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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Cap.1 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO (2018) - Autor - PAUL COLLIER (Professor da Universidade de Oxford - Inglaterra)

 

14-01-2026     Autor:  PAUL COLLIER  (britânico)   ano 2018 

         Citação na orelha da capa do livro pelos editores da LP&M

         ... “nós perdemos o sentimento de coletividade e de obrigação ética para com os outros que foi tão crucial para o boom econômico do século XX”.      ...”levando a abalos da estatura de Trump, do Brexit e do fortalecimento mundial da extrema direita”.

         O autor do livro é Professor de Economia e Políticas Públicas na Universidade de Oxford (na Inglaterra).    Já lecionou em Harvard.   É articulista dos principais jornais dos USA.

         Parte Um do livro – A Crise   -  I  - As novas inquietações

         ... as desigualdades econômicas geográficas que antes vinham encolhendo passaram a se ampliar rapidamente.

         Polos de desenvolvimento concentrados em grandes centros...   enriquecendo  .... Além de enriquecerem muito mais que o interior, estão de distanciando socialmente e não  representam mais a nação que “muitas vezes, tem a capital nessas mesmas metrópoles”.

         Quem tem tido mais vantagem:   “são os instruídos com mais qualificações”.   “Fundiram-se numa classe, encontrando-se na universidade e desenvolvendo uma nova identidade comum, na qual o apreço decorre do grau de qualificação”.

         “ao se fundiram numa classe dominante, os instruídos confiam mais do que nunca nos governos e uns nos outros”.

         As novas tecnologias e migração de tarefas semi especializadas para a Ásia.   Os perdedores foram os empregados mais idosos e os jovens que estão tentando entrar no mercado de trabalho.

         “Entre os trabalhadores de mais idade, a perda do emprego muitas vezes leva à dissolução da família, ao alcoolismo, às drogas e a violência”.

         Nos USA, os que tem menos instrução estão tendo tendência à queda da expectativa de vida, mesmo a ciência tendo trazido soluções inovadoras à sociedade para uma maior expectativa de vida.

         Na Europa o problema é menos grave porque o Estado costuma dar mais assistência às pessoas mais vulneráveis.     ...”os trabalhadores supérfluos, acima dos cinquenta anos, bebem a borra do desespero”.

         Grande parte da Europa com grave problema de desemprego.    “Um terço dos jovens italianos estão desempregados  (2018).”...    “algo que não se via desde a recessão de 1930.”

         Pessimismo entre os jovens.   “inúmeros jovens estimam que terão padrão de vida inferior ao dos pais”.     ...”nas últimas quatro décadas tem visto uma deterioração no desempenho econômico do capitalismo”.

         “A grande credencial do capitalismo de trazer uma melhora constante no padrão de vida geral deixou de ser impecável”.

         “Nos USA, o centro emblemático do capitalismo, metade da geração dos anos 80 está pior, em termos absolutos, do que a geração dos seus pais quando tinham a mesma idade deles”.    Gera pessimismo.

         “Entre os trabalhadores brancos americanos, esse pessimismo atinge um patamar assombroso de 76%.   E os europeus são ainda mais pessimistas do que os americanos”.

         Esses mais fragilizados andaram apostando em Trump contra Hillary Clinton, ingleses contra a Comunidade Europeia, apoiando o Brexit, na França, eleitores dando 40% de votos à direita de Marine Le Pen.   Algo semelhante ocorreu na Alemanha.   Nos quatro casos, USA, Inglaterra, França e Alemanha, as metrópoles dos respectivos países votaram diferente do interior.   As regiões metropolitanas (menos prejudicadas) votaram menos na direita e a maioria do interior, no desalento votaram na direita.

         Continua no capítulo 2