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domingo, 13 de março de 2022

CAP. 08/09 - fichamento - livro - HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA - autor historiador francês - PIERRE CHAUNU - edição 1971

 capítulo 08/09

         Uma economia complementar da Europa

         Antes da ONU havia a Liga das Nações.   Dados desta:   No exercício fiscal 1929/1930 – exportação de produtos em bruto por:

         Bolívia -   98,8%

         Brasil -  98,0 %

         Argentina – 90%.

         América Latina – campo de exploração do capitalismo da Europa.

         Em 1913, em termos de toneladas de cargas de navios da América do Sul para a Europa e para os USA.

         Para a Europa – seguiam 22,5 milhões de toneladas por ano.

         Para os USA – 4,4 milhões de toneladas por ano.

         No advento da segunda guerra mundial esse perfil mudou.   A América do Sul passa a exportar mais para os USA e menos para a Europa desgastada pela guerra.    Aí é um ponto em que os USA crescem como potencia.

         “América Latina, campo de exploração do capitalismo da Europa”.   Nesta época, 1913, a Inglaterra era uma potência imperial e também uma potência financeira.  (com respaldo de uma forte frota naval)

         A Inglaterra investiu pelo mundo em infraestrutura como o caso de estradas de ferro para agilizar o escoamento de matérias primas e para ela distribuir produtos manufaturados com agregação de valor.    Nessa época (1913)  a Inglaterra tinha investido na Argentina em estrada de ferro e frigoríficos ao ponto do autor dizer que ela se tornou na prática “uma colônia financeira da Inglaterra”.

         “Entre 1907 e 1914, por ocasião da saída em massa do capital britânico para fora de suas fronteiras, quase 250 milhões de libras esterlinas foram para a Argentina e para o Brasil.   O acumulado de investimentos ingleses na Argentina até 1913 era de 320 milhões de libras esterlinas.   Montante aproximado ao aplicado nas colônias inglesas – Índia e Ceilão para a mesma época.   Nestas duas, no período os ingleses investiram 379 milhões de libras esterlinas.

         Na época a França tinha menos acúmulo de capital disponível e optava por aplica-los na Europa.

         “Com 30 bilhões de francos-ouro investidos, as grandes potências da Europa Ocidental tinham conseguido deitar a mão à economia do continente americano.    Estes investimentos não deixaram de fazer perigar a independência das jovens repúblicas das Américas.”

         Em 1862 Napoleão III tentou um plano de comandar o México para reduzir a ascensão americana no continente.   Foi rechaçado pelos mexicanos e pelos USA.

         Em 1902 a Alemanha, Inglaterra e Itália queriam, mediante um bloqueio combinado à Venezuela, impor suas reivindicações, motivadas pela má gestão financeira do governo venezuelano.     Foram dissuadidos pelos USA e seus interesses no caso.  

         Capítulo III  -   “O Terceiro Ladrão – o Tio Sam”.   (primeiro – Portugal/Espanha, segundo, Inglaterra e terceiro, USA)

         “As condições no ponto de partida”.

         USA de colonização inglesa e protestante, diferente da A. Latina de colonização espanhola e portuguesa, católicas.     Os USA por muito tempo ignoraram os latino-americanos.    “...existe todo um complexo de superioridade, ignorância e de desprezo” dos USA pelos latinos.

         Mais adiante o autor cita...    A chamada Doutrina Monroe, de 1823  “que afirmava em termos inequívocos a solidariedade interamericana”.

         Por volta do ano 1800 a frota de veleiros dos USA era a segunda maior do mundo.   Ajudou-os a tomar frente em reforçar as trocas comerciais com a A. Latina.

         A Inglaterra tinha capital para aplicar nos territórios dos seus parceiros e isso os USA não tinham porque os dispêndios foram grandes para eles estruturarem seu vasto território   (a marcha para o Oeste).

         A Inglaterra deu mais um salto com os barcos a vapor e casco metálico.   Maiores, mais seguros e mais rápidos.

         As intervenções Armadas

         Os USA compram a Loisiana de Napoleão I e depois a Flórida, da Espanha, tempo em que esta estava à beira da falência.

         Guerra USA x México.

