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sexta-feira, 21 de julho de 2017

PARTE FINAL - GUERRA DO CONTESTADO (PR X SC)


     175 – Lá vão de novo os Federais (tropas) solicitados desta vez por SC.  Tropas de Ponta Grossa e Curitiba.
     176 – Seção de metralhadoras...
    “Tropas federais em missão de paz...”      O autor do livro repete:   Os fanáticos, nenhum crime tinham praticado.
     177 – Povos sertanejos assustados com a presença das tropas federais foram se juntar aos  fanáticos no Taquaruçu.        ...”meio que imitando os Maragatos, também na ocasião colocavam uma fita branca no chapéu”.
     178 – Euzébio queria fundar uma cidade santa.  Fundou Perdizes Grandes.
     178 – O vidente Manuel teve uma “morte”  (uma catalepsia) e depois de orações, “reviveu”.   Após isso, todo o poder de Euzébio passou para Manuel.  Euzébio até beijou os pés dele.
     179 -  O novo guru quis “dormir com três virgens” e foi destronado.   (ele bebia bebidas alcoólicas).
     179 – O povo passa o poder para um neto de Euzébio, que tinha na ocasião 12 anos de idade.    O novo Menino deus da região.
     181 – Badalar do “sincerro”    (sino que vai pendurado no pescoço do animal)
     181 -  No ataque, dispersão dos militares e seus apoios.  Seis dos 12 cargueiros dos militares se assustaram e desembestaram para o mato.  (muares de carga).
     181 – Eleodora, de branco, pareceu em gesto de paz e em seguida, ataque dos fanáticos.   A metralhadora não teve tempo e meios de ser acionada.  Duas horas e meia de refrega e o exército perde parte das armas e mantimentos, que ficam em poder dos sertanejos.
     182 -  Viram que teriam de ir ao corpo a corpo e nisso os fanáticos estavam mais preparados... as tropas se retiraram...  “que uma retirada honrosa vale por uma vitória”.
     Os civis voluntários (que ajudavam as tropas federais) zarparam.    O povo local protegia os rebeldes.
     182 – Assim, o exército ficou cercado pelos inimigos (e o povo local).   Caboclos... fanáticos... por certos aspectos... justos.
     183 – Os fanáticos venceram sem baixas e a “profecia” de que as armas do exército não funcionavam deu certo.    São Sebastião, o santo guerreiro, estava com os sertanejos.
     190 – Agora era o governo de Vital Ramos em SC e este passa pelo sufoco com os fanáticos.    Mandou para a zona de conflito todo o seu contingente militar.   Até o Major que era o Secretário Geral do estado de SC foi para o front.
     191 -  Praxedes (um líder dos sertanejos) foi atacado porque queria arrebatar armas à força e SC usou o episódio como um ataque dos fanáticos.
     Mais gente indo para o reduto dos fanáticos até para se sentirem seguros.
     193 – Dia 03-02-1914 -  754 soldados e 140 cargueiros no local.   O exército tinha até canhões no local.
     195 – O povo brasileiro estava indignado.   O Marechal Rondon rodou o Brasil, desbravou, etc. e não precisou atacar nenhum povo.   Logo agora o Exército iria agir...
     196 – Um advogado do RJ impetrou um “habeas corpus” aos líderes dos fanáticos para proteção legal deles.
     196 – A campanha do jornalista Jaime Balão em O Diário da Tarde, pelo diálogo, ouvir as queixas, etc.
     199 – Tambor e prece duas vezes por dia.
     200 – O deputado Correia de Freitas que foi lá às vésperas do ataque e disseram a ele que se cessassem as perseguições das autoridades  de Campos Novos e Curitibanos, todos deixavam a posição de defesa e iriam cuidar de suas roças e criações. 
     200 – Revoltaram-se com o assassinato de Praxedes às portas de Curitibanos.
     201 – Balas de canhão, granadas, contra os fanáticos...  os do exército matavam e tocavam fogo nas casas.   Data 08-02-1914.
     Um único dia de fogo cerrado e reduziu tudo a cinzas.   Um só soldado morto.   Do lado dos fanáticos, 50 mortes e os outros fugiram para o mato para não morrer.    Entre os mortos, mulheres e crianças.   (uma chacina)
     202 – Os soldados queimaram até a igreja e dentro dela, mulheres e crianças que lá se abrigaram.      Mataram muitos indefesos e depois fizeram o abominável saque dos pertences dos sertanejos.
     203 – Os fanáticos, com muitas baixas, seguiram para Caraguatá.
