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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Cap. 9 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. em Oxford (2018)

 capítulo 9

Então o que pode funcionar?     Já foi visto que “a regulação e a propriedade pública apresentam graves limitações” , há outras abordagens que não foram apresentadas...   Seguem três abordagens:    1 – Tributação; 2 – A representação do interesse público nos conselhos diretores das empresas.   Usar leis para colocar isso em empresas privadas...    (como leitor, vejo no caso do Brasil um Congresso amplamente majoritário a favor do capital e algo nesse sentido seria uma utopia na atualidade)

3 – Fiscalizando o interesse público.

Capítulo 5 -   A Família Ética

A família tendia no passado a ser mais coesa e mais solidária.   Os pais criavam os filhos e tinham comumente seus pais em vida, havendo uma interação entre netos, pais e avós.   Os pais tinham a expectativa de que na velhice teriam amparo dos seus filhos.

Há décadas essa relação foi se afrouxando inclusive pela separação de muitos pais.

Abalo no topo – Os mais instruídos

Abalo na base – os menos instruídos.

Consequências do distanciamento social.  Criança sem a presença dos pais.    (página 124);   “Nos USA – e pode ocorrer num futuro próximo – mais a metade de todas as crianças de hoje viverá provavelmente até os dezoito anos numa família monoparental (sem a presença de um dos pais).

O problema é mais grave nas famílias mais pobres nos USA.    Na metade que tem menos instrução, ...”a norma é a criança com um genitor – ou nenhum genitor, correspondendo a dois terços das crianças desse grupo.”

Estudos mostram que as crianças criadas na presença de ambos os pais se dão melhor no futuro delas.    O Estado acode mas não faz milagres.

“Pagar a terceiros para cuidar dos filhos pode suplementar a criação parental, mas não substitui os genitores”.      ... “Em suma, o que a família faz nos poucos anos antes da escola é mais importante do que as escolas fazem nos doze anos em que tem as crianças sob sua responsabilidade”.

Pais com pouco estudo e mais pobres dão ênfase ao educar os filhos três quartos de foco na obediência e um quarto em autonomia.  Já os pais mais estudados, há o inverso.  Três quartos do foco em autonomia e um quarto em obediência.

“A leitura parental incentiva o desenvolvimento infantil e é o principal fator isolado a explicar as diferenças na aptidão escolar”. 

A respeito do desempenho escolar o autor cita o Pesquisador Robert Putman e o livro Jogando Boliche Sozinho que teria dados de alta relevância de pesquisas no tema.   (pesquisei e livro usado desse autor custa de 200 a 250 reais na internet – 2026)

Restaurando a Família Ética

Dados da psicologia social.  “Nosso pesar pela realização social insuficiente torna-se pequeno ao lado do nosso pesar pelas obrigações que deixamos de cumprir.”

Cita o Psicólogo Martin Seligman.   “O ilustre psicólogo e sua conclusão inequívoca sobre a busca do bem-estar.   Se quer bem-estar, não o terá se se preocupar apenas com a realização ...  as relações pessoais próximas não são tudo na vida, mas são centrais”.  

 O autor deste livro coloca: “A substituição da família ética  pelo indivíduo com direitos próprios revela ser mais uma tragédia do que uma vitória”.

Sobre a família e o casamento.   No passado as famílias eram maiores mas a longevidade era menor.  Eram mais horizontais.   O mais comum eram três gerações:  netos, pais e avós.   Agora as famílias são mais longevas e a estrutura ficou mais vertical.   Menos filhos, mas comumente a presença em vida de bisavós.

Geração na Europa que viveu a II Guerra Mundial.   “Viveram uma era de impérios – britânico, francês, russo, japonês, austríaco, germânico, português, belga, italiano... que estavam se desfazendo sob as pressões de seus flagrantes absurdos éticos.”

Construindo um Mundo Ético

Continua no capítulo 10

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Cap. 8 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER (Prof. em Oxford) 2018

 capítulo 8                            fevereiro de 2026

 

Nos USA e Reino Unido tem se acelerado a cobrança de lucro junto aos diretores de empresas que chegam a ser avaliados trimestre por trimestre.   Os salários dos diretores em média subiram muito comparando com os salários dos empregados da mesma empresa.  Nos últimos trinta anos a diferença saiu de 15 vezes para 150 vezes.   O diretor ganhando de 15 a 150 vezes o salário médio dos demais empregados da mesma empresa.

Nos USA a relação saiu de 20 vezes para 231 vezes nos trinta anos. (página 91).

Comitês que decidem vão se afastando dos demais colaboradores da empresa e são mais coesos entre si como uma casta superior.

Executivos que ganham “só” quatro milhões de dólares se preocupam mais por se sentirem inferiores aos que ganham cinco milhões ao se encontrarem no Forum Mundial em Davos.