         México perde a guerra e com isso perde a metade do seu território ficando com ao redor de 2 milhões de km2.  (1848).   Assinam o tratado de Guadalupe Hidalgo.    A guerra foi consequência da expansão dos americanos para o Oeste avançando pelos territórios mexicanos.

         Continua no capítulo final 9/9

sábado, 12 de março de 2022

cap. 07/09 - fichamento - livro - HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA - autor: historiador francês PIERRE CHAUNU - edição 1971

capítulo 07/09

          Getúlio Vargas sufocou os integralistas.    Ao contrário do Brasil, os demais países da A. Latina após a independência alternaram movimentos de anarquia e outros de ditadura.

         A Argentina após a independência ficou por cinquenta anos sem estabilidade política.    Uma das razões foi que o Vice Reino do Prata teve divisão para quatro países independentes: Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.   Atritos de fronteira surgiram em várias ocasiões.

         Na Segunda Guerra Mundial a Argentina tinha simpatia pelas potências do Eixo, os que perderam a guerra.   (Alemanha, Italia, Japão)

         Uruguai e o conflito entre os blancos e os colorados (índios).

         A Bolívia como uma das repúblicas mais agitadas, no período de 1820 a 1898  ...”registraram-se nada menos que sessenta levantes militares; foram promulgadas dez constituições e assassinados seis presidentes”.

         O Equador, desde 1830 teve 12 constituições em oitenta anos.    A Venezuela em oitenta anos teve onze constituições.   A Colômbia, sete constituições desde 1830, por outro lado, até 1903 teve setenta revoluções.

         O México, mesmo perdendo bastante território para os USA (praticamente a metade dos seus 4 milhões de km2) é um país extenso.  No México há uma aristocracia forte e por outro lado, os índios das diversas etnias sempre pressionando por ter seus direitos na proporção de suas populações.    Os campos petrolíferos do México são explorados por companhias americanas e inglesas.    Concentraram renda no México, o que causou revolução que durou anos.   Eclodiu em 1912 e durou vinte e cinco anos.    Luta pela emancipação da população índia e para cessar a espoliação por agentes estrangeiros.    No México em 1938 são expropriadas 19 empresas estrangeiras.      

         “Liberar o país da hipoteca estrangeira, promover um socialismo nacional, síntese mexicana de dados mexicanos, tal é o sentido da Revolução do México, o esforço mais interessante até hoje empreendido na América Latina para resolver de forma original o problema político e social”.

         O autor cita de passagem a Guerra do Paraguai, da qual o Brasil foi parte oponente.  Fala do tanto de gente, inclusive civil, que morreu nessa guerra   (1865 a 1870).

         Capítulo II – A Influência Europeia

         A grande revolução técnica dos anos 1850-1860 com foco na Europa gerou excedente de capital e produção competitiva em escala para disputar mercados fora da Europa inclusive.

         A imigração europeia e sua influência na América Latina.

         Os imigrantes europeus vieram mais para a zona temperada (clima mais frio) da América do Sul.   Sul do Brasil, Argentina  e Uruguai.  Clima mais assemelhado ao da Europa.

         O impacto da revolução industrial na Europa

         Entre 1650 (antes da Revolução Industrial) e 1960, a população da Península europeia cresceu 620%.     Já a população de origem não europeia de 1650 a 1950 cresceu 320%.   Grosso modo, a metade do crescimento da península europeia.

         O maior fluxo de europeus foi para os USA. Entre 1820 e 1930 26.180.000 europeus migraram para os USA.    No mesmo período, migraram para a América Latina 6.000.000 europeus.

         Dois fatores foram apontados como causa disso.    A explosão de população na Europa e a adoção de navios a vapor (e casco metálico) que tornavam as viagens mais rápidas e seguras.

         Outro fator que atraiu europeus para o continente americano foi a abertura de muitas ferrovias no continente, o que facilitava a ocupação das áreas e o intercâmbio comercial.     Nesse período de incremento de ferrovias, muitas foram feitas com capital abundante da Europa, resultante da Revolução Industrial e mão de obra europeia que tinha conhecimento em implantar ferrovias.

         Essas ferrovias valorizaram as terras no Novo Mundo, o continente americano e foi um atrativo grande para as migrações.

