Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador #Movimentos Sociais; #Maringá PR; #UEM; #AP Ação Popular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #Movimentos Sociais; #Maringá PR; #UEM; #AP Ação Popular. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Cap. 3 - fichamento do livro - A FACE ESQUERDA DA CIDADE (MARINGÁ PR) autor: Professor REGINALDO BENEDITO DIAS - #UEM

 capitulo 3

 

         Varios foram indiciados no IPM Inquérito Policial Militar, cinco foram condenados.   Dois cumpriram pena, sendo eles, Bonifácio Martins e José Rodrigues dos Santos.

      Pelo lado da direita católica, o livro destaca a atividade do padre Osvaldo Rambo que era o braço direito do Bispo Dom Jaime Luiz Coelho que criaram a FAP Frente Agrária Paranaense para se opor aos sindicalistas de esquerda.

         Apesar da repressão e do desmantelamento da esquerda com o golpe civil-militar de 1964, outras entidades voltam a militar na região nas áreas de trabalhadores rurais e do movimento estudantil.

          “No território do município, está documentada a atuação da AP Ação Popular e do PCBR Partido Comunista Brasileiro Revolucionário.    A AP com o advogado Edesio Passos e à frente do PCBR, a professora Zélia Passos.”

         O ano de 1968

         ... houve ebulição do movimento sindical, incluindo sindicatos rurais, dos bancários e da indústria de alimentos.    Houve greve de várias categorias em 1968 e a comunidade constituiu grupo de apoio aos grevistas.   Estudantes também no apoio aos grevistas.   O padre Orivaldo Robles ajudou nessas atividades de apoio aos grevistas que estavam sempre na mira do DOPS.

         Causava preocupação às autoridades policiais, inclusive o jornal O Jornal de Maringá que fazia amplas reportagens em apoio aos movimentos populares e sindicais.

         A AP Ação Popular era defensora da estratégia da revolução camponesa.  O jornal Libertação era editado pela AP na região de Maringá.

         O governo militar com a edição do AI 5 apertou ainda mais o cerco às lideranças dos movimentos populares.  Nesse bojo conseguiram tirar da região os militantes da AP que tiveram que se deslocar para outro estado.

     Disto resultou que teve que ocorrer em 1970 a mudança das lideranças da AP em Maringá e região.

         “Os expoentes da AP dessa nova fase (1970) foram o casal Licurgo Nakazu e Elzira Vilela, oriundos de São Paulo.

     Na nota de rodapé da página 55, consta que a professora Tania Tait, dos quadros da UEM Universidade Estadual de Maringá tem livro publicado no tema das lutas populares de Maringá dessa época.

         A repressão ao líderes da esquerda foi forte na ditadura militar e estes ficaram sem espaço para novos movimentos.   Só em 1979, com a Lei da Anistia, foram os que eram fichados pelo DOPS, anistiados.

         Antes de 1970, Maringá tinha três faculdades.  Em 1970 começou a implantação da UEM Universidade Estadual de Maringá.

         No setor estudantil era forte na época o movimento dos estudantes secundaristas  na região.  Faziam passeatas contra a ditadura além de outras pautas ligadas ao ambiente escolar.  Um destes grupos era o MEL Movimento Estudantil Livre.

         Teve dirigente do MEL preso por discurso contra o sistema em Maringá durante a visita do governador do estado Paulo Pimentel.

         Havia movimentação de professores, mas estes por lei severa da ditadura, não podiam ser sindicalizados nem fazer greve.   Buscavam fazer “paralização coletiva” para reivindicar.   (greve com outro nome)

         Outubro de 1968 e a luta dos professores, destacando que dia 15 de outubro é o Dia do Professor.   Maringá esteve mobilizada e liderança dos professores esteve presente em evento classista em Curitiba.     Mesmo em tempos de repressão policial, após oito anos de luta, os professores conseguiram conquistar um quadro de carreira para a categoria pela aprovação do Estatuto do Magistério do Paraná.

 

                   Continua no capítulo 4