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segunda-feira, 27 de abril de 2020

RESUMO - LIVRO - A ELITE DO ATRASO - AUTOR: PROFESSOR DR JESSÉ SOUZA - EM VÁRIAS ETAPAS ABAIXO. ABRIL 2020

FICHAMENTO DO LIVRO – A ELITE DO ATRASO
AUTOR: JESSÉ SOUZA 13-04-2020 parte 1/6 fichamento pelo Eng.Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida
O autor é Professor Universitário (UFF Universidade Federal Fluminense), fez estudos no Brasil, Alemanha e USA e tem mais de 20 livros publicados. Já assisti palestra com ele aqui em Curitiba-PR
A epígrafe do livro: Frase de Dom Helder Câmara
“Se dou comida aos pobres, me chamam de santo. Mas quando pergunto por que são pobres, me chamam de comunista”.
Página 8 - ...” é também uma crise de ideias”. Velhas ideias que nos legaram no tema corrupção política como o grande problema nacional. É falso, apesar de ter um grão de verdade.
8 – Faz um contraponto às ideias expressas em Raizes do Brasil, livro de Sergio Buarque de Holanda, livro de 1936. Destaca que Sociólogos atuais seguem as pegadas do autor citado. Cita também no contexto Raymundo Faoro, Fernando Henrique Cardoso (enquanto Sociólogo), Roberto DaMatta. O autor diz que mesmo intelectuais da esquerda no Brasil tem a cabeça feita por essa corrente que o autor cita como velha e inadequada.
8 – Sergio Buarque ao seu modo respondeu a três perguntas:
De onde viemos?
Quem somos?
Para onde (provavelmente) vamos?
Passou a ser a interpretação oficial do povo brasileiro.
Esse discurso legitima a Operação Lava Jato. Também com essa interpretação, a Rede Globo legitima sua violência simbólica. O STF se legitima.
Sergio Buarque construiu uma narrativa totalizadora, assim como a narrativa das religiões que não podem dar margem a lacunas e dúvidas do Brasil e sua história.
Segundo ponto: Sergio Buarque criou a legitimação perfeita para uma dominação oligárquica e antipopular com aparência de estar fazendo crítica social. E isso que o faz ser amado pela direita e pela esquerda.
9 – Até os últimos dois séculos, quem construía a visão de mundo eram os religiosos. Depois, nestes dois séculos recentes, passou aos intelectuais, à Ciência.
No passado, a visão de mundo “vinha de cima”, do sagrado e ficava muito difícil fazer a crítica. (que o diga Galileu...)
9 – Hoje o mundo em crise e essa aceitação de que é assim por algo que veio do sagrado perde parte da “naturalidade” e fica menos difícil estudar e contestar. É hora de desconstruir as velhas verdades que nos oprimem.
9 – Desafio: “Mas é preciso que se reconstrua um novo sentido que explique e convença melhor que o anterior”.
10 – Destaca que em Portugal não existia a escravidão e se usou largamente a escravidão aqui no Novo Mundo.
Uma tese do autor tem a ver com o tanto que a escravidão marca o nosso País. Coisa que o Sergio Buarque passa como algo meio natural. Outra tese do Professor Jessé envolve discutir a luta de classes...
11 – Sergio Buarque não dá importância à luta de classes e constrói aquela do brasileiro “cordial” e Roberto DaMatta, a tese do “jeitinho brasileiro”.
11 – Criou-se o mito do confronto entre um Estado corrupto e patrimonial e um mercado virtuoso.
11 – A mídia nada faz para clarear isto.
Capitulo: O Racismo de Nossos Intelectuais.
O brasileiro como vira-lata. Estudar a coisa. O poder. É ele quem nos dirá quem manda e quem obedece. Quem fica com os privilégios e que é o excluído.
Raymundo Faoro - ...”de que o Estado abriga uma elite corrupta que vampiriza a nação”.
13 – O autor aqui mostra que a Lava Jato fez o que fez com apoio da mídia e facilitou a privatização dos campos de petróleo e lesou o Brasil de forma marcante. Diz que isto sim é a corrupção real que nos afeta. Mas o sistema torna invisível essa manobra e essa entrega, essa rapina contra o País.