     207 -  Dona Ana, viúva de Praxedes, na ânsia da fuga, abandonou duas latas cheias de moedas de ouro e prata do tempo do império.
     208 -   Novo líder e as motivações.   Manoel Alves Assunção Rocha, eleito rei da Festa do Divino...   (mistura de fanáticos e gente com litígios de terra).
     208 -  Gente influente vai aderindo à causa dos sertanejos.   Sonho da ressurreição e volta do profeta como monarca, à frente de 3.000 soldados de honra.    (uma utopia deles).   “Com o regresso ao passado, os velhos rejuvenesceriam e os mortos ressuscitariam”.
     208 – A Virgem Maria Rosa.  14 anos de idade.  Montada num cavalo branco.  Ela vestida de branco.    Os adeptos partilhavam tudo e nada faltava a ninguém dos acampados.
     212 -  Reforço dos militares do Paraná e da empresa Lumber com sua guarda particular.
     215 – Os fanáticos pensavam em criar ali uma Nova Jerusalem com o sistema comunitário, etc.   e Monarquia.
     216 – O deputado Correia de Freitas desistiu da mediação.
     218 – Combate a “ferro branco”.  Seria espada, etc.  Não arma de fogo.
Ferro branco é no corpo-a-corpo.
     221 – Numa batalha, 17 soldados mortos e 23 feridos.
     224 – Soldados atearam fogo na casa de um dos fanáticos.   Foi como colocar gasolina na fogueira.
     229 – Uma das fanáticas já citava... “um deles estudou tanto que se perdeu”.     Jornal Diário da Tarde (SC) de 23-04-1914.
     230 – O Brasil estava conturbado no governo do Marechal Hermes.   O Exército atacava por qualquer coisa.    Rui Barbosa chiava muito contra tudo isso, o uso da força.
     231 – O deputado Correia de Freitas, vendo que não convencia os fanáticos, ao menos deu um conselho para eles não ficarem “aglomerados” em caso de ataque pois assim morreriam mais fácil.    Foi tido como quem ensinou guerrilha aos fanáticos só por esse conselho dado.
     231 – Havia o risco do “empastelamento” dos jornais se estes não se alinhassem com os atos do governo.   Empastelar era o poder policial entrar, arrebentar tudo no jornal e acabar com tudo.
     232 – Os fanáticos se dispersaram.   Houve um surto de febre tifoide...   2.000 pessoas em retirada.
     235 – O autor trata os sem terra de “bandos”.
     237 – Pico do Taió  - SC
     237 – O governador foi para a região e viajou 15 dias entre andar e fazer contatos.   Esteve até na região de divisa com a Argentina.    Foi recebido de forma festiva pelo povo.
     238 -  A comitiva do governo navega 1.000 km a bordo do Vapor Curitiba pelo Rio Iguaçu.
     238 – O município de Canoinhas-SC era um lugar de divisa com o conflito pelo lado de SC e do lado do Paraná, a divisa do conflito era União da Vitória.  Na época do conflito o PR “criou” o município de Timbó, que era em área pleiteada por SC.
     240 – Povos de Curitiba no passado indo para a região bruta em busca dos “campos” de Guarapuava e Palmas  (interesse em bovinocultura).
     241 – Coronel Amazonas Marcondes...   viaja no Vapor Cruzeiro – em 1882.
     241 – Índios botocudos.
     242 – Taunay visita o lugar e cita nos seus escritos.
     243 -  Os fanáticos no Vale do Timbó.   Ali ocorreu a Guerra do Timbó.
     244 – General Menna Barreto e o Exército.    Colocar gente do exército na região  (1910).
     245 -  SC tinha mais prestígio no âmbito federal e isto lhe dava mais poder com relação ao Paraná na questão de divisas.
     250 – Em Calmon – SC em 21-04-1914 -  1.000 soldados do Exército no local.
     254 – Povo de origem germânica também na luta pela posse da terra.
     254 – O fanatismo existiu, existe e existirá, enquanto não se lhe der um nível educacional mais elevado.
     256 - ...”feíssimo, miúdo, desengonçado, mas de estúpida coragem”.
     256 – Uso de canhões e metralhadoras pelo exército.
     260 – Depois da “ocupação” o exército foi embora e deixou 200 soldados como tropa de ocupação.
     261 – Houve a aliança entre fanáticos e bandoleiros.
     262 – Carta do General   -   “Caso de Polícia”.   Cabe aos governadores e suas polícias exterminarem os bandidos... limpando assim a zona...”
     O autor deste livro ficou cego e continuou ditando a obra e sua esposa ia digitando.   Ele morreu um ano após ficar cego.   Morreu relativamente novo.

