A autora cita o ato de colher flores no dia de São Miguel, 29 de setembro.
A casa dos Ramsay, passado um longo tempo, abandonada.
“Os livros e as coisas estavam mofados”. ...”as roupas da Sra Ramsay estavam cheias de traças”.
Tempos de guerra. Três mortos na família. A senhora Ramsay morreu, uma filha no parto e um filho nos combates na guerra.
A casa ficou bastante tempo abandonada.
O Sr Ramsay de volta na velha casa.... A pintora Lily, quarenta e quatro anos de idade, velha amiga da família e convidada sempre.
O Sr Ramsay e Lily. ...”aqui estava ele, parado a seu lado. Dar-lhe-ia o que pudesse. ...ele gostava dela... sua mulher gostara dela...
Depois de um tempo calada, Lily elogia as botas do Sr. Ramsay. “Então ao dizer alegremente: “Ah, mas que lindas botas! merecia, bem o sabia – e ergueu os olhos, esperando-o, num de seus súbitos rompantes – ser completamente aniquilada”.
Em vez disso o Sr Ramsay sorriu. Sua fraqueza, seu luto, suas enfermidades sumiram”.
Nisso chegam dois dos filhos dele e a conversa termina.
O Sr Ramsay e os filhos Can e James aprontam as mochilas e finalmente estão partindo para o farol. Farol que no livro tem muito de metáfora. Algo material tão presente, mas simbolicamente tão inatingível.
Mar revolto, ventos, ...
Ramsay com o casal de filhos no barco navegando para o farol, levando também um amigo que estava acompanhado pelo filho. Teriam ido a contragosto nessa travessia. O amigo foi inquieto e parecia torcer para que a travessia tivesse contratempo e não conseguissem chegar ao farol.
No percurso, Ramsay pede para o amigo relembrar da tempestade ocorrida num Natal. Naquele episódio tiveram que se refugiar na baia vários navios e três deles afundaram por conta da tempestade.
Sobre a atitude de Ramsay de levar mercadorias em oferta até o farol:
“Tinham sido forçados, tinham sido instados a vir”. Ele os oprimira mais uma vez ... obrigou-os a obedecer à sua vontade naquela linda manhã, só porque desejava ir ao farol, carregando esses embrulhos, e tomar parte nesses rituais...” em memória dos mortos e que eles detestavam”.
Por isso se arrastavam atrás dele, e toda a alegria estava estragada.
...
Lily tentando pintar um quadro da baia vendo ao longe o que seria o barco dos amigos. Ela refletindo: “A compreensão que ela não lhes dera, oprimia-a. Tornava-lhe difícil pintar. Sempre o achara complicado.
Continua no capítulo final 6/6
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