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sábado, 29 de agosto de 2026

Cap.11/18 - fichamento do livro OS RETIRANTES - autor: JOSÉ DO PATROCÍNIO - (abolicionista) - escrito em 1879

   

         Depois da briga por causa da disputa da água e o ódio da Mundica por dona Ana, tia da rival dela pelo vigário, dona Ana resolveu abandonar o grupo.

         ...”Na manhã seguinte... deixaram o pouso insultadas e indefesas”.

         Capítulo VI        Mundica ficou famosa pelos barracos que aprontou na caminhada.  Ela já tinha até um novo caso.  Era amante do comissário local.   A fama dela despertou a curiosidade inclusive do vigário local.   Este pediu para o comissário lhe apresentar Mundica.

         Na prosa ela diz:   - “Contam sempre demais, senhor vigário; deve-se sempre partir ao meio o que se ouve”.

         O vigário em companhia do comissário ao visitar Mundica, conheceu a família dela que tinha inclusive uma irmã mais nova, também bonita, que causou interesse do vigário local.  Era a Amelinha.

         ... “É uma família de formosuras – ponderou judiciosamente o vigário...”

         O vigário pergunta ao comissário se Amelinha também já era mulher.

         ... “não sei, o que me parece é que ela não é, porque não pôde; porém mais dia menos dia...”

          - “É; em tempos de calamidade, é muito difícil que a pobreza possa conservar-se pura”.

         “Quando a necessidade bate pela porta da frente a virtude sai pelos fundos”.  ...

         “De brio eram, a Dona Ana e a tal Chiquinha e essas morrerão à fome antes que cedam a honra”.

         ...   falas do comissário com o vigário.   “É verdade que, de uma hora para outra, muda-se tudo, e a Chiquinha não deixa de ser bonita”.   Boa noite.

         Um retirante bate à porta do vigário Belmiro, se dizendo vigário também e pedindo pouso.   Para provar que é vigário, apresentou uma carta de recomendação.    Teve tratamento bom, com galinha ensopada no jantar.

         Milho agora deixou de ser só ração de animais e passou a ser alimento quase único para os retirantes.

         O vigário local serviu até vinho do Porto para o seu colega.

         E ele sabia do caso entre Mundica e o vigário visitante.

         Sobre o peso de consciência do vigário Paula.    ...”e a imaginação, tremendo juiz que não dorme, que não se suborna, desdobrava-lhe quadros medonhos como resposta”.

         ... uma mãe faminta na caminhada.    “deitava nos lábios da criança o seio nu, mas este estava mais árido do que um rochedo, e o quadro era triste, porque era a esterilidade amamentando um esqueleto”.

         O vigário Paula tinha vontade de se vingar de Mundica, sua ex amante e esta por sua vez tinha vontade de se vingar de Eulália por quem o vigário era apaixonado.

         O Onça do bando dos Viriatos chega do Crato e traz más notícias do bando.   O Pedro, que era bem complicado e queria formar seu próprio bando, foi pego desviando objetos saqueados pelo bando no Crato.   Apanhou do bando e se descobriu que ele foi quem atacou Eulália na estrada, ela que era protegida pelo seu bando.  Uma traição.

         Pedro foi expulso, criou o seu bando e jurou vingança aos Viriatos.   Poderia ser por meio de ataque armado ao bando ou por denúncia à justiça.  Seria um estrago para os Viriatos.

         Para o vendeiro Inácio que tinha passado honrado e por pressão do bando recebeu dinheiro para ficar sendo dono de fachada do local sob o controle do bando dos Viriatos, a situação complicou.   O bando determinou que ele tinha que fechar a venda e sumir para outro povoado e lá abrir novo negócio.

                   Continua no capítulo 12/18