O setor financeiro turbinou isso.  Dirigentes tem recebido até 500 vezes a média salarial dos demais funcionários da mesma empresa.

Cita o caso do Deutsche Bank.  Antes era rigoroso.  Depois contratou o executivo Edson Mitchell e daí este estimulava seus subalternos a ir para espetáculos de dança depravados além da gestão agressiva.    “Mitchell sentia explícito desprezo pelas obrigações com a família”.

O banco.....  “era dirigido por gente de ética mais condizente com a administração de um bordel”.  (pág. 92).    O banco teve um desfecho ruim.

As consequências de permitir o controle dos proprietários

A opção de focar no retorno imediato tem levado os executivos a buscar sempre o maior retorno imediato e tendem a não investir em expansão, novas tecnologias etc que no curto prazo reduzem o lucro.  Terão problemas no médio e longo prazos com essa metodologia imediatista.

Na Grã Bretanha o índice de investimentos nas empresas de capital aberto é em média 2,7%  e nas de capital fechado, de 9% do lucro anual.

Na visão de longo prazo, os que investem mais tem tido melhores desempenhos ao longo do tempo.

O autor cita com foco nos USA e Reino Unido que as empresas tem dado pouca atenção para o longo prazo, numa visão imediatista.

O autor destaca que os fundos de pensão investem recursos para manter seus compromissos de longo prazo.   Se ficarem aplicando em ações de empresas administradas com foco no curto prazo, correm riscos.

O que Podemos fazer a Respeito?    (página 95)

...”Felizmente, tais problemas não são características inevitáveis do capitalismo, e sim consequência de erros de política pública que podem ser corrigidos”.

...Mudando o poder na empresa.

...”Os dados sobre os resultados favorecem que se dê força legal a representação dos interesses trabalhistas nos conselhos das empresas.   Essa mudança não é inevitável: na Alemanha faz muito tempo que a estrutura jurídica das empresas exige participação dos representantes dos trabalhadores na direção empresa”.      ...”as empresas alemãs tem mostrado um êxito extraordinário”.

O Habitat das Empresas:   A Luta pela Sobrevivência

As novas formas de negócios em rede como o Google, a Meta, a Uber etc...  difícil haver controle sobre esses entes que vem surgindo.

Lança uma pergunta:   As regras regulam?      Na era do mundo digital fica muito mais difícil que agências reguladoras nacionais consigam disciplinar as ações das concessionárias privadas que atuam no âmbito internacional.   Muitas delas sendo de origem nos USA.

A Propriedade Pública

O autor cita que atualmente na Inglaterra a grande maioria do povo está descontente com os serviços públicos que antes foram privatizados.    Antes, privatizavam porque achavam que seria melhor para o povo e agora constatam que os serviços ficaram piores na forma privatizada.

Então o que pode funcionar?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Cap. 7 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. de Oxford - Inglaterra - 2018

capítulo 7

 

Fenômeno que ele chama de “câmara de eco”:   “Temos mais facilidade em limitar nossas  interações sociais àqueles com que concordamos”.

“... as pessoas tem a necessidade fundamental de pertencer”.

Nos embates de guerras há tendência dos defensores se aplicarem com mais afinco do que os atacantes.   Costuma haver nos conflitos uma média de 1:3, ou seja, um atacante para três defensores.   O autor diz que a ciência já constatou que até entre os animais essa correlação é semelhante.   “ O instinto de defender o território tem raízes muito profundas; estamos ligados a uma noção de lar”.

O presidente Macron defende um tipo de nacionalismo que  “promove um discurso de cooperação em benefício mútuo”.   Inclui em sua pauta a preocupação com as mudanças climáticas inclusive.

“Uma das razões pelas quais pelas quais os mais jovens estão perdendo o senso de pertencimento é que ficou mais difícil comprar casa”.

4 A Empresa Ética

A maior e mais respeitada empresa química na Inglaterra no passado era a ICI Imperial Química Indústria.   No passado publicava como meta:  ser a melhor empresa química do mundo”.   Mas nos anos 1990 ela mudou de meta:  “Nossa meta é maximizar o valor para o acionista”.

O economista Milton Friedman, Prêmio Nobel expos nos anos 70 em artigo de jornal   “que o único objetivo de uma empresa é o lucro”.    Esse jargão se espalhou no mercado.      ...”com o tempo a ICI entrou em decadência e foi vendida.

Em 2017 com o programa O Futuro da Corporação com ideia capitaneada pelo Professor Colin Mayer, da Universidade de Oxford.   “O programa tem como proposição central a finalidade das empresas é cumprir suas obrigações com os clientes e funcionários.

Uma empresa Ética ou uma Vampira do Inferno?      O caso do banco Goldman Sachs.   Colocou de forma expressa o objetivo:  “A única coisa que fazemos é ganhar dinheiro para nós mesmos”.    Os funcionários passaram a trabalhar por comissões e foram fazendo negócios de riscos elevados.   Na crise de 2008/2009 o banco quebrou e houve na mesma onda muitas perdas financeiras que se espalharam pelo mundo afora.

