capitulo 3
Varios foram indiciados no IPM Inquérito Policial Militar,
cinco foram condenados. Dois cumpriram
pena, sendo eles, Bonifácio Martins e José Rodrigues dos Santos.
Pelo lado da direita católica, o livro
destaca a atividade do padre Osvaldo Rambo que era o braço direito do Bispo Dom
Jaime Luiz Coelho que criaram a FAP Frente Agrária Paranaense para se opor aos
sindicalistas de esquerda.
Apesar da repressão e do desmantelamento da esquerda com o
golpe civil-militar de 1964, outras entidades voltam a militar na região nas
áreas de trabalhadores rurais e do movimento estudantil.
“No território do
município, está documentada a atuação da AP Ação Popular e do PCBR Partido
Comunista Brasileiro Revolucionário. A
AP com o advogado Edesio Passos e à frente do PCBR, a professora Zélia Passos.”
O ano de 1968
... houve ebulição do movimento sindical, incluindo
sindicatos rurais, dos bancários e da indústria de alimentos. Houve greve de várias categorias em 1968 e
a comunidade constituiu grupo de apoio aos grevistas. Estudantes também no apoio aos
grevistas. O padre Orivaldo Robles
ajudou nessas atividades de apoio aos grevistas que estavam sempre na mira do
DOPS.
Causava preocupação às autoridades policiais, inclusive o
jornal O Jornal de Maringá que fazia amplas reportagens em apoio aos movimentos
populares e sindicais.
A AP Ação Popular era defensora da estratégia da revolução
camponesa. O jornal Libertação era
editado pela AP na região de Maringá.
O governo militar com a edição do AI 5 apertou ainda mais o
cerco às lideranças dos movimentos populares.
Nesse bojo conseguiram tirar da região os militantes da AP que tiveram
que se deslocar para outro estado.
Disto resultou que teve que ocorrer em
1970 a mudança das lideranças da AP em Maringá e região.
“Os expoentes da AP dessa nova fase (1970) foram o casal
Licurgo Nakazu e Elzira Vilela, oriundos de São Paulo.
Na nota de rodapé da página 55, consta que
a professora Tania Tait, dos quadros da UEM Universidade Estadual de Maringá
tem livro publicado no tema das lutas populares de Maringá dessa época.
A repressão ao líderes da esquerda foi forte na ditadura
militar e estes ficaram sem espaço para novos movimentos. Só em 1979, com a Lei da Anistia, foram os
que eram fichados pelo DOPS, anistiados.
Antes de 1970, Maringá tinha três faculdades. Em 1970 começou a implantação da UEM
Universidade Estadual de Maringá.
No setor estudantil era forte na época o movimento dos
estudantes secundaristas na região. Faziam passeatas contra a ditadura além de
outras pautas ligadas ao ambiente escolar.
Um destes grupos era o MEL Movimento Estudantil Livre.
Teve dirigente do MEL preso por discurso contra o sistema em
Maringá durante a visita do governador do estado Paulo Pimentel.
Havia movimentação de professores, mas estes por lei severa
da ditadura, não podiam ser sindicalizados nem fazer greve. Buscavam fazer “paralização coletiva” para
reivindicar. (greve com outro nome)
Outubro de 1968 e a luta dos professores, destacando que dia
15 de outubro é o Dia do Professor.
Maringá esteve mobilizada e liderança dos professores esteve presente em
evento classista em Curitiba. Mesmo
em tempos de repressão policial, após oito anos de luta, os professores
conseguiram conquistar um quadro de carreira para a categoria pela aprovação do
Estatuto do Magistério do Paraná.
Continua no capítulo 4