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quarta-feira, 11 de março de 2026

Cap. 14/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER (UK) - 2018

 capítulo 14/16

 

Dois professores de Chicago, Luigi Zangales e Raghuram Rajan “propõem que todos os trabalhadores deveriam receber um crédito vitalício a que recorressem para se reciclar, sempre que necessário.”

O autor supõe que a robótica não competiria tanto com os empregos mas exigiria dos trabalhadores mais treinamento para as novas demandas cada vez mais complexas.

Trabalhando para algum propósito

O autor cita que o mercado financeiro tem excesso de transações que geram lucros altos para uns e a sociedade não recebe vantagem.   Ele chama isso de soma zero em termos sociais.

Cita o caso extremo do banco alemão “O Deutsche Bank, o exemplo mais extremado de um banco de investimento administrado por esses gerentes, pagou 71 bilhões de euros em bônus à cúpula diretiva, encolhendo os pagamentos aos acionistas para 19 bilhões.  O poder não está mais nas mãos dos donos do capital, nem mesmo nas administradoras”.

Critica também a rentabilidade dos advogados na Inglaterra.    “O que se aplica aos gestores de ativos aplica-se aos advogados”.   

...”o terço seguinte dos advogados trabalha em disputas soma zero para a sociedade” ....”os advogados são valiosos, mas são em número excessivo”.

Propõe tributar mais esses agentes que ficam com uma renda alta e “redistribuir as rendas”.

Reduzindo o distanciamento social

Pressão para os filhos estudarem e irem para profissões de alta rentabilidade.   “Na Grã Bretanha na última década (base 2018), o índice de suicídio entre os estudantes universitário aumentou 50%”.    

... desempenho escolar...   “não devemos ficar abaixo dos padrões globais, mas  os anos de puberdade não devem se transformar numa versão mirim das perniciosas rivalidades de um banco de investimentos”.

...”A diminuição gradual nas horas de trabalho e o correspondente aumento do período de descanso são formas adequadas e necessárias de converter a crescente produtividade nacional numa vida melhor”.

...”Sem maior qualidade de vida...  a sociedade se dividirá ainda mais entre uma classe workaholic (fanática pelo trabalho) altamente qualificada, com muito dinheiro e pouco tempo livre, e uma classe não qualificada com muito tempo livre e pouco dinheiro”.

Conclusão: Um incisivo maternalismo social  - Cap. 9

O divisor global:  os vencedores e os que ficaram para trás

O autor vê muitos pontos positivos na globalização.   Por outro lado, diz que os Economistas só realçaram o lado positivo e não abordaram os negativos.   Assim perderam a credibilidade.   O povo não tem ouvido mais esses especialistas.

“Para que minha profissão de Economista recupere a credibilidade, temos que oferecer uma análise mais equilibrada que reconheça e avalie devidamente os lados negativos com vistas a elaborar políticas públicas em resposta a eles”.  (página 230 da edição que estou lendo, Edit.  LPM)

O mea culpa do comércio

“Num resumo muito sintético, Europa, USA e Japão se especializaram nos setores tecnológicos, o leste asiático, no setor fabril, o Sul Asiático nos serviços, o Oriente Médio, no petróleo e a África em mineração.

“Com isso o Leste e o Sul da Ásia foram capazes de ingressar de maneira espetacular entre as sociedades de alta renda, diminuindo as desigualdades globais como nunca antes”.

O mea-culpa regulatório

Empresas de grande porte costumam ter vinculadas dentro e fora do país onde tem a sede.  Fazem negócios entre filiais e conseguem desviar o lucro para paraísos fiscais no exterior para evitar pagar impostos.

Cita como exemplo o caso da rede de cafés Starbucks.   Lucrou enormemente inclusive na Grã Bretanha.   “A empresa declarou que pagou todos os impostos devidos nas Antilhas Holandesas, mas deixou de mencionar que lá a alíquota é zero”.