(lembrar que a crise de 1929 começou nos USA e irradiou pelo mundo afora e a de 2008/2009 também começou nos USA)

Estima-se que só os USA perderam cerca de dez trilhões de dólares com aquela onda de 2008/2009.     Nessa crise icônica a GM General Motors dos USA quebrou.

O autor continua descrevendo os porquês da decadência da GM e do sucesso da Toyota.  Esta última com estratégias de qualidade, confiança e cooperação inclusive entre seus fornecedores.

Na página 87 discorre sobre o caso da Volkswagen.   Em 2016 a VW foi flagrada nos USA burlando a lei que exigia redução da poluição pelos carros.   A empresa tinha desenvolvido um sistema que mascarava o nível de poluição nos seus carros e foi flagrada e teve que arcar com as consequências.

Quem Controla a Empresa

Quando uma grande empresa quebra, ela arrasta muita gente e muitos parceiros para a dificuldade.   Cita o caso do banco Lemann Brothers dos USA na crise de 2008/2009.   Este quebrou e espalhou a crise para os USA e o exterior.   Ele foi a gota d´água da bolha que estava formada...

Empresas emitindo ações.  Fundos dirigindo bancos.  Muitos fundos de pensão administrando bancos.   Muito uso de algoritmos na tomada de decisões.   “Cerca de 60%  - base 2018 – das operações no mercado financeiro em ações são automatizados”.    O algoritmo “decide”.

Quem faz gestão de fundos de ações tem controle sofisticado do movimento destas, mas não tem pleno conhecimento de como agem as empresas que lançam as ações no mercado.

 

Continua no capítulo 8 

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Cap.6 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - PAUL COLLIER (Professor em Oxford)

capítulo 6

 

Repercussões da Perda de Uma Identidade Comum

“Retornaremos à ideia central do capítulo 2 deste livro...” .  A disposição em ajudar os outros é gerada pela combinação de três narrativas: o pertencimento a um determinado grupo; a obrigações recíprocas dentro do grupo;  um vínculo entre uma ação e o bem estar do grupo, que mostra que essa ação tem propósito.   Por conseguinte, se a identidade comum se esgarça, desgasta-se a disposição dos favorecidos em aceitar que tem obrigações para com os menos favorecidos”.

“A base da generosidade é a reciprocidade”.   

... queda da confiança....   “Evidentemente, a grande diminuição na confiança desde os anos 1970 foi reforçada pela demonstração de incapacidade da vanguarda em implantar políticas públicas que corrigissem as novas clivagens”.   (rupturas, por assim dizer, esgarçando o tecido social).

Mais um fator de desgaste da social democracia.   A falta de cooperação.  Esta que era forte no pós guerra para reerguer as nações.

Oportunismo.    “Os qualificados chegam a ver o resto da população como otários e se orgulham de sua habilidade em depenar os trouxas”.

Cita os então bem sucedidos operadores do mercado financeiro antes da crise de 2008/2009 que buscavam empurrar para os otários, negócios que pareciam bons mas não eram bons.

“O modelo de negócios de Wall Street nos anos que precederam a crise financeira 2008/2009, como bem demonstrou Joseph Stiglitz, era encontrar otários”.

Por que estamos cansados da Identidade Nacional em Comum

Dentro da mesma nação...   “nós somos definidos como não eles e eles se convertem em objeto de ódio – desejamos-lhes mal”.   “Tais identidades são opositoras”.

Essa postura só tem o lado aceitável no caso dos torcedores de futebol, por exemplo.   O nós contra eles sem hostilidades.   “Mas em termos históricos, as formas mais prejudiciais de identidade por oposição são as identidades de grandes grupos, como a etnicidade, a religião e a nacionalidade.   Levam a progroms, à jiradh e as guerras mundiais.

...”Em todas as sociedades modernas o poder  político depende de um grau modesto de coerção e de um grau elevado de aceitação voluntária.   A aceitação voluntária nos conduz ao senso da obrigação que converte o poder em autoridade”.

O esforço de tentar dar uma identidade para a União Europeia que tem inclusive barreiras de línguas faladas...   “Potencialmente, a tentativa de transferir a autoridade pra uma autoridade central com a qual poucos se identificam retira a autoridade ao poder abrindo espaço para a fragmentação em entidades regionais e para a queda no individualismo:  o inferno do homem econômico.”

Há pelo mundo uma série de “identidades” nacionais buscando o separatismo para deixar de lado a região mais fragilizada do país.  O autor cita inclusive o Brasil onde Sul e Sudeste olham outras regiões com menor potencial econômico com certo desprezo.

Mesmo na Europa tem vários problemas desse tipo em diferentes países.

