capítulo 14/20 junho de 2026
“Na
segunda metade da década de 1970 houve, em âmbito nacional, a articulação da
sociedade civil e o desencadeamento de mobilizações em favor da
redemocratização do país”.
Reação...
No
fim da década de 70, houve a revogação do AI5; restabelecido o
pluripartidarismo. Lembrando (como
leitor) que na ditadura só permitiram dois partidos, a ARENA Aliança Renovadora
Nacional, de apoio aos militares e o MDB Movimento Democrático Brasileiro, de
oposição e que era a junção dos partidos antigos que eram contra a ditadura
militar.
Conquistamos
também na época a Lei da Anistia. Nesse
contexto “o movimento estudantil voltou à cena política em 1977”.
...”Importante
desdobramento foi a reconstrução da UNE (1979) e UPE (1980)”.
Nos
Diretórios Acadêmicos da UEM esta “referendou o limite máximo de 1/5 para a
representação dos alunos nos colegiados acadêmicos”.
No
ano de 1978 ainda se cobrava mensalidade e taxas dos estudantes e esta era uma
das lutas destes. Luta pelo ensino
gratuito.
O
governador Ney Braga (indicado pelo
governo militar – sem voto popular) em visita oficial a Maringá e os estudantes
com faixas de reivindicações em 1979.
Faixas: “Abaixo o aumento,
queremos congelamento”; “Temos cursos mas não temos recursos”...
,,,estudantes
dialogando, conseguiram apoio na Câmara dos Vereadores local. Entre os líderes estudantis de então está o
Umberto Crispin de Araujo que depois seguiu carreira política na cidade.
Alguns
dos líderes estudantis da época: Crispim,
Silvio S. Iwata...
3
– Da criação do DCE Diretório Central dos Estudantes à conquista da gratuidade. Primeiros anos do DCE da UEM. Influência dos estudantes de esquerda. “A hegemonia foi disputada, principalmente,
entre estudantes ligados ao PCB, PC do B, aos chamados autênticos do PMDB e ao
PT”.
Entre
as pautas, ensino gratuito e redemocratização do Brasil.
1981: Gestão – “Vibração”
Mesmo
bem depois da revogação do DL 477 que a ditadura criou com foco na repressão ao
movimento estudantil e professores, a direção da UEM manteve em vigor termos
que permitiam ser usados para punir lideranças estudantis.
1982
– Gestão “Travessia”
“Em
1982, na escala ampla da sociedade, o calendário da abertura política teve como
capítulo mais importante a eleição direta para governadores dos estados e
presidente, suspensa desde o pleito de 1965 pela ditadura”.
Escolha
do reitor por lista sêxtupla e homologada pelo governador.
1983
– Gestão: “Outras Palavras”
Em
1983, entre outras lutas estudantis, estes buscaram construir centros
acadêmicos por curso, o que a lei na época não permitia. Criaram de fato, vários Centros Acadêmicos
na UEM em 1983.
Se
consolidou a prática de atuação nos Centros Acadêmicos e se fortaleceu a política
estudantil local. Em 1983 os
estudantes de vários cursos se articularam e conseguiram eleger chefes de
vários Departamentos da UEM.
1984
– Gestão – “Próximos Passos”
Os
estudantes da UEM se engajaram na campanha nacional pelas Diretas Já. Busca de eleição no voto popular para
presidente e governadores dos estados.
Na
busca de congelamento do preço das refeições no RU Restaurante Universitário e
na busca da gratuidade do ensino, os estudantes chegaram a ocupar a Reitoria da
UEM após decisão em assembleia. Houve
ameaça de ação policial para desocupação, mas as negociações acabaram por
resultar na desocupação da Reitoria e na conquista de verba estadual para
manter congelado o preço das refeições no RU.
...”ocupação
do RU pelos estudantes.... (página 208) “Para
não perder seu principal instrumento de pressão, os grevistas passaram a
pernoitar nas instalações ocupadas.
Vivendo o processo integra, os estudantes debatiam política, realizavam
assembleias, dividiam tarefas e responsabilidades, preparavam refeições,
namoravam e dormiam no espaço”...
Visando,
antes dessa desocupação, desmobilizar os estudantes, a UEM tinha decretado um
recesso temporário e assim buscava desarticular os grevistas. ...”teve o efeito contrário paradoxalmente
de reservar ao movimento todo o território convertido em uma grande comunidade
estudantil”.
continua no capítulo 15/20
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