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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Cap. 8 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER (Prof. em Oxford) 2018

 capítulo 8                            fevereiro de 2026

 

Nos USA e Reino Unido tem se acelerado a cobrança de lucro junto aos diretores de empresas que chegam a ser avaliados trimestre por trimestre.   Os salários dos diretores em média subiram muito comparando com os salários dos empregados da mesma empresa.  Nos últimos trinta anos a diferença saiu de 15 vezes para 150 vezes.   O diretor ganhando de 15 a 150 vezes o salário médio dos demais empregados da mesma empresa.

Nos USA a relação saiu de 20 vezes para 231 vezes nos trinta anos. (página 91).

Comitês que decidem vão se afastando dos demais colaboradores da empresa e são mais coesos entre si como uma casta superior.

Executivos que ganham “só” quatro milhões de dólares se preocupam mais por se sentirem inferiores aos que ganham cinco milhões ao se encontrarem no Forum Mundial em Davos.

O setor financeiro turbinou isso.  Dirigentes tem recebido até 500 vezes a média salarial dos demais funcionários da mesma empresa.

Cita o caso do Deutsche Bank.  Antes era rigoroso.  Depois contratou o executivo Edson Mitchell e daí este estimulava seus subalternos a ir para espetáculos de dança depravados além da gestão agressiva.    “Mitchell sentia explícito desprezo pelas obrigações com a família”.

O banco.....  “era dirigido por gente de ética mais condizente com a administração de um bordel”.  (pág. 92).    O banco teve um desfecho ruim.

As consequências de permitir o controle dos proprietários

A opção de focar no retorno imediato tem levado os executivos a buscar sempre o maior retorno imediato e tendem a não investir em expansão, novas tecnologias etc que no curto prazo reduzem o lucro.  Terão problemas no médio e longo prazos com essa metodologia imediatista.

Na Grã Bretanha o índice de investimentos nas empresas de capital aberto é em média 2,7%  e nas de capital fechado, de 9% do lucro anual.

Na visão de longo prazo, os que investem mais tem tido melhores desempenhos ao longo do tempo.

O autor cita com foco nos USA e Reino Unido que as empresas tem dado pouca atenção para o longo prazo, numa visão imediatista.

O autor destaca que os fundos de pensão investem recursos para manter seus compromissos de longo prazo.   Se ficarem aplicando em ações de empresas administradas com foco no curto prazo, correm riscos.

O que Podemos fazer a Respeito?    (página 95)

...”Felizmente, tais problemas não são características inevitáveis do capitalismo, e sim consequência de erros de política pública que podem ser corrigidos”.

...Mudando o poder na empresa.

...”Os dados sobre os resultados favorecem que se dê força legal a representação dos interesses trabalhistas nos conselhos das empresas.   Essa mudança não é inevitável: na Alemanha faz muito tempo que a estrutura jurídica das empresas exige participação dos representantes dos trabalhadores na direção empresa”.      ...”as empresas alemãs tem mostrado um êxito extraordinário”.

O Habitat das Empresas:   A Luta pela Sobrevivência

As novas formas de negócios em rede como o Google, a Meta, a Uber etc...  difícil haver controle sobre esses entes que vem surgindo.

Lança uma pergunta:   As regras regulam?      Na era do mundo digital fica muito mais difícil que agências reguladoras nacionais consigam disciplinar as ações das concessionárias privadas que atuam no âmbito internacional.   Muitas delas sendo de origem nos USA.

A Propriedade Pública

O autor cita que atualmente na Inglaterra a grande maioria do povo está descontente com os serviços públicos que antes foram privatizados.    Antes, privatizavam porque achavam que seria melhor para o povo e agora constatam que os serviços ficaram piores na forma privatizada.

Então o que pode funcionar?

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