capítulo
12/20 junho de 2026
O movimento estudantil na gênese da UEM Universidade Estadual de Maringá PR Da origem do movimento estudantil de Maringá ao golpe de 1964. Diversas faculdades locais tinham três diferentes Centros Acadêmicos criados em 1961, 1966 e 1967.
A
mudança da geografia humana local em apenas duas décadas: Na região de Maringá,
em 1960, 70% da população vivia na zona rural com predomínio da lavoura
cafeeira que ocupa bastante mão de obra. Duas décadas depois em função do
declínio da cafeicultura e do avanço de culturas mecanizadas como soja, trigo,
milho etc, 78% da população da região já vivia na zona urbana.
Especificamente
em Maringá PR, o evento foi ainda mais marcante segundo a pesquisadora France
Luz. Em 1960 a população urbana era 45,7%. Em 1970, saltou para 82,47% e em
1980, para 95,51%. Essa urbanização mudou as demandas da população e nesse
contexto surgem as diferentes faculdades e depois, a universidade em Maringá.
Anos 60 e o Brasil politicamente conturbado.
O
presidente Janio Quadros renuncia. Pela legislação deveria assumir o vice João
Goulart mas este sofria restrição da elite e do setor militar. Tentou-se
impedir que ele assumisse e criaram um casuísmo, mudando o sistema de governo
para o Parlamentarismo. Isto retirou poderes do presidente e assim João Goulart
assumiu. Ele veio com as propostas sintonizadas com os movimentos sociais pela
reforma agrária e reforma universitária, que eram o arcabouço do que chamou de
reformas de base. Foi derrubado pelo golpe civil-militar em 1964.
Antes
disso, em 1962 a UNE fez uma greve reivindicando ter ao menos 1/3 de
integrantes estudantes nas decisões da congregação das Universidades.
O movimento estudantil diante da consolidação da ditadura.
Contra os movimentos populares e os estudantes, que apoiavam as reformas de base de Joao Goulart, o “Jango”, foi perpetrado o golpe citado. “A ditadura militar então instalada sustentou um modelo de desenvolvimento baseado na associação do grande capital nacional com o internacional e na concentração de renda”. (e arrocho salarial).
A ditadura fez a “Operação Limpeza”, destituindo dos cargos, professores
universitários que fossem contra o golpe, assim como pesquisadores etc. Estas e
outras arbitrariedades sepultaram o sonho das reformas de base com apoio
popular e estudantil.
O
governo militar criou lei que restringiu a UNE e a UEE, esta dos estudantes
secundaristas. Foram criadas novas
entidades com freios e atreladas ao poder público. (lei 4.464 de 09/11/1964). Mais adiante houve um plebiscito em 1965
que buscava a aprovação popular da lei 4.464, mas o resultado foi a mobilização
dos estudantes que foram perseguidos pela ditadura e o plebiscito derrubou a lei
e uniu os estudantes e suas entidades.
No
bojo do golpe militar, o Brasil assinou de forma sigilosa o acordo MEC-USAID
com os USA. USAID Unit States Agency for International Developement.
“O
ápice do processo de enfrentamento com a ditadura militar deu-se em 1968, ano
em que houve grandes mobilizações estudantis em todo o mundo”.
1968
... recrudescimento do regime aqui no
Brasil. “O ano não terminou, no
entanto sem o recrudescimento do regime.
Em outubro, o XXX Congresso da UNE União Nacional dos Estudantes,
realizado clandestinamente em Ibiuna-SP, foi desmantelado, com a prisão de
líderes e participantes. A detenção
atingiu cerca de setecentos estudantes”.
...a
repressão sufocou o movimento estudantil.
Em contraponto aos anseios dos estudantes, o governo impôs uma reforma
universitária buscando seus propósitos.
Isto em 1968.
Continua no capítulo 13
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