Volume 2 – cap. 9/16 Capítulo I
“Em outubro de 1877 a improbidade ostentava-se já na
província... e havia comissários do governo que podiam zombar da calamidade...”
Sem ajuda do governo “A fome deu alarma nas cidades, vilas e
povoados...”
... o povo fluiu para o litoral onde fica a sede da
província – Fortaleza.
O
alvo do povo era chegar até a capital onde está a sede do governo.
O povoado de B.V. (palco deste romance) segue rumo à capital
e o trajeto passa por Quixeramobim, Quixadá, Baturité e depois se chega a
Fortaleza.
Nessa leva de retirantes, era frequente o ataque do bando de
Viriato.
No trecho, a venda do
velho Inácio prosperava a olhos vistos e não era atacada pelo bando dos
Viriatos.
Os do bando falando sobre os riscos e a morte. “O homem que tem o ofício de roubar, não
corre maior perigo do que a morte. Em
que ele é diferente dos outros?”.
Sobre o bando dos Viriatos, o integrante do bando diz:
“Eu fui chama-los para dar-lhes com que alimentar a suas
famílias; tomamos dos que tem e não querem dar aos que morrem de fome”.
... Sobre a venda de Inácio que o bando não saqueia e mesmo
se alimenta e pousa lá. Diz Inácio a
um dos integrantes do bando:
- “Se houver alguma coisa descobre-se logo que esta venda
não é minha. Já se murmura por vê-la
assim”.
Um do bando, o Diabrete, vem avisar o Onça que vem aí uma
mulher sozinha. Bem asseada. Onça diz – deixe-a passar em paz”.
Os do bando usavam uma máscara de couro para não serem
reconhecidos.
Ofereceram pouso para Eulália na casa de Inácio da Venda por conta do bando. Os do bando conheciam o povo do povoado e
sabia que ela era de família que amparava os desvalidos.
Virgulino, o chefe do bando, conversou com Eulália e
reconheceu ela. Conhecia os
acontecimentos no povoado dela.
No outro dia cedo Eulália ia partir e Virgulino alertou do
perigo. Ela insistiu. A família dela tinha dado abrigo aos
retirantes e amigos de Virgulino no passado e agora ele queria ajuda-la.
-“Não tente disfarçar – disse Virgulino – é a morte o que a
senhora deseja, para ocultar o seu erro, mas a senhora não pode matar seu filho”.
-“Nem quero – exclamou a infeliz – Quero salva-lo porque
tenho sofrido muito”.
Um do bando falando a outro sobre a vontade de partir deste
lugar feio.
“Eu quero partir daqui, porque este lugar é mais feio que um
olhar de cascavel”...
Virgulino e um companheiro partiram para tentar alcançar
Eulália. Andaram muito e em certo ponto
viram sinais de que alguém foi arrastado da estrada para o mato. Seguiram o rasto e encontraram ela desmaiada
e ferida por ter sido atacada e violentada por alguém.
Virgulino colocou ela no ombro e a trouxe desmaiada até a
Venda para que ela fosse reanimada.
Nesse grupinho que faz parte do bando dos Viriatos, tem o
Virgulino, seu filho Onça e o Diabrete.
A senha para os diferentes grupos do bando dos Viriatos se
reconhecerem era: “Vivo, luto e venço”.
A ordem ao grupo:
seguirem para Icó-CE. Assim
fizeram e deixaram Eulália aos cuidados da mulher de Inácio e a garantia de que
manteriam o custo disso por conta deles.
Chegaram uma velha e duas mocinhas até a venda. Vinham do vilarejo de Eulália. Pediram comida a troco de algumas joias
delas. Inácio propôs a troca por uma
porção módica de bolachas para matar a fome.
Depois o da venda ficou sabendo que a velha era a irmã do Professor
Queiroz que tinha morrido e as mocinhas eram as filhas dele, portanto, irmãs
mais novas de Eulália. Elas não se encontraram
com Eulália e logo partiram.
Eulália, quando se restabeleceu do trauma, queria seguir
estrada e a família de Inácio não deixou.
Tinha ordem do bando para reter ela ali e o bando pagaria a conta.
Continua no capítulo 10/18