A erosão da social-democracia:  “o ressentimento contra as obrigações recíprocas construídas por uma ampla identidade comum.”

...”narrativa de ódio em ação contra pessoas que moram no mesmo país”.    “As identidades oposicionistas resultantes são letais para a generosidade, a confiança e a cooperação”.

“Na média, em todas as economias modernas avançadas, cerca de 40% da renda são recolhidos em impostos e distribuídos de várias formas tal como transferências diretas para os mais pobres, gastos com saúde, educação etc.”

O impasse

Na era da tecnologia e o povo plugado no celular, o individualismo cresce mais e mais.       ...nossas sociedades vão se degenerar, tornando-se menos generosas.    “A ascensão de novos nacionalistas divide amargamente a sociedade...  Marine Le Pen não uniu a França:  divide-a.    ...Donald Trump polarizou profundamente a sociedade americana...”  (livro de 2018)

  Continua no capítulo 7

(o mesmo conteúdo está postado na minha TL no Facebook.    Caso use o Facebook ou outro tipo de mídia e puder divulgar este trabalho, fico grato)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cap.5 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - autor PAUL COLLIER (Universidade de Oxford)

 Cap. 5

 

Um povo se degrada quando negligencia suas obrigações.  “As sociedades capitalistas tem sofrido um processo de negligência, cujo sintoma central é o declínio da confiança social.”

         “..Entre os adolescentes americanos, a confiança caiu 40%.  Essa queda tem ocorrido em todas as classes sociais, mas é mais acentuada entre os mais pobres.”   Essa tendência pode se irradiar pela Europa inclusive.

         ...”Apesar da promessa de prosperidade, o que o capitalismo moderno tem trazido é agressão, humilhação e medo: a sociedade rotteweiler (raça de cão feroz).

         Dados citados são de estatísticas nos USA que acompanham a confiança nos últimos trinta anos.  Vem caindo o nível de confiança.  Os entrevistados respondem à pergunta:  É possível confiar na maioria das pessoas?

         O Estado Ético

         Depois da II Guerra Mundial, alguns exemplos positivos.  O New Deal do presidente Roosevelt dos USA e o “Novas Ideias: Teoria Geral do emprego, do juro e da moeda, formulado pelo inglês John Maynardes Keynes.   Este que “forneceu a análise para enfrentar o desemprego em massa nos tempos de pós guerra.   (livro editado em 1936) .

         A II G.Mundial aqueceu a economia pelo esforço de guerra.  Depois de terminada a guerra, as teorias de Keynes “foram para manter o pleno emprego, vindo a defasar gradualmente com o aumento da inflação nos anos 70.”

         “Atualmente, a palavra capitalismo desperta desprezo geral”. (p.56)

         A geração deste autor, Paul Collier, viveu um período que parecia que a economia achou um estado duradouro.   “A geração atual aprendeu que não era, não”.

         Na atualidade há camadas de gente com preparo e bom emprego, outras camadas com emprego mais modesto e os que não tem emprego nenhum.

         Os Estados não tem entendido isso e não se preocupam em tentar corrigir essa degradação.    “A atual ausência de propósito ético no Estado reflete um declínio no propósito ético em toda a sociedade”.

         O surgimento do Estado Ético    (p 57)

Esforço pós guerra (pós 1945) e o Estado provendo saúde, previdência etc.    Numa social-democracia comunitária.   Tanto nos USA quanto na Europa “por trás da poeira levantada pelas disputas políticas, entre 1945 e 1970 foram mínimas as divergências entre os líderes dos principais partidos”.    “Nas primeiras décadas do pós guerra, os ricos aceitaram alíquotas de imposto de renda que ultrapassavam 80%...”

No decorrer do tempo, “o Estado ético se metamorfoseou no Estado Paternalista”.

Por volta do ano de 2017 já o eleitor da social democracia foram abandonando essa pauta.  Caiu a votação de quem apoiava a social democracia.

O declínio do Estado Ético   (p 58)

A economia demandando mais tecnologia e mais especialização da mão de obra.  Mais cursos superiores e vai se distanciando a condição econômica dos trabalhadores especializados em relação aos menos qualificados.

No mundo atual, o apreço que as pessoas tem em mais alto grau é em relação à sua própria posição no trabalho especializado, mais do que o apreço à nacionalidade.

Ao contrário, os trabalhadores com menor especialização dão mais apreço à nacionalidade.   No mundo atual...   “as costuras no tecido da nossa sociedade tem se esgarçado”.   “Por toda ela, todos simplesmente maximizam seu próprio apreço”.

Continua no capítulo 6

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Cap. 4 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor PAUL COLLIER (2018)

 capítulo:   4                                        janeiro de 2026

 

         O autor diz que os economistas sempre focaram em Adam Smith por sua obra Riqueza das Nações e relegaram a segundo plano a obra dele chamada A Teoria dos Sentimentos Morais.    Na atualidade se nota a relevância desse segundo livro e este tem correlação com o anterior dele.

