capítulo 14/16
Dois
professores de Chicago, Luigi Zangales e Raghuram Rajan “propõem que todos os
trabalhadores deveriam receber um crédito vitalício a que recorressem para se
reciclar, sempre que necessário.”
O
autor supõe que a robótica não competiria tanto com os empregos mas exigiria
dos trabalhadores mais treinamento para as novas demandas cada vez mais
complexas.
Trabalhando
para algum propósito
O
autor cita que o mercado financeiro tem excesso de transações que geram lucros
altos para uns e a sociedade não recebe vantagem. Ele chama isso de soma zero em termos
sociais.
Cita
o caso extremo do banco alemão “O Deutsche Bank, o exemplo mais extremado de um
banco de investimento administrado por esses gerentes, pagou 71 bilhões de
euros em bônus à cúpula diretiva, encolhendo os pagamentos aos acionistas para
19 bilhões. O poder não está mais nas
mãos dos donos do capital, nem mesmo nas administradoras”.
Critica
também a rentabilidade dos advogados na Inglaterra. “O que se aplica aos gestores de ativos aplica-se
aos advogados”.
...”o
terço seguinte dos advogados trabalha em disputas soma zero para a sociedade”
....”os advogados são valiosos, mas são em número excessivo”.
Propõe
tributar mais esses agentes que ficam com uma renda alta e “redistribuir as
rendas”.
Reduzindo
o distanciamento social
Pressão
para os filhos estudarem e irem para profissões de alta rentabilidade. “Na Grã Bretanha na última década (base
2018), o índice de suicídio entre os estudantes universitário aumentou 50%”.
...
desempenho escolar... “não devemos
ficar abaixo dos padrões globais, mas os
anos de puberdade não devem se transformar numa versão mirim das perniciosas rivalidades
de um banco de investimentos”.
...”A
diminuição gradual nas horas de trabalho e o correspondente aumento do período
de descanso são formas adequadas e necessárias de converter a crescente
produtividade nacional numa vida melhor”.
...”Sem
maior qualidade de vida... a sociedade
se dividirá ainda mais entre uma classe workaholic (fanática pelo trabalho)
altamente qualificada, com muito dinheiro e pouco tempo livre, e uma classe não
qualificada com muito tempo livre e pouco dinheiro”.
Conclusão:
Um incisivo maternalismo social - Cap. 9
O
divisor global: os vencedores e os que
ficaram para trás
O
autor vê muitos pontos positivos na globalização. Por outro lado, diz que os Economistas só
realçaram o lado positivo e não abordaram os negativos. Assim perderam a credibilidade. O povo não tem ouvido mais esses
especialistas.
“Para
que minha profissão de Economista recupere a credibilidade, temos que oferecer
uma análise mais equilibrada que reconheça e avalie devidamente os lados
negativos com vistas a elaborar políticas públicas em resposta a eles”. (página 230 da edição que estou lendo,
Edit. LPM)
O
mea culpa do comércio
“Num
resumo muito sintético, Europa, USA e Japão se especializaram nos setores
tecnológicos, o leste asiático, no setor fabril, o Sul Asiático nos serviços, o
Oriente Médio, no petróleo e a África em mineração.
“Com
isso o Leste e o Sul da Ásia foram capazes de ingressar de maneira espetacular
entre as sociedades de alta renda, diminuindo as desigualdades globais como
nunca antes”.
O
mea-culpa regulatório
Empresas
de grande porte costumam ter vinculadas dentro e fora do país onde tem a
sede. Fazem negócios entre filiais e
conseguem desviar o lucro para paraísos fiscais no exterior para evitar pagar
impostos.
Cita
como exemplo o caso da rede de cafés Starbucks. Lucrou enormemente inclusive na Grã
Bretanha. “A empresa declarou que pagou
todos os impostos devidos nas Antilhas Holandesas, mas deixou de mencionar que
lá a alíquota é zero”.
Continua
no capítulo 15/16
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