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segunda-feira, 1 de junho de 2026

10/20 - fichamento do livro A FACE ESQUERDA DA CIDADE (MARINGÁ - PR) autor Prof. REGINALDO BENEDITO DIAS (UEM)

 capítulo 10/20                        junho de 2026  (postagem)

        

         A greve no caso se restringiu a duas indústrias de alimentos, uma greve curta dos bancários  ...”pode-se falar em ensaio, mas não de uma greve geral propriamente dita”.

         Nesse tempo (1968) a SANBRA, que atuava na industrialização do algodão principalmente na região, tinha em sua fábrica de Maringá, 1.300 empregados.  Havia preocupação no caso dos empregados dela aderissem à greve.  Isto não ocorreu.

          Considerações finais

         ...”Em Maringá, viu-se que a luta transitou fundamentalmente, pelas vias institucionais”.    Greve... “essa forma de luta era uma afronta maior aos detentores do poder.”

         Capítulo 4  - Juventude, revolução e repressão:  Maringá PR nos anos de chumbo da ditadura.

         Preâmbulo  -    Em 1970 foram indiciadas 15 pessoas moradoras em Maringá, todas como militantes do PCBR Partido Comunista Brasileiro Revolucionário.

         Houve prisões e os presos foram remetidos para o Quartel da 4ª Companhia de Infantaria em Apucarana PR.  (60 km de Maringá)

         A rearticulação das forças da esquerda nos primeiros anos da ditadura de 1964.   O golpe derrubou o governo João Goulart (Jango), este que era filiado ao PTB.

         Dado o golpe, “o plano imediato era abortar qualquer possibilidade de radicalização à esquerda, real ou presumida pelos detentores do poder”.

         “Operação Limpeza” -  “Como regra, embora o pano de fundo fosse a alegada infração à legislação de segurança nacional, as acusações eram caracterizadas pela criminalização da participação na luta cidadã por direitos”     ...”promoveu a desarticulação da luta social”.

         Após o golpe militar de 1964, as esquerdas tentam avaliar a caminhada e as falhas ocorridas.   “O PCB assumiu a avaliação de que ocorrera um “desvio esquerdista antes de 1964, ou seja, uma radicalização sem bases concretas”.

         Houve bastante divisão da esquerda após o Golpe civil-militar.

         “Em Maringá, a radicalização política de militantes locais abriu espaço para interseção com duas dessas organizações, a AP Ação Popular e o PCBR Partido Comunista Brasileiro Revolucionário”.

         A AP  sobre a liderança de Edésio Passos e Zélia Passos, focou suas ações na organização sindical a partir de 1967.

         A dialética da radicalização da juventude de Maringá

         Vários jovens da política estudantil de Maringá que atuaram na esquerda nos anos 60 e 70 eram oriundos do curso secundário do Colégio Estadual Dr Gastão Vidigal.   Alunos do Curso Clássico do citado colégio.

         Entre os fichados pelo DOPS na época, se destacaram pessoas que estudaram no referido colégio.

         Eu, leitor fiz ligeira busca na IA sobre o que foi o curso Clássico.

         Focado em Humanidades:   línguas e literatura portuguesa, latim e grego.

         Línguas estrangeiras – inglês e francês.

         Humanidades -  História Geral e do Brasil; Geografia Geral e do Brasil; Filosofia e Sociologia.

         Exatas e Biológicas – Matemática, Ciências Naturais, Física, Química e Biologia.

         Artes e Outros – Educação Física, Educação Artística, Desenho.

         No curso do citado colégio tinha padre e freira entre os professores.  Destaques para o padre francês Lebret e pela freira Jeanne Gaudin.    “Não se tratava  de um agrupamento político, mas um trabalho de promoção humana.   De concreto, o coletivo realizou um levantamento sociológico na Vila Mandacaru, uma das mais pobres de Maringá na época.   Mediante estudos, pesquisa e ação social, pretendiam entender os problemas que geravam a miséria”.

         A freira adoeceu e voltou para a França e quem a substituiu foi o padre Orivaldo Robles  (que eu, leitor, conheci em Maringá inclusive em missas na Paróquia Maria Goretti perto da UEM, isto já nos anos 2010)

 

                   Continua no capítulo 11/20