder de pressão sobre o poder municipal.

         Já as entidades com lideranças de esquerda não eram cooptadas e atuavam para cobrar o poder público no que fosse de interesse da população.

         O mandato do prefeito Ricardo Barros com seu ímpeto de privatizações, alavancou na comunidade ações e movimentos populares contra essas medidas e nisso o PT que era bem entrosado na defesa dos cidadãos, cresceu bastante junto à população e ganhou robustez eleitoral.

         Página 293 -    Os primeiros mandatos comparando com Londrina e Ponta Grossa, o PT de Maringá andou mais lento.   Em Londrina em 1992 o PT elegeu o prefeito.   Em Cascavel em 1990, elegeu um deputado estadual e em Ponta Grossa, o candidato a prefeito pelo PT chegou em segundo lugar na eleição.

         Em Maringá, o PT elegeu o primeiro vereador da sigla, Emerson Nerone, da oposição bancária ao sindicato dos bancários conservador local.

O vereador Nerone era oriundo da RCC Renovação Carismática Católica.

         O candidato do PT à prefeitura era o advogado e pequeno empresário José Claudio Pereira Neto e seu vice, Claudemir Romancini.    Numa eleição polarizada entre o grupo neoliberal e o grupo de oposição liderado pelo PMDB, o próprio empresariado buscava uma via alternativa e Maringá elegeu o Jairo Gianotto, do PSDB para prefeito.

         Página 297 – A hora da estrela

         Em 2000, pelo porte do eleitorado,  Maringá passou a ter eleição em dois turnos para prefeito.    No mandato do Gianotto, o da “pacificação”, este tentou usar essa estratégia (se dizer pacificador) para evitar oposição ao seu mandato.

         “Propagava-se a insidiosa lógica de que fazer oposição ao governo era trabalhar contra o município”.

         Nova eleição municipal e desta vez a chapa do PT para a prefeitura era com José Claudio e seu candidato a vice, o Professor de história Ivo Caleffi.

         No final do mandato do Gianotto – PSDB, estourou o escândalo de corrupção na prefeitura, que já vinha ocorrendo a dez anos.

         Houve debate entre os candidatos a prefeito e isso ocorreu após o escândalo de corrupção que atingiu os caciques da política local e seus partidos.

         O candidato do PT capitalizou a postura ética de si e confrontou com a prática política viciada dos seus concorrentes.

         José Claudio e a “Política de Cara Limpa”.    Alinhou na campanha seus projetos, muitos que já foram testados em outras prefeituras em mandatos petistas com pleno sucesso.

         Maringá de então tinha o CODEM Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, ligado à entidade empresarial ACIM  Associação Comercial e Industrial de Maringá.   Forte representante da classe empresarial local.      Nessa campanha o PT com José Claudio, que articulou com a classe empresarial para que esta comandasse uma secretaria da prefeitura com trânsito junto ao empresariado, conseguiu apoio deste grupo e isso ajudou no sucesso para que o PT emplacasse como emplacou seu primeiro mandato de prefeito de Maringá.

         O PT de Maringá, “pela identidade de compor uma alternativa ao PCB, com a qual despontou a liderança em movimentos sociais”. ...    militância do PT  ....”ajudou na formação de movimentos populares capazes de interferir na pauta política municipal”.

         Esteve presente também nas pautas nacionais como Diretas Já; pela nova Constituição (de 1988); pelos direitos dos trabalhadores; gratuidade do ensino ...

         Posfácio por Ademir Demarchi, um dos pioneiros do PT local.... no desfecho da fala dele e deste livro:

         ...”política é algo que faz parte da vida cotidiana, praticada todos os dias em tudo que se faz, ainda que se corra o risco de vir parar em um livro.”

                            FIM.                        10-07-2026

                            Leitor:   Eng. Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida – zap 41 999172552 – Curitiba PR

                              Grato aos leitores.       P.S – livro da cabeceira com resenha:  Os Retirantes – José do Patrocínio        (abolicionista)

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