         No caso da indústria de carne no pampa argentino, uruguaio, gaúcho, um novo fator ajudou a alavancar a economia.   A partir do ano 1890 a indústria de congelamento permitiu estocagem da carne e impulsionou esse mercado inclusive para exportação.

         Antes da Primeira Guerra Mundial era enorme o contingente de italianos migrando para a Argentina e isso se estancou com a guerra.  Não fosse isso,  a Argentina teria um contingente tão grande de italianos que iria dar outra feição cultural ao país, deixando-o mais italiano do que espanhol.

         Brasil -   Os imigrantes europeus que chegaram à região cafeeira estranharam o clima mais quente e a relação com patrões que ainda tinham um ranço muito forte do período escravocrata que tinha acabado relativamente recente.

         Continua no capítulo 08/09 

quinta-feira, 10 de março de 2022

CAP. 06/09 - fichamento - livro - HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA - autor historiador francês - PIERRE CHAUNU - edição de 1971

capítulo 06/09

 

         Infraestrutura na América Latina -   O sistema de ser explorada pelas metrópoles, Portugal e Espanha, manteve a A. Latina com muitos pobres e poucos ricos que gastavam em produtos elaborados da Europa.   Não teve fôlego quando a Revolução Industrial para aproveitar a maré.   Os poucos de altas posses não tinham tantos recursos para infraestrutura na A. Latina.

         Exemplo: ferrovias.    Nos anos 1960 a A. Latina com mais de 21 milhões de km2 tinha só 90.000 km de linhas férreas de bitola larga.     Os USA neste mesmo período com seus 7,8 milhões de km2 tem 500 mil km de ferrovias de bitola larga.

         Para agravar, a A. Latina é pobre em carvão mineral que foi o padrão de energia por longo tempo e que só mais recentemente vem sendo substituído pelo petróleo e outras fontes de energia.   (O livro é de 1971)

         Fragilidade econômica da A.Latina geralmente interagia com fragilidade política e ensejou várias revoltas e quedas de governos.

         Os que mais conseguiram um sucesso relativo na era da industrialização foram o Brasil, a Argentina e o Chile.   Mais conflituosa foi a América Central.

         Houve entre 1918 e 1929 um período em geral de prosperidade no qual os conflitos se acalmaram na América Latina.

         A A. Latina na era da industrialização no século XX fica na condição de colônia financeira da Europa com destaque para a Inglaterra, França e Alemanha.   As duas guerras mundiais retiram fôlego da Europa e reforçam o poder dos USA.   Isto faz com que este passe a ter hegemonia na exploração da América Latina.

         Capítulo 1 – As Dificuldades Políticas Internas   -   A A. Latina fez suas Constituições com grande semelhança da dos USA e em menor grau, da França.   E nelas, como nos USA, com um poder executivo forte.

         “Mas todo esse aparelho mascara a verdade, porque o país da virtù , noção latina, os homens contam mais do que as instituições”.

         E o autor vai mais longe:

         “As garantias constitucionais não tem fundamento sólido nas estruturas sociais que continuam a ser as mesmas do passado colonial:  a revolução política não as modificou.   Tal como no passado, temos a aristocracia herdeira da conquista e a massa iletrada dos mestiços e dos índios; persiste o hiato de uma classe média”.

         O autor destaca que pode ter sido positivo para o Brasil a monarquia após a independência para manter o regime sem sobressaltos e conflitos.   Passamos de 1822 a 1889 com a monarquia e efetivamente fomos bem menos turbulentos que os países vizinhos.

         Sobre Dom Pedro II – “Culto, inteligente, atento aos seus deveres, desconfiado em face da Igreja Católica...”

         Sofreu pressões da elite que defendia manter a escravatura e Dom Pedro II era contra a escravatura.   Tanto que a escravatura foi extinta em termos legais no BR em 1888 e em 1889 a elite acabou com a monarquia e constituiu a República.

         Dom Pedro II estava em viagem à Europa em 1888 e coube à Princesa Isabel assinar a Lei Aurea que acabou com a escravidão em termos legais.    Nessa época havia 700.000 escravizados no Brasil e a elite ficou furiosa com essa lei.