         A Riqueza das Nações (livro)    ...”as pessoas são motivadas em parte pelas necessidades que constam no livro A Riqueza das Nações e em parte pelos deveres citados no livro A Teoria dos Sentimentos Morais”.

         Pesquisas recentes da Psicologia mostram que grupos de pessoas ao responderem perguntas sobre o que mais se arrependem em relação ao passado,  a grande maioria não fala do econômico, mas do lado dos deveres, do lado humano.

         “Os remorsos que doem, em sua maioria esmagadora, são falhas em atender aos deveres quando deixamos alguém na mão, não cumprindo uma obrigação, um dever”.

         ...”a enorme expansão do cérebro ocorrida nos últimos dois milhões de anos foi ocasionada pela necessidade de socialização”.

         ...”o pragmatismo tem seus perigos.  A liberdade de deduzir ações morais caso a caso precisa ser contida por nossas limitações intrínsecas”.

         ...”nossos juízos não são melhores do que nosso conhecimento”.

         ...”limitações..”    ...”nossos juízos morais individuais são falíveis”.

         Como Surge a Reciprocidade      página 36 do livro

         Ser egoísta ou ser altruísta

         “Por muitos milênios, os seres humanos só conseguiram sobreviver graças à cooperação em grupo...”.     Estar sozinho significava morrer.

         “A seleção natural eliminou o homem econômico racional a favor da mulher social racional: somos equipados para desejar além do alimento, o pertencimento e o apreço”.

         ...”o dom de falar e transmitir ideias”.     Só o ser humano os tem.

         ...”a transgressão de uma norma custa apreço:  como vimos, quando as pessoas se comportam assim, depois lamentam”.

         ...”fake News, notícias falsas.   Verdadeiras ou falsas, as histórias tem poder.    “Na devastadora análise que fizeram da crise financeira, George Akerlof e Robert Shiller, ambos laureados com o Prêmio Nobel, concluem que as histórias agora não se limitam meramente a explicar os fatos; elas são os fatos”.

         “As narrativas são exclusivas do Homo sapiens”.

         O autor fala da economia de escala.  Na ponta oposta, fala do artesanal antiquado da África e a pobreza do povo.  (Não menciona causas no caso africano onde houve a drenagem de riqueza no sistema colonial)

         “No nível mais elevado, muitas atividades, como a regulação, o fornecimento de bens e serviços públicos e a redistribuição de renda, tem sua melhor organização nas mãos do Estado”.    O líder tem que ser coerente em seu comportamento e ações.

         ...”os líderes não são apenas amplamente ouvidos, são também amplamente observados e, assim, não podem se permitir contradições entre o que dizem e o que fazem”.

         ...”se você diz que você e eu somos nós, mas favorece a si mesmo, desmerecerá a narrativa de pertencimento”.

         ...”os líderes perigosos são os que recorrem apenas à imposição”.

         O Acréscimo de Obrigações

         ...”é mais provável que as ideologias nos levem de volta à vida sórdida, brutal e curta do que nos conduzam às utopias que imaginam”.

         (na proposta do autor, a via do pragmatismo evitaria isso)

         Um exemplo recente do povo britânico que colocou norma para a escola não tratar os responsáveis pelos estudantes por pais ou mães buscando ser abrangentes com casais do mesmo sexo.   Só que complicou as coisas e a emenda ficou pior que o soneto como se diz.    O dano foi maior que o benefício aos que pleitearam essa nova postura com amparo nas normas.

         Colocaram no caso a ideologia acima do pragmatismo...

 

         Continua no capítulo 5

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Cap. 3 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. em Oxford (2018)

 capítulo 3                    janeiro de 2026

 

     “Haverá críticos...    “Mas o livro é uma tentativa séria de aplicar novas correntes de análise acadêmica às novas inquietações que assediam nossas sociedades”.

         “As sociedades capitalistas, além de serem prósperas, precisam ser éticas”.

Estado, empresa e família.    “Proponho a possibilidade de fortalecer a ética comunitária em cada uma delas, com políticas que reequilibrem o poder”.    “Tomo como base essa ética comunitária prática...”

Sugere inclusive ações na área tributária para diminuir a desigualdade das metrópoles em relação ao interior.    “Para dar certo, é preciso todo um leque de políticas inovadoras coordenadas e contínuas”.

...”Não há nenhum pressuposto analítico de que a migração gere ganhos para a sociedade de destino ou para a sociedade de origem dos migrantes; os únicos ganhos inequívocos são os dos próprios migrantes”.

Item -  Um Manifesto

         A esquerda apostou na presença do Estado mediando os anseios do povo e não foi bem sucedida.   “A direita pôs fé na crença de que, rompendo os grilhões da regulamentação estatal – o mantra libertário – libertar-se-ia a capacidade do interesse próprio de enriquecer a todos”.    “Foi um exagero colossal da magia do mercado...”

