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quinta-feira, 13 de março de 2025
Cap.1/8 - fichamento do livro TRILHOS, CAFÉ E TERRA VERMELHA - Autor: Jornalista ROGÉRIO RECCO
domingo, 2 de março de 2025
Fichamento do livro de poesia - MORTE E VIDA SEVERINA - Autor: JOÃO CABRAL DE MELO NETO
Autor: João Cabral de Melo Neto (poesia – crítica social) 02/25
Faz um bocado de
tempo que li este livro do poeta nordestino João Cabral de Melo Neto. É uma
aula de cidadania ao mostrar as agruras do povo do sertão Nordestino nos tempos
passados.
O livro descreve o sertanejo Severino, um
nome bastante recorrente no Nordeste, seguindo do Sertão em busca de
Recife. Na alegoria, Severino caminha
andando a pé e opta por tomar por rumo os pequenos rios que correm e que lá
muito adiante vão engrossando as águas rumo ao mar.
...”Morremos de morte ingrata
Mesma morte Severina
É a morte que se morre
De velhice antes dos
trinta,
De emboscada antes dos
vinte,
De fome, um pouco por dia”.
Severino seguindo o curso do rio, estação das secas e até o
rio morre nessa época, ficando seco.
Então o retirante busca um pequeno povoado próximo para tentar um
emprego temporário. Busca conseguir uns
trocos para sobreviver e depois seguir adiante rumo ao mar.
No vilarejo, vê uma mulher na janela e pergunta por emprego.
Ela pergunta o que ele sabe fazer como trabalho.
... “Sei também tratar de gado,
Entre urtigas, pastorear
Gado de comer no chão
Ou de comer ramas no ar.”
A mulher continua perguntando e ele explica:
“Deseja mesmo saber o que eu fazia por lá?
Comer quando havia o quê
E, havendo ou não, trabalhar”.
A mulher responde:
- “Essa vida por aqui é coisa familiar”.
A mulher pergunta se ele sabe os ritos e rezas de
velório. Ele diz que não e que só
acompanha enterros.
Ela diz que se ele entendesse desse ofício teria emprego e
ela poderia ser sócia dele. Rezas e
velórios.
- “Pois se o compadre soubesse
Rezar ou mesmo cantar
Trabalharíamos á meia,
Que a freguesia bem dá.”
...
O retirante segue e chega à zona da mata pernambucana
“Os rios que correm aqui têm a água vitalícia”.
Mas nestas terras boas para plantações, as grandes áreas são
de grandes usinas de açúcar. Imensas
plantações de cana-de-açúcar.
“Os donos são muito prósperos e os operários, miseráveis”.
“Tem cemitério por aqui também”.
...
“Esta cova em que estás,
Com palmos medida,
É a conta menor
Que tiraste em vida.
- É de bom tamanho,
Nem largo nem fundo,
É a parte que lhe cabe
Neste latifúndio.
- Não é cova grande,
É cova medida
É a terra que querias
Ver dividida.”
...
É uma cova grande
Para teu defunto parco,
Porém mais que no mundo
Te sentirás largo
- É uma terra grande
Para tua carne pouca,
Mas a terra dada
Não se abre a boca.
...
“E chegando, aprendo que,
Nessa viagem que eu fazia,
Sem saber desde o sertão,
Meu próprio enterro eu seguia
Só devo ter chegado
Adiantado de uns dias...”
...
Agora Severino já estás na região de mangue onde mora o povo
miserável em Recife.
Também vê muita miséria por lá. Riqueza de poucos e miséria de muitos.
No meio disso, nasce uma criança de uma família na
miséria. Vizinhos vem ver a criança e
trazem presentinhos. Uma diz:
- “Minha pobreza tal é
Que não trago presente grande
Trago para a mãe, caranguejos
Pescados por estes mangues,
Mamando leite de lama
Conservará nosso sague”.
... Outra vizinha com
oferenda
- Minha pobreza tal é
Que coisa não posso ofertar:
Somente o leite que eu tenho
Para meu filho alimentar,
Aqui são todos irmãos,
De leite, de lama e de ar”.
...
Severino matuta e vê que no meio de tanto desalento, sente
um alento pela solidariedade daqueles que tão pouco tem mas que compartilha
entre si.