         O Brasil teria sido beneficiado durante a primeira Guerra Mundial.  Vinha de um período de prosperidade de 1820 a 1929.  Mas em 1929 a crise externa atingiu nossa economia.

         Nos anos trinta no Brasil, crise econômica e o “medo do comunismo” (insuflado pelos USA).    Surgimento no Brasil, da Ação Integralista Brasileira de inspiração fascista.  (de direita).

         Getúlio Vargas sufocou os integralistas.    Ao contrário do Brasil, os demais países da A. Latina após a independência alternaram movimentos de anarquia e outros de ditadura. 

         Continua no capítulo 07/09 

quarta-feira, 9 de março de 2022

CAP. 05/09 - fichamento - livro - HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA - autor: Historiador francês PIERRE CHAUNU - edição 1971

capítulo 05/09

          Em 1820 eclode na Espanha a Revolução Liberal que fragiliza o país inclusive na defesa das suas colônias.

         “A Assembleia Constituinte que se reúne em Cucuta (Venezuela) em 1821 dá ao país uma Constituição radicalmente democrática que não só suprime a Inquisição como também, e contrariamente às sugestões de Bolivar, a presidência vitalícia e a ditadura militar”.

         No Sul da América age pela independência San Martin.   Ações em 1816 e segue ao Chile com suas tropas e conquista a independência em 1817.

         Resta o Peru  a ser independente.    No Peru teve a forte ajuda do aparato do experiente inglês Lorde Cochrane.   Vasta experiência inclusive na Marinha.    Aliados San Martin e Lorde Cochrane e suas forças militares, tomam o poder no Peru em 1821.

         Mais adiante os espanhóis retomam o Peru.   Só em 1842 os espanhóis foram derrotados naquele País.    Agora, em 1842 só faltam conquistar a independência Cuba e Porto Rico.

         A Independência do Brasil

         Chega ao porto da Bahia Dom João (fugindo de Napoleão) e sua corte, que governa em nome de Dona Maria, a Louca.   Vieram no navio Portugal com escolta de Junot.    Abrem-se os portos do Brasil para os estrangeiros.    O governo se instala no Rio de Janeiro.  Dona Maria morre em 1816 e daí Dom João passa a ser Rei de fato como Dom João VI.

         1820 – Revolução Portuguesa.   Dom João é chamado a Portugal.   Ele vai e deixa o regente, seu filho Dom Pedro.  Em 1825 Portugal, pressionado pela Inglaterra, aceita a independência do Brasil.

         A Declaração de Monroe

         Os USA deram apoio firme à independência dos países da A. Latina e assim estes ficaram “livres” da Europa, mas caem na influência mercantil e política dos USA.  

         Parte III -   Panamá – O Malogro de Bolivar

         O triunfo do desmembramento.    Em 1826 Simon Bolivar governa: Venezuela, Colômbia e Peru.   Houve a tentativa de unir os antigos vice reinos num estado mas os USA e Inglaterra percebiam que essa união deixaria esse novo país muito forte.   Estas, USA e Inglaterra, que no bastidor trabalharam contra a tentativa de unificação.

         Desde a criação do estado do Panamá em 1903, são 19 os Estados (países) que ocupam a América espanhola.

         Terceira Parte – América Latina Livre?

         Sobre a mudança da colonização ibérica para a colonização ianque (americana).

         USA tinha 2.500.000 habitantes quando conquistou a independência (1776).   Já em 1920 tinha 105.000.000 de habitantes.    Já a A. Latina que tem área maior, saiu de 20.000.000 de habitantes para em 1920 chegar aos 94.000.000 de habitantes.

         Os USA receberam bem mais imigrantes europeus após a independência, comparativamente à América Latina.

         No ano de 1960 a soma das populações de USA e Canadá chegava a 195 milhões de habitantes.     A América Latina, eram 215 milhões de habitantes.

         Brasil -   Ano de 1948

         “No ano de 1948, o Brasil com nove décimos da área da Europa Ocidental, praticava a agricultura do fogo, da agricultura da enxada, onde o arado é um instrumento de luxo: desprezo pelos recursos naturais e também desprezo por mão de obra que é demasiado barata para que se pense em poupá-la”.

