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terça-feira, 17 de março de 2026
Lista dos Fichamentos estendidos de livros publicados neste blog em 12 meses em média
domingo, 15 de março de 2026
Cap. 16/16 (final) - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO - autor: Prof. PAUL COLLIER - da Univ.de Oxford (UK) 2018
capítulo 16/16 (final)
O
autor cita o caso da eleição da França na qual elegeram na época o “pragmatista”
Emmanuel Macron, que derrotou a direitista Marine Le Pen.
...
Na Alemanha ... “o centro está encolhendo, deixando espaço para os ideólogos
populistas”.
Restaurando
o Centro: alguns mecanismos políticos
“Precisamos
de um processo pelo qual os principais partidos voltem para o centro...” ...”se tivessem sido os republicanos eleitos
a escolherem o candidato presidencial do partido, Donald Trump não estaria na
Casa Branca”. (livro de 2018 – se refere
ao primeiro mandado de Trump)
Restaurando
o Centro: Sociedades Informadas
...”a
política não tem como ser melhor do que a sociedade que ela reflete”.
...”Felizmente
as mídias sociais podem ser usadas para difundir não só as más ideias mas
também boas ideias”.
Novas
Políticas Pragmáticas
...”a
África perde 200 bilhões de dólares anuais em fuga de capitais; o Haiti perde 85%
de seus trabalhadores jovens mais instruídos”.
Países
ricos não se animam a ajudar países pobres.
Se indústrias de países ricos investissem um pouco na atuação nos países
pobres, poderia ser útil às partes.
A
renovação ética das organizações
“Em
contraste com o egoísmo psicopata do homem econômico... as pessoas normais
reconhecem que as relações trazem obrigações e que o cumprimento das obrigações
tem um papel central no nosso senso de propósito na vida”.
...”a
melhor forma de atender às crescentes inquietações globais não é por meio de
uma moralização utilitarista, e sim por meio de entidades que construam novas
obrigações recíprocas entre as sociedades prósperas para cumprir o dever de resgate”. (acudir as mais frágeis...)
A
política do pertencimento. ....”nossos
líderes políticos... ao abandonar as narrativas de pertencimento baseado no
lugar e no propósito, eles abriram espaço para as narrativas divisionistas de
pertencimento que reivindicam identidade nacional para alguns, à exclusão de
outros”.
...(no
caso do Brasil, os ditos patriotas...)
citação do leitor...
...”longe
de fazerem circular narrativas de pertencimento comum a um lugar, as câmaras de
eco costumam vilipendiar o outro”.
Sobre
os líderes divisionistas... “as
narrativas que difundem deveriam se tornar foco de atenção pública. Deveriam enfrentar pressão para deixarem de
alardear as narrativas ideológicas divisionistas em que se especializaram”.
...
“Este
é o pragmatismo moral que pode guiar nossa política passando do fracasso polarizado para o trabalho
cooperativo afim de sanar as divisões que assediam nossas sociedades”. Acudir os que mais necessitam.
“Isso
pode causar arrepio na direita, devido à perspectiva de resultados
distributivos superficialmente similares aos concedidos na ideologia marxista”.
“O
que eu defendo não é uma variante do marxismo”.
O
autor propõe um meio termo. “As novas
inquietações são sérias demais para ficarem entregues à extrema esquerda. O pertencimento ao lugar é uma força
poderosa demais e, potencialmente, construtiva demais para ficar entregue à
extrema direita”.
... “Depois do Brexit e da ascensão de Trump,
deveria ser evidente que a ameaça política correspondente é o nacionalismo exclusionista”.
...
“Podemos fazer coisa melhor: já fizemos e podemos fazer outra vez”. Fim. (terminei a leitura dia 10/03/2026)
Gratidão
aos que tem prestigiado nossos fichamentos estendidos. Haverá outros e outros mais... resenhaorlando.blogspot.com.br
sexta-feira, 13 de março de 2026
Cap.15/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER (Univ. Oxford) 2018
capítulo
15/16
“Nos
países pobres, o equivalente é a extração de recursos naturais: na Tanzânia,
uma empresa de mineração de ouro deu um jeito de declarar prejuízo às
autoridades tributárias tanzanianas, enquanto distribuía imensos dividendos
entre os acionistas”.
