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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Cap.14/20 ´- fichamento do livro A FACE ESQUERDA DA CIDADE (MARINGÁ PR) - Professor REGINALDO BENEDITO DIAS (UEM)

 capítulo 14/20                junho de 2026

 

“Na segunda metade da década de 1970 houve, em âmbito nacional, a articulação da sociedade civil e o desencadeamento de mobilizações em favor da redemocratização do país”.     Reação... 

No fim da década de 70, houve a revogação do AI5; restabelecido o pluripartidarismo.   Lembrando (como leitor) que na ditadura só permitiram dois partidos, a ARENA Aliança Renovadora Nacional, de apoio aos militares e o MDB Movimento Democrático Brasileiro, de oposição e que era a junção dos partidos antigos que eram contra a ditadura militar.

Conquistamos também na época a Lei da Anistia.   Nesse contexto “o movimento estudantil voltou à cena política em 1977”.

...”Importante desdobramento foi a reconstrução da UNE (1979) e UPE (1980)”.

Nos Diretórios Acadêmicos da UEM  esta   “referendou o limite máximo de 1/5 para a representação dos alunos nos colegiados acadêmicos”.

No ano de 1978 ainda se cobrava mensalidade e taxas dos estudantes e esta era uma das lutas destes.   Luta pelo ensino gratuito.

O governador Ney Braga  (indicado pelo governo militar – sem voto popular) em visita oficial a Maringá e os estudantes com faixas de reivindicações em 1979.  Faixas:   “Abaixo o aumento, queremos congelamento”; “Temos cursos mas não temos recursos”...

,,,estudantes dialogando, conseguiram apoio na Câmara dos Vereadores local.   Entre os líderes estudantis de então está o Umberto Crispin de Araujo que depois seguiu carreira política na cidade.

Alguns dos líderes estudantis da época:   Crispim, Silvio S. Iwata...

3 – Da criação do DCE Diretório Central dos Estudantes à conquista da gratuidade.     Primeiros anos do DCE da UEM.   Influência dos estudantes de esquerda.    “A hegemonia foi disputada, principalmente, entre estudantes ligados ao PCB, PC do B, aos chamados autênticos do PMDB e ao PT”.

Entre as pautas, ensino gratuito e redemocratização do Brasil.

1981:  Gestão – “Vibração”

Mesmo bem depois da revogação do DL 477 que a ditadura criou com foco na repressão ao movimento estudantil e professores, a direção da UEM manteve em vigor termos que permitiam ser usados para punir lideranças estudantis.

1982 – Gestão  “Travessia”

“Em 1982, na escala ampla da sociedade, o calendário da abertura política teve como capítulo mais importante a eleição direta para governadores dos estados e presidente, suspensa desde o pleito de 1965 pela ditadura”.

Escolha do reitor por lista sêxtupla e homologada pelo governador.

1983 – Gestão:  “Outras Palavras”

Em 1983, entre outras lutas estudantis, estes buscaram construir centros acadêmicos por curso, o que a lei na época não permitia.   Criaram de fato, vários Centros Acadêmicos na UEM em 1983.   

Se consolidou a prática de atuação nos Centros Acadêmicos e se fortaleceu a política estudantil local.    Em 1983 os estudantes de vários cursos se articularam e conseguiram eleger chefes de vários Departamentos da UEM.

1984 – Gestão – “Próximos Passos”

Os estudantes da UEM se engajaram na campanha nacional pelas Diretas Já.  Busca de eleição no voto popular para presidente e governadores dos estados.

Na busca de congelamento do preço das refeições no RU Restaurante Universitário e na busca da gratuidade do ensino, os estudantes chegaram a ocupar a Reitoria da UEM após decisão em assembleia.   Houve ameaça de ação policial para desocupação, mas as negociações acabaram por resultar na desocupação da Reitoria e na conquista de verba estadual para manter congelado o preço das refeições no RU.

...”ocupação do RU pelos estudantes....  (página 208) “Para não perder seu principal instrumento de pressão, os grevistas passaram a pernoitar nas instalações ocupadas.   Vivendo o processo integra, os estudantes debatiam política, realizavam assembleias, dividiam tarefas e responsabilidades, preparavam refeições, namoravam e dormiam no espaço”...

Visando, antes dessa desocupação, desmobilizar os estudantes, a UEM tinha decretado um recesso temporário e assim buscava desarticular os grevistas.     ...”teve o efeito contrário paradoxalmente de reservar ao movimento todo o território convertido em uma grande comunidade estudantil”.

continua no capítulo 15/20

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