quinta-feira, 20 de julho de 2017


PARTE II - Continuação da relação iniciada com a leitura de 1994 e editada aqui neste blog no dia 26-10-2014.

          Título da obra                                     Autor/a              Mês e ano da leitura

183 – Tempo Bom Tempo Ruim                   Jean Wyllys                12-14

184 – Os Chineses                                         Claudia Trevisan         01-15

185 – Os Garotos da Fuzarca                        Ivan Lessa                   04-15

186 – Fotografia – Anal. e Digital                 Nelson Martins           02-15

187 – A Medida do Exagero...                      Caetano F.Ranzi         09-15

188 – Louvado Sejas – Laudato Si                Papa Francisco            09-15

189 – Eu, Malika Oufkir, Presioneira...         Michele Fitoussi         09-15

190 – Xangai Baby                                        Wei Hui                      10-15

191 – Azules  (poesia)                                   Cristiane Grando        10-15

192 – Maria (a mãe de Jesus)                        Rodrigo Alvarez         11-15

193 – Caim                                                    José Saramago            01-16

194 – José Bonifácio (Projetos p/Brasil)       José B.A.Silva            02-16

195 – Sua Resposta vale 1 bilhão                  Vikas Swarup             03-16

196 – O Filho Eterno                                     Cristovão Tezza          04-16

197 – O Caçador de Pipas                             Khaled Housseini       05-16

198 – Diário da Queda                                  (autor gaúcho)            08-16

199 – O Beijo de Schiller                              Cezar Tridapalli          08-16

200 – O Estrangeiro                                       Albert Camus             09-16

201 – O Caminho do Peregrino                     Laurentino Gomes      09-16

202 – A Radiografia do Golpe                      Jessé Souza                 10-16

203 – As Brasas                                             Sándor Márai              12-16

204 – A Geografia da Pele                            Evaristo de Miranda   12-16

205 – Pensamento Ecológico                         Vilmar S.D.Berna       01-17

206 – O Mercador de Veneza                        William Shakespeare  02-17

207 – Perdição                                               Luiz Vilela                  03-17

208 – Contos Eróticos                                   Luiz Vilela                  03-17

209 – O Homem Lento                                  J.M.Coetzee                03-17

210 – A Trégua                                              Mario Benedetti         04-17

211 – A Eternidade e o Desejo                      Inês Pedrosa               05-17

212 – Memória de minhas Putas Triestes      Gabriel G.Marques    05-17

213 – Noite Sobre Alcântara                         Josué Montello           06-17

214 – As Avós                                               Doris Lessing             06-17