Cita
o sigilo bancário sendo usado para empresas sonegarem impostos. “Essa estrutura se tornou um dos meios
principais para proteger de investigações o dinheiro da corrupção e do crime”.
...
“a globalização das empresas não foi acompanhada da regulamentação. A competência tributária e regulatória continua solidamente
estabelecida no nível nacional”.
Os
organismos internacionais não tem feito tarefas para estancar essa
sangria. Assim.. “cada nação prefere
concorrer na corrida ao fundo do poço”.
“Essa
derrota da governança é a tarefa mais desagradável da globalização moderna”.
O
mea-culpa da migração
O
autor diz que imigrações geralmente são boas para o imigrante e as empresas que
passam a ter mais oferta de mão de obra para si. Já nem sempre a imigração é positiva para a
população do país que recebe os imigrantes.
“Os
que mais ganhariam com as imigrações em tese seriam os imigrantes porque se não
fosse favorável a eles, não imigrariam”.
...”Muitos
estrangeiros terão qualificações maiores e demandas residenciais menores do que
os nacionais. Como tem incentivo para
disputar as vagas de trabalho altamente produtiva, esses imigrantes substituem
trabalhadores nacionais...”
... “A população atual de Londres é a mesma de
1950, mas sua composição mudou muito.
Em 2011, 37% de seus habitantes são imigrantes de primeira geração,
enquanto em 1950 compunham uma parcela insignificante”.
Na
Inglaterra atual com grande quantidade de imigrantes, o povo não aceita bem a
hipótese de pagar imposto para socorrer os menos favorecidos. Não acham justo ficar amparando inclusive
parte dos imigrantes.
“Infelizmente
agora há dados indiscutíveis demonstrando esse efeito”. No quesito migração a
direita patina no assunto de receber imigrantes. O mercado que tudo resolve não acolhe bem a
imigração.
...”a
direita abre a respectiva exceção a seu entusiasmo geral pelo mercado”.
Conclusão: Um mea-culpa profissional
Ele
diz que no geral os Economistas defendem a globalização. Por outro lado, reconhece que esta tem
efeitos positivos que são muitos, mas há efeitos negativos. Um destes negativos é a fuga de tributos
entre países por um mesmo grupo empresarial.
Ele
defende que há meios dos Economistas separarem os efeitos e que o Estado adote
medidas para corrigir os efeitos negativos para seus cidadãos.
Parte
Quatro - Restaurando a política
inclusiva – Capítulo 10 - Rompendo os
extremos
... “a última vez que o capitalismo funcionou bem
foi entre 1945 e 1970. Nesse período, a
política pública era guiada por uma forma comunitarista de social-democracia
que se difundia pelos principais partidos”.
...”Ela
se originara nos movimentos cooperativos do século XIX, criadas para atender às
inquietações prementes da época”.
(Na
chamada Revolução Industrial se criou um mercado de trabalho exaustivo e degradante
com jornadas de trabalho enormes e até crianças empregadas em serviços
insalubres)
Como
a política se polarizou
...”a
maioria de nossos sistemas de votação favorecem os dois partidos maiores”.
...”O
passo mais perigoso foi que, em nome de uma maior democracia, os principais
partidos de muitos países habilitaram seus filiados a eleger seus líderes. Isso substituiu um sistema em que o líder do
partido era extraído dentre seus membros mais experientes e muitas vezes
escolhido por seus representantes eleitos”.
Continua no capítulo 16/16 (final)
quarta-feira, 11 de março de 2026
Cap. 14/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER (UK) - 2018
capítulo 14/16
Dois
professores de Chicago, Luigi Zangales e Raghuram Rajan “propõem que todos os
trabalhadores deveriam receber um crédito vitalício a que recorressem para se
reciclar, sempre que necessário.”
O
autor supõe que a robótica não competiria tanto com os empregos mas exigiria
dos trabalhadores mais treinamento para as novas demandas cada vez mais
complexas.
