capítulo 16/20
Nessa época (1989) o PT local propunha o transporte público
municipal e não por concessionária.
A prefeitura trouxe a proposta de passe integrado dos ônibus
urbanos da cidade.
Em 1989, privatizada em Maringá a coleta e destinação do
lixo como primeira ação de privatização local. A gestão municipal dizia que o serviço
privatizado seria de melhor qualidade e mais barato.
“Na
perspectiva de resistência ao projeto de privatização, foi constituído... o Fórum
Maringaense de Defesa do Patrimônio Público em 1989.
O
Fórum apresentava estudos e argumentos que se contrapunham ao discurso do
prefeito que era da linha Liberal.
...Fórum que “lembrava
a natureza social do serviço, que deveria, por sua essencialidade ser gerido
diretamente pelo poder público.”
Três ex prefeitos de Maringá
apoiavam o Fórum: João Paulino,
Adriano Valente e Said Ferreira.
Após esfriar um pouco o debate, em 1990 a prefeitura
conseguiu privatizar a coleta e destinação do lixo no sistema “terceirização”.
A mobilização popular não conseguiu barrar a terceirização,
mas causou um desgaste na gestão municipal e atrasou o cronograma. Não passou em branco o caso.
Capítulo: A gestão
privada da rede pública de ensino no município:
novo paradigma de serviço público ou novo modelo de privatização?
Entre 1991 e 1992 a prefeitura generalizou
a terceirização do ensino municipal.
.... apresentar o modelo de privatização e algumas
controvérsias geradas a seu respeito.
O Fórum Maringaense de cunho popular analisou e colocou os
pontos negativos da privatização da gestão das escolas municipais locais.
Tendia a sucatear a infraestrutura das escolas para
maximizar o lucro dos gestores privados, apelidados de “gestão cooperativa” e
poderiam contratar professores sem se preocupar com qualidade pra reduzir
custos e lucrar mais.
O curto e teimoso caminho da privatização
do ensino local.
Eram 23 escolas que compunham a rede municipal, sendo 15 na
zona urbana e 8 na zona rural.
Paradoxalmente, a gestão Ricardo Barros, logo que assumiu,
publicou que as escolas do município, antes do seu projeto de privatização já
seria de boa qualidade.
“Diante de tais afirmações, pergunta-se por quê privatizar?”.
Quando apenas uma das escolas já estava no regime privado de
gestão, a administração pública já lançou informes sobre o sucesso da
iniciativa, o que era uma avaliação com conclusões a priori. Típico de discurso ideológico, “que falou
mais alto do que os debates educacionais propriamente ditos”. (página 225)
Contra a privatização, os movimentos sociais se manifestaram
em várias ocasiões. Os meses finais de
1991 foram movimentados. Houve
inclusive passeata de professores contra a privatização. Até o ilustre educador Paulo Freire que
cumpria nesse dia uma agenda na UEM esteve na passeata dos professores,
reforçando as ações da luta contra a privatização.
Além das passeatas e outros protestos, houve em 1991 um
abaixo assinado com 19.000 assinaturas contra a privatização das escolas municipais
em Maringá PR.
Chegou o período eleitoral e encontrou a prefeitura com sua
gestão liberal com a finança quebrada.
Ao ponto de nem conseguir pagar em dia as despesas das escolas ditas “cooperativas”. O grupo político do prefeito perdeu a
eleição e essas privatizações teriam forte peso nisso.
Continua no capítulo 17/20