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quinta-feira, 16 de junho de 2022

CAP. 08/20 - fichamento do livro (romance histórico) PAIXÃO ÍNDIA - autor: Antropólogo e escritor JAVIER MORO - leitura em maio/junho de 2022

 CAP. 08/20

 

         Havia pacto entre os britânicos e os rajás, dos britânicos governarem mas não se meterem na vida doméstica dos rajas e seus haréns.

           Uma passagem curiosa que destaca o uso da bombacha...   “três criados siques vestidos com camisa Achkam e calças bombachas, de turbantes”...

         Aos 21 de idade, o rajá, contrariando a lei inglesa, viajou ao exterior e levou sua segunda esposa disfarçada de criado na comitiva toda masculina.   Naquele tempo não havia o passaporte individual.   O rajá percorreu com sua comitiva vários países, mas na Inglaterra teve que manter a esposa escondida no hotel.

         Visita à França.    O jovem rajá tinha lido muito sobre a França, seus reis etc.    E tinha paixão pela arquitetura.   Os rajás da Índia tinham queda pela arquitetura e viam na construção de obras monumentais a forma de se imortalizarem no poder e na fama.    O rajá se apaixonou por Paris.  Sobre Londres diz  ...”me parece cinza, industrial, chata e feia”.

         Palácio de Versalhes (Paris) com sua galeria de espelhos.  O pé direito desse palácio tem a altura de doze metros.  Nele, a Galeria das Batalhas numa extensão de 120 metros ostentando telas sobre as batalhas.

         O rajá resolveu fazer um palácio no estilo francês até para se contrapor ao império britânico.   Contratou um arquiteto francês e seu palácio seria uma mini réplica do Palácio de Versalhes e do Palácio das Tulherias.

         Seu palácio teria 108 quartos com banheiros e água aquecida.   Elevadores elétricos (em 1908 por aí), teto de ardósia que viria da Normandia.

         Tempos da Europa curiosa com encantos da Ásia.  Época em que foram descobertos os templos de Angkor no Camboja, então colônia francesa.

         No seu reino o rajá  tinha suas limitações sociais pelos costumes e pelas normas britânicas e na França passeando e falando o francês fluente se sentia mais livre.

         O rajá visitou o Instituto Pasteur e conheceu pessoalmente o pesquisador Pasteur.

         Depois de Paris, foi de navio até Nova Iorque.   Em NY a imprensa ficou o tempo todo na cola dele e sua delegação.   Chicago estava em plena exibição de uma Exposição Universal.   Pela primeira vez esta exposição era nos USA.   Aberta por seis meses, recebeu 27 milhões de pessoas, equivalente à metade de todo o povo dos USA de então.  Ano de 1893.

         Nessa viagem longa, a esposa do rajá foi escondida e disfarçada de simples integrante da delegação, toda ela masculina.  E ela ficava trancada nos hotéis e não falava o idioma inglês nem francês.   Ela acabou caindo no alcoolismo.

         O rajá com quatro filhos, e foi encaminhando um a um para estudos na Europa.   Ele era chegado nas viagens.  Calcula-se que ele no cargo viajou um quarto do tempo do seu reinado.   Ele tinha que prestar contas inclusive de suas viagens.  No período de 1899-1900 ele gastou em viagens para a Europa, um quarto da arrecadação do reino.

         Ele seguia tanto o sistema europeu que uma vez cometeu com seu povo um sacrilégio, como sique, não faz barba e ele uma vez cortou a barba no costume ocidental.   “Os siques interpretaram isso como uma renúncia a sua religião e a sua identidade”.

         Mais adiante os siques adotaram a prática de raspar a barba também.

         Extravagâncias  dos rajás.    O deste romance, com mais destaque é ele ter feito um castelo no estilo francês para seu reino.

         Extravagâncias de outros rajás, marajás e nababos.

         Um rajá não deixou os trilhos do trem passarem pelo seu reino para evitar que passageiros de outras religiões comessem carne de vaca no restaurante do trem em seu reino.

         O marajá de Bharatpur nunca viajava sem a estátua do deus Krishna. Havia sempre um assento reservado para a divindade nos voos.   Os megafones do mundo inteiro repetiriam com frequência a mesma chamada:  “Ultima chamada, Sr Krishna, apresente-se no portão de embarque...”

         O nababo de Rampur, de grande cultura, “organizava competições de palavrões em punjabi, urdu e persa.    O nababo sempre ganhava.   Obteve seu recorde ao soltar vários palavrões e insultos durante duas horas e meia sem parar, enquanto seu rival mais próximo ficara sem vocabulário ao cabo de noventa minutos”.

 

         Continua no capítulo 09/20