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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Cap.19/20 - fichamento do livro A FACE ESQUERDA DA CIDADE (MARINGÁ PR) - Autor Prof. REGINALDO BENEDITO DIAS (UEM)

 capítulo 19/20                                    08-07-2026

 

         No projeto original do Novo Centro haveria uma visão mais abrangente da forma de ocupação daquela área nobre e cara.    A pressão do setor imobiliário acabou por se impor e saiu um adensamento de construções convencionais com ampla proliferação de edifícios perfilados.

         (aqui como leitor que residi por dez anos em Maringá – 2001/2010 – me lembro até de uma tirinha no Jornal O Diário, de autoria do saudoso cartunista Lukas.   Pela proximidade entre os prédios no Novo Centro, ele desenhou duas donas de casa, uma emprestando uma xícara de açúcar pela janela com a vizinha do prédio ao lado).

     O prefeito sucessor do Ricardo Barros foi eleito com 50,2% dos votos válidos enquanto o candidato apoiado pelo Ricardo ficou em terceiro lugar com pífios 6,71% dos votos.    ( página 263)

         A Carvanalização da Política

         O autor usa um conceito expresso pelo Antropólogo Roberto da Matta (em obra de 1986) sobre a estrutura da festa das inaugurações pelos grevistas.

         Em resumo, as festas “convencionais” em público há palco para os graúdos, dentre eles, os políticos e de outro lado, o povão fica na plateia para aplaudir.    Já no carnaval, se quebra essa regra.

         No carnaval “a regra é liberar as fantasias.   Em sentido restrito, fantasia é roupa: em sentido amplo, é sonho que se vive nessa extraordinária temporalidade”.

         O autor aqui relembra que os servidores públicos se arvoraram no direito de em passeata ir aos locais das obras públicas e inaugurá-las como sujeitos das ações, num paralelo com o conceito de Roberto da Matta.

         É usual em inauguração de obras públicas haver disputa de “paternidade da obra”, de quem diz que fez a obra.

         No rito do enterro simbólico do prefeito Ricardo Barros em 31-12-1992, último dia do mandato dele, houve concentração de grevistas na praça ao lado da prefeitura; um caixão de verdade, vazio, emprestado de uma funerária foi conduzido pela multidão até o cemitério onde foi depositado numa cova aberta e coberta com terra.    Depois de completado o ato simbólico, retiraram o caixão, deram um trato nele e devolveram à funerária.

         Considerações finais deste capítulo

     Toda a trajetória da greve de 1992 dos servidores públicos locais...”O plano simbólico sobrepôs-se à expectativa de ganhos materiais” aos grevistas.

         Como escreve em 1986 o Antropólogo Roberto da Matta:   “o momento da fantasia carnavalesca é aquele em que se vive um sonho acordado, em que se passa da condição de ninguém para a condição de alguém”.

         “No contexto das inaugurações, significava converter-se em sujeito da celebração e da produção daquilo que se celebrava”.

         Capítulo 8   A Trajetória do PT em Maringá:  da fundação à conquista da prefeitura.

          29-10-2000, José Claudio Pereira Neto, do PT, foi eleito prefeito com 70% dos votos.

         Trajetória do PT local.

         Começa no início dos anos oitenta e chega ao poder no ano 2000.    ...

“Isso supõe o exame de sua intervenção e na organização social e a interface com sua progressão nas urnas”.

         A presença da esquerda em Maringá.   (página 274)

         “O primeiro diretório do PT em Maringá foi em 1981”.   ...

         Colonização do Norte do Paraná e Expansão da população em todo o estado entre 1940 e 1960:

         1940 -  O Paraná tinha 1.236.276 habitantes

         1960 – O Paraná tinha 4.277.763 habitantes.

         Após o Estado Novo que foi uma ditadura e em 1946 o Brasil conquistou nesse ano seu status democrático.  Teve inclusive uma nova constituição em 1946.  Havia pluripartidarismo.

         Maringá fundado em 1947 teve um tempo de vivência democrática até 1964 quando houve o golpe militar.

         Maringá teve sua primeira eleição para prefeito em 1952 e houve sucessivas alternâncias de partidos vencedores até 1960.   Em 1952 ganhou o PTB; em 1956 foi o PSP (Partido Social Progressista); em 1960 o PSD Partido Social Democrático.

         Por outro lado, há vestígios de ações do PCB em Maringá desde a fundação do município.   Resta fazer mais estudos e levantar documentos.

         A esquerda na região atuando na organização dos trabalhadores rurais e urbanos e o Bispo Dom Jaime Luiz Coelho criando a FAP Frente Agrária Paranaense  “com objetivo de oferecer uma alternativa organizativa e proteger os católicos do perigo vermelho”.

         Década de 1970, geada forte em 1975, dizimou a cafeicultura do Paraná.   Muita gente migrou para as cidades e muitos agricultores migraram para o Centro Oeste do Brasil com foco no Mato Grosso e Rondônia.

         Em 1975 houve a Operação Marumbi, da repressão política que prendeu ativistas de esquerda inclusive em Maringá e região.

 

                                      Continua no capítulo final 20/20

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