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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Cap. 4/9 - fichamento do livro OS RETIRANTES - autor: JOSÉ DO PATROCÍNIO (Abolicionista). Escrito em 1879

 capítulo 4/9

        

         Sobre ser ofendido e a jura de vingança...  “Corrente ... que nada pode quebrar, porque os seus elos são fundidos com o próprio sangue do condenado”.   ...”tenham raiva dos Viriatos”.

         Cita real como unidade monetária do ano 1879.

         O feiticeiro reclamando aos do povoado que não ajudam os retirantes que estão precariamente alojados no Engenho abandonado.

         “O Sr vigário nem confessa a gente e dá a comunhão; mas a hóstia santa e o gole de água não matam a fome do cristão”.

         “... a presença do pobre não faz dó, mete medo, o rico pensa logo que o infeliz o vem roubar”.

         Ainda o feiticeiro reprovando os do povoado:   “Não posso ver o que se está passando.  Os homens são irmãos e um não deve morrer de fome à porta do outro”.

         Ele, feiticeiro, vinha acudindo os famintos alojados.

         “Eis a razão por que eu não odeio os Viriatos; quem tem medo de dar uma cuia de farinha ao pobre, quem teme que esta obra de caridade lhe traga a fome em casa, é bem quem perca tudo, e venha a sofrer o que os pobres sofrem”.

         Antão, o dono do armazém que estoca e vende alimentos está com medo de um saque por parte dos retirantes alojados no Engenho.    Vai reclamar para o vigário.   Este recomenda ao comerciante, tocar fogo no engenho na calada da noite para os retirantes ficarem sem abrigo e irem embora.

         - “Deitar fogo ao engenho, deixa-los ao tempo”.     O vigário lembra que os retirantes cozinham no local e pode parecer que o incêndio foi por acidente.   Fagulhas dos fogões improvisados no Engenho.

         Na tarde de calor, o vigário tirava uma soneca e vem um portador, pedir para ele dar a unção a um menino enfermo.   O vigário ficou aborrecido e disse que não ia sair num sol daquele e que era para trazerem o moribundo até a igreja para receber a unção.   O portador diz ao vigário:   “Mas o doente não pode também apanhar este sol:  morrerá antes de chegar à igreja”.

         Varias pessoas do engenho se  prontificam a ajudar para levar o moribundo até a igreja.   “A desgraça encontrava ainda a fraternidade dos tempos prósperos...”

         O doente ao chegar carregado   à igreja, morreu.   “olhos de malacacheta..”  (o brilho de um mineral que se apresenta em folhas sobrepostas e que compunha parte dos ferros elétricos do passado.  Mesmo que mica)  https://meu-cosmos.blogspot.com/2018/10/qual-o-papel-da-mica-nos-ferros-de.html

     O vigário usando o nome do Criador para convencer o comerciante Antão a colocar fogo no engenho.    –“A misericórdia de Deus não precisa do braço do homem, Sr Antão.   O povoado será salvo pela graça do Onipotente”.

         “Salvo” no caso seria se livrar dos retirantes famintos...

         ... furtivamente, a caminho do Engenho, Antão encontra um cavaleiro que puxa prosa.  Antão pergunta sobre o povo da região.

         - “E de morte?

         - Está no Aracati o andaço da febre e do desandamento da barriga; cai gente como folha seca”.

         ...   de fato Irena, filha de Rogério Monte, inimigo dos Feitosas, desconfia que o pai ficou sabendo que ela é apaixonada por um Feitosa.

         O pai de Irena ficou transtornado e ela pensou que era por isso, mas a causa era outra.   Ela fica em pranto.    “Vou dizer-lhe tudo:  ele há de perdoar-me:  não quero, não devo casar-me com um Feitosa”.

         Na verdade a aflição do pai de Irena  provinha de uma carta enviada pelo fornecedor para o comércio dele.  Avisava que deixava de fornecer mercadorias e cobrava uma alta conta do que o comerciante devia.

         ...”não era a filha a causa do sofrimento do seu velho pai...”.   Ele teve que enviar bens aos credores.  

         ...”os únicos bens de valor que lhe restavam:  as suas duas mucamas (escravas do serviço doméstico),  os três escravos e a cria que era o encanto da filha”   de Rogerio.

 

         Continua no capítulo 5/9

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