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domingo, 28 de junho de 2026

Cap.16/20 - fichamento do livro A FACE ESQUERDA DA CIDADE (MARINGÁ - PR) - Autor REGINALDO BENEDITO DIAS

 capítulo 16/20

 

         Nessa época (1989) o PT local propunha o transporte público municipal e não por concessionária.

         A prefeitura trouxe a proposta de passe integrado dos ônibus urbanos da cidade.

         Em 1989, privatizada em Maringá a coleta e destinação do lixo como primeira ação de privatização local.    A gestão municipal dizia que o serviço privatizado seria de melhor qualidade e mais barato.

         “Na perspectiva de resistência ao projeto de privatização, foi constituído...   o Fórum Maringaense de Defesa do Patrimônio Público em 1989.

         O Fórum apresentava estudos e argumentos que se contrapunham ao discurso do prefeito que era da linha Liberal.

         ...Fórum que  “lembrava a natureza social do serviço, que deveria, por sua essencialidade ser gerido diretamente pelo poder público.”

         Três ex prefeitos de Maringá  apoiavam o Fórum:  João Paulino, Adriano Valente e Said Ferreira.

         Após esfriar um pouco o debate, em 1990 a prefeitura conseguiu privatizar a coleta e destinação do lixo no sistema “terceirização”.

         A mobilização popular não conseguiu barrar a terceirização, mas causou um desgaste na gestão municipal e atrasou o cronograma.   Não passou em branco o caso.

         Capítulo:     A gestão privada da rede pública de ensino no município:  novo paradigma de serviço público ou novo modelo de privatização?

     Entre 1991 e 1992 a prefeitura generalizou a terceirização do ensino municipal.    

       .... apresentar o modelo de privatização e algumas controvérsias geradas a seu respeito.

         O Fórum Maringaense de cunho popular analisou e colocou os pontos negativos da privatização da gestão das escolas municipais locais.

         Tendia a sucatear a infraestrutura das escolas para maximizar o lucro dos gestores privados, apelidados de “gestão cooperativa” e poderiam contratar professores sem se preocupar com qualidade pra reduzir custos e lucrar mais.

     O curto e teimoso caminho da privatização do ensino local.

         Eram 23 escolas que compunham a rede municipal, sendo 15 na zona urbana e 8 na zona rural.

         Paradoxalmente, a gestão Ricardo Barros, logo que assumiu, publicou que as escolas do município, antes do seu projeto de privatização já seria de boa qualidade.

         “Diante de tais afirmações, pergunta-se por quê privatizar?”.

         Quando apenas uma das escolas já estava no regime privado de gestão, a administração pública já lançou informes sobre o sucesso da iniciativa, o que era uma avaliação com conclusões a priori.   Típico de discurso ideológico, “que falou mais alto do que os debates educacionais propriamente ditos”.   (página 225)

         Contra a privatização, os movimentos sociais se manifestaram em várias ocasiões.   Os meses finais de 1991 foram movimentados.   Houve inclusive passeata de professores contra a privatização.   Até o ilustre educador Paulo Freire que cumpria nesse dia uma agenda na UEM esteve na passeata dos professores, reforçando as ações da luta contra a privatização.

         Além das passeatas e outros protestos, houve em 1991 um abaixo assinado com 19.000 assinaturas contra a privatização das escolas municipais em Maringá PR.

         Chegou o período eleitoral e encontrou a prefeitura com sua gestão liberal com a finança quebrada.   Ao ponto de nem conseguir pagar em dia as despesas das escolas ditas “cooperativas”.     O grupo político do prefeito perdeu a eleição e essas privatizações teriam forte peso nisso.

 

         Continua no capítulo 17/20