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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Cap. 5/9 - fichamento do livro RETIRANTES - autor JOSÉ DO PATROCÍNIO - Abolicionista - livro de 1879

 

     A filha tenta consolar o pai sugerindo que ele venda o sitio que não tem dado lucro.  Ele diz  que o sítio não tem dado lucro. Explica que por causa da seca o sitio nada vale e que ninguém pagaria um décimo do valor anterior à seca.
     Rogerio Monte iria para a capital tentar arranjar dinheiro e acertar as dívidas.
     "Estava tomada a sua resolução porque, apesar de não ser soberbo, não teria forças para pedir o lugar em que sempre dera".
     O vigário vai visitar Rogerio e mostrar o ofício do governo da província indicando que tem chegado do interior grande quantidade de retirantes fugindo da seca.    A carta nomeava o vigário, Francisco Queiroz e Rogerio Monte para  o cargo de comissários dos socorros públicos com verba que o governo ia enviar para o povoado.   Buscava assim o governo evitar que o povo fosse todo caminhar para a capital.
     Rogerio responde:   - "Não posso.   As minhas dívidas reduzem-me atualmente a precisar ser socorrido e não quero ser acusado de tirar do governo às ocultas o que ele manda ser dado às claras".
     Rogerio falando com a filha sobre a busca de apoio na cidade.
     - "A frieza dos desconhecidos doerá menos, minha Irena - Concluiu Monte - custará menos tristeza e humilhação".
     Não deixar a busca de solução para amanhã.   - Amanhã estará mais profundo e incurável: a ferida da infelicidade é mais fácil de gangrenar que de cicatrizar".
     O vigário foi levar o pedido do governador ao Professor Queiroz e este também recusou o encargo.   O vigário disse que iria procurar o Antão.
     O interlocutor disse que o viu bem alterado no dia anterior.   O dia após a noite do incêndio no Engenho onde se abrigavam os retirantes.   E acrescentou ao vigário:
     "- Esteve mal o pobre homem; dizia que você o tinha mandado incendiar o Engenho."
     O vigário corroído pela paixão ..."e ao passo que o seu andar rítmico devorava a distância, a celeridade desse turbilhão de formosura e pudor punha-lhe no cérebro a vertigem da perdição".
     "Eulália percebia o esforço do vigário para colocar-se ao seu lado, e por isso mesmo, esmerava-se em malográ-lo, acelerando seus passos."
     No percurso, Eulália passa perto da casa de Mundica, "a rainha da formosura aclamada pelo povoado inteiro" (e que tinha um caso com o vigário).
     Eulália chega na casa da amiga Irena e a encontra em lágrimas.   A amiga conta que o pai dela faliu e que a família vai se mudar para a cidade grande.
     "- Partir! - repetiu Eulália.   E confundiu as suas com as lágrimas da amiga".
     As amigas juntas e o sofrer.   Irena disse que Eulália sofre, mas é diferente dela.   Irena sofre por amor e não poder se unir com seu amado  (que é da família rival de morte com os Feitosas).  Já a amiga não ama o vigário que a ama.
...
     - "Mas então esse vigário continua a faze-la sofrer?
     - Muito, muito!!
     - Oh meu Deus! - ponderou Irena receosamente.   - Quer ver que você o ama!
     - Eu?! - interveio Eulália, profundamente enleada.     - Amo-o sim...como sua filha.   ( o vigario a conhecia desde que ela era uma criança).
     O vigário nomeou Antão como um da comissão para cuidar da distribuição da ajuda do governo aos retirantes.
     Depois o vigário foi procurar o Feitosa para compor a comissão.
     As moças do povoado, as de famílias mais aquinhoadas, foram requisitadas para amparar as crianças carentes e os enfermos.    "Entre essas graciosas belezas, a filha do professor, uma flor de carne que exala perfumes do céu".