         “Precisamos de um Estado atuante, mas que aceite um papel mais modesto; precisamos do mercado, mas refreado por um senso de propósito solidamente radicado na ética”.

         O autor lança um termo para denominar sua proposta:   “um maternalismo social”.      ...”Suas políticas tributárias impediriam que os poderosos se apropriassem de ganhos que não merecem, mas não tirariam lépidas e fagueiras o rendimento dos ricos para entregar para os pobres”.

         “O fundamento filosófico dessa pauta é a rejeição da ideologia”.

         ...”As origens do pragmatismo se encontram em Adam Smith.   O autor cita alguns presidentes que foram pragmáticos e colocaram ordem eu seus países e destaca que  houve estudos demonstrando isso.   Cita o livro O Dilema do autor Jonathan Tepperman.

         “Estavam preparados para ter firmeza quando necessário: a disposição de negarem favorecimento a grupos poderosos foi o grande indicador de sucesso.”

         ...”O pragmatismo deste livro se fundamenta de modo sólido e sistemático em valores morais”.

         Do outro lado, estão os ideólogos.   “São eles os que dominam atualmente os meios de comunicação”.

         Parte Dois

         A Retomada da Ética

         As bases da moral do gene egoísta ao grupo ético...

         ...”Os seres humanos precisam de um propósito na vida, e o capitalismo não o está fornecendo”.   “Mas poderia”.    “O propósito propriamente dito do capitalismo moderno é permitir a prosperidade das massas”.     (página 30 desta edição).

         Necessidades e Deveres

         “Homem social”.    “O homem social se preocupa com o que os outros pensam ao seu respeito: ele quer ser apreciado.   O homem social continua a ser racional – ele maximiza a utilidade – mas obtém utilidade não só do consumo como também do apreço”.     “Assim como a ganância e o pertencimento, ser apreciado é uma motivação básica”.

 

         Próximo capítulo:   4

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Cap. 2 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER (Professor de Oxford) 2018

 capítulo 2                        janeiro de 2026

 

     Os novos ídolos da política com propostas de soluções mágicas e simplistas...    “Os líderes com essas habilidades vem de um grupo minúsculo: as celebridades da mídia”.

         As soluções para os problemas atuais...  “são construídas a partir de dados e análises e, assim, requerem a serenidade mental do pragmatismo.  Todas as políticas apresentadas neste livro são pragmáticas”.

         O autor teve infância pobre no interior da Inglaterra e sentiu na pele e na vizinhança a luta pela sobrevivência numa pequena cidade.   O estudo o levou a se formar professor da prestigiada Universidade de Oxford.   Foi aluno bolsista para poder chegar onde chegou.

         “Há mais médicos sudaneses em Londres do que no Sudão.”    E estes médicos estudaram na Inglaterra e não querem voltar ao país africano pobre no qual nasceram por não verem perspectiva  de futuro lá.

         O Triunfo e a Erosão Social da Social – Democracia

         No passado o norte da Inglaterra foi o berço da Revolução Industrial e foi o lugar onde mais cedo se percebeu a questão social se agravando.

         O povo pobre apelava para cooperativas como forma de superarem as dificuldades.   “Ao se unirem, essas cooperativas serviam de base para os partidos políticos de centro-esquerda: os partidos da social-democracia”.

         Implantaram políticas pragmáticas para atender a população em áreas como assistência médica, aposentadoria, acesso ao ensino, seguro desemprego...   mudando a vida das pessoas.

         Nos tempos mais recentes no Ocidente os partidos da social democracia vem perdendo apoio.   Casos da Alemanha, Itália, Holanda, Noruega e Espanha.    (página 10)

         A explicação deste autor:  “A razão é que os sociais-democratas de direita e esquerda se afastaram de suas origens fundadas na reciprocidade prática das comunidades e foram capturados por um grupo de pessoas totalmente diferentes, que ganharam uma influência desproporcional:  os intelectuais de classe média”.

  A social democracia foi bem entre 1945 e 1970 por conta de...   “uma identidade comum forjada no esforço nacional que deu certo”.

         Corrigindo    (nome de um capítulo)

         Frente aos desafios, as sociedades tem buscado soluções mais superficiais, tipo falar em treinar a mão de obra etc.

“Raramente se convertem em estratégias viáveis”...    “Procurei fazer algo melhor.   Procurei unir uma crítica coerente ao que deu errado e formas práticas de sanar os três divisores que cindiram nossas sociedades”.

No meu projeto  “de pretensões grandiosas, me inspirei num livro de enorme influência que, mais de sessenta anos atrás, fez exatamente isso”.