Trabalhando
para algum propósito
O
autor cita que o mercado financeiro tem excesso de transações que geram lucros
altos para uns e a sociedade não recebe vantagem. Ele chama isso de soma zero em termos
sociais.
Cita
o caso extremo do banco alemão “O Deutsche Bank, o exemplo mais extremado de um
banco de investimento administrado por esses gerentes, pagou 71 bilhões de
euros em bônus à cúpula diretiva, encolhendo os pagamentos aos acionistas para
19 bilhões. O poder não está mais nas
mãos dos donos do capital, nem mesmo nas administradoras”.
Critica
também a rentabilidade dos advogados na Inglaterra. “O que se aplica aos gestores de ativos aplica-se
aos advogados”.
...”o
terço seguinte dos advogados trabalha em disputas soma zero para a sociedade”
....”os advogados são valiosos, mas são em número excessivo”.
Propõe
tributar mais esses agentes que ficam com uma renda alta e “redistribuir as
rendas”.
Reduzindo
o distanciamento social
Pressão
para os filhos estudarem e irem para profissões de alta rentabilidade. “Na Grã Bretanha na última década (base
2018), o índice de suicídio entre os estudantes universitário aumentou 50%”.
...
desempenho escolar... “não devemos
ficar abaixo dos padrões globais, mas os
anos de puberdade não devem se transformar numa versão mirim das perniciosas rivalidades
de um banco de investimentos”.
...”A
diminuição gradual nas horas de trabalho e o correspondente aumento do período
de descanso são formas adequadas e necessárias de converter a crescente
produtividade nacional numa vida melhor”.
...”Sem
maior qualidade de vida... a sociedade
se dividirá ainda mais entre uma classe workaholic (fanática pelo trabalho)
altamente qualificada, com muito dinheiro e pouco tempo livre, e uma classe não
qualificada com muito tempo livre e pouco dinheiro”.
Conclusão:
Um incisivo maternalismo social - Cap. 9
O
divisor global: os vencedores e os que
ficaram para trás
O
autor vê muitos pontos positivos na globalização. Por outro lado, diz que os Economistas só
realçaram o lado positivo e não abordaram os negativos. Assim perderam a credibilidade. O povo não tem ouvido mais esses
especialistas.
“Para
que minha profissão de Economista recupere a credibilidade, temos que oferecer
uma análise mais equilibrada que reconheça e avalie devidamente os lados
negativos com vistas a elaborar políticas públicas em resposta a eles”. (página 230 da edição que estou lendo,
Edit. LPM)
O
mea culpa do comércio
“Num
resumo muito sintético, Europa, USA e Japão se especializaram nos setores
tecnológicos, o leste asiático, no setor fabril, o Sul Asiático nos serviços, o
Oriente Médio, no petróleo e a África em mineração.
“Com
isso o Leste e o Sul da Ásia foram capazes de ingressar de maneira espetacular
entre as sociedades de alta renda, diminuindo as desigualdades globais como
nunca antes”.
O
mea-culpa regulatório
Empresas
de grande porte costumam ter vinculadas dentro e fora do país onde tem a
sede. Fazem negócios entre filiais e
conseguem desviar o lucro para paraísos fiscais no exterior para evitar pagar
impostos.
Cita
como exemplo o caso da rede de cafés Starbucks. Lucrou enormemente inclusive na Grã
Bretanha. “A empresa declarou que pagou
todos os impostos devidos nas Antilhas Holandesas, mas deixou de mencionar que
lá a alíquota é zero”.
Continua
no capítulo 15/16
domingo, 8 de março de 2026
Cap. 13/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER Prof. do Oxford (UK) 2018
capítulo 13/16 março de 2026
As
escolas como locais de apoio - As big techs propagaram que trariam melhores
condições para apoio ao ensino escolar.
“Todos agora tem acesso, mas pesquisas recentes mostram que os filhos
dos instruídos aprendem a usar a internet para aumentar seus conhecimentos, ao
passo que os filhos dos menos instruídos usam a internet como distração.”