215 – Rota 66                                                Caco Barcelos             07-17   

sábado, 15 de julho de 2017

PALESTRAS/CURSO - SER CRISTÃO NO NOVO MILÊNIO - com Monsenhor Agenor

RESENHA DE PALESTRA/CURSO COM O MONSENHOR AGENOR
Anotada pelo Eng.Agr. Orlando Lisboa de Almeida   orlando_lisboa@terra.com.br
Público – Leigos da Arquidiocese de Maringá – PR

(Na ocasião  - 2001 - ele era da Diocese de Tubarão-SC)
O tema da palestra:   “Ser cristão no novo milênio”
     Nossa igreja hoje é uma barca num mar agitado que é o nosso mundo.  Não há como nos refugiarmos.
     Temos que, como igreja, estar inseridos no contexto.   Marchar com a humanidade.    A missão da igreja é estar na missão.   É um serviço gratuito.  Implica diálogo, respeito pelo diferente.
     Abrir espaço para semear as sementes do Reino.   Ser corpo de Deus no mundo.   Grandes desafios.   Um deles: a fome de sentido de vida, de razão para viver. 
    Há hoje uma invasão de espiritualidade praticamente no mundo todo.   A busca de felicidade pessoal “aqui e agora”.   Busca-se a felicidade e não se quer engajar na luta do “próximo”.
     Comum católicos que frequentam a Seisho No Ie, que acreditam na reencarnação.    Distorções.
     Há busca das tradições, dos valores autóctones.   
     O empobrecimento crescente do povo.   Os idosos são “insignificantes”.   Existem povos insignificantes, continentes insignificantes...
     O desafio da ecologia.   Sistema econômico de rapinagem.   O desafio da emancipação da mulher numa cultura patriarcal e machista como a nossa  com reflexo na própria Igreja.
     Deveríamos partir para a radicalização na democracia, onde as pessoas participassem e exercessem a Cidadania.
     Vai colocar o foco em um desafio, diante de tantos citados:  O desafio da experiência religiosa.   Hoje se vivem “religiões à la carte”.  Busco o que me interessa.   Mercado da religião, onde se consome ao bel prazer.  Seria o neo paganismo.   Misturam esoterismo, cromoterapia, etc.
     Há religiosos sem Deus, sem Igreja.   Religiosidade eclética e difusa.
     Grandes religiões:  Judaismo, Cristianismo e Islamismo.    Não crescem e passam por muitas fragmentações.
     Há hoje (2001) 48 formas de viver no Islamismo.  No Judaismo, mais de 10 formas.  No Cristianismo, uma série.   Em São Paulo (cidade) há ao redor de 3.000 igrejas cristãs.
     Amanhã falaremos das nossas tarefas, as saídas, formas de ação partindo de duas vertentes.    ( O curso foi de dois dias)
     ... erupção de manifestações ecléticas difusas.
     Comecemos a nossa reflexão:
     A erupção/exploração do religioso, da espiritualidade.    Por quê?
     Há um pensar que à medida que a ciência avançou, nos tornaríamos senhores do Universo e não precisaríamos mais de Deus.   Viveríamos na sociedade do bem estar.
     Houve filósofo que  afirmou que teria que ser tirado Deus “de campo” para o povo ser feliz.
     As sociedades mais avançadas apostaram alto nessa “erradicação” de Deus dos seus seios.    A Igreja na Europa (os teólogos) se preparou para dialogar com o homem ateu.
     Há hoje uma orientalização do ocidente.   É um amalgma de esoterismo, naturalismo, tudo misturado.
     Outros fatos a destacar.     Quando se colonizou a América Latina se satanizou a religião do povo nativo.    Antes, o catolicismo era hegemônico no mundo.
     Modernamente, partiu-se para a fé como opção pessoal.
     Até o Concílio Vaticano  II, as demais religiões eram coisa do diabo para o povo católico.    Esse concílio veio mudar isso.    Lançou inclusive um documento sobre a Dignidade Humana.     Admite outras experiências religiosas.    Um bispo católico conservador – o Lefevre – andou se rebelando contra isso e foi voto vencido.   O concílio aceitou que  há alternativa de se chegar ao Pai em outras determinadas religiões também.     Inclusive aceitou religiões não cristãs.
     Falou do relativismo religioso.   Com isso, não haveria uma verdade; haveria várias verdades.
     Falou das opções nas bancas de revistas.   A Auto Ajuda.    Leonardo Boff, Paulo Coelho, Bonfiglio, etc.   Um mercado do religioso, nas palavras do palestrante.  Há um mercado e o consumidor consome o que lhe convém.    Numa experiência religiosa sem comunidade, uma Igreja sem Doutrina.
     O relativismo e o ecletismo religioso.   Ler conforme a afetividade e a subjetividade de cada um.      O sincretismo religioso.    Achando-se que tudo leva ao Pai.      