Livro:  “ The Future of Socialism (O Futuro do Socialismo) de Anthony Crosland deu consistência intelectual à social-democracia durante seu apogeu”

...”aceitar o capitalismo não é fazer um pacto com o demônio”.    ... “para funcionar para todos, o capitalismo precisa ser gerido de uma forma que traga não só produtividade, mas também um propósito”.    “E essa é a pauta: o capitalismo precisa ser administrado, não derrotado”.

O autor cita vários especialistas em temas que dialogam com este livro e destaca que destes, captou pontos importantes para sua obra.      “Tentei integrar as percepções desses grandes intelectuais”...   “Haverá os críticos...”

         Continua no capítulo 3

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Cap.1 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO (2018) - Autor - PAUL COLLIER (Professor da Universidade de Oxford - Inglaterra)

 

14-01-2026     Autor:  PAUL COLLIER  (britânico)   ano 2018 

         Citação na orelha da capa do livro pelos editores da LP&M

         ... “nós perdemos o sentimento de coletividade e de obrigação ética para com os outros que foi tão crucial para o boom econômico do século XX”.      ...”levando a abalos da estatura de Trump, do Brexit e do fortalecimento mundial da extrema direita”.

         O autor do livro é Professor de Economia e Políticas Públicas na Universidade de Oxford (na Inglaterra).    Já lecionou em Harvard.   É articulista dos principais jornais dos USA.

         Parte Um do livro – A Crise   -  I  - As novas inquietações

         ... as desigualdades econômicas geográficas que antes vinham encolhendo passaram a se ampliar rapidamente.

         Polos de desenvolvimento concentrados em grandes centros...   enriquecendo  .... Além de enriquecerem muito mais que o interior, estão de distanciando socialmente e não  representam mais a nação que “muitas vezes, tem a capital nessas mesmas metrópoles”.

         Quem tem tido mais vantagem:   “são os instruídos com mais qualificações”.   “Fundiram-se numa classe, encontrando-se na universidade e desenvolvendo uma nova identidade comum, na qual o apreço decorre do grau de qualificação”.

         “ao se fundiram numa classe dominante, os instruídos confiam mais do que nunca nos governos e uns nos outros”.

         As novas tecnologias e migração de tarefas semi especializadas para a Ásia.   Os perdedores foram os empregados mais idosos e os jovens que estão tentando entrar no mercado de trabalho.

         “Entre os trabalhadores de mais idade, a perda do emprego muitas vezes leva à dissolução da família, ao alcoolismo, às drogas e a violência”.

         Nos USA, os que tem menos instrução estão tendo tendência à queda da expectativa de vida, mesmo a ciência tendo trazido soluções inovadoras à sociedade para uma maior expectativa de vida.

         Na Europa o problema é menos grave porque o Estado costuma dar mais assistência às pessoas mais vulneráveis.     ...”os trabalhadores supérfluos, acima dos cinquenta anos, bebem a borra do desespero”.

         Grande parte da Europa com grave problema de desemprego.    “Um terço dos jovens italianos estão desempregados  (2018).”...    “algo que não se via desde a recessão de 1930.”

         Pessimismo entre os jovens.   “inúmeros jovens estimam que terão padrão de vida inferior ao dos pais”.     ...”nas últimas quatro décadas tem visto uma deterioração no desempenho econômico do capitalismo”.

         “A grande credencial do capitalismo de trazer uma melhora constante no padrão de vida geral deixou de ser impecável”.

         “Nos USA, o centro emblemático do capitalismo, metade da geração dos anos 80 está pior, em termos absolutos, do que a geração dos seus pais quando tinham a mesma idade deles”.    Gera pessimismo.

         “Entre os trabalhadores brancos americanos, esse pessimismo atinge um patamar assombroso de 76%.   E os europeus são ainda mais pessimistas do que os americanos”.

         Esses mais fragilizados andaram apostando em Trump contra Hillary Clinton, ingleses contra a Comunidade Europeia, apoiando o Brexit, na França, eleitores dando 40% de votos à direita de Marine Le Pen.   Algo semelhante ocorreu na Alemanha.   Nos quatro casos, USA, Inglaterra, França e Alemanha, as metrópoles dos respectivos países votaram diferente do interior.   As regiões metropolitanas (menos prejudicadas) votaram menos na direita e a maioria do interior, no desalento votaram na direita.

         Continua no capítulo 2

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Cap. 6/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora - VIRGÍNIA WOOLF (1927)

capítulo final   6/6    (final)

         Em certo momento o barco ancorado no mar, o amigo pescando embarcado, o filho James cuidando das manobras do barco e o pai lendo.  O filho com ódio do pai.     “Por que se demoravam ali?    ... James sempre conservava esse velho símbolo de pegar uma faca e ferir o pai no coração”.

         Recordações da infância do filho envolvendo agressões do pai quando o menino era pequeno.   Agora em pensamento o filho....    “aniquilaria aquilo que chamava de tirania, de despotismo:  forçar os outros a fazer o que não queriam, anular seu direito de falar”.

