14-01-2026 Autor: PAUL COLLIER (britânico) ano 2018
Citação na orelha da capa do livro pelos editores da LP&M
... “nós perdemos o sentimento de coletividade e de
obrigação ética para com os outros que foi tão crucial para o boom econômico do
século XX”. ...”levando a abalos da
estatura de Trump, do Brexit e do fortalecimento mundial da extrema direita”.
O autor do livro é Professor de Economia e Políticas
Públicas na Universidade de Oxford (na Inglaterra). Já lecionou em Harvard. É articulista dos principais jornais dos USA.
Parte Um do livro – A Crise
- I - As novas inquietações
... as desigualdades econômicas geográficas que antes vinham
encolhendo passaram a se ampliar rapidamente.
Polos de desenvolvimento concentrados em grandes
centros... enriquecendo .... Além de enriquecerem muito mais que o
interior, estão de distanciando socialmente e não representam mais a nação que “muitas vezes,
tem a capital nessas mesmas metrópoles”.
Quem tem tido mais vantagem: “são os instruídos com mais qualificações”. “Fundiram-se numa classe, encontrando-se na
universidade e desenvolvendo uma nova identidade comum, na qual o apreço
decorre do grau de qualificação”.
“ao se fundiram numa classe dominante, os instruídos confiam
mais do que nunca nos governos e uns nos outros”.
As novas tecnologias e migração de tarefas semi
especializadas para a Ásia. Os
perdedores foram os empregados mais idosos e os jovens que estão tentando
entrar no mercado de trabalho.
“Entre os trabalhadores de mais idade, a perda do emprego muitas
vezes leva à dissolução da família, ao alcoolismo, às drogas e a violência”.
Nos USA, os que tem menos instrução estão tendo tendência à
queda da expectativa de vida, mesmo a ciência tendo trazido soluções inovadoras
à sociedade para uma maior expectativa de vida.
Na Europa o problema é menos grave porque o Estado costuma
dar mais assistência às pessoas mais vulneráveis. ...”os trabalhadores supérfluos, acima dos
cinquenta anos, bebem a borra do desespero”.
Grande parte da Europa com grave problema de
desemprego. “Um terço dos jovens
italianos estão desempregados (2018).”... “algo que não se via desde a recessão de
1930.”
Pessimismo entre os jovens.
“inúmeros jovens estimam que terão padrão de vida inferior ao dos pais”. ...”nas últimas quatro décadas tem visto
uma deterioração no desempenho econômico do capitalismo”.
“A grande credencial do capitalismo de trazer uma melhora
constante no padrão de vida geral deixou de ser impecável”.
“Nos USA, o centro emblemático do capitalismo, metade da
geração dos anos 80 está pior, em termos absolutos, do que a geração dos seus
pais quando tinham a mesma idade deles”.
Gera pessimismo.
“Entre os trabalhadores brancos americanos, esse pessimismo
atinge um patamar assombroso de 76%. E
os europeus são ainda mais pessimistas do que os americanos”.
Esses mais fragilizados andaram apostando em Trump contra
Hillary Clinton, ingleses contra a Comunidade Europeia, apoiando o Brexit, na
França, eleitores dando 40% de votos à direita de Marine Le Pen. Algo semelhante ocorreu na Alemanha. Nos quatro casos, USA, Inglaterra, França e
Alemanha, as metrópoles dos respectivos países votaram diferente do
interior. As regiões metropolitanas (menos
prejudicadas) votaram menos na direita e a maioria do interior, no desalento
votaram na direita.
Continua no capítulo 2
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