01-10-2026
Eulália estava na praça e vê uma velha em trapos e que seria
agora viciada em cachaça e ruim da memória.
As pessoas da rua zombavam dela e Eulália reconhece que se
tratava da dona Antonia, que no passado foi cozinheira do vigário Paula e que
ela conhecia os detalhes do crime cometido por ele.
Antonia nas ruas, conta aos transeuntes que sabia de tudo,
do crime do vigário Paula e que este acusava Rogério Monte pelo crime, que
depois o povo ficou sabendo que o criminoso era Paula e ele teve que fugir da
paróquia.
A velha procurava na capital, por Feitosa que foi vítima da
tentativa de assassinato e que prometeu recompensa a quem achasse o criminoso
para ele se vingar. Um conto de reis de
recompensa.
Eulália ficou comovida ao ver o estado atual de Antonia. Se esta encontrasse Paula na capital, o que
seria dele?
Eulália andando pela capital e avista o vigário Paula
conversando com o vigário da capital.
Ficou em dúvida sobre abordá-lo ou não.
... “o principal responsável pelas desgraças de sua família
e de seus amigos”.
Os vigários em diálogo.
O da capital tinha lido no jornal sobre o crime de Paula e do caso dele
com Eulália e disse ao Paula. Este que respondeu
que tudo aquilo era mentira contra ele.
O vigário da capital viu Eulália que estava por perto
observando mas que não tinha chegado até eles.
O vigário disse ao colega que a moça que estava ali perto era uma bela
morena. E que ela seria retirante. “As palavras do companheiro transpassaram
como punhais e faziam com que o remorso sangrasse-lhe o coração”.
Paula, tendo perto de si Eulália, sem abordá-la, fica no
terror: será que ela o acusou à
polícia?
O vigário percebeu
que Paula ficou muito impressionado ao ver Eulália e desconfiou que ele a
conhecia.
Paula se retirou de perto de Eulália e dobrou a esquina se
esquivando dela. Eulália deixou-o ir...
“ – Deixá-lo ir, há de parar diante da sua própria
ingratidão”.
Eis que perto do palácio episcopal, Paula, tendo por perto
Eulália que ele evitou encarar, encontra
agora a desvairada Antonia que foi cozinheira dele e conhecia o crime
dele.
Daí Eulália joga na cara dele a pergunta diante de Antonia. “- Não a conhece também, sr vigário?”. A agora doida Antonia não reconhecia mais Eulália
nem Paula, devido ao estado atual dela.
Eulália cercou Paula para confrontá-lo pelos crimes e ele,
sabendo que Antonia não se lembrava mais de nada e não era ameaça a ele, disse
a Eulália que ela poderia ter furtado o punhal dele e oferecido o mesmo para
alguém cometer o crime atribuído a ele.
Eulália ficou sem chão. Desolada.
Ele jogou umas moedas de cobre aos pés dela dizendo que era
para pagar o que ele a ela devia e se retirou.
Terrível humilhação. “E
afastou-se tranquilamente, deixando Eulália imóvel de indignação.”
... A tia Ana e as irmãs de Eulália foram
aceitas num abarracamento para retirantes na capital, ainda sem encontrar com
ela.
O comissário local se postava como chefe de família exemplar
e falava sempre em nome da fé em Deus e o amor aos irmãos... Assim, alegando lotação nos alojamentos,
mandou alojarem Ana e as sobrinhas num local melhor e mais reservado. Não por bondade, mas com segundas intenções. Os próprios retirantes que já conheciam a má
fé do comissário zombavam da sorte das novas alojadas porque já conheciam as
intenções do comissário.
Continua no capítulo 18/19
Nenhum comentário:
Postar um comentário