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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Cap. 2/6 - fichamento do livro - A FACE ESQUERDA DA CIDADE (Maringá PR) - autor Prof. REGINALDO BENEDITO DIAS

     Cap 2    Sobre o panfleto do PCB  “na versão local, são incorporadas as assinaturas de personalidades de Maringá, incluindo o prefeito Inocente Villanova e o empresário Angelo Planas, talvez o maior líder comunitário do período, ao lado de nomes que, presumivelmente, fariam parte do corpo de militantes e simpatizantes do PCB.

     O autor do livro destaca que caberia mais averiguação sobre os fatos.   O PCB lutava contra a ditadura Vargas e resta dúvida se realmente o citado prefeito e o empresário de fato teriam apoiado os panfletários do PCB. 

     Nota de rodapé.   Em 1953, o empresário Angelo Planas liderou a criação da Associação Comercial e Industrial de Maringá.

     Citado com data de 18-08-1954, carta do delegado de polícia de Maringá comunicando que por “ação preventiva da polícia” não houve um comício em Maringá da Liga de Emancipação Nacional.     “Criada em 1954 a liga defendia a nacionalização das fontes de energia elétrica e da distribuição de petróleo, a reformulação da política econômica e uma reforma agrária para o desenvolvimento do Brasil”.    

     “Era composta por nacionalistas de esquerda, sobressaindo os comunistas”.

     Representação eleitoral e formação do sindicalismo

     Em 1956 um jovem morador novo de Maringá, contador, foi encorajado a se candidatar a vereador com o apoio do destacado líder do PCB Gregório Bezerra.    Se candidatou e foi eleito vereador.   Era o contabilista Bonifácio Martins.   Ele se elegeu pelo Partido Republicano, mas se supõe que foi pelo apoio do PCB.

     Nessa época o PCB tinha ações focadas em apoiar levantes de camponeses e posseiros e sindicalização de trabalhadores rurais.

     Em Maringá, o PCB ajudou a criar a UGTM em 1956, União Geral dos Trabalhadores de Maringá.  No passado já tinham organizado a UGT de Londrina Pr.     

     O Jornal de Maringá em 1957 já combatia a UGTM como uma iniciativa comunista.

     A proliferação de sindicatos fez os bispos da região criarem uma entidade de direita para o setor – a FAP Frente  Agrária Paranaense.

     Em agosto de 1961 os sindicatos de trabalhadores da região iam fazer (e fizeram) um congresso em Maringá e os bispos da região para se contrapor, fizeram para as mesmas datas um evento católico reunindo as lideranças da direita, inclusive parte dos estudantes.    Houve confrontos entre as partes.

     “Em 1962 um fato bastante rumoroso.    A polícia prendeu e abriu processo contra o jornaleiro João Rodrigues Rino acusado de vender revistas e jornais esquerdistas”.    Tudo isso está documentado nos arquivos da polícia da época.

     Era tempo do governo do Presidente João Goulart, o Jango, que era de esquerda.

     A “Operação Limpeza” e os primeiros anos da ditadura de 1964.

     A ditadura de 1964 atingiu sindicalistas inclusive na Operação Limpeza, sustentada pelo AI 1, Ato Institucional número 1.

     O médico maringaense Salim Haddad foi um dos considerados comunistas que ficou marcado como tal pelos conservadores.

     “Ameaçaram invadir e incendiar a minha casa...”  disse o médico.

     Laercio Souto Maior usava a crônica jornalística na “resistência à ditadura”.

     Nessa época de início da ditadura de 1964 em Maringá, entre outros jornais, havia o periódico A Folha do Norte do Paraná que foi fundada pelo Bispo local.

     Em Maringá e Mandaguaçu, quando ocorreu o golpe civil-militar de 1964, houve da parte dos apoiadores do golpe, passeatas da “Marcha da Familia com Deus e Pela Liberdade”.     Alavancada pela Igreja.

 

                   Continua no capitulo 3 


 

 

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