Continua no capítulo 15/16

terça-feira, 3 de março de 2026

Cap.12/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER - Univ. Oxford (2018)

 capítulo 12

 

Conclusão:   Custe o Que Custar

Não é fácil atrair empreendedores para uma cidade do interior que já passou por decadência.   Tem que haver uma concertação adequada.    O autor cita o desafio e as incertezas ao implantarem a U.E.  União Europeia.  Foi um empreendimento colossal e se apostou no “custe o que custar”.

Capítulo 8 – O divisor de classes:   conseguir tudo, desmoronar

Pessoas que tiveram estudos mais sintonizados com as demandas sofisticadas tem formado famílias mais estáveis para si e para a sociedade.  Já os que não se adequam aos tempos atuais tem reflexo na estabilidade de suas famílias.    “Os filhos herdam a instabilidade dos pais.   Essas famílias estão desmoronando.”

         ...  “Temos de encarar o fato de que o paternalismo social não deu certo e o Estado não é capaz de substituir a família”.   Apesar disso, as famílias precisam de algum apoio do Estado.   O autor sugere o termo:  “maternalismo social”.

         Fortalecimento a famílias sob Tensão

         Juntando a Família

         “Os felômeros são as pontas protetoras na extremidade do DNA: quanto mais curtas, maior o dano sofrido pelas células e a saúde da detentora.   Se a mãe tem relações instáveis, os felômeros do filho, aos nove anos de idade, são 40% mais curtos.   Terá mais problemas durante a vida.

... “A renúncia ao casamento não leva ao fortalecimento materno, mas sim à escravização materna, na medida em que as mulheres lutam sozinhas para cumprir dois papeis necessários”.

Jovens que tem filhos sem se casarem dever ser apoiados e não condenados.  O autor defende que inclusive na parte tributária sejam amparados para encorajá-los a educarem juntos sua prole.   Se não houver apoio, o filho vai ficar muitas vezes aos cuidados do Estado e isso vai ficar mais oneroso ainda para toda a sociedade.

Apoiar a família no momento mais importante:  antes da escola

Cita o caso de Ong para acolhimento de mães solo com problemas de degradação, de saúde mental, de exclusão social.

Em cidade com crise econômica essas mães sofriam com o desprezo das outras mães de alunos quando levavam seus filhos para a escola.

A Ong criou cafeterias na cidade e essas mães solo tiveram um lugar para trabalhar e melhorar a auto estima.   Deu ótimos resultados e passaram inclusive a serem menos discriminadas pelas outras mães de alunos.

Trabalham num sistema cooperativo.

Casais jovens sem preparo para a maternidade.  “Adolescentes que mal acabam de sair da infância mergulham numa situação em que precisam sacrificar seus desejos pessoais, controlar suas emoções e planejar o futuro.   Genitores jovens precisam de dinheiro, de ajuda e de supervisão não acusatória.

Paternalismo estatal pode não ser adequado.    Mãe solteira na Grã Bretanha, o estado fornece a ela casa para morar.   Espanha e Itália não fornecem casa.   “A Grã Bretanha tem um dos maiores índices de mães solteiras da Europa.   A Itália e França por outro lado, tem índices dos menores de mães solteiras da Europa.

Da tese de doutorado de um orientando do autor.    Sobre um condado dos USA frente à crise econômica de 2008 e o desemprego.   Cresceu o abandono de crianças.  (tudo comprovado com estatísticas acadêmicas).

“Para cada 1% de crescimento do índice de desemprego num condado, a incidência de negligência infantil aumentou em 20%.”  (abandono de filhos).

Condados nos USA com seguro desemprego mais longo, houve menos abandono de crianças na crise de 2008.

No passado as famílias eram maiores e havia mais parentes para se socorrerem e nos tempos recentes as famílias são menores, o que dificulta o socorro entre os familiares.

Famílias pequenas...   “Os avós atualmente se envolvem muito mais do que antes com seus netos”.