Na conversa com o Mestre Carpina, experiente da vida, este
mostra a Severino que apesar de tudo, novas vidas vem chegando e o pobre é
solidário e vida que segue. Severino se
conforma diante desse alento. FIM.
Término da leitura e fichamento – dia 10-01-2025
resenhaorlando.blogspot.com.br
quarta-feira, 22 de janeiro de 2025
Cap. 4 (final) - fichamento do livro - GUIA DO OBSERVADOR DE AVES - Reserva Natural Salto Morato (PR)
Nesta parte final citarei a sequência das aves descritas no livro. Todas vem com uma foto colorida da ave, as características como cores, porte, peso, regiões onde habitam, comportamento, canto, tipos de alimentos que elas usam, locais onde fazem os ninhos, tipos de ninhos etc.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025
Cap 3 - fichamento do livro - GUIA DO OBSERVADOR DE AVES - Reserva Natural Salto Morato (PR)
Cap 3
Na nossa região sul da Mata Atlântica paranaense, o período de reprodução das aves se concentra de setembro a dezembro. Na primavera.
Período no qual os pássaros cantam mais e se apresentam com mais frequência visando a reprodução.
Já no período chuvoso (janeiro a março) as aves mudam de pena e ficam com menor mobilidade além de cantar menos.
Alguns pássaros se alimentam e fazem ninhos na planta caeté que parece ser da família das musáseas (da banana) e dá um pendão colorido de flores com tom principal, vermelho. São as chamadas Helicônias.
Horários mais prováveis de avistamento. Começo das manhãs e cair da tarde.
Na minha infância na zona rural do bairro Represa em Cerquilho SP eu ouvia nas tardes o canto das siriemas nos pastos e o canto dos nambus. Havia muitos outros pássaros que a gente via e ouvia.
De manhã cedinho tem também a vantagem do sol ainda não estar forte.
Ventos dificultam avistamentos e as aves ficam mais abrigadas.
No sol da meio dia, o ar forma bolsões de calor e as aves de rapina aproveitam esse ar quente inclusive para ficarem planando no ar observando em busca de possíveis presas.
Presas que podem ser inclusive filhotes de pássaros em ninhos.
Na infância (fala do leitor aqui) vi muito tesourinha sair desesperado - na verdade o casal junto, atacando gaviões que estavam levando filhotes deles embora. Era uma batalha aérea.
Reserva Salto Morato - No litoral de Guaraqueçaba PR
Tem site na internet e tem um sistema de Receptivo na modalidade agendamento.
Pássaros. Saira-de-sete-cores. Na verdade tem cinco cores. Azul claro, azul escuro, verde, amarela e preta. A maioria dos pássaros descritos no livro tem em comum a média de dois a três ovos por ninhada. Comumente com pintas marrons que ao meu ver, ajudam a camuflar os ovos para evitar predadores.
Saíra-militar. Azul/vermelho/preto/verde. O peito dela é todo verde. Coloca média de 3 ovos por postura.
Bentevizinho-de-penacho-vermelho - Quando caça borboleta, bate a caça seguidamente num galho para tirar as escamas dela e depois ingerir a caça. Dois ovos em média.
Miudinho - pesa 6 gramas. Ninho tipo do tecelão. 2 a 3 ovos.
Suiriri - também conhecido como siriri. Conheci na infância. Se parece com ben-te-vi, com costa preta e peito amarelo. Menor que o ben-te-vi.
O Suiriri é um dos pássaros que costuma espantar as aves de rapina da redondeza. Tem o hábito de caçar insetos em pleno voo.
Pica-pau-anão-de-coleira Costuma fazer ninho em oco de pau.
Tiê-preto. Também chamado de Tietê. 2 a 3 ovos.
Sanhaço-cinzento - frequenta com frequência as cidades. Costuma visitar meu quintal quando deixo banana no muro de casa. Eles vem também comer frutos da jabuticabeira.
Gavião-carijó - considerado de certo porte. pesa 270 g e mede 36 cm. Dos gaviões é o mais comum no Brasil. Também é conhecido como pega-pinto e papa-pinto. Na minha infância era comum nos terreiros das casas rurais, as pessoas ter galinhas chocas criando pintinhos. Eles davam um rasante e levavam nas garras um pintinho para o desespero da galinha.