         Continua no capítulo 06/09 

terça-feira, 8 de março de 2022

CAP. 04/09 - fichamento - livro - HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA - autor Historiador francês - PIERRE CHAUNU - edição 1971

capítulo 04/09                leitura em fevereiro de 2022

          Produtos como a batatinha, o fumo, o milho e mandioca são originários das Américas.

         A prata e o ouro que se extraia na América espanhola e portuguesa reativaram a economia desses países e também da Inglaterra, Holanda, França, Alemanha,  que faziam comércio com as colônias latinas.  Esses metais preciosos incrementaram o comércio na Europa e trouxe a ela prosperidade.

         Segunda Parte

         O desmoronamento do Sistema -  A Independência da A. Latina

         Capítulo 1 – As Causas

         Havia universidades americanas instaladas pelos espanhóis.  As mais antigas são as do México em 1551 e do Peru em 1553.

         Por pressão dos vice Reis das colônias, estas passaram a poder fazer comércio entre algumas delas.  Isto por volta do ano 1770.

         Em 1789 Minas Geais faz um levante contra a metrópole Portugal.   Ano da Revolução Francesa.     Este país era uma referencia cultural das mais destacadas do mundo de então.

         O Inca Tupac Amaru procura apoderar-se do poder no Peru.    Nesses tempos de revoltas as chamadas Treze Colônias (que depois formaram os USA) também se rebelam contra a metrópole Inglaterra.

         Nas Treze Colônias a revolta começou em 1776 e inspirou outras revoltas pela América Latina.    Os USA já faziam comércio importante com a América Latina e esta independente seria melhor para os USA exercessem com mais desenvoltura seus interesses pela A. Latina.

         A Espanha entra em confronto com a Inglaterra que tinha forte poder naval e militar.   Em 1795 a Espanha foi derrotada e ficou sem acesso às suas colônias, já que a marinha inglesa dominava o mar na região.

         A Espanha sem alternativa, abre os portos das suas colônias para os países neutros em 1797.    Muitos navios dos USA passaram a incrementar o intercâmbio comercial com a A. Latina.

         As Constituições dos países latino americanos seguem a linha da constituição dos USA.   Em menor grau, da constituição da França.

         (Vale lembrar que a atual República Federativa do Brasil se chamava  Estados Unidos do Brasil desde 1889 a 1968).    Nas piadas da minha adolescência nos anos 70 se dizia que aqui era Brasil dos Estados Unidos...

         Capítulo II – Desmoronamento

         A Argentina puxa na América Latina a fila pela independência.  Consegue em 1810, tendo a Venezuela conseguido em 1811.  Chile em 1811 e México em 1813.      Entra em cena Simon Bolivar.

         Vários países depois de independentes, na repressão da metrópole espanhola, perderam temporariamente a independência.     Os vice reinos eram dispersos e pela distância, praticamente não tinham intercâmbio e dificultava uma ação coletiva contra a Metrópole.

         Por mar os nativos não tinham meio de se comunicarem porque eram os navios espanhóis que dominavam a costa e tinha o poder militar.

         Tinha terminado a guerra entre França e Inglaterra e isso permitiu que navios e tropas da Inglaterra, então aliada da Espanha, ajudassem esta a sufocar rebeliões na A. Latina.   Isto dentro do período pós 1810 e antes de 1817.   Entre 1817 e 1823 muda a conjuntura e a revolução das colônias triunfa.   

         A Inglaterra começou a sua revolução industrial 50 anos antes dos demais países da Europa e isso impulsionou sua busca de matérias primas e de mercado para manufaturados e a A. Latina passa a estar nesse contexto de interesse.

         Então a Inglaterra os recém independentes USA, passam a apoiar com armas as lutas pela independência da A. Latina visando mercados.

         Esse apoio às colônias reacendeu as lutas pela reconquista da independência e agora o isolamento entre as colônias se tornou um dificultador para a Espanha acudir tudo de uma só vez em tantos pontos.

         Simon Bolivar já treinado na luta e no comando, contrata com parte da sua fortuna, um verdadeiro exército com ex combatentes vindos da Inglaterra e da Irlanda.   Foram seis mil homens em armas e já experientes em guerra.

