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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Cap.2/8 - fichamento do livro - OS RETIRANTES - autor: JOSÉ DO PATROCÍNIO (Abolicionista)

 capítulo 2/8 - fichamento do livro - OS RETIRANTES - autor JOSÉ DO PATROCÍNIO (Abolicionista) - livro de 1879

- “E que haveis de fugir de vossas moradas, como a caça acuada, tendo horror ao próprio som de vossas passadas. A seca, porém, nos seguirá os passos...” “onde quer que fujais, lá encontrareis o desabrigo, a fome e a morte.” (diz o vigário).
Início de março (sem chuva desde dezembro). Seca... cita também o Rio Jaguaribe . reduzido a algumas poças. Urubus voando... muitos bichos mortos.
Esperança no dia de São José – 19 de março – que no sertão costuma trazer chuvas.
Palavras do vigário Paula; ... fala do professor Queiroz .... fala do velho criador de gado Rogerio Monte..... a moça Eulália....
“Andar firme e resoluto, ao de leve sacudido, como o ramo do ingazeiro que molha a ponta na correnteza de um rio”.
Eulália junto com o vigário, antigo frequentador da casa desde a infância dela. Ela pede ao vigário para que ele deixe ela participar do grupo de virgens a carregar o andor na procissão que ocorrerá em breve. Ele disse que iria prejudicar os ombros dela.
Ele dá a resposta com um galanteio... se suas amigas perguntarem porque não a convidei para carregar o andor ....”diga-lhes que é porque entre você e a imagem, esta é a que deve carregá-la...”
“... caieiras de entulhos (caieiras era uma palavra que eu ouvia no passado no interior de SP).
O forasteiro que tinha a mania de brincar com um bando de cascavéis para fazer exibição pública. Era considerado um Feiticeiro.
O feiticeiro e as oito cascavéis fazendo espetáculo para os flagelados.
...”sorrisos desenxabidos”...
Na procissão, entre as quatro virgens escaladas pelo vigário para carregar o andor de Nossa Senhora, Irena e Eulália. No dia de São José fizeram a procissão para pedir a benção da vinda da chuva.
Só que neste ano, nesse dia, a chuva não veio. Mal sinal.
Roupas de dia de festa, “aniladas” – lavadas com adição de pedras de anil (azul) para a roupa clara encardida ficar parecendo mais clarinha e limpa.
“E que bem feitos corpos... vestidos afogados, de mangas curtas, deixando ver completamente os seus braços carnudos”. (olhar do vigário)
... “O coração frio do vigário Paula fora aquecido, aos poucos, insensivelmente, como num banho-maria, à luz dos olhos vivos de Eulália”.
“Mais tarde, sobressaltou-se muito: Eulália estava com 16 anos e seu próprio pai falou-lhe em casá-la”.
Só que na verdade o casamento de Eulália tinha que esperar. A mãe dela morreu no parto da caçula da família. Eulália na ocasião jurou que só se casaria quando sua irmãzinha estivesse criada. O vigário sofria por amar Eulália que ele conhecia desde que ela era criança. Por conta desse amor, o vigário chorou dias após ser ordenado religioso. O que o impedia de se casar com Eulália.
O desespero do povo com a seca... “e ao longe, as maçarandubas desfolhadas com os galhos pendentes como os braços de um cadáver levantado pela cintura”.
“Não era mais possível a esperança; urgia tomar destino”.
No desalento das pessoas, o vigário tenta consolar: De hora em hora, Deus melhora.
O sacristão se chama Marciano.
Francisco Queiroz, pai de Eulália, dava aula para crianças na casa dele.
Sobre a seca: ... “as árvores tem o ar de quem se despede.”.
O vigário veio visitar a família Queiroz quando ele estava dando aula para as crianças. As filhas de Queiroz conversaram com o vigário e Queiroz também.
O vigário, confessor de Eulália, parecia saber da queda dela por alguém e sentia muito ciúme. Conversou a sós com ela e deixou ela muito encabulada com as falas dele na casa dela.
Continua no capítulo 3/8