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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Cap. 9 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. em Oxford (2018)

 capítulo 9

Então o que pode funcionar?     Já foi visto que “a regulação e a propriedade pública apresentam graves limitações” , há outras abordagens que não foram apresentadas...   Seguem três abordagens:    1 – Tributação; 2 – A representação do interesse público nos conselhos diretores das empresas.   Usar leis para colocar isso em empresas privadas...    (como leitor, vejo no caso do Brasil um Congresso amplamente majoritário a favor do capital e algo nesse sentido seria uma utopia na atualidade)

3 – Fiscalizando o interesse público.

Capítulo 5 -   A Família Ética

A família tendia no passado a ser mais coesa e mais solidária.   Os pais criavam os filhos e tinham comumente seus pais em vida, havendo uma interação entre netos, pais e avós.   Os pais tinham a expectativa de que na velhice teriam amparo dos seus filhos.

Há décadas essa relação foi se afrouxando inclusive pela separação de muitos pais.

Abalo no topo – Os mais instruídos

Abalo na base – os menos instruídos.

Consequências do distanciamento social.  Criança sem a presença dos pais.    (página 124);   “Nos USA – e pode ocorrer num futuro próximo – mais a metade de todas as crianças de hoje viverá provavelmente até os dezoito anos numa família monoparental (sem a presença de um dos pais).

O problema é mais grave nas famílias mais pobres nos USA.    Na metade que tem menos instrução, ...”a norma é a criança com um genitor – ou nenhum genitor, correspondendo a dois terços das crianças desse grupo.”

Estudos mostram que as crianças criadas na presença de ambos os pais se dão melhor no futuro delas.    O Estado acode mas não faz milagres.

“Pagar a terceiros para cuidar dos filhos pode suplementar a criação parental, mas não substitui os genitores”.      ... “Em suma, o que a família faz nos poucos anos antes da escola é mais importante do que as escolas fazem nos doze anos em que tem as crianças sob sua responsabilidade”.

Pais com pouco estudo e mais pobres dão ênfase ao educar os filhos três quartos de foco na obediência e um quarto em autonomia.  Já os pais mais estudados, há o inverso.  Três quartos do foco em autonomia e um quarto em obediência.

“A leitura parental incentiva o desenvolvimento infantil e é o principal fator isolado a explicar as diferenças na aptidão escolar”. 

A respeito do desempenho escolar o autor cita o Pesquisador Robert Putman e o livro Jogando Boliche Sozinho que teria dados de alta relevância de pesquisas no tema.   (pesquisei e livro usado desse autor custa de 200 a 250 reais na internet – 2026)

Restaurando a Família Ética

Dados da psicologia social.  “Nosso pesar pela realização social insuficiente torna-se pequeno ao lado do nosso pesar pelas obrigações que deixamos de cumprir.”

Cita o Psicólogo Martin Seligman.   “O ilustre psicólogo e sua conclusão inequívoca sobre a busca do bem-estar.   Se quer bem-estar, não o terá se se preocupar apenas com a realização ...  as relações pessoais próximas não são tudo na vida, mas são centrais”.  

 O autor deste livro coloca: “A substituição da família ética  pelo indivíduo com direitos próprios revela ser mais uma tragédia do que uma vitória”.

Sobre a família e o casamento.   No passado as famílias eram maiores mas a longevidade era menor.  Eram mais horizontais.   O mais comum eram três gerações:  netos, pais e avós.   Agora as famílias são mais longevas e a estrutura ficou mais vertical.   Menos filhos, mas comumente a presença em vida de bisavós.

Geração na Europa que viveu a II Guerra Mundial.   “Viveram uma era de impérios – britânico, francês, russo, japonês, austríaco, germânico, português, belga, italiano... que estavam se desfazendo sob as pressões de seus flagrantes absurdos éticos.”

Construindo um Mundo Ético

Continua no capítulo 10

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Cap. 7 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. de Oxford - Inglaterra - 2018

capítulo 7

 

Fenômeno que ele chama de “câmara de eco”:   “Temos mais facilidade em limitar nossas  interações sociais àqueles com que concordamos”.

“... as pessoas tem a necessidade fundamental de pertencer”.

Nos embates de guerras há tendência dos defensores se aplicarem com mais afinco do que os atacantes.   Costuma haver nos conflitos uma média de 1:3, ou seja, um atacante para três defensores.   O autor diz que a ciência já constatou que até entre os animais essa correlação é semelhante.   “ O instinto de defender o território tem raízes muito profundas; estamos ligados a uma noção de lar”.

O presidente Macron defende um tipo de nacionalismo que  “promove um discurso de cooperação em benefício mútuo”.   Inclui em sua pauta a preocupação com as mudanças climáticas inclusive.

“Uma das razões pelas quais pelas quais os mais jovens estão perdendo o senso de pertencimento é que ficou mais difícil comprar casa”.

4 A Empresa Ética

A maior e mais respeitada empresa química na Inglaterra no passado era a ICI Imperial Química Indústria.   No passado publicava como meta:  ser a melhor empresa química do mundo”.   Mas nos anos 1990 ela mudou de meta:  “Nossa meta é maximizar o valor para o acionista”.

O economista Milton Friedman, Prêmio Nobel expos nos anos 70 em artigo de jornal   “que o único objetivo de uma empresa é o lucro”.    Esse jargão se espalhou no mercado.      ...”com o tempo a ICI entrou em decadência e foi vendida.

Em 2017 com o programa O Futuro da Corporação com ideia capitaneada pelo Professor Colin Mayer, da Universidade de Oxford.   “O programa tem como proposição central a finalidade das empresas é cumprir suas obrigações com os clientes e funcionários.

