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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Cap. 7 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. de Oxford - Inglaterra - 2018

capítulo 7

 

Fenômeno que ele chama de “câmara de eco”:   “Temos mais facilidade em limitar nossas  interações sociais àqueles com que concordamos”.

“... as pessoas tem a necessidade fundamental de pertencer”.

Nos embates de guerras há tendência dos defensores se aplicarem com mais afinco do que os atacantes.   Costuma haver nos conflitos uma média de 1:3, ou seja, um atacante para três defensores.   O autor diz que a ciência já constatou que até entre os animais essa correlação é semelhante.   “ O instinto de defender o território tem raízes muito profundas; estamos ligados a uma noção de lar”.

O presidente Macron defende um tipo de nacionalismo que  “promove um discurso de cooperação em benefício mútuo”.   Inclui em sua pauta a preocupação com as mudanças climáticas inclusive.

“Uma das razões pelas quais pelas quais os mais jovens estão perdendo o senso de pertencimento é que ficou mais difícil comprar casa”.

4 A Empresa Ética

A maior e mais respeitada empresa química na Inglaterra no passado era a ICI Imperial Química Indústria.   No passado publicava como meta:  ser a melhor empresa química do mundo”.   Mas nos anos 1990 ela mudou de meta:  “Nossa meta é maximizar o valor para o acionista”.

O economista Milton Friedman, Prêmio Nobel expos nos anos 70 em artigo de jornal   “que o único objetivo de uma empresa é o lucro”.    Esse jargão se espalhou no mercado.      ...”com o tempo a ICI entrou em decadência e foi vendida.

Em 2017 com o programa O Futuro da Corporação com ideia capitaneada pelo Professor Colin Mayer, da Universidade de Oxford.   “O programa tem como proposição central a finalidade das empresas é cumprir suas obrigações com os clientes e funcionários.

Uma empresa Ética ou uma Vampira do Inferno?      O caso do banco Goldman Sachs.   Colocou de forma expressa o objetivo:  “A única coisa que fazemos é ganhar dinheiro para nós mesmos”.    Os funcionários passaram a trabalhar por comissões e foram fazendo negócios de riscos elevados.   Na crise de 2008/2009 o banco quebrou e houve na mesma onda muitas perdas financeiras que se espalharam pelo mundo afora.

(lembrar que a crise de 1929 começou nos USA e irradiou pelo mundo afora e a de 2008/2009 também começou nos USA)

Estima-se que só os USA perderam cerca de dez trilhões de dólares com aquela onda de 2008/2009.     Nessa crise icônica a GM General Motors dos USA quebrou.

O autor continua descrevendo os porquês da decadência da GM e do sucesso da Toyota.  Esta última com estratégias de qualidade, confiança e cooperação inclusive entre seus fornecedores.

Na página 87 discorre sobre o caso da Volkswagen.   Em 2016 a VW foi flagrada nos USA burlando a lei que exigia redução da poluição pelos carros.   A empresa tinha desenvolvido um sistema que mascarava o nível de poluição nos seus carros e foi flagrada e teve que arcar com as consequências.

Quem Controla a Empresa

Quando uma grande empresa quebra, ela arrasta muita gente e muitos parceiros para a dificuldade.   Cita o caso do banco Lemann Brothers dos USA na crise de 2008/2009.   Este quebrou e espalhou a crise para os USA e o exterior.   Ele foi a gota d´água da bolha que estava formada...

Empresas emitindo ações.  Fundos dirigindo bancos.  Muitos fundos de pensão administrando bancos.   Muito uso de algoritmos na tomada de decisões.   “Cerca de 60%  - base 2018 – das operações no mercado financeiro em ações são automatizados”.    O algoritmo “decide”.

Quem faz gestão de fundos de ações tem controle sofisticado do movimento destas, mas não tem pleno conhecimento de como agem as empresas que lançam as ações no mercado.

 

Continua no capítulo 8 

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