“A
mudança mais preciosa que poderia acontecer com as escolas seria propiciar
maior mistura social”.
A
universidade de Oxford (na Inglaterra) tentou algo inclusivo mas a ira dos mais poderosos
fez a universidade recuar dessa iniciativa.
As
escolas como organizações
Londres
que já tem um ensino público de alta qualidade criou o Teach First. Os melhores alunos egressos da faculdade
podem participar do programa que recruta professores para o ensino básico. O autor diz que os resultados são bons, mas
melhor seria que o programa fosse implantado no interior da Inglaterra onde há
mais carência e menor qualidade do ensino.
Premio
em dinheiro para incentivar desempenho tem limitação. “Quanto ao tipo de recompensa, o apreço
funciona melhor do que o dinheiro (mais uma vez revelamo-nos como animais mais
sociais do que gananciosos).”
... “As pessoas são mais motivadas a evitar
perdas do que obter ganhos”. Na Grã
Bretanha as escolas públicas dos grandes centros mais ricos receberam mais
verbas do que as escolas de regiões mais carentes. Isto vai agravando as diferenças de
oportunidades.
Além
das escolas: Atividades de Mentoria
A
“escola de mágica para estimular as crianças à leitura numa cidadezinha
decadente. Cidade de Totherhgam na Inglaterra. Uma Ong alugou um prédio vazio antigo,
restaurou e fez alegorias com motivos dos contos infantis dos Irmãos
Grimm. A magia para a estimular a leitura.
Crianças
entravam lá, viam de cara um pé de feijão gigante e muito mais. Estes que fazem parte de um dos contos dos
Irmãos Grimm. Escutavam a leitura de
livros e... faltava a página com o final do conto... os alunos ouvintes eram convidados a cada um
escrever, narrar um final para a história que estava sendo lida. Houve tanto sucesso que livros foram
escritos descrevendo essa experiência que fez sucesso na Europa.
Já
na porta desse ambiente mágico se lia:
Adultos não Entram. Isto
aumentava o clima da magia e atraia os novos leitores.
As
crianças que participavam dos eventos no local pegavam gosto pela leitura, o
que era o objetivo do local.
No
passado, tipo anos 60,70, era mais difícil decidir sobre uma carreira nos
estudos por falta de um mentor. Uma
pessoa que tivesse bagagem no tema que o aluno estaria interessado. Na atualidade é bem mais fácil ter a quem
perguntar sobre carreiras.
O
aumento da distância nas qualificações, empresas e pensões
“A
escola não é realmente uma preparação para a vida: é uma preparação para a
formação”. Boas universidades. Nos USA
tem cinco e na Grã Bretanha tem três das
dez melhores universidades do mundo.
A Alemanha tem tido muito sucesso em focar o
ensino articulado com o mundo empresarial.
O aluno aprende as técnicas nas escolas, mas simultaneamente tem
treinamento no setor do seu respectivo estudo e assim tem orientação de quem já
está pronto e atuante no ramo. Isto faz
a diferença no sentido positivo.
... Os sonhos de empregos badalados. “A adaptação do sonho ao emprego faz parte
das dores de virar adulto”.
Da
Psicologia
“Os
dados sobre os remorsos, confirmam nossa intuição de que o apreço prevalece
sobre o dinheiro”.
Na
Alemanha a força e gabarito dos ensinos profissionalizantes. A Suíça, nos cursos profissionalizantes,
paga em torno da metade do custo do curso que é puxado mas muito
conceituado. A Suíça tem os melhores
cursos profissionalizantes do mundo.
Tem também uma das dez melhores universidades do mundo.
Assegurando
o horizonte profissional. (página 211)
Os
empregados sempre tendem a almejar segurança no emprego. Os USA são um exemplo ao contrário. Nada de segurança no emprego. ... Os USA nos anos de 1920, já a
legislação era (e continua) no sentido de coibir a organização sindical dos
trabalhadores...”