         Lily relembrando a Sra Ramsay,  “sem uma única palavra, o único símbolo que indicava ter ela uma missão a cumprir no vilarejo era sua cesta no braço.   Partia para visitar os pobres, para sentar-se em algum quartinho entulhado.  

         Notava quando ela voltava   ... entre risonha e comovida...

         Lily e o poeta agregado da casa, idoso, no pensamento de Lily sobre os tempos que a Sra Ramsay visitava os pobres.   

         “Ambos tinham certa noção da inutilidade daquela ação e da supremacia do pensamento”.

         O fato de ela continuar as visitas representava uma reprovação para eles, dava um rumo diferente ao mundo.

         Já perto do farol e o Sr Ramsay não desgruda da leitura.  O filho acha que é uma forma do pai fugir do diálogo.

         ...

         - “Ele está se saindo muito bem – disse Macalister, elogiando James.  – Está mantendo a vela bem firme.”

         Mas seu pai nunca o elogiava, pensou James inexoravelmente.

         O Sr. Ramsay tinha então 71 de idade e o amigo Macalister, 75.

         Na chegada ao farol, enfim, o pai elogiou o filho por ter pilotado o barco com perícia.

         No desfecho, Lily termina enfim de pintar a tela com o cenário do barco se dirigindo ao farol e ela pensando em toda a carga emocional da relação com a família que a acolhia.    Barco que carregava no pensamento dela afetos, lembranças que ficavam trancados na memória dela somente.

No farol, o desfecho do gesto do Sr Ramsay chegar ao farol e entregar mantimentos ao faroleiro.     Gesto adiado por toda a trajetória do livro e que dá o cair do pano.      Fim                            12-01-2026

 

         (gratidão aos que tem acompanhado as resenhas.    O próximo livro da cabeceira será O FUTURO DO CAPITALISMO – Enfrentando as novas Inquietações -  autor: Paul Collier – editado em 2018)


domingo, 11 de janeiro de 2026

Cap. 5/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora VIRGÍNIA WOOLF (ficção de 1927)

A autora cita o ato de colher flores no dia de São Miguel, 29 de setembro.
A casa dos Ramsay, passado um longo tempo, abandonada.
“Os livros e as coisas estavam mofados”. ...”as roupas da Sra Ramsay estavam cheias de traças”.
Capítulo III – O Farol
Tempos de guerra. Três mortos na família. A senhora Ramsay morreu, uma filha no parto e um filho nos combates na guerra.
A casa ficou bastante tempo abandonada.
O Sr Ramsay de volta na velha casa.... A pintora Lily, quarenta e quatro anos de idade, velha amiga da família e convidada sempre.
O Sr Ramsay e Lily. ...”aqui estava ele, parado a seu lado. Dar-lhe-ia o que pudesse. ...ele gostava dela... sua mulher gostara dela...
Depois de um tempo calada, Lily elogia as botas do Sr. Ramsay. “Então ao dizer alegremente: “Ah, mas que lindas botas! merecia, bem o sabia – e ergueu os olhos, esperando-o, num de seus súbitos rompantes – ser completamente aniquilada”.
Em vez disso o Sr Ramsay sorriu. Sua fraqueza, seu luto, suas enfermidades sumiram”.
Nisso chegam dois dos filhos dele e a conversa termina.
O Sr Ramsay e os filhos Can e James aprontam as mochilas e finalmente estão partindo para o farol. Farol que no livro tem muito de metáfora. Algo material tão presente, mas simbolicamente tão inatingível.
Mar revolto, ventos, ...
Ramsay com o casal de filhos no barco navegando para o farol, levando também um amigo que estava acompanhado pelo filho. Teriam ido a contragosto nessa travessia. O amigo foi inquieto e parecia torcer para que a travessia tivesse contratempo e não conseguissem chegar ao farol.
No percurso, Ramsay pede para o amigo relembrar da tempestade ocorrida num Natal. Naquele episódio tiveram que se refugiar na baia vários navios e três deles afundaram por conta da tempestade.
Sobre a atitude de Ramsay de levar mercadorias em oferta até o farol:
“Tinham sido forçados, tinham sido instados a vir”. Ele os oprimira mais uma vez ... obrigou-os a obedecer à sua vontade naquela linda manhã, só porque desejava ir ao farol, carregando esses embrulhos, e tomar parte nesses rituais...” em memória dos mortos e que eles detestavam”.
Por isso se arrastavam atrás dele, e toda a alegria estava estragada.
...
Lily tentando pintar um quadro da baia vendo ao longe o que seria o barco dos amigos. Ela refletindo: “A compreensão que ela não lhes dera, oprimia-a. Tornava-lhe difícil pintar. Sempre o achara complicado.
Continua no capítulo final 6/6