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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Cap. 6/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora - VIRGÍNIA WOOLF (1927)

capítulo final   6/6    (final)

         Em certo momento o barco ancorado no mar, o amigo pescando embarcado, o filho James cuidando das manobras do barco e o pai lendo.  O filho com ódio do pai.     “Por que se demoravam ali?    ... James sempre conservava esse velho símbolo de pegar uma faca e ferir o pai no coração”.

         Recordações da infância do filho envolvendo agressões do pai quando o menino era pequeno.   Agora em pensamento o filho....    “aniquilaria aquilo que chamava de tirania, de despotismo:  forçar os outros a fazer o que não queriam, anular seu direito de falar”.

         Lily relembrando a Sra Ramsay,  “sem uma única palavra, o único símbolo que indicava ter ela uma missão a cumprir no vilarejo era sua cesta no braço.   Partia para visitar os pobres, para sentar-se em algum quartinho entulhado.  

         Notava quando ela voltava   ... entre risonha e comovida...

         Lily e o poeta agregado da casa, idoso, no pensamento de Lily sobre os tempos que a Sra Ramsay visitava os pobres.   

         “Ambos tinham certa noção da inutilidade daquela ação e da supremacia do pensamento”.

         O fato de ela continuar as visitas representava uma reprovação para eles, dava um rumo diferente ao mundo.

         Já perto do farol e o Sr Ramsay não desgruda da leitura.  O filho acha que é uma forma do pai fugir do diálogo.

         ...

         - “Ele está se saindo muito bem – disse Macalister, elogiando James.  – Está mantendo a vela bem firme.”

         Mas seu pai nunca o elogiava, pensou James inexoravelmente.

         O Sr. Ramsay tinha então 71 de idade e o amigo Macalister, 75.

         Na chegada ao farol, enfim, o pai elogiou o filho por ter pilotado o barco com perícia.

         No desfecho, Lily termina enfim de pintar a tela com o cenário do barco se dirigindo ao farol e ela pensando em toda a carga emocional da relação com a família que a acolhia.    Barco que carregava no pensamento dela afetos, lembranças que ficavam trancados na memória dela somente.

No farol, o desfecho do gesto do Sr Ramsay chegar ao farol e entregar mantimentos ao faroleiro.     Gesto adiado por toda a trajetória do livro e que dá o cair do pano.      Fim                            12-01-2026

 

         (gratidão aos que tem acompanhado as resenhas.    O próximo livro da cabeceira será O FUTURO DO CAPITALISMO – Enfrentando as novas Inquietações -  autor: Paul Collier – editado em 2018)


domingo, 11 de janeiro de 2026

Cap. 5/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora VIRGÍNIA WOOLF (ficção de 1927)

A autora cita o ato de colher flores no dia de São Miguel, 29 de setembro.
A casa dos Ramsay, passado um longo tempo, abandonada.
“Os livros e as coisas estavam mofados”. ...”as roupas da Sra Ramsay estavam cheias de traças”.
Capítulo III – O Farol
Tempos de guerra. Três mortos na família. A senhora Ramsay morreu, uma filha no parto e um filho nos combates na guerra.
A casa ficou bastante tempo abandonada.
O Sr Ramsay de volta na velha casa.... A pintora Lily, quarenta e quatro anos de idade, velha amiga da família e convidada sempre.
O Sr Ramsay e Lily. ...”aqui estava ele, parado a seu lado. Dar-lhe-ia o que pudesse. ...ele gostava dela... sua mulher gostara dela...
Depois de um tempo calada, Lily elogia as botas do Sr. Ramsay. “Então ao dizer alegremente: “Ah, mas que lindas botas! merecia, bem o sabia – e ergueu os olhos, esperando-o, num de seus súbitos rompantes – ser completamente aniquilada”.
Em vez disso o Sr Ramsay sorriu. Sua fraqueza, seu luto, suas enfermidades sumiram”.
Nisso chegam dois dos filhos dele e a conversa termina.
O Sr Ramsay e os filhos Can e James aprontam as mochilas e finalmente estão partindo para o farol. Farol que no livro tem muito de metáfora. Algo material tão presente, mas simbolicamente tão inatingível.
Mar revolto, ventos, ...
Ramsay com o casal de filhos no barco navegando para o farol, levando também um amigo que estava acompanhado pelo filho. Teriam ido a contragosto nessa travessia. O amigo foi inquieto e parecia torcer para que a travessia tivesse contratempo e não conseguissem chegar ao farol.
No percurso, Ramsay pede para o amigo relembrar da tempestade ocorrida num Natal. Naquele episódio tiveram que se refugiar na baia vários navios e três deles afundaram por conta da tempestade.
Sobre a atitude de Ramsay de levar mercadorias em oferta até o farol:
“Tinham sido forçados, tinham sido instados a vir”. Ele os oprimira mais uma vez ... obrigou-os a obedecer à sua vontade naquela linda manhã, só porque desejava ir ao farol, carregando esses embrulhos, e tomar parte nesses rituais...” em memória dos mortos e que eles detestavam”.
Por isso se arrastavam atrás dele, e toda a alegria estava estragada.
...
Lily tentando pintar um quadro da baia vendo ao longe o que seria o barco dos amigos. Ela refletindo: “A compreensão que ela não lhes dera, oprimia-a. Tornava-lhe difícil pintar. Sempre o achara complicado.
Continua no capítulo final 6/6

