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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Cap. 4/6 - fichamento do livro - PASSEIO AO FAROL - romance - VIRGÍNIA WOOLF (1927)

  

         Filhos e amigos reunidos e alheios à conversa dos adultos na mesa.  Imagina a Sra Ramsay que depois, no quarto, os filhos ririam dos assuntos dos adultos...

         A mãe pensando.  Sua filha seria mais feliz que as outras...

         (em tempo:   a autora deste livro nasceu no dia 25/01/1882)

         A família dela era amiga de intelectuais incluindo John Maynard Keynes que é uma referência na Economia com um olhar socialista.

         Nessas rodas de intelectuais....   “Virginia Woolf encontrava com frequência o jornalista Leonard Woolf, um socialista, com quem casou-se em 1912, aos 30 de idade.

         Ela sofreu psicologicamente com a I Guerra Mundial e depois, sucumbiu na II Guerra Mundial.    Se suicidou, atirando-se no Rio Ouse no dia 28-03-1941 aos 59 de idade.

         Ela deixou bilhete escrito.    “Tenho a impressão de que vou ficar louca.  Ouço vozes e não posso concentrar-me no trabalho.  Lutei mas não posso continuar”.   (aqui é parte do bilhete que deixou antes do suicídio).

         ...    À noite, a Sra Ramsay lendo depois de tricotar e o Sr. Ramsay lendo.    Ambos tentando reatar algum diálogo após as leituras.

         ...  “Assim permaneceram sentados em silêncio.   E ela percebeu que desejava ouvi-lo dizer alguma coisa”.     ... Ele em relação ao noivado da filha:    “Em relação a esse noivado, formava a opinião semelhante à que tinha sobre qualquer outro:   a moça era boa demais para o noivo”.

     ...   “Ele queria alguma coisa – exatamente o que ela achava tão difícil de lhe dar:  queria que ela dissesse que o amava.  Mas isso ela não podia fazer.   Ele conseguia dizer as coisas – ela nunca.   Assim, naturalmente, era ele quem sempre dizia as coisas e, por algum motivo, de repente se ressentia disso e reprovava”.

         “Uma mulher fria, era como ele a designava, nunca lhe diria que o amava.  Mas não era nada disso – não era isso.  É que ela nunca conseguia dizer o que sentia, isso era tudo”.

         Parte II  - página 111 do livro desta edição

         O tempo passa...    A casa dos protagonistas era iluminada por velas.  Casa ampla instalada no campo, fora da zona urbana.   Ambientada em 1927.

         Cita entre os jardins, roseiras, dálias etc.  

         ...” Poderia parecer quase infantil perguntar à noite, em meio a tal confusão, o quê, e por quê e para onde – perguntas que levam a pessoa adormecida a deixar o leito e buscar uma resposta.

         “O Sr Ramsay andando aos tropeções no corredor, esticou os braços, certa manhã, mas, como a senhora Ramsay morrera repentinamente na noite anterior, esticou os braços e eles continuaram vazios”.

         ...  Muitos tempos e a casa estava fechada e não habitada.      “Foi então que a senhora McNab, rasgando o véu do silêncio com  as mãos saídas da tina de lavar roupa... entrou resolutamente para abrir as janelas e varrer os quartos.

         ... a filha Prue Ramsay se casou...    Mais adiante, ela veio a falecer por problemas ligados ao parto...

          continua no capítulo 5/6

         “Ninguém  mais do que ela merecia ser feliz”.

         Na casa, à noite, a luz do farol entrava e saia alternadamente...

         ...”O Senhor Carmichael publicou, naquela primavera, um livro de poemas que obteve um êxito inesperado.   Diziam que a guerra despertara de novo no público o interesse pela poesia”.