         Bolivar conseguiu apoio de fazendeiros para a causa da independência.   Em 1819 Simon Bolivar liberta a Colômbia e em 1821, liberta a Venezuela.

         Em 1820 eclode na Espanha a Revolução Liberal que fragiliza o país inclusive na defesa das suas colônias.

 

 

Continua no capítulo 05/09 

segunda-feira, 7 de março de 2022

CAP. 03/09 - fichamento - livro - HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA - Autor: Historiador francês - PIERRE CHAUNU (Edição 1971)

capítulo 03/09                (leitura em fevereiro de 2022)       #Argentina #História 

         Período de progresso para o Brasil foi nos 60 anos de fusão do reinado de Portugal e Espanha (1580-1640) pela Casa de Habsburgo.

         Nesse tempo os dois reinos, Espanha e Portugal continuaram independentes, mas sob influência da Espanha.    Criaram no Brasil os Senados das Câmaras que governavam de forma semelhante aos Cabildos da colônia espanhola.

         Capítulo III   -  Economias e Sociedades

         A Produção   -   A ocupação espanhola nas Américas reduziu em 2/3 ou ¾ a população indígena nas áreas por ela ocupadas.   Trabalho forçado, doenças trazidas da Europa com os colonizadores...   Doenças como varíola, tifo e febre amarela, mataram muita gente nas Américas.

         Em 1818 o Brasil contava com 3.617.000 habitantes, sendo destes, 1.887.500 negros escravizados, ou seja, aproximadamente 50% da população total de então.

                   No Brasil houve sangrentas revoltas de escravos como a de Minas Gerais no final do século XVIII.

         Vida Econômica e Social

         A colônia espanhola enviava à metrópole principalmente ouro e prata, dois produtos que tem alta possibilidade de contrabando.   E isso ocorria em certo grau.  Essa era uma forte razão para que a Espanha não permitisse intercâmbio comercial entre colônias.

         Esse transporte de ouro e prata para a Espanha assanhava os piratas do mar que agiam na rota.   Ao ponto da Espanha organizar comboios de navios para aumentar a segurança.

         Foi partindo de Acapulco no México que os espanhóis conquistaram as Filipinas na Ásia.   Esta ficou vinculada administrativamente à Espanha via Vice Rei da Nova Espanha.     Nessa rota, vinham artigos elaborados da Ásia (do Oriente) até o entreposto da Nova Espanha e de lá, para a Europa.   Manilha, a capital das Filipinas foi fundada em 1571.

         Já no Brasil, acentuou-se do ano 1700 em diante o suprimento de bens elaborados pela Inglaterra.      Para esta enviar produtos ao Brasil, por formalidade de acordo comercial, os navios ingleses antes passavam pelo porto de Portugal e depois seguiam para o Brasil.     Por outro lado, muitos navios escapavam dessa exigência na base do jeitinho.

         Os pampas do sul no passado eram planícies com muita criação de gado em campo nativo.   Alta produção de couro e de trigo.

         (o autor cita que os gaúchos de então foram enaltecidos na literatura pelo poeta Martin Fierro)

         O poeta descreve o pampeano do passado, lá pelo século XVIII:   “Habitando em choças de ramos entrelaçados e de terra, sem portas nem janelas, passam a maior parte do tempo a cavalo, o único ser pelo qual essa humanidade brutal experimenta alguma ternura”.

,,,  “A vida não tem mais valor que a vida do animal; o padre e o mestre-escola, os dois caixeiros-viajantes da civilização europeia, nunca chegaram até aí”.

         Couro e sebo eram os produtos de destaque dos gaúchos de então.  Exportavam até 800.000 couros por ano.

         Nas Antilhas (pertencentes à América Central) os produtores de cana na era colonial, devolviam o bagaço da cana ao solo para preserva-lo.

         No Brasil, que o autor chama de economia destrutiva, o produtor colonial, derrubava a mata, queimava, plantava cana, esgotava a terra de forma acelerada até pela condição tropical (calor e chuvas frequentes) e logo ia derrubar novas áreas de mata.   Nada de cuidar do solo.