O autor alega que se o Estado adotasse o uso de oferecer escolas para a criança no “jardim da infância” poderia ser bem útil inclusive para que famílias de diferentes classes sociais utilizassem o serviço”.    (assim as crianças conviveriam com outras de diferentes classes sociais de forma inclusiva).

               Continua no capítulo 13/16

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Cap.11 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER - Univ. Oxford. (ano 2018)

 

capítulo 11                    fevereiro de 2026

 

Corrigindo o novo Distanciamento

Essa perda de competitividade é algo que não tem volta.  Não dá para uma cidade atingida voltar no tempo e tentar ser o que era.

Londres ainda é um centro financeiro muito forte e próspero.  Mas o Brexit está no rumo de “transferir” essa força bancária para os países da Europa.

...”A estratégia que proponho a seguir se divide naturalmente em duas partes:  Tributar a metrópole e restaurar as cidades do interior”.

“O que as ideologias de direita e de esquerda pensam sobre tributação polariza e envenena nossa política.   Uma dose de pragmatismo seria libertadora:  novos impostos inteligentes podem superar os atuais impostos nos dois critérios, o da ética e o da eficiência”.

Sobre a questão da desigualdade de renda...   “Como descobriu Jonathan Haidt, equidade, para a maioria das pessoas, significa não tanto igualdade mas sim proporcionalidade e merecimento.”

A grande ideia de Henry George, jornalista e economista político nos USA – século XIX. ...

Um teórico provou que era justo cobrar um imposto de quem tinha propriedades urbanas de forma especulativa nos grandes centros e lucravam alto sem nada fazer pela comunidade.

Na Inglaterra há exemplos de alta riqueza.   Quando tentaram taxar esse tipo de riqueza, os atingidos gastaram pesado para influir junto aos políticos para que não aprovassem lei sobre o tema.

“Nunca é tarde demais para instituir esse imposto”.     O autor cita inclusive (base 2018) o presidente Donald Trump que fez fortuna no setor imobiliário em Nova Iorque.

O autor destaca que dos anos 80 para cá se acelerou o processo de urbanização ...  “refletindo o grande aumento nos ganhos derivados da aglomeração”.    Ele vê que tributar esse público seria premente mas...   “pelo contrário, estamos presos na armadilha das velhas disputas ideológicas sobre tributação”.

...”Em termos mais fundamentais, os ganhos de aglomeração são, por sua própria natureza, produzidos coletivamente.   Eles resultam de interações entre milhões de trabalhadores e não apenas do esforço individual de cada trabalhador altamente remunerado”.

Os superqualificados merecem ficar com boa parte da remuneração ... “mas não merece toda ela”.

O argumento da eficiência em favor da tributação de ganhos de aglomeração.     ...”como é possível tributar os ganhos de aglomeração?”

O ganhador de um Prêmio Nobel, Robert Solon...  “sustenta que as rendas econômicas aumentaram e que a tributação deveria passar da renda salarial para a renda econômica”.

Recuperando as cidades interioranas que estão “acorrentadas a um cadáver”.    No caso da alta tecnologia na área computacional, o polo chamado de Vale do Silício surgiu em torno da Universidade de Stanford nos USA.

Pensar localmente.    Bancos locais que foram desaparecendo.

Pensar mais amplamente.   Soluções do setor público para coordenação.      O autor está escrevendo parte deste livro em Singapura.  Numa cidade muito próspera e muito bem administrada pelo setor público.

Compensar os Pioneiros.   Bancos de Desenvolvimento.

Polos de conhecimento: Universidades locais.

“A proximidade das universidades com as empresas que estão aplicando o conhecimento ajuda tanto as empresas como as universidades”.

O MIT Massachusetts Institute of Technology é ligado à Universidade de Harvard (USA).   Ambos tem ligações e se complementam.

Há necessidade da pesquisa pura mas a aplicada pode inclusive ajudar de forma mais direta a comunidade.  Ambos tem seus méritos.

Pesquisa aplicada.  “Este é mais um uso possível de verbas públicas”.

 

Continua no capítulo 12