Continua.....

terça-feira, 20 de junho de 2017

Parte final: FICHAMENTO DO LIVRO NOITE SOBRE ALCÂNTARA (MA)

Continuação do fichamento do livro Noite sobre Alcântara   (final)

     117 – O costume da época – mascar fumo de corda.
     122 – Uma negra apareceu com um negrinho escanchado na ilharga (termo que conheci da minha terra que tem influencia do tropeirismo)
     Natalino vai ver a Fazenda Flor da Nata, da família, que ele não visitava há dez anos.    No passado ela produzia cana, algodão e tinha cem escravos.
     123 -  O escravo que o recebe lá informa que por lá deu a bexiga (varíola) e matou a metade dos escravos e dos outros que ficaram, a maioria fugiu do local por causa da doença.    Agora, só seis negros e destes, dois no “fundo da rede”  (doentes).
     124 – E o feitor da fazenda deu uma sugestão ao patrão que queria de lá ir visitar a outra fazenda da família:  Não vá ver a fazenda Córrego Fundo.  Fique aqui mesmo.
     124 – Viu sericoras pelo caminho  (saracuras?)
     125 – Cana caiana.     O escravo disse um termo bem regional:   .... ele veio aqui mais eu.     Nada mais produzia a Córrego Fundo.
     126 -  Natalino a pensar do que o Visconde (seu pai) e a família viveriam se quase toda  a renda vinha dessas duas fazendas.      Ele, Natalino, ao menos vive da pensão por ter lutado na Guerra do Paraguai.
     128 – Gente da região enviou escravos para a Guerra do Paraguai, geralmente substituindo os nobres da família.
     129 -  Visitando a outra fazenda, pergunta ao escravo.   E os outros?   
     - Tá tudo debaixo do chão.   Só ficô eu pra semente.
     129 – Os barcos desciam os rios com algodão, farinha, arroz e açúcar vindos de mais distante da costa e concorrendo com as fazendas locais.
     131 -  O animador de quadrilha junina usando o francês:   - En avant!  En arrière!  Balancez!         (França – terra de origem da Quadrilha)
     Natalino ao retornar a Alcântara e mesmo havendo o movimento por causa das festas juninas, percebeu melhor que a cidade iria ficar deserta logo, logo.
     136 – A sempre disputa acirrada dos partidos Liberal e Conservador, respectivamente “os cabanos” e os “bem te vis”.    Não se misturavam, mas na fase de decadência alguém propôs uni-los.   Não havia jeito.
     137 – Ambos partidos resolveram (por interesses em mais títulos de nobreza) construir cada um, um castelo para receber o Imperador Pedro II.  Mas não havia nada de oficial sobre a visita ser realizada ou não.     Os nobres, já empobrecidos, mas sem perder a arrogância, vendendo bens para levantar as obras.      Alcântara tem esse nome em homenagem a Pedro de Alcântara.
     Tentaram construir os castelos com recursos deles, dizendo que não iriam usar verbas públicas para tal.
     Esperavam que lá pelo ano de 1860, quando o Imperador iria visitar os USA, no retorno passaria por Alcântara.
     137 – A disputa pelo melhor castelo saiu inclusive no jornal de São Luis, o “Publicador Maranhense”.
     139 – Obras dos dois castelos e o povo ficava de olho no andamento das obras e na disputa de vaidade dos nobres que já andavam mal das pernas em termos financeiros.      Uso de mão de obra dos escravos.
     Em obras, inclusive de calçamento, teriam usado pedras que vinham de Portugal como lastro nos navios que vinham vazios para retornarem carregados.    As pedras davam estabilidade ao navio em curso.
     Nas paredes dos sobrados e muros usavam pedras rejuntadas com massa com adição de óleo de baleia para dar a liga e afirmar a edificação.
     143 – Cita o jornal Diário do Maranhão que seria também da época em São Luis.     (cidade de colonização francesa e o nome homenageia rei daquele país)