         Carros de boi, rodas enormes, seguem a 2 km/hora.   Nos pampas, o uso do cavalo (oriundo da Europa).   Nos Andes, uso de muares principalmente nas minas.

         Produtos como a batatinha, o fumo, o milho e mandioca são originários das Américas.

                            Continua no capítulo 04/09 

sábado, 5 de março de 2022

CAP. 02/09 - fichamento - livro - HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA - Autor: Historiador francês PIERRE CHAUNU - Edição 1971 #Colonialismo Latino Americano

 Capítulo 02/09

 

         Em 1550 a parte espanhola da América Latina estava conquistada.

         “O motor das conquistas  foi a ânsia do lucro”.     Na América espanhola, a conquista precedeu a colonização.  Já na América ango-saxônica, a colonização precedeu a conquista.   

         Os anglo-saxões com o sistema de colonizar avançavam lentamente.   Em dois séculos, avançaram algo como uma faixa de 200 km contando do litoral para o interior.    Bem deferente dos espanhóis que vasculharam e dominaram tudo e todos para depois colonizar.

         O saxão era mais por tomar posse e povoar as terras, não a busca do ouro.   Para eles, “o melhor índio é o índio morto”.   O sistema saxão não busca se mestiçar com os índios.   Colonização branca.

         Já os espanhóis, estímulo à mestiçagem e precisavam dos índios para mão de obra na busca de riquezas extrativas.

         Capítulo II   - A Organização da Conquista

         Colonização espanhola e portuguesa na América.  Numa mão de direção as metrópoles drenando matérias primas baratas das colônias e vendendo a estas, produtos manufaturados caros.

         Colonização espanhola com reis católicos e tendo a bula papal lhes dando domínio das terras.

         Algumas instituições que os espanhóis criam para as colônias.  Uma delas é a Casa da Contratação, composta de um tesoureiro, um superintendente e um secretário no comando dos auxiliares.

         Foi criado um Conselho para supervisionar esse sistema.   Em certo tempo o Conselho tinha oito membros para exercer suas funções nos interesses do rei na colônia.  

         Chamavam de Cabildo o órgão administrativo das cidades (ajuntamentos humanos) na américa espanhola.   A palavra em espanhol é ayuntamiento.

         Na América espanhola a extração de ouro era feita por grupos privados e a coroa ficava com o quinto (os 20%) sobre a quantidade de ouro extraída.

         A bula do Papa colocava nas mãos dos reis católicos a administração do clero nas colônias e assim o rei nomeava as pessoas do clero, dividia as dioceses etc.    Mantinham rigor no controle do povo na colônia via – rei sobre o clero e estes com a Inquisição.     Em 1570 a Inquisição em Lima e em 1571, no México.  Vítimas eram mouros, judeus e marranos (marrano 1.na Espanha e em Portugal, designação injuriosa que se dava outrora aos mouros e especialmente aos judeus batizados, suspeitos de se conservarem leais ao judaísmo.      2. excomungado, imundo.)

         Os índios não eram alcançados pela inquisição por serem equiparados a crianças grandes, incapazes de heresia.

         Os jesuítas e as obras junto aos índios.    Organizavam a vida e segurança dos índios e davam tarefas a estes e também castigos.

         O rei Carlos III decretou a expulsão dos Jesuitas da América em 23-03-1767.

         Mesmo ao longo do tempo a Espanha perdendo sua força naval frente a países como Inglaterra, Holanda, ainda conseguiu manter suas colônias sob seu poder por três séculos.

         O Brasil

         Portugal a partir de 1500 passa a ter sua India Ocidental a desbravar mas o seu interesse estava mais nas Índias Orientais com seus produtos.  Só em 1534 foi que Portugal começou a se preocupar mais com o Brasil.    O rei usou o sistema de menor custo para a coroa.   As grandes capitanias hereditárias e os donatários.   O sistema não funcionou bem e em 1549 o rei revogou o poder dos donatários, mas estes continuaram com as posses e a economia local.

         Período de progresso para o Brasil foi nos 60 anos de fusão do reinado de Portugal e Espanha (1580-1640) pela Casa de Habsburgo.

                            Continua no capítulo 03/09