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sábado, 27 de novembro de 2021

CAP. 21/35 - fichamento - livro - HUMANOS DE NEGÓCIOS - Histórias de homens e mulheres que estão (re) humanizando o capitalismo. Autor: RICARDO V CUNHA - Ed. Voo - ano 2020

 CAP. 21/35

         Outra Humana de Negócios – Thaís Corral     -  Ativista Acidental

         Em 1992 o mundo voltou a atenção pra o Rio de Janeiro para a ECO 92 da ONU, conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

         A ONU já tinha em 1972 promovido a primeira  Conferência ECO  em Estocolmo na Suécia.

         Um ano antes da ECO 92 no RJ, se reuniram nos USA várias mulheres para elevar a voz feminina em debates da ONU sobre justiça social, econômica e ambiental.    O Grupo WEDO.   O grupo era liderado pela senadora e ativista de Direitos Humanos Bella Abzug.  Havia e há outras lideranças internacionais que participam do grupo WEDO, sendo duas brasileiras:  Ruth Escobar, a primeira  Presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e Thaís Corral, ativista e articuladora de duas organizações no Brasil.   Nessa época (1991) Thaís era relativamente jovem e nem tão conhecida com seus 33 anos de idade.   A missão incluía ser uma voz do Brasil em eventos da ONU.   Ela tinha como missão representar o Brasil e articular ações na América Latina.   A voz feminina e a Sustentabilidade econômica, social e ambiental.

         Thaís é filiada ao Partido Verde.   Se viu organizando o Planeta Fêmea, evento no RJ em 1991 no qual passaram 1.500 mulheres de todas as partes do mundo.  Foram 14 dias de evento.

         Em tempos anteriores, início da década de 80, Thaís estava trabalhando em rádio em Roma.

         Descendente de espanhóis, ela nasceu em Macaé-RJ.  Ela diz:   “Meu avô fez o primeiro restaurante vegetariano do Brasil em São Paulo.   Ela nasceu numa família vegetariana.   “Minha mãe nunca comeu carne e nunca foi à escola.  Aprendeu a ler e escrever em casa, com professora particular”.

         “Me incomodava com a gente era diferente”.    O pai dela morreu cedo e ela sentiu uma força.   “Eu estava preparada”.   Disse:  “eu vou dar conta”.  Isso aos 14 de idade.    A mãe ficou abalada com a perda do marido e ela ajudava a cuidar da mãe e dos dois irmãos mais novos.

         Foi boa aluna.  Queria no futuro resgatar a fábrica do pai.   Fez Administração de Empresas na renomada FGV Fundação Getúlio Vargas.

         Ela foi aluna da turma do Gustavo Franco e outro que também como ele, foi ministro.     Ela deixou o curso no meio e foi para a Europa, inclusive na região dos seus ancestrais na Espanha.

         Na Itália, se apaixonou pelo lugar e a vida em si.    Conseguiu emprego na área jornalística e foi parar numa emissora de rádio e fazia locução.  Assuntos da mulher.

         Aos 28 de idade, retornou ao Brasil por um mês, já com Bolsa de estudo nos USA.   Estudou no Programa Família, Gênero e Idade.

         Brasil na década de 70.   Cresce a população urbana (migração campo-cidade) e cresce a presença feminina no mercado de trabalho.  Tempo de transformações e demandas como creche e outras mais.   Ela retornou ao Brasil em 1987 em tempos de ebulição após o fim da Ditadura Militar que acabou em1985.    Ela começou a se reunir com um grupo formado pelo Fernando Gabeira, Carlos Minc, Lucélia Santos e outros e deram origem ao Partido Verde.  Neste, criaram um grupo de mulheres chamado de Bando das Mulheres.

         Teve convite para formar na América Latina uma rede de jornalistas mulheres ...  “que repercutissem a voz e ações inovadoras das mulheres na A. Latina”.   Encarou o desafio.   “Um grande desafio que abracei com muita garra”.

         Em 1980 foi criado o Partido Verde alemão.  Criado por ambientalistas, pacifistas e ativistas dos Direitos Humanos.   Queda do muro de Berlim em agosto de 1989.    Como foi dito, ela teve participação no evento Planeta Fêmea em 1991 que antecedeu a Eco 92 ou Rio 92.

         “Quando deixei a FGV Fundação Getúlio Vargas, eu nunca imaginei que chegaria a esse lugar de visibilidade e poder”.   Fui uma das poucas brasileiras que foi a todas as Conferências da ONU nos anos 1990.

         ... fui como sociedade civil, não pelo serviço diplomático.

         Em 1998 ela perdeu uma amiga, também da luta pelas causas sociais.  Resolveu  fazer um sabático.  Um período de estudos.    ...”abraçou os ensinamentos da antiga escola Nyingma do budismo tibetano”.

         Foi fazer Mestrado na tradicional Escola de Governo de Harvard nos USA.   Nesse tempo ela estava com 42 anos de idade.

         Neste curso, um dos seus professores foi Ron Heifetz – que tem um curso que muda cabeças.   Ele criou o conceito de liderança adaptativa, em que a liderança é uma atividade que se faz mobilizando recursos para a mudança.

         Após isso ela deu outra reviravolta na carreira.

         Ajudou a criar a WEDO, Redeh e Cenima.   Teve o reconhecimento e homenagem desde o Vale do Silício até na UNESCO, órgão da ONU.

         No Brasil ganhou o Prêmio Abril de 1999 e foi a Mulher do Ano do Brasil em 2001.

                   Continua.....

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