Põe dois ovos. Os filhotes nascem brancos e providos de penugem que parecem pelos.
Juruviara - parece com o siriri e com o ben-te-vi até certo ponto.
Por outro lado é bem menor que estas outras aves.
Cambacica - Pequena, amarela, preta e branca. Bico curvo. Conhecida também como Sebinho.
Andorinha-serradora - Faz ninho nos barrancos. 3 ovos.
Trovoada - parece um tico tico no porte e nas cores. Pequeno porte. Põe 3 ovos.
continua no capítulo 4
quinta-feira, 16 de janeiro de 2025
Cap. 2 - fichamento do livro - GUIA DO OBSERVADOR DE AVES - Reserva Natural Salto Morato (PR) - janeiro 2025
Capítulo - Como observar pássaros?
terça-feira, 14 de janeiro de 2025
Cap. 1 - Fichamento do livro - GUIA DO OBSERVADOR DE AVES - Reserva Natural Salto Morato (PR)
Capitulo 1 - fichamento do livro - Guia do Observador de Aves (janeiro/25)
segunda-feira, 30 de dezembro de 2024
Cap. 4/4 - fichamento do livro - O CULTIVO DAS DESMEMÓRIAS - Autor: FLÁVIO AUGUSTO - 2024
capítulo final 4/4 leitura Dezembro de 2024
O autor coloca num dos capítulos do livro uma epígrafe
dedicando ao que foi professor de história dele (e meu também) Professor
Reginaldo Benedito Dias. Professor da
UEM Universidade Estadual de Maringá-PR onde por volta de 2007/2008 fiz uma Pós
em História e Sociedade.
... O velho pai do
autor pertence ao rol dos pioneiros de Maringá-PR. Há muitas ruas na cidade com homenagem aos
pioneiros. O autor lembra que também há
nomes de vias públicas não só, mas também em Maringá que homenageiam batalhas e
“heróis” do passado que nem sempre defendiam a Nação, mas sim os interesses das
elites dominantes das respectivas épocas.
...”Por quê menos de dez por cento das ruas de todas as
cidades do Brasil rural e profundo são batizados com nome de mulheres? Será que esse fato contribui para o
apagamento do feminismo na sociedade machista e patriarcal?”
Capítulo...
Burrinus brasiliensis
O velho pai também escrevia poemas e publicava no jornal
local. Usava o pseudônimo de Burrinus
brasiliensis. Fazia versos com sátiras
até
aos militares que estavam
no governo do regime militar de 1964.
O velho pai era filatelista e numismata. Colecionador de selos e moedas e cédulas de
dinheiro.
O autor militou quando jovem na política estudantil e era
tempo da Ditadura Militar. Período
perigoso para militantes. Escrevia poesias
inclusive de cunho político e nunca mostrava seus escritos para o pai que era
poeta.
O velho pai usava o rigor da forma nas poesias e o filho
preferia usar em suas poesias o sistema de versos livres.
Cita que em Maringá-PR onde o velho pai foi um dos pioneiros
da cidade, há rua com o nome dele como forma de homenagem.
Capítulo - Descaminhos Ibéricos
Quando o velho pai estava com oitenta anos, o autor levou-o
para rever a cidade de Divisa Nova em MG, berço do pai e de muitos
antepassados.
...”Quando eu era ainda adolescente e sonhava cursar a
faculdade de jornalismo em São Paulo...”
... Uma mágoa do
autor: Ele sabia que o velho pai sonhava
em conhecer o Marrocos, Portugal e a cidade espanhola de Toledo que na história
conviveu com os mouros, cristãos e judeus.
O velho pai aprendeu cedo com os mais velhos, lá nas Minas
Gerais, a tomar uma cachacinha no cotidiano.
O velho pai, já idoso, foi atropelado na rua e foram semanas
de UTI e veio a falecer em seguida.
FIM. (em tempo –
paulista que sou, atuei profissionalmente como Engenheiro Agrônomo sediado em
Maringá – PR entre os anos de 2001 a 2011 onde fui colega de trabalho do autor). Dezembro de 2024