13 – Se comparar o achaque no Brasil com o mundo das drogas, ele diz que os políticos são os “aviõezinhos” que levam uns trocos mas a fortuna quem faz está no mundo privado e manipula o poder real. Estes do poder não aparecem diretamente no palco da política. Ficam na “sombra”.
13 – “O imbecil perfeito é criado quando ele, o cidadão espoliado passa a apoiar a venda subfaturada desses recursos (petróleo, etc) a agentes privados imaginando que assim evita a corrupção estatal”.
14 – Lembrou da entrega da Vale do Rio Doce na gestão FHC nos anos 90. Entregaram na bacia das almas a empresa que hoje em dia drena nossa riqueza e paga um royalt irrisório. (fora os danos ambientais)
O povo não vê porque criaram o espantalho perfeito que é o “estado corrupto” o culpado de tudo.
14 – Sem a ajuda dos intelectuais respeitados entre nós, a mídia não teria o caminho livre para ajudar o “poder real” a nos distrairmos com o “Estado corrupto” e olhássemos para as reais rapinas das nossas riquezas.
15 – Força do culturalismo conservador entre nós.
15 - ... “em condições normais ninguém pensa além do seu tempo”. O senso comum tem limitação para ver de forma mais abrangente.
16 - ...”a inovação possível de um mesmo paradigma é sempre superficial e nunca sequer toca o aspecto fundamental”.
16 – Nas Ciências Sociais o conceito “racista” e o “culturalista”.
Até a década de 20 a ciência usava o conceito de diferentes raças (cor, etc) para justificar intelecto, etc.
17 – O culturalismo substituiu o racismo, mas sem mudar paradigma. Os americanos dentro do culturalismo colocam a teoria da Modernização como “padrão” e que os demais para estar bem na foto, teriam que seguir o seu padrão. Surgiram N pesquisas empíricas para sacramentar essa “verdade”.
17 – Cita o americano Talcott Parsons que usou seu prestígio junto a gente de projeção nos USA e com apoio do governo fez campanha lá e no mundo, inclusive no Brasil, sobre a “maravilha da riqueza e democracia americana”.
(hoje com a pandemia fica claro que eles não são o padrão que andaram vendendo – observação do leitor)
18 – Ninguém na mídia cria conhecimento.
19 – Hoje em dia dizemos que superamos o racismo, mas se pratica a separação entre seres humanos “de primeira classe” e de “segunda classe” como os americanos fazem em relação a latinos, africanos e asiáticos.
19 – Acreditam em algo sem respaldo científico. “Os seres superiores seriam mais democráticos e mais honestos que os inferiores, como os latino-americanos, por exemplo”.
“Superiores” os países que tem a condição de domínio, legitimando esse domínio.
19 – Hoje nos USA e Europa ninguém deixa de achar inferiores os latino-americanos e africanos.
20 – Dominadores, fazem seu povo não reclamar do seu país porque este seria “melhor” que os outros.
20 – Se ajudam entre os “superiores” e acham mais fácil expropriar as riquezas de povos que se acham mesmo inferiores e desonestos.
O povo aceita isso bovinamente e até os especialistas entram no jogo.
20 – Os classe média daqui se sentem “alemães” e se julgam acima do povo inclusive nas suas certezas. Taxa o povo de preguiçoso, ignorante, que vota mal, etc.
21 – Povo explorado, os de mais estudo e recurso, acham natural o privilégio.
22 – Quem faz a cabeça dos mais humildes ao longo de séculos foram os religiosos. Os valores morais e a salvação. Depois o mundo secular com interesses mais diretos do capital...
Pessoa culta tem espírito (na visão da exploração) e não culto é só corpo, quase animal. Homem culto é espírito e mulher culta é afeto.
23 – Divisão sexual do trabalho. Relega à mulher o trabalho invisibilizado e desvalorizado na casa e no cuidado dos filhos.
Não refletimos sobre isso. Parece coisa tão natural ignorar isso como o ato de respirar.
Força poderosa porque a tornamos naturais ou melhor, naturalizadas.
“Esquecemos que tudo que foi feito pelo ser humano, também pode por nós ser refeito”.
23 – As 500 maiores empresas do mundo. Os CEOs delas, 492 são homens.
23 - ... enorme eficácia para colonizar a mente e o coração também de quem é inferiorizado e oprimido.
.................... continua.