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domingo, 5 de julho de 2026

Cap.18/20 - fichamento do livro - A FACE ESQUERDA DA CIDADE (MARINGÁ PR) - autor Prof. REGINALDO BENEDITO DIAS - (UEM)

capítulo  18/20                julho de 2026

 

         Capítulo da história de uma relação conflituosa

         O sindicato dos servidores, SISMMAR, foi inaugurado na época (1988) do início do mandato do Ricardo Barros.    O sindicato se filiou à CUT Central Única dos Trabalhadores.

         No nível nacional a CUT era “um dos principais polos de resistência à perspectiva de privatização dos serviços públicos”.

         Antes de 1988, por conta da ditadura, servidor público não podia ter sindicato.   Foi a Constituição de 1988 que trouxe esse direito aos servidores públicos.

         Slogan da diretoria do SISMMAR – “independência e luta”.

         ... “uma análise do discurso da administração municipal revela que o sindicato era representado como um braço político de forças que tendiam a desqualifica-la.    A CUT, por exemplo, era reiteradamente identificada como um partido político.   A distância de horizontes evidenciou-se pela relação conflituosa que se estabeleceu”.

         Período de inflação alta e perdas salariais, 1989/1990/1991, houve greves dos servidores públicos municipais.

         Atrasos nos pagamentos dos servidores em 1992.   O sindicato adotou um cartaz em praça pública com os dizeres:   Estamos com X dias de atraso no recebimento do salário.      Atraso de salários e greves em consequência.

         O jornal Diário do Norte do PR e a notícia com termo pesado:   “servidores invadem prefeitura pelo 13º salário”.  (em 1992)

         Greve com ocupação inclusive do entorno do gabinete do prefeito.   Nessa ocasião,  o prefeito escapou pulando a janela do prédio da prefeitura para fugir dos grevistas.     (página 250)

         Capítulo – Quem construiu o Novo Centro?

         O autor cita o poema de Bertolt Brecht “Perguntas de um trabalhador que lê” – escreveu:   “Quem construiu Tebas de Sete Portas?.   Nos livros estão os nomes de reis.  Arrastaram eles os blocos de pedra...?”

         Parafraseando o poema, em relação às obras do Novo Centro.  Quem construiu o Projeto foi o prefeito ou foram os trabalhadores?...     ... pois no caso os trabalhadores inclusive, além de construir, inauguraram a obra...

         A Administração pública colocava seguidas matérias em jornais sobre sua atuação.   Destaca que as obras viárias do Novo Centro seriam “obras esperadas por quarenta anos...  

         Só que no caso, quarenta anos era praticamente a idade do município, o que era um exagero do gestor.

         “A definição do traçado da linha férrea serviu de baliza para a companhia colonizadora elaborar, em meados da década de 40, o plano urbanístico de Maringá.”   (Luz, 1997).    “A estação ferroviária era a referência para o estabelecimento do eixo monumental, que se estendia, em uma linha perpendicular à ferrovia até a área destinada ao Centro Cívico”.

         (página 258  do livro)

         (Por isso que temos no espigão o chamado Maringá Velho com o Fim da Picada.   Era anterior à ferrovia e esta “trouxe” o centro para o local atual ao lado da estação do trem que depois deixou de existir)

         Só em 1954 é que os trens começaram a operar em Maringá.  

         O Código de Posturas de Maringá é de 1953.   E na parte viária urbana cita...   “Entre outras coisas o Código proibia amansar animais bravios e correr em disparada pelas ruas e povoações com cavalos”.

         A cidade cresceu bastante e rápido e não demorou para as manobras dos trens passarem a prejudicar o trânsito.

         Em1967 Maringá fez um Plano Diretor e este já cogitava de fazer obras para contornar a questão dos trens na zona urbana.

         Em 1976 o prefeito João Paulino, ainda na fase de candidato,  propôs a) – a retirada do pátio de manobra da ferrovia e a estação de carga e descarga para o novo pátio em área próxima de Paiçandu-PR; b) – rebaixamento do leito ferroviário na região do Novo Centro”.

         Já o prefeito Said Ferreira (1983-1988) encomendou o chamado “Projeto Ágora” para o Novo Centro ao Arquiteto Oscar Niemayer.    O projeto do Niemayer está resumido no livro – página 260.

         A prefeitura criou uma empresa pública para urbanização, a URBAMAR em lei de 1985.    A missão da Urbamar seria viabilizar as obras do Novo Centro.   Angariar recursos, delinear os projetos e tirar as obras do papel.

         Continua no capítulo 19/20