sábado, 13 de dezembro de 2025

Cap. 3/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - Autora VIRGÍNIA WOOLF (ficção)

 capítulo    3/6                dezembro de 2025

        

         A autora cita que na região dela há também a flor da dalia que também tem por aqui.    A família Ramsay tinha até jardineiro que também era caseiro, além de terem cozinheiro.  

         O Sr Ramsay e seus pensamentos  ...”Era um bom trabalho, em geral – seus oito filhos.   Mostravam que ele não desprezara totalmente este pequeno e insignificante universo...”.

         Ele:   “Pobre lugarejo.  Ela:   “sabia que ele não tinha absolutamente do que reclamar”.

         Ela pensando nas habilidades do marido.   ...”um olho de águia para coisas extraordinárias.  Mas será que ele notava as flores?  Não.  Será que notava a paisagem?  Não.

         Ela no jardim com ele.  Ela queria que ele apreciasse mais as coisas do entorno.   “E quando ele o fazia, apenas comentava com um dos seus suspiros:  pobre mundo insignificante.”

         Capítulo 13 -   O amigo da família, Sr William Banker perguntando à pintora Lily se ela já havia visitado os destacados museus da Itália, Holanda, França, Espanha com as obras dos pintores do passado.

         Ela tinha visto muito pouco disso.    ...refletiu ela, talvez fosse melhor não ver esses quadros: eles apenas nos tornavam desalentadoramente insatisfeitos com nosso próprio trabalho.

         Capítulo 14 -   O namorado da filha achando que era conveniente pedir ela em casamento direto para a mãe da jovem.   “Ela o fizera acreditar que poderia fazer qualquer coisa.  Ninguém mais o levava a sério, mas ela o levara a acreditar que poderia fazer o que bem entendesse.”

         Dia de jantar com convidados.  Jantar especial e cercado de certa solenidade.   Incluindo a pontualidade tradicional britânica.   Soou o gongo e todos se apresentaram na sala de jantar.

         No jantar com os convidados a Sra. Ramsay perguntou ao Sr Tansley -  “O senhor escreve muitas cartas?”.

         ...    uma verdade sobre a Sra Ramsay: sempre lastimava os homens, como se lhes faltasse alguma coisa...”

         Ele que lê muito acha o mundo cheio de futilidade e acusa as mulheres.   “As mulheres tornavam a civilização insuportável com todo o seu ´encanto`, toda a sua tolice”.

         “O jovem na sua prosa, ficava criticando o governo de plantão...”

         O jantar foi ficando enfadonho...    “E todos, inclinando-se para ouvir, pensaram.   Queira Deus que não se exponha o interior da minha mente.

         Sobre as discussões políticas e o tédio de alguns ouvintes da casa durante o jantar.

         A Sra Ramsay achava que o marido conhecia a raiz dos problemas sociais.   “Pois se ele dissesse uma única coisa, tudo se tornaria completamente diferente.  Ele ia até o cerne das coisas.   Ele se importava com os pescadores e os seus salários”.   ...

         A Sra Ramsay pensando que Lily e o Sr William, viúvo, dariam um bom par.     “Ambos são frios e distantes e muito autossuficientes”. 

         ... Uma pergunta de alguém na mesa do jantar.  Quem permanecerá?   (nomes da literatura, depois que os autores se forem desta vida)

         “Quem poderia dizer o que permaneceria – em literatura como em tudo o mais?”.

         O Sr Ramsay ficou inquieto, quem sabe querendo que alguém dissesse que os livros dele permaneceriam...