Continua
no capítulo 14/16
terça-feira, 3 de março de 2026
Cap.12/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER - Univ. Oxford (2018)
capítulo 12
Conclusão: Custe o Que Custar
Não
é fácil atrair empreendedores para uma cidade do interior que já passou por
decadência. Tem que haver uma
concertação adequada. O autor cita o
desafio e as incertezas ao implantarem a U.E.
União Europeia. Foi um empreendimento
colossal e se apostou no “custe o que custar”.
Capítulo
8 – O divisor de classes: conseguir
tudo, desmoronar
Pessoas
que tiveram estudos mais sintonizados com as demandas sofisticadas tem formado
famílias mais estáveis para si e para a sociedade. Já os que não se adequam aos tempos atuais
tem reflexo na estabilidade de suas famílias.
“Os filhos herdam a instabilidade dos pais. Essas famílias estão desmoronando.”
...
“Temos de encarar o fato de que o paternalismo social não deu certo e o
Estado não é capaz de substituir a família”.
Apesar disso, as famílias precisam de algum apoio do Estado. O autor sugere o termo: “maternalismo social”.
Fortalecimento a famílias sob Tensão
Juntando a Família
“Os felômeros são as pontas protetoras na
extremidade do DNA: quanto mais curtas, maior o dano sofrido pelas células e a
saúde da detentora. Se a mãe tem
relações instáveis, os felômeros do filho, aos nove anos de idade, são 40% mais
curtos. Terá mais problemas durante a
vida.
...
“A renúncia ao casamento não leva ao fortalecimento materno, mas sim à
escravização materna, na medida em que as mulheres lutam sozinhas para cumprir
dois papeis necessários”.
Jovens
que tem filhos sem se casarem dever ser apoiados e não condenados. O autor defende que inclusive na parte
tributária sejam amparados para encorajá-los a educarem juntos sua prole. Se não houver apoio, o filho vai ficar muitas
vezes aos cuidados do Estado e isso vai ficar mais oneroso ainda para toda a
sociedade.
Apoiar
a família no momento mais importante:
antes da escola
Cita
o caso de Ong para acolhimento de mães solo com problemas de degradação, de
saúde mental, de exclusão social.
Em
cidade com crise econômica essas mães sofriam com o desprezo das outras mães de
alunos quando levavam seus filhos para a escola.
A
Ong criou cafeterias na cidade e essas mães solo tiveram um lugar para
trabalhar e melhorar a auto estima. Deu
ótimos resultados e passaram inclusive a serem menos discriminadas pelas outras
mães de alunos.
Trabalham
num sistema cooperativo.
Casais
jovens sem preparo para a maternidade. “Adolescentes
que mal acabam de sair da infância mergulham numa situação em que precisam
sacrificar seus desejos pessoais, controlar suas emoções e planejar o
futuro. Genitores jovens precisam de
dinheiro, de ajuda e de supervisão não acusatória.
Paternalismo
estatal pode não ser adequado. Mãe
solteira na Grã Bretanha, o estado fornece a ela casa para morar. Espanha e Itália não fornecem casa. “A Grã Bretanha tem um dos maiores índices de
mães solteiras da Europa. A Itália e
França por outro lado, tem índices dos menores de mães solteiras da Europa.
Da
tese de doutorado de um orientando do autor.
Sobre um condado dos USA frente à crise econômica de 2008 e o
desemprego. Cresceu o abandono de
crianças. (tudo comprovado com
estatísticas acadêmicas).
“Para
cada 1% de crescimento do índice de desemprego num condado, a incidência de
negligência infantil aumentou em 20%.”
(abandono de filhos).
Condados
nos USA com seguro desemprego mais longo, houve menos abandono de crianças na
crise de 2008.
No
passado as famílias eram maiores e havia mais parentes para se socorrerem e nos
tempos recentes as famílias são menores, o que dificulta o socorro entre os
familiares.
Famílias
pequenas... “Os avós atualmente se
envolvem muito mais do que antes com seus netos”.
O
autor alega que se o Estado adotasse o uso de oferecer escolas para a criança
no “jardim da infância” poderia ser bem útil inclusive para que famílias de
diferentes classes sociais utilizassem o serviço”. (assim as crianças conviveriam com outras
de diferentes classes sociais de forma inclusiva).
