As lutas estudantis renderam até criação de apresentações artísticas, recorrente o tema da repressão, do rigor das normas e da inflexibilidade da reitoria.
Criaram até paródia da música Saudosa Maloca que foi criada pelos Demônios da Garoa. "Vamo pro meio da rua apreciá a repressão ... Deus fez a gente / o diabo, o reitor ... bacana moçada / moçada querida / que um dia se uniu / para o resto da vida... Joga o reitor pra lá, meu bem / UEM, UEM..."
O agito em plena ocupação da reitoria era feito inclusive com shows, assembleias etc.
"Trata-se de uma inversão de grande alcance, tanto do ponto de vista pragmático quanto simbólico. Pode-se dizer, enfim, que a universidade foi posta de ponta-cabeça". Acadêmicos no comando...
Houve um processo administrativo aberto pela UEM sobre a ocupação da reitoria, mas no curso do mesmo, após o desfecho da ocupação... "a ocupação não gerou nenhuma punição".
"Dada a trajetória da universidade, tratava-se de uma decisão com forte simbolismo".
A nova gestão no DCE optou pela prática.... "levou à adoção do sistema de diretoria colegiada, sem cargos hierárquicos".
Na citada diretoria colegiada o nome do autor deste livro que era estudante de então figura entre os diretores. (página 209)
Essa diretoria criou o primeiro congresso dos estudantes via DCE.
1986/ Gestão "Nossa Chapa Chama Você"
Eleição para reitor e os estudantes já tinham conquistado em ter participação, no voto, para eleger o reitor.
O peso dos votos era então 1/3 para cada setor: alunos, funcionários e docentes.
O nome mais votado era encaminhado em lista sêxtupla para o governador que se comprometeu e honrou, homologando o nome mais votado da lista como o novo reitor.
Essa modalidade foi para o Estatuto da UEM.
1987/ Gestão "Senti Firmeza"
... resumo da luta. ... "em direção da universidade pública, democrática e gratuita".
Antes da gratuidade, as mensalidades que os estudantes pagavam representava 8% das despesas da UEM. Em 1987 foi assinada pelo governador do PR a lei que instituiu a gratuidade das Universidades estaduais do PR.
Considerações finais deste capítulo ..
Capítulo 6 - A Privatização do ensino em Maringá: história de uma experiência contraditória e polêmica.
Preâmbulo
Fase da chamada "Administração Liberal" da prefeitura municipal de 1991 a 1992.
... o historiador/pesquisador... "deve abrir as portas da equidade da sua postura." "É manifestando que ele se neutraliza...
.."exige uma rigorosa interlocução com as fontes, condição sem a qual seria produzido apenas um discurso e não uma análise"
Da origem da privatização às chamadas escolas cooperativas
Em 1989, o prefeito Ricardo Barros (PFL) anunciou "que a prioridade imediata da sua récem empossada administração era promover ampla privatização dos serviços públicos".
Em 1989 Maringá fundado em 1947 tinha pouco mais de quatro décadas apenas de existência e já era a terceira maior cidade do PR.
continua no capítulo 16/20
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