 

         Continua no próximo capítulo    (4)

sábado, 22 de novembro de 2025

Cap. 2/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora: VIRGÍNIA WOOLF (ano 1927) - ficção

 cap. 2

 

         ... mais adiante....     ....”Mas  o que sucedera?  Alguém se equivocara”

Palavras soltas como se ao acaso pelo senhor Ramsay em casa.

         O casal se desentende por palpite sobre a condição do clima no dia seguinte e se poderiam ou não ir ao farol.   Ele foi indelicado com ela.

         “Não havia ninguém a quem ela respeitasse tanto quanto a ele”.

...”Sentia que não era boa o bastante para amarrar o cordão de seus sapatos.”

         Sobre ser destacado e genial.   Ser esquecido após tempos...    “Até a pedra que se chuta com a bota perdurará além de Shakespeare”.   (nas memórias das sucessivas gerações)

         “Mas seu filho o odiava”.   O Sr Ramsay se achando derrubado.   A esposa lembra ele de que o amigo dele, Charles Tansley “o achava o maior metafísico do seu tempo...”

         ...”mas ele precisava de mais do que isso.  Precisava de compreensão”.

         Ela, uma fortaleza.  Ele, inseguro total.     “Se ele depositasse uma fé implícita nela, nada o atingiria, não importa o quão fundo ele naufragasse ou quão alto ele subisse...”

          ...ela   “não gostava nem por um instante, de sentir-se melhor do que o marido”.

         Ele era requisitado no mundo acadêmico...   Mas no convívio social...   “Pois as pessoas diziam que ele dependia dela”.

         Sobre a beleza da Sra. Ramsay.   “Ela trazia consigo, sem que pudesse se impedir de sabe-lo, a tocha da beleza”.

         ...   “Sensibilidade que era o seu filho James (pois nenhum dos seus filhos era tão sensível quanto ele)”.

         Pitaco do leitor:  Há foco na beleza da protagonista, mas de descrição física mesmo, a autora só cita diretamente os olhos de cor cinza.   No mais, é reflexão e captação do que os contatos dela estariam sentindo em pensamento sobre a beleza dela.

         O Sr Ramsay era respeitado como pesquisador pela comunidade acadêmica mas para ele próprio, isso tudo não bastava.   Sentia-se inseguro.

         Os amigos se questionavam   ...”por que Ramsay precisava sempre de elogios, por que um homem tão valente no terreno do pensamento era tão tímido na vida...”

         Sr. Bankes, mais de sessenta anos de idade.    ... numa reflexão

         ...”uma mulher solteira perdia o melhor da vida”.     A pintora chinesa...

         “Lutaria por sua causa:  gostava de ficar sozinha; gostava de ser ela mesma...   insistia em escapar da regra geral”.

         Lily (a pintora) em reflexão, em pensamento junto à Sra Ramsay.

         “Seria o amor, na forma em que as pessoas entendiam, capaz de tornar a senhora Ramsay e ela uma única pessoa?”     Lily tinha 33 anos de idade.

         A tela pintada pela Lily tinha elementos que na abstração da artista tinha uma “declaração de amor”.      Pergunta do leitor aqui:   Seria amor dela pela Sra. Ramsay?

         O lado de Voluntária da Sra Ramsay.   “Não era autoritária...  talvez se pudesse dizer que era quando reagia apaixonadamente em relação a hospitais, saúde pública e leiterias”.      ...”o leite entregue à porta em Londres era literalmente negro de sujeira”.     (ano 1927)

         Sobre o leite nessa condição ela dizia:   “deveria ser proibido”.

         Sobre os dois filhos menores entre os oito totais.      “gostaria de conservar os dois assim como eram demônios perversos, nunca vê-los crescer e se transformar em monstros de pernas compridas.   Nada poderia compensar essa perda.”

         Sra Ramsay e seus pensamentos sobre a vida.   “Havia os eternos problemas:  o sofrimento, a morte, os pobres”.     

         O livro infantil que ela lia para o filho tinha cenas narradas muito trágicas.  Tempestades, mar revolto, escuridão...

         Pensamentos e reflexões dela:   “Como poderia um Senhor qualquer ter feito este mundo?.   Sua mente sempre se agarrara ao fato de que não há lógica, ordem ou justiça; apenas sofrimento, morte e pobreza.”

         Sobre o marido:   “sem dúvida, a horrível verdade é que ele lhe tornava a vida mais difícil.   Era suscetível, era irritável.   Descontrolava-se por causa do farol.

                   Continua no próximo capítulo