     144 -     Os cegos cantadores de Alcântara já faziam suas músicas de improviso fazendo chacota aos prédios dos palácios que tendiam a ficar inacabados e sem receber o Imperador, como de fato ocorreu.
     146 – Cita o Forte de Santo Antonio.
     155 -  Sobre a amiga de Olivia no colégio interno em Paris.  Eloise, que era homossexual, forçou no passado, um caso com a companheira de alojamento Olivia e continuaram amigas.   Trocavam cartas.   Um dia Olivia ficou sabendo que a amiga foi presa após matar uma companheira num hotel na França.
     158 -  Olivia detesta que a mãe grite com os escravos da casa.    Quando isso ocorria, saia de casa para não ter maior constrangimento.
     O pessoal do internato não deixou ela ler Emile Zola.
     169 – Biscoitos sequilhos.
     170 – Natalino fez um artigo no jornal de São Luis falando do descalabro das finanças dos nobres de Alcântara e também atacou como sempre os monarquistas e apoiou os republicanos.   Em pleno Imperio e escravidão.   O pai dele, nobre e monarquista, ficou muito indignado e passou enorme vergonha perante seus amigos da nobreza e do partido.    Discutiu com o filho e deixou de conversar com ele até a morte, vestindo luto inclusive por esse gesto.
     192 – O Visconde (pai de Natalino) segreda ao médico amigo que já vendeu suas propriedades para honrar sua parte na construção do palácio.    Só sobrou o sobrado onde morava.     Usou o termo sobre a palavra dada entre os nobres da época:     Nós quebramos mas não vergamos.
     212 – Cita de Olivia referência ao livro O Vermelho e o Negro, de Stendal.
     238 – Alonso Ramirez – o galã pretendente a se casar com Olivia.  Ficam de namoro e logo depois ele é preso por passar dinheiro falso.  Já vinha de outros estados com esse golpe.   Decepção enorme a Olivia.
     241 -  O sonho dos nobres da época era serem “Titulares do Império”.   Serem reconhecidos na corte e terem títulos de nobreza.
     253 – Um termo tropeiro:    Atafulhar a carta no bolso...
     262 -  Dois golpes nos nobres na época.  Em 1888, abolição dos escravos no Brasil e em 1889, a proclamação da república.
     266 -  Prato típico na nobreza de então – galinha à cabidela.
     274 -  A esposa do Dr. Carlos (médico que tinha título de nobreza: Barão de Grajaú) foi a julgamento por castigo que resultou na morte de escravos.    Poderia ser “condenada às galés” mas pela influência, ficou livre.
     O episódio do afundamento de um barco de passageiros na rota São Luis Alcântara, morrendo todos.     E duas mulheres, esposa e amante, chorando o mesmo morto.   Vergonha total, principalmente da esposa do morto, que era comadre de Natalino.    Inclusive ele, dali uns tempos foi se solidarizar com ela e acabaram tendo um caso.     Caiu na boca do povo e mais um escândalo para a família dele administrar.
     307 – Nos bons tempos, carruagens pelas ruas de Alcântara, com brasões dos nobres nas portas das mesmas.    Puxadas por cavalos puro sangue árabe.
     313 – Natalino se dirigindo à Viscondessa, sua mãe que era adepta da escravidão.    Vi na guerra o cúmulo:  Negros mandados à guerra do Paraguai por seus patrões e os negros morreram na guerra por uma pátria na qual eles eram escravos.
     326 – Cita o trovador Euclides Faria de São Luis.   Seria muito popular.
     339 – Alcântara teve inclusive muitas salinas e era exportador de sal, dentre outros produtos.
     387 – Na passagem do século, com Natalino pronto para deixar Alcântara em breve.   Na barraca de tiro ao alvo, viu um jovem e percebeu que era a cara dele.   Mas ele achava que era estéril.  Achava mas não era.   O filho seria dele.  Não teve coragem de conversar com o rapaz mas soube que a mãe do rapaz foi um caso dele no passado.  Era a mulher, filha de um padre.
     O rapaz inclusive era canhoto como ele.

