capítulo 11/20
... “O próprio assessor, padre Orivaldo Robles, colaborou na
articulação de um comitê de apoio aos operários em greve”.
O AI-5 de dezembro de 1968 dispersou o grupo de articulação
dos movimentos sociais e da greve.
Templos da Igreja Popular e a Teologia da Libertação
Convocada pelo Papa
Paulo VI, houve em 1968 a Conferência Episcopal de Medelin “para sistematizar os
ensinamentos do Concílio Vaticano II na América Latina”.
Vários militantes de Maringá que atuaram na defesa dos
trabalhadores e acabaram sendo fichados pelo DOPS por essa causa eram oriundos
de entidade criada pela Igreja Católica para fazer contraponto aos ativistas da
ala socialista.
Sobre o PCBR Partido Comunista Brasileiro Revolucionário
Dissidências do PCB formado pós 1964, criam em 1968 o PCBR.
O PCBR em Maringá.
Comitê zonal deste em Maringá surge em 1969. No contexto cita Tereza Urban, “destacada líder
estudantil paranaense”. Ela foi
dirigente do POLOP.
Sobre a Guerrilha de Porecatu – PR, o autor cita o
historiador Angelo Priori, Professor da UEM, que defende que no caso não se
caracterizava como guerrilha pois a luta era pela posse da terra e não pelo
poder político.
A chamada “Organização” que congregava os militantes de
Maringá tinha minipolos em Paranavai, Ourizona, Paiçandu e Marialva.
“Apolônio de Carvalho tinha a mística de ex-combatente no
levante comunista de 1935 na guerra civil espanhola e na resistência na França.
A repressão
... militantes muito jovens em Maringá. “Moacir Pozza, Licinio Lima e Deisi Feffuni,
aos quais seria atribuída a condição de líderes, tinham 23 anos de idade.
No período da ditadura, os considerados culpados iam a
julgamento com ritos que tentavam disfarçar a arbitrariedade.
“A violência foi disfarçada sob uma capa jurídica, uma
máscara, um simulacro da lei”.
Em
defesa de vários réus no caso, atuou como advogado Horácio Raccanello Filho,
que também era Professor de Direito em Maringá PR
Deisi
Deffune apresentou no processo, como parte da sua defesa, documentos que
atestavam seu desempenho no colegial, depois no curso de Economia e a condição
de funcionária de carreira do Banco do Brasil.
No
curso dos processos ficou claro que se havia intenções revolucionárias nos jovens
enquadrados, nada se efetivou na prática e por isso foram inocentados.
Com
os processos a que respondiam os principais militantes “em 1970 houve a desorganização
do núcleo de ativismo político local, tanto na órbita do PCBR quanto na esfera
da chamada Organização.
Ruth
Ribeiro Lima se doutorou em história e deixou um robusto material editado. A saber:
“Nunca é Tarde para Saber Histórias da Vida”, tese defendida na USP. Aborda a história da guerrilha e coloca a
figura da mulher no contexto.
Considerações
finais deste capítulo
Próximo
capítulo – 5 – O movimento estudantil da UEM e a luta pela universidade
pública, democrática e gratuita.
Preâmbulo
A
UEM foi fundada em 1969. Veio a ser
criada no auge da ditadura, sob os tempos do AI5 e do Decreto Lei 477. Tempos da repressão.
A
UEM só em 1987 conquistou o status de gratuita.
... “a pressão de baixo, exercida por estudantes,
docentes e servidores técnico-administrativos, foi decisiva para promover
mudanças qualitativas na UEM”.
“A
memória das lutas investigadas por este capítulo nem sempre está presente para
as atuais gerações, apesar de sua importância para o estabelecimento de
reflexões acerca da história e dos destinos da instituição”.
“O
movimento estudantil mantém precário contato com sua história. A própria dinâmica do estudante estar numa
etapa transitória da vida, ora como estudante e ora buscando o mercado de
trabalho...” Há descontinuidade da
política acadêmica ao longo do tempo.
Mesmo com as descontinuidades,
houve frutos colhidos das lutas dos estudantes”.
Continua no capítulo 12/20
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