Uma empresa Ética ou uma Vampira do Inferno?      O caso do banco Goldman Sachs.   Colocou de forma expressa o objetivo:  “A única coisa que fazemos é ganhar dinheiro para nós mesmos”.    Os funcionários passaram a trabalhar por comissões e foram fazendo negócios de riscos elevados.   Na crise de 2008/2009 o banco quebrou e houve na mesma onda muitas perdas financeiras que se espalharam pelo mundo afora.

(lembrar que a crise de 1929 começou nos USA e irradiou pelo mundo afora e a de 2008/2009 também começou nos USA)

Estima-se que só os USA perderam cerca de dez trilhões de dólares com aquela onda de 2008/2009.     Nessa crise icônica a GM General Motors dos USA quebrou.

O autor continua descrevendo os porquês da decadência da GM e do sucesso da Toyota.  Esta última com estratégias de qualidade, confiança e cooperação inclusive entre seus fornecedores.

Na página 87 discorre sobre o caso da Volkswagen.   Em 2016 a VW foi flagrada nos USA burlando a lei que exigia redução da poluição pelos carros.   A empresa tinha desenvolvido um sistema que mascarava o nível de poluição nos seus carros e foi flagrada e teve que arcar com as consequências.

Quem Controla a Empresa

Quando uma grande empresa quebra, ela arrasta muita gente e muitos parceiros para a dificuldade.   Cita o caso do banco Lemann Brothers dos USA na crise de 2008/2009.   Este quebrou e espalhou a crise para os USA e o exterior.   Ele foi a gota d´água da bolha que estava formada...

Empresas emitindo ações.  Fundos dirigindo bancos.  Muitos fundos de pensão administrando bancos.   Muito uso de algoritmos na tomada de decisões.   “Cerca de 60%  - base 2018 – das operações no mercado financeiro em ações são automatizados”.    O algoritmo “decide”.

Quem faz gestão de fundos de ações tem controle sofisticado do movimento destas, mas não tem pleno conhecimento de como agem as empresas que lançam as ações no mercado.

 

Continua no capítulo 8 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cap.5 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - autor PAUL COLLIER (Universidade de Oxford)

 Cap. 5

 

Um povo se degrada quando negligencia suas obrigações.  “As sociedades capitalistas tem sofrido um processo de negligência, cujo sintoma central é o declínio da confiança social.”

         “..Entre os adolescentes americanos, a confiança caiu 40%.  Essa queda tem ocorrido em todas as classes sociais, mas é mais acentuada entre os mais pobres.”   Essa tendência pode se irradiar pela Europa inclusive.

         ...”Apesar da promessa de prosperidade, o que o capitalismo moderno tem trazido é agressão, humilhação e medo: a sociedade rotteweiler (raça de cão feroz).

         Dados citados são de estatísticas nos USA que acompanham a confiança nos últimos trinta anos.  Vem caindo o nível de confiança.  Os entrevistados respondem à pergunta:  É possível confiar na maioria das pessoas?

         O Estado Ético

         Depois da II Guerra Mundial, alguns exemplos positivos.  O New Deal do presidente Roosevelt dos USA e o “Novas Ideias: Teoria Geral do emprego, do juro e da moeda, formulado pelo inglês John Maynardes Keynes.   Este que “forneceu a análise para enfrentar o desemprego em massa nos tempos de pós guerra.   (livro editado em 1936) .

         A II G.Mundial aqueceu a economia pelo esforço de guerra.  Depois de terminada a guerra, as teorias de Keynes “foram para manter o pleno emprego, vindo a defasar gradualmente com o aumento da inflação nos anos 70.”

         “Atualmente, a palavra capitalismo desperta desprezo geral”. (p.56)

         A geração deste autor, Paul Collier, viveu um período que parecia que a economia achou um estado duradouro.   “A geração atual aprendeu que não era, não”.

         Na atualidade há camadas de gente com preparo e bom emprego, outras camadas com emprego mais modesto e os que não tem emprego nenhum.

         Os Estados não tem entendido isso e não se preocupam em tentar corrigir essa degradação.    “A atual ausência de propósito ético no Estado reflete um declínio no propósito ético em toda a sociedade”.

         O surgimento do Estado Ético    (p 57)

Esforço pós guerra (pós 1945) e o Estado provendo saúde, previdência etc.    Numa social-democracia comunitária.   Tanto nos USA quanto na Europa “por trás da poeira levantada pelas disputas políticas, entre 1945 e 1970 foram mínimas as divergências entre os líderes dos principais partidos”.    “Nas primeiras décadas do pós guerra, os ricos aceitaram alíquotas de imposto de renda que ultrapassavam 80%...”

No decorrer do tempo, “o Estado ético se metamorfoseou no Estado Paternalista”.

Por volta do ano de 2017 já o eleitor da social democracia foram abandonando essa pauta.  Caiu a votação de quem apoiava a social democracia.

O declínio do Estado Ético   (p 58)

A economia demandando mais tecnologia e mais especialização da mão de obra.  Mais cursos superiores e vai se distanciando a condição econômica dos trabalhadores especializados em relação aos menos qualificados.

No mundo atual, o apreço que as pessoas tem em mais alto grau é em relação à sua própria posição no trabalho especializado, mais do que o apreço à nacionalidade.

Ao contrário, os trabalhadores com menor especialização dão mais apreço à nacionalidade.   No mundo atual...   “as costuras no tecido da nossa sociedade tem se esgarçado”.   “Por toda ela, todos simplesmente maximizam seu próprio apreço”.

Continua no capítulo 6