     Natalino no preparo para despedida, visita Olivia e conta a ela que não se casou com ela por causa da sua esterilidade.   Não queria uma vida de casado sem filhos.    Lá se foram a vida dele e dela, de certa forma.

domingo, 18 de junho de 2017

RESENHA/FICHAMENTO - LIVRO - NOITE SOBRE ALCÂNTARA

FICHAMENTO DO LIVRO – NOITE SOBRE ALCÂNTARA (MA)
Autor do livro:   o maranhense Josué Montello
Fichamento por:  Eng.Agr. Orlando Lisboa de Almeida -   Curitiba – 17-06-17

     Alcântara é uma cidade histórica próxima a São Luis do Maranhão.
     Teve uma aristocracia marcante e muito trabalho escravo.
     Página 44 – O padre desceu a ladeira até o Convento do Carmo.
     45 – Largo de Santa Quitéria.
     45 – Visconde de São Marcos, o pai de Natalino (o protagonista do livro).  Natalino se alistou voluntariamente para a Guerra do Paraguai a contragosto dos pais.
     45 – Natalino ficou cinco anos na guerra (deve ser obra de ficção).   E teria no final da mesma, sido ajudante de ordens do General Osório.
     47 – Natalino ganhou a Medalha da Ordem da Rosa.
     48 – Ele vê Maria Olivia que não via há anos.  Foi paquera dele no passado.   Ela passou um tempo em colégio de freiras em Paris.   O pai dela era o Barão de São Matias.
    50 -  Descer a ladeira para chegar ao Largo da Matriz.
     52 – Olivia e a amiga de colégio interno, Eloise (francesa).
     54 – Olivia ganhou de Eloise o romance Madame Bovary, de Flaubert.
     55 – Olivia é filha única.     (56)    Trouxe caixas de livros de Paris.
     58 – Casarão dela com mais de oito quartos.   Na parte de baixo do casarão, vários alojamentos, inclusive estábulo para os cavalos de uso da família.
     58 – A pedido do pai, Olivia cursou equitação em Paris nos fins de semana.  Estudou no colégio da Sacre Coeur.
     60 – O sobrado de Olivia e família ficava em frente à Praça da Matriz de Alcântara.
     60 – Os pretendentes dela, após voltar de Paris.   Muitos, incluindo até velhos aristocratas viúvos.    Uns velhos usavam até espartilhos por baixo do paletó para remodelar o corpo.
     61 – Ela andou lendo em Paris vários autores famosos como Voltaire, Montesquieu e outros.
     62 – A mãe dela se escandalizou com o traje “absurdo” que a filha colocou para montar a cavalo.   Traje em moda em Paris.
     63 – O pai autoriza ela usar o traje e sair pela cidade a cavalo:   “Para mim o importante é que vivas feliz”.
     64 -  O povo da cidade fica pasmado com a audácia da moça nobre.