Continua no capítulo 13/16
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Cap.11 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER - Univ. Oxford. (ano 2018)
capítulo
11 fevereiro de 2026
Corrigindo
o novo Distanciamento
Essa
perda de competitividade é algo que não tem volta. Não dá para uma cidade atingida voltar no
tempo e tentar ser o que era.
Londres
ainda é um centro financeiro muito forte e próspero. Mas o Brexit está no rumo de “transferir” essa
força bancária para os países da Europa.
...”A
estratégia que proponho a seguir se divide naturalmente em duas partes: Tributar a metrópole e restaurar as cidades
do interior”.
“O
que as ideologias de direita e de esquerda pensam sobre tributação polariza e envenena
nossa política. Uma dose de pragmatismo
seria libertadora: novos impostos
inteligentes podem superar os atuais impostos nos dois critérios, o da ética e
o da eficiência”.
Sobre
a questão da desigualdade de renda... “Como
descobriu Jonathan Haidt, equidade, para a maioria das pessoas, significa não
tanto igualdade mas sim proporcionalidade e merecimento.”
A
grande ideia de Henry George, jornalista e economista político nos USA – século
XIX. ...
Um
teórico provou que era justo cobrar um imposto de quem tinha propriedades
urbanas de forma especulativa nos grandes centros e lucravam alto sem nada
fazer pela comunidade.
Na
Inglaterra há exemplos de alta riqueza.
Quando tentaram taxar esse tipo de riqueza, os atingidos gastaram pesado
para influir junto aos políticos para que não aprovassem lei sobre o tema.
“Nunca
é tarde demais para instituir esse imposto”.
O autor cita inclusive (base 2018) o presidente Donald Trump que fez
fortuna no setor imobiliário em Nova Iorque.
O
autor destaca que dos anos 80 para cá se acelerou o processo de urbanização
... “refletindo o grande aumento nos
ganhos derivados da aglomeração”. Ele
vê que tributar esse público seria premente mas... “pelo contrário, estamos presos na armadilha
das velhas disputas ideológicas sobre tributação”.
...”Em
termos mais fundamentais, os ganhos de aglomeração são, por sua própria
natureza, produzidos coletivamente.
Eles resultam de interações entre milhões de trabalhadores e não apenas
do esforço individual de cada trabalhador altamente remunerado”.
Os
superqualificados merecem ficar com boa parte da remuneração ... “mas não
merece toda ela”.
O
argumento da eficiência em favor da tributação de ganhos de aglomeração. ...”como é possível tributar os ganhos de
aglomeração?”
O
ganhador de um Prêmio Nobel, Robert Solon...
“sustenta que as rendas econômicas aumentaram e que a tributação deveria
passar da renda salarial para a renda econômica”.
Recuperando
as cidades interioranas que estão “acorrentadas a um cadáver”. No caso da alta tecnologia na área computacional,
o polo chamado de Vale do Silício surgiu em torno da Universidade de Stanford
nos USA.
Pensar
localmente. Bancos locais que foram
desaparecendo.
Pensar
mais amplamente. Soluções do setor
público para coordenação. O autor
está escrevendo parte deste livro em Singapura.
Numa cidade muito próspera e muito bem administrada pelo setor público.
Compensar
os Pioneiros. Bancos de Desenvolvimento.
Polos
de conhecimento: Universidades locais.
“A
proximidade das universidades com as empresas que estão aplicando o
conhecimento ajuda tanto as empresas como as universidades”.
O
MIT Massachusetts Institute of Technology é ligado à Universidade de Harvard
(USA). Ambos tem ligações e se
complementam.
Há
necessidade da pesquisa pura mas a aplicada pode inclusive ajudar de forma mais
direta a comunidade. Ambos tem seus
méritos.
Pesquisa
aplicada. “Este é mais um uso possível
de verbas públicas”.
Continua
no capítulo 12
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Cap.10 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - PAUL COLLIER - Prof. em Oxford - Inglaterra (2018)
capítulo
10
“A
França travou três guerras com a Alemanha no curto tempo de setenta anos”. Após a segunda Guerra Mundial se criou a
ONU, a OTAN Organização do Tratado do Atlântico Norte e mais adiante a CEE
Comunidade Econômica Europeia.
O
PISA Programa Internacional de Avaliação de Alunos também foi criado para tem
parâmetros que pudessem comparar desempenho escolar em diferentes países.
Nesse
pós guerra criaram também o FMI Fundo Monetário Internacional. A meta era fornecer financiamento a países
em crise econômica. Em 1976 a Grã Bretanha
só não entrou em colapso pelo apoio que
conseguiu no FMI. Este que na criação
teve a participação do britânico Keynes.
“Os
criadores do FMI deveriam ser reconhecidos pelos seus países como heróis nacionais”.
Discorre
sobre a ONU e suas boas intenções... “a despeito de sua enorme boa vontade
raramente tem se mostrado eficaz”.
(veio para buscar a paz mundial e não tem sido nada efetiva).
A
erosão do Mundo Ético (página 138)
O
autor avalia que a UE União Europeia tem
pontos positivos e pontos negativos... “é cada vez mais uma entidade em que os
países poderosos dizem aos outros o que devem fazer”.
O
FMI por interferência das Ongs, passou a condicionar aos empréstimos, que o
país tomador do crédito siga normas ambientais mais rígidas do que as seguidas
pelos países ricos.
Reconstruindo
um Mundo Ético
Uma
hipótese para se construir algo com algumas estratégias para o âmbito
global. O G20 é grande demais. Já o G7 é falho por excluir a China e a Índia
que entre outros fatores, são os dois países mais populosos do mundo.
Como
sociedade... “nosso dever de resgate”. “Essa é a minha praia: passei minha vida
adulta inteira procurando incentivar as pessoas de sociedades prósperas a
reconhecerem que temos esses deveres para com os outros”. (aqui se supõe inclusive tratar com
dignidade os imigrantes).
Os
Refugiados
“Começo
com nosso dever de resgatar refugiados.
Existem 65 milhões de pessoas no mundo
(base 2018) que deixaram seus lares movidos pelo medo ou pela fome”. “Um terço delas se tornaram refugiados”.
O
HIV Positivo
Havia
povos africanos com doentes de HIV que não podiam ter acesso a remédios para
prolongar a vida diante da pobreza. Em
certa época, a França e os USA acolhiam imigrantes portadores de HIV por
questão humanitária e custeavam o tratamento que não é barato. Depois deixaram de fazer isso.
O
Dever de Resgate do Desespero em Massa
Resgatar
pode ser apoiar nos próprios países onde estão principalmente os jovens em
dificuldades. “Resgatar significa
restaurar e aumentar a autonomia, e não impor autoridade sobre as pessoas”.
Conclusão: Parte 3 - Restaurando a Sociedade Inclusiva
Capítulo
7 - O divisor geográfico: Metrópoles prósperas, cidades falidas.
Dos
anos 1980 para cá se acelerou muito o grau de produtividade das grandes cidades
em relação às demais.
As
metrópoles na França, na Inglaterra e nos USA votaram em peso contra a direita
e os povos do interior, em desvantagem econômica, votaram na direita de Le Pen,
Trump e pelo Brexit na Inglaterra.
O
que move o novo distanciamento
Cidades
que eram polos de certos setores industriais na Europa e USA e que foram desafiados
pela globalização. A siderurgia da Grã
Bretanha foi atropelada pela competição da Coreia do Sul. Detroit, nos USA, teve o golpe da concorrência
globalizada no seu setor automotivo.
Seguem outros exemplos...
“Essas
cidades se recuperam? Os ideólogos de
direita acreditam que desde que o governo não intervenha, as forças do mercado
corrigem o problema. Infelizmente, não
passa de mera crença ideológica”.
Decai
a indústria, os imóveis desvalorizam, os empregados não conseguem vender suas
casas e comprar outra na cidade que está próspera onde os imóveis custam muito
mais.
Algumas
dessas cidades com amplos galpões industriais vazios, viraram abrigo de call
centeres. Estes que empregam pessoas
com baixa qualificação e baixo salário.
Encolhe a economia local.
Continua
no capítulo 11
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Cap. 9 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO - Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: PAUL COLLIER - Prof. em Oxford (2018)
capítulo 9
Então
o que pode funcionar? Já foi visto
que “a regulação e a propriedade pública apresentam graves limitações” , há
outras abordagens que não foram apresentadas... Seguem três abordagens: 1 – Tributação; 2 – A representação do
interesse público nos conselhos diretores das empresas. Usar leis para colocar isso em empresas
privadas... (como leitor, vejo no caso
do Brasil um Congresso amplamente majoritário a favor do capital e algo nesse
sentido seria uma utopia na atualidade)
3
– Fiscalizando o interesse público.
Capítulo
5 - A Família Ética
A
família tendia no passado a ser mais coesa e mais solidária. Os pais criavam os filhos e tinham comumente
seus pais em vida, havendo uma interação entre netos, pais e avós. Os pais tinham a expectativa de que na
velhice teriam amparo dos seus filhos.
Há
décadas essa relação foi se afrouxando inclusive pela separação de muitos pais.
Abalo
no topo – Os mais instruídos
Abalo
na base – os menos instruídos.
Consequências
do distanciamento social. Criança sem a
presença dos pais. (página 124); “Nos USA – e pode ocorrer num futuro próximo
– mais a metade de todas as crianças de hoje viverá provavelmente até os dezoito
anos numa família monoparental (sem a presença de um dos pais).
O
problema é mais grave nas famílias mais pobres nos USA. Na metade que tem menos instrução, ...”a
norma é a criança com um genitor – ou nenhum genitor, correspondendo a dois
terços das crianças desse grupo.”
Estudos
mostram que as crianças criadas na presença de ambos os pais se dão melhor no
futuro delas. O Estado acode mas não
faz milagres.
“Pagar
a terceiros para cuidar dos filhos pode suplementar a criação parental, mas não
substitui os genitores”. ... “Em
suma, o que a família faz nos poucos anos antes da escola é mais importante do
que as escolas fazem nos doze anos em que tem as crianças sob sua
responsabilidade”.
Pais
com pouco estudo e mais pobres dão ênfase ao educar os filhos três quartos de
foco na obediência e um quarto em autonomia.
Já os pais mais estudados, há o inverso.
Três quartos do foco em autonomia e um quarto em obediência.
“A
leitura parental incentiva o desenvolvimento infantil e é o principal fator
isolado a explicar as diferenças na aptidão escolar”.
A
respeito do desempenho escolar o autor cita o Pesquisador Robert Putman e o
livro Jogando Boliche Sozinho que teria dados de alta relevância de pesquisas
no tema. (pesquisei e livro usado desse
autor custa de 200 a 250 reais na internet – 2026)
Restaurando
a Família Ética
Dados
da psicologia social. “Nosso pesar pela
realização social insuficiente torna-se pequeno ao lado do nosso pesar pelas
obrigações que deixamos de cumprir.”
Cita
o Psicólogo Martin Seligman. “O ilustre
psicólogo e sua conclusão inequívoca sobre a busca do bem-estar. Se quer bem-estar, não o terá se se
preocupar apenas com a realização ... as
relações pessoais próximas não são tudo na vida, mas são centrais”.
O autor deste livro coloca: “A substituição da
família ética pelo indivíduo com
direitos próprios revela ser mais uma tragédia do que uma vitória”.
Sobre
a família e o casamento. No passado as
famílias eram maiores mas a longevidade era menor. Eram mais horizontais. O mais comum eram três gerações: netos, pais e avós. Agora as famílias são mais longevas e a
estrutura ficou mais vertical. Menos
filhos, mas comumente a presença em vida de bisavós.
Geração
na Europa que viveu a II Guerra Mundial.
“Viveram uma era de impérios – britânico, francês, russo, japonês,
austríaco, germânico, português, belga, italiano... que estavam se desfazendo
sob as pressões de seus flagrantes absurdos éticos.”
Construindo
um Mundo Ético
Continua
no capítulo 10