capítulo 8 fevereiro de 2026
Nos
USA e Reino Unido tem se acelerado a cobrança de lucro junto aos diretores de
empresas que chegam a ser avaliados trimestre por trimestre. Os salários dos diretores em média subiram
muito comparando com os salários dos empregados da mesma empresa. Nos últimos trinta anos a diferença saiu de
15 vezes para 150 vezes. O diretor
ganhando de 15 a 150 vezes o salário médio dos demais empregados da mesma empresa.
Nos
USA a relação saiu de 20 vezes para 231 vezes nos trinta anos. (página 91).
Comitês
que decidem vão se afastando dos demais colaboradores da empresa e são mais
coesos entre si como uma casta superior.
Executivos
que ganham “só” quatro milhões de dólares se preocupam mais por se
sentirem inferiores aos que ganham cinco milhões ao se encontrarem no Forum
Mundial em Davos.
O
setor financeiro turbinou isso.
Dirigentes tem recebido até 500 vezes a média salarial dos demais
funcionários da mesma empresa.
Cita
o caso do Deutsche Bank. Antes era
rigoroso. Depois contratou o executivo
Edson Mitchell e daí este estimulava seus subalternos a ir para espetáculos de
dança depravados além da gestão agressiva.
“Mitchell sentia explícito desprezo pelas obrigações com a família”.
O
banco..... “era dirigido por gente de
ética mais condizente com a administração de um bordel”. (pág. 92).
O banco teve um desfecho ruim.
As
consequências de permitir o controle dos proprietários
A
opção de focar no retorno imediato tem levado os executivos a buscar sempre o
maior retorno imediato e tendem a não investir em expansão, novas tecnologias
etc que no curto prazo reduzem o lucro.
Terão problemas no médio e longo prazos com essa metodologia
imediatista.
Na
Grã Bretanha o índice de investimentos nas empresas de capital aberto é em
média 2,7% e nas de capital fechado, de
9% do lucro anual.
Na
visão de longo prazo, os que investem mais tem tido melhores desempenhos ao
longo do tempo.
O
autor cita com foco nos USA e Reino Unido que as empresas tem dado pouca
atenção para o longo prazo, numa visão imediatista.
O
autor destaca que os fundos de pensão investem recursos para manter seus
compromissos de longo prazo. Se ficarem
aplicando em ações de empresas administradas com foco no curto prazo, correm
riscos.
O
que Podemos fazer a Respeito? (página
95)
...”Felizmente,
tais problemas não são características inevitáveis do capitalismo, e sim
consequência de erros de política pública que podem ser corrigidos”.
...Mudando
o poder na empresa.
...”Os
dados sobre os resultados favorecem que se dê força legal a representação dos
interesses trabalhistas nos conselhos das empresas. Essa mudança não é inevitável: na Alemanha
faz muito tempo que a estrutura jurídica das empresas exige participação dos
representantes dos trabalhadores na direção empresa”. ...”as empresas alemãs tem mostrado um êxito
extraordinário”.
O
Habitat das Empresas: A Luta pela
Sobrevivência
As
novas formas de negócios em rede como o Google, a Meta, a Uber etc... difícil haver controle sobre esses entes que vem
surgindo.
Lança
uma pergunta: As regras regulam? Na era do mundo digital fica muito mais
difícil que agências reguladoras nacionais consigam disciplinar as ações das
concessionárias privadas que atuam no âmbito internacional. Muitas delas sendo de origem nos USA.
A
Propriedade Pública
O
autor cita que atualmente na Inglaterra a grande maioria do povo está
descontente com os serviços públicos que antes foram privatizados. Antes, privatizavam porque achavam que
seria melhor para o povo e agora constatam que os serviços ficaram piores na
forma privatizada.
Então
o que pode funcionar?
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