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domingo, 16 de agosto de 2026

Cap. 7/8 - fichamento do livro OS RETIRANTES - autor JOSÉ DO PATROCÍNIO (abolicionista) - original de 1879

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         O vigário visita Eulália e fica sabendo que ela viu a cena à noite quando o Feitosa estava encontrando escondido com Irena, sua amiga.   Ele ficou em polvorosa.

         O pai de Eulália falando com o vigário (sem saber que ele é o criminoso).

         - “Acima da fatalidade está Deus, e eu não sei o que me diz que há uma testemunha do crime”.

         Na conversa entre o professor e o vigário, foi dito que o professor chegou a desconfiar do vigário no caso.

         O vigário falando com Eulália e recordando os quinze anos desde que a conheceu menina e lhe afagava e que ao passar do tempo isso se transformou para ele em paixão proibida.

         O desprezo dela para com o vigário...  “Ele, falando para ela...  “Eu descendo aos poucos aos meus próprios olhos, abismando-me cada vez mais na tristeza...   e de queda em queda passei do ciúme à desesperança, da desesperança ao crime”.

         O vigário pensou que Eulália amava o Feitosa que era o amor da sua amiga Irena.

         Eulália – “Que amor? – O seu amor por Feitosa.

         -É falso! – afirmou Eulália soluçando – Eu não amo Feitosa, nunca o amei!

         ...se o amasse eu teria lhe entregado a prova do crime.

         - Que prova?

         - O canivete-punhal (que ela sabia que era do vigário).

         Na venda do inspetor Antão, uns e outros vinham para beber cachaça e cantar desafios.

         “No dia 12 de junho um novo assunto serviu de pasto à conversa dos cantadores de desafio e a todo o povoado:  a doença incurável do Professor Queiroz.

         Queiroz moribundo faz um pedido ao vigário:

         “- Não abandone a minha desgraçada família.  Jure-me que não a abandonará.

         - Juro, meu amigo, mas nem precisava jurar, é o meu dever”.

         Queiroz morreu.  Eulália desolada.   O vigário:  “- Tenha paciência – murmurou ele procurando consolar a moça: - não ficou de todo só, creia.”

         Durante a  noite do velório, o vigário esperou o momento de ficar só ele e Eulália na sala velando o defunto e veio declarar a Eulália:

         ...”Esses olhos que são meus... que serão meus... para sempre!”

         - “Deixe-me por piedade – murmurou a desventurada tentando em vão desvencilhar-se”.

         - “O Cristo, com a cabeça descaída, parecia chorar por tão monstruosa infâmia”.

         Eulália, aos pés do defunto chorando.

         - “Meu pai! Meu santo pai! Por que não morri eu contigo!”

         O dia começando a raiar e o vigário chama Eulália para ver a beleza do momento.    “Venha ver  como o céu está bonito, Eulália, venha!

         Ela responde com um choro mais forte.

         ...

         O sacristão Mariano conversando com o vigário e desconfiando que a filha do defunto corria risco ao ficar sob a proteção dele.   O vigário ficou muito bravo inclusive porque o sacristão disse que o vigário abusava da filha dele porque ele era pobre e indefeso.   Na ira, o vigário destempera:

         - “Você até enxovalha a igreja... se eu não tivesse pena das suas filhas, hoje mesmo o despedia.  Miserável!

         Marciano, o sacristão, depois do bate boca com o vigário toma a decisão de partir para o Ceará e vai tentar achar Rogério Monte que é o suspeito do crime contra o Feitosa e havia um prêmio alto em dinheiro por informações do suposto criminoso.

         Ao saber da decisão do marido, a mulher do sacristão diz:    - “Como fazer essa viagem, Marciano?...   Era o mesmo que nos condenar a morrer de fome...

         Continua no capítulo 8/8 (final do volume 1)

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