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...”Caso se tratava de prestação de serviços, essa medida dependia
apenas da não renovação do contrato com as empresas na gestão das escolas”.
O grupo político que fazia oposição à gestão liberal ganhou
a eleição com 2/3 dos votos. Eleita a
coligação tendo à frente o PMDB com Said Ferreira prefeito.
A pá de cal nessa privatização veio ainda no mandato do
prefeito Ricardo Barros, quando a justiça em duas instâncias decidiu para que
fosse encerrado o sistema das chamadas “escolas cooperativas” nos moldes já
citados.
No despacho da justiça, o sistema “feria a tradição e a
Constituição Federal”.
Crepúsculo do governo liberal local. Dezembro, pagamentos atrasados aos servidores
e estes em greve. Ocupação da
prefeitura...
“Para se esquivar do choque com os grevistas, o prefeito
Ricardo Barros chegou a evadir-se por uma janela da prefeitura que não estava
controlada pelos grevistas”. (página
233 do livro).
Nessa, o prefeito que esperava inaugurar obras de forma
pomposa no fim da administração não teve essa chance. As obras foram inauguradas pelos servidores,
sem pompa. A nova administração pôs
fim às privatizações do governo liberal.
Capítulo – “Muito além da propaganda”
Os estudos feitos pela Secretaria Municipal da Educação provaram
que a privatização só trouxe resultados negativos incluindo elevação de custos,
degradação de patrimônio público, ações trabalhistas, maior evasão escolar e
menor índice de aprovação de alunos.
Considerações Finais deste capítulo
Os tumultos dessa administração trouxeram de positivo, o
maior grau de interesse da população para debater a coisa pública. “Foi alterada a qualidade do processo eleitoral,
normalmente marcada por promessas de obras e não pelos debates de modelo de
gestão”.
...”a sociedade civil foi desafiada a mostrar não apenas sua
capacidade de elaboração intelectual, mas de influenciar nos rumos da sociedade
política”.
...”percebe-se como o neoliberalismo é herdeiro do
liberalismo clássico. Em um caso e no
outro, constata-se a aversão às ações coletivas das organizações populares e a
imposição de políticas em nome do mercado”. (texto do autor e negrito do leitor).
...”Não houve, pois, gestão pública não estatal, mas gestão
privada do bem público” - no caso das
escolas.
A gestão pública pode requerer reformas... “O grande desafio é matizar que reforma é
exigida pela realidade e verificar qual é a maneira de contemplar melhor o
interesse público”.
Capítulo 7 – A carnavalização da política na inauguração do
Novo Centro
Preâmbulo
O que veio a se chamar Novo Centro era um grande espaço
vazio no centro de Maringá onde antes era ocupado pelos trilhos da ferrovia e
os pátios da estação.
Obra viária pronta, mas os servidores em greve, inclusive
com a ocupação da prefeitura que estava com atraso nos salários dos servidores.
O prefeito não conseguiu dar as caras na inauguração. Esta que foi feita pelos grevistas e o
sindicato deles. Isto em dezembro de 1992.
...”a cerimônia combinou humor, teatro e protesto,
efetivando um evento, se não inédito, pouco usual na vida do País”.
No dia 31-12-1992, dia do encerramento do mandato do Ricardo
Barros, os servidores em greve – com salários atrasados – fizeram o enterro
simbólico dele em passeata até o cemitério.
(página 242)
Uma avenida a ser inaugurada estava prevista para levar o
nome de Silvio Barros, que foi prefeito no passado e era o pai do Ricardo
Barros. Os servidores mudaram o nome da
avenida e chegaram a colocar placa com o nome de Antonio Tortato que era um
servidor público falecido recentemente.
(suponho que essa avenida
depois passou oficialmente a se chamar Avenida Horário Raccanello, que foi
Advogado inclusive dos sindicatos locais)
Continua no capítulo
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