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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Cap.17/19 - fichamento do livro - OS RETIRANTES - autor JOSÉ DO PATROCÍNIO (abolicionista) - escrito em 1879

                                                 01-10-2026 

         Eulália estava na praça e vê uma velha em trapos e que seria agora viciada em cachaça e ruim da memória.

         As pessoas da rua zombavam dela e Eulália reconhece que se tratava da dona Antonia, que no passado foi cozinheira do vigário Paula e que ela conhecia os detalhes do crime cometido por ele.

         Antonia nas ruas, conta aos transeuntes que sabia de tudo, do crime do vigário Paula e que este acusava Rogério Monte pelo crime, que depois o povo ficou sabendo que o criminoso era Paula e ele teve que fugir da paróquia.

         A velha procurava na capital, por Feitosa que foi vítima da tentativa de assassinato e que prometeu recompensa a quem achasse o criminoso para ele se vingar.   Um conto de reis de recompensa.

         Eulália ficou comovida ao ver o estado atual de Antonia.    Se esta encontrasse Paula na capital, o que seria dele?

         Eulália andando pela capital e avista o vigário Paula conversando com o vigário da capital.    Ficou em dúvida sobre abordá-lo ou não.        

         ... “o principal responsável pelas desgraças de sua família e de seus amigos”.

         Os vigários em diálogo.  O da capital tinha lido no jornal sobre o crime de Paula e do caso dele com Eulália e disse ao Paula.   Este que respondeu que tudo aquilo era mentira contra ele.

         O vigário da capital viu Eulália que estava por perto observando mas que não tinha chegado até eles.   O vigário disse ao colega que a moça que estava ali perto era uma bela morena.   E que ela seria retirante.    “As palavras do companheiro transpassaram como punhais e faziam com que o remorso sangrasse-lhe o coração”.

         Paula, tendo perto de si Eulália, sem abordá-la, fica no terror:   será que ela o acusou à polícia?

         O vigário  percebeu que Paula ficou muito impressionado ao ver Eulália e desconfiou que ele a conhecia.

         Paula se retirou de perto de Eulália e dobrou a esquina se esquivando dela.   Eulália deixou-o ir...

         “ – Deixá-lo ir, há de parar diante da sua própria ingratidão”.

         Eis que perto do palácio episcopal, Paula, tendo por perto Eulália que ele evitou  encarar, encontra agora a desvairada Antonia que foi cozinheira dele e conhecia o crime dele.    

         Daí Eulália joga na cara dele a pergunta diante de Antonia.    “- Não a conhece também, sr vigário?”.     A agora doida Antonia não reconhecia mais Eulália nem Paula, devido ao estado atual dela.

         Eulália cercou Paula para confrontá-lo pelos crimes e ele, sabendo que Antonia não se lembrava mais de nada e não era ameaça a ele, disse a Eulália que ela poderia ter furtado o punhal dele e oferecido o mesmo para alguém cometer o crime atribuído a ele.  Eulália ficou sem chão.  Desolada.

         Ele jogou umas moedas de cobre aos pés dela dizendo que era para pagar o que ele a ela devia e se retirou.  Terrível humilhação.    “E afastou-se tranquilamente, deixando Eulália imóvel de indignação.”

...    A tia Ana e as irmãs de Eulália foram aceitas num abarracamento para retirantes na capital, ainda sem encontrar com ela.

         O comissário local se postava como chefe de família exemplar e falava sempre em nome da fé em Deus e o amor aos irmãos...    Assim, alegando lotação nos alojamentos, mandou alojarem Ana e as sobrinhas num local melhor e mais reservado.   Não por bondade, mas com segundas intenções.  Os próprios retirantes que já conheciam a má fé do comissário zombavam da sorte das novas alojadas porque já conheciam as intenções do comissário.

 

         Continua no capítulo 18/19

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