Total de visualizações de página

quinta-feira, 20 de abril de 2023

CAP.04/10 - fichamento do livro de ficção - TERRA SONÂMBULA - do autor moçambicano MIA COUTO

 

capítulo 04/10

 

         “Você ainda continua com essa mania de encontrar seus pais?”   Está proibido!  Ouviste?”

         A fome e a sede fizeram os dois entrarem na mata em busca de comida e de água.   O velho não via nada a perder.  O menino tinha medo de perder os cadernos com os relatos do menino Kindzu.

         A fome...   “fazendo-os arrotar o seu próprio jejum”.

         A história que o velho contou ao menino.   Aldeias arrasadas, seis crianças mortas.   Ordem de enterra-las.  Uma delas, ainda viva.   O velho não deixou enterrar essa criança.  Os homens protestaram e ouviram ele dizer:  “É meu sobrinho.  Perguntaram.  E você cuida dele?    Sim, eu lhe trato.

         O menino ficou quase morto por fome e por comer mandioca azeda.  Lá eles chamam essa mandioca que contem ácido cianídrico HCN de maquela.

         O menino quase morreu mas no outro dia se restabeleceu.   O velho ficou comovido.  Teve mais carinho pelo menino do que lembrança dos próprios filhos.   E o velho disse:   - “Tu vais chamar Muidinga, decidiu”.  Mesmo nome do filho mais velho de Tuahir, filho que já morreu.

         Capítulo – Terceiro Caderno de Kindzu   - Matimati, a terra da água

         O navio naufragado e o do barquinho bisbilhotando o navio.  Surge uma mulher.   “A beleza daquela mulher era de fazer fugir o nome das coisas”.

         Quarto capítulo – página 63 do livro – A lição do Siqueleto

         Cacimbo seria o orvalho.   Vegetação orvalhada.

         Um estranho velho solitário que ficou numa aldeia onde todos fugiram da violência da guerra.   O velho caçou os dois caminhantes numa armadilha cavada no solo e os levou para casa.   O velho não tem dentes.

         Insulta os dois aprisionados.  “Vocês são fugistas, nosso mal está nos dentes”.  São os dentes que convidam à fome.  É por isso que retirei toda a dentaria”.  Guarda os dentes numa lata.

         O velho e o menino presos na rede.   O velho preso conta uma grande história de guerra e de paz para seus povos.   O desdentado se aquieta e dorme.

         O menino fica surpreso com as palavras do seu velho companheiro.  Tuahir pergunta ao amigo.

         - “Acreditaste em mim?   Fizeste bem.  Te dou um conselho:   não confiem em homem que não sabe mentir”.

         Quarto caderno de Kindzu   - A filha do céu.

         Farida teve muita má sorte.       Na crença se sua gente, nascer gêmeo é sinal de grande desgraça”.

         Farida, uma das gêmeas que foi criada pelo casal de portugueses.   Isto porque a mãe das gêmeas teve que “dar fim” numa delas e descartou Farida.

         Farida quando já mocinha, criada por um casal de portugueses.  Ele de olhos gulosos nela.   Virgínia, a esposa do português, sofria de saudade dos parentes de Portugal.   Desenhava fotos deles.  Sobrepunha as fotos que desenhava como se eles tivessem visitado ela.

         “As fotos sobrepostas traziam novas verdades a uma vida feita de mentiras”.    Virgínia um dia contou sua vida para Farida e depois pediu a ela para escrever cartas como se fossem os parentes da portuguesa.   As cartas depois eram lidas por Farida para Virgínia escutar e esta se emocionava muito.    Tanto que até Farida ficava emocionada e quase nem acreditava que o que ela inventava mexia tanto com o sentimento da portuguesa.

         Escondida do marido, um dia Virgínia entregou Farida para o padre leva-la para a Missão.  Já sentia que não podia mais cuidar da moça.   E a chamou de filha pelo carinho que tinha por ela.

         Passado um tempo, o padre percebeu que Farida gostava muito de retornar para sua terra, seu povo.   O padre aconselhando a moça.  

         “O mundo não tem nenhuma utilidade.  A felicidade só cabe no vazio da mão fechada.   A felicidade é uma coisa que os poderosos criaram para ilusão dos mais pobres”.

 

         Continua no capítulo 05/10

Nenhum comentário:

Postar um comentário