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sábado, 22 de novembro de 2025

Cap. 2/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora: VIRGÍNIA WOOLF (ano 1927) - ficção

 cap. 2

 

         ... mais adiante....     ....”Mas  o que sucedera?  Alguém se equivocara”

Palavras soltas como se ao acaso pelo senhor Ramsay em casa.

         O casal se desentende por palpite sobre a condição do clima no dia seguinte e se poderiam ou não ir ao farol.   Ele foi indelicado com ela.

         “Não havia ninguém a quem ela respeitasse tanto quanto a ele”.

...”Sentia que não era boa o bastante para amarrar o cordão de seus sapatos.”

         Sobre ser destacado e genial.   Ser esquecido após tempos...    “Até a pedra que se chuta com a bota perdurará além de Shakespeare”.   (nas memórias das sucessivas gerações)

         “Mas seu filho o odiava”.   O Sr Ramsay se achando derrubado.   A esposa lembra ele de que o amigo dele, Charles Tansley “o achava o maior metafísico do seu tempo...”

         ...”mas ele precisava de mais do que isso.  Precisava de compreensão”.

         Ela, uma fortaleza.  Ele, inseguro total.     “Se ele depositasse uma fé implícita nela, nada o atingiria, não importa o quão fundo ele naufragasse ou quão alto ele subisse...”

          ...ela   “não gostava nem por um instante, de sentir-se melhor do que o marido”.

         Ele era requisitado no mundo acadêmico...   Mas no convívio social...   “Pois as pessoas diziam que ele dependia dela”.

         Sobre a beleza da Sra. Ramsay.   “Ela trazia consigo, sem que pudesse se impedir de sabe-lo, a tocha da beleza”.

         ...   “Sensibilidade que era o seu filho James (pois nenhum dos seus filhos era tão sensível quanto ele)”.

         Pitaco do leitor:  Há foco na beleza da protagonista, mas de descrição física mesmo, a autora só cita diretamente os olhos de cor cinza.   No mais, é reflexão e captação do que os contatos dela estariam sentindo em pensamento sobre a beleza dela.

         O Sr Ramsay era respeitado como pesquisador pela comunidade acadêmica mas para ele próprio, isso tudo não bastava.   Sentia-se inseguro.

         Os amigos se questionavam   ...”por que Ramsay precisava sempre de elogios, por que um homem tão valente no terreno do pensamento era tão tímido na vida...”

         Sr. Bankes, mais de sessenta anos de idade.    ... numa reflexão

         ...”uma mulher solteira perdia o melhor da vida”.     A pintora chinesa...

         “Lutaria por sua causa:  gostava de ficar sozinha; gostava de ser ela mesma...   insistia em escapar da regra geral”.

         Lily (a pintora) em reflexão, em pensamento junto à Sra Ramsay.

         “Seria o amor, na forma em que as pessoas entendiam, capaz de tornar a senhora Ramsay e ela uma única pessoa?”     Lily tinha 33 anos de idade.

         A tela pintada pela Lily tinha elementos que na abstração da artista tinha uma “declaração de amor”.      Pergunta do leitor aqui:   Seria amor dela pela Sra. Ramsay?

         O lado de Voluntária da Sra Ramsay.   “Não era autoritária...  talvez se pudesse dizer que era quando reagia apaixonadamente em relação a hospitais, saúde pública e leiterias”.      ...”o leite entregue à porta em Londres era literalmente negro de sujeira”.     (ano 1927)

         Sobre o leite nessa condição ela dizia:   “deveria ser proibido”.

         Sobre os dois filhos menores entre os oito totais.      “gostaria de conservar os dois assim como eram demônios perversos, nunca vê-los crescer e se transformar em monstros de pernas compridas.   Nada poderia compensar essa perda.”

         Sra Ramsay e seus pensamentos sobre a vida.   “Havia os eternos problemas:  o sofrimento, a morte, os pobres”.     

         O livro infantil que ela lia para o filho tinha cenas narradas muito trágicas.  Tempestades, mar revolto, escuridão...

         Pensamentos e reflexões dela:   “Como poderia um Senhor qualquer ter feito este mundo?.   Sua mente sempre se agarrara ao fato de que não há lógica, ordem ou justiça; apenas sofrimento, morte e pobreza.”

         Sobre o marido:   “sem dúvida, a horrível verdade é que ele lhe tornava a vida mais difícil.   Era suscetível, era irritável.   Descontrolava-se por causa do farol.

                   Continua no próximo capítulo

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Cap. 1/4 - fichamento do livro - PASSEIO AO FAROL - autora VIRGÍNIA WOOLF (original é de 1927)

 

 

         Editora Círculo do livro – 1988   (edição original de 1927)

 

         Até então, eu não tinha lido nenhum livro dela, mesmo ouvindo sempre comentários sobre sua obra.    Desta vez nosso clubinho informal de leitura no Sesc da Esquina aqui de Curitiba PR, que se reúne uma vez por semana (nas quintas das 15 as 16 h).      Em breve, debateremos sobre este livro.

         Li até o momento, quarenta das 190 páginas.    No meu jeito de fazer um fichamento estendido, haverá em torno de quatro capítulos de duas laudas cada.   Vamos ao primeiro capítulo.

         A protagonista é a Sra Ramsay e sua família.   Obra de ficção ambientada na Escócia de 1927.    

         Casal com oito filhos, sendo um deles, James de seis anos.

         A Sra Ramsay achava que a vida da pobre família do faroleiro seria monótona, isolada.    Pensando sobre o faroleiro   .... sem ver a mulher, não saber como estão os filhos...     a mãe   .... “perguntando especialmente às filhas”...

         Tasley – o ateu amigo do Sr. Ramsay.    Os filhos do casal Ramsay em reservado, zombavam do “ateuzinho”.    Os filhos:  Rose, Prue, Andrew, Jasper, Roger, dos oito, são citados nesta fase.

         Menciona o cão da família Badger.   Também as Ilhas Hébridas.

         As filhas são Prue, Nancy e Rose.    Elas sonhavam em ser mais livres na França, em Paris.

         O judeu não sabe jogar críquete.

         O Sr. Ramsay e o judeu nas prosas de intelectuais.   Após o jantar da família e o judeu com sua prosa complicada, as crianças se trancavam no quarto para poder conversar sobre o que quisessem.

         Sra. Ramsay, (pelo que entendi), descendia de nobres italianos...    “deles herdara a inteligência, a maneira de ser – o gênio”.  Ela anotava entre os pobres, o salário etc.     Ajudar...  “na esperança de assim deixar de ser uma mulher voltada para si mesma...”

         Caridade   .... um consolo.

         A Sra. Ramsay vai para a cidade com o judeu como companhia.   Ela falando com ele que já foi casado.        ...pensando sobre a submissão de todas as esposas aos trabalhos de seus maridos...

         Se tomasse um taxi, ela gostaria de pagar a corrida.   A Sra. Ramsay tinha os olhos cinzentos que agradavam muito o marido dela.

         O jovem que acompanhou a Sra.Ramsay na cidade.   “Subitamente, ele descobriu:   ela era a pessoa mais bela que conhecera”.

         No texto, cita a flor de cíclame, que tem por aqui também.   Constatação de leitor.

         Ela aos cinquenta anos de idade e os oito filhos.

         Ambos na rua e passaram por um trabalhador cavando uma valeta e este parou o trabalho para admirá-la.

         Charles Tansley, o acompanhante   .....”andava com a mulher mais bela pela primeira vez na vida”.    “Segurou a sacola dela”.  (autora insinua que foi uma atitude machista dele).

         A Sra Ramsay posando para a chinesa Lily que era feia   (“e nunca se casaria, mas era uma pessoa independente”.).    A Sra. R gostava dela por isso, por ser independente.

         Capítulo 4.

         Um pensamento  .... a pintora estar caída pela Sra Ramsay...

         ... flores de maracujá....

         ... William Bankes pensou na Sra Ramsay.     Quando ele andava sozinho....    William foi namorado dela no passado.     Depois ela se casou com o Sr. Ramsay.    William atualmente continuava a amar a Sra. Ramsay.

         Agora ela casada e tendo oito filhos e ele do outro lado da baia, viúvo e solitário.

         A família Ramsay não era rica e tinha oito filhos...

         A conversa de Lily com o amigo do Sr Ramsay sobre a obra filosófica deste.   Uma complexidade intrincada a obra do Sr. Ramsay.

         Capítulo 5

         O filósofo e família bem distante da biblioteca da cidade.   E perto de muitos livros – em casa.

         “Livros, pensou, cresciam por si mesmos”.

         A Sra Ramsay correndo com os afazeres, cuidando das crianças  .... “supor nela um desejo latente de se libertar da beleza de sua forma, como se a beleza e tudo o que os homens diziam sobre ela a aborrecessem..

         continua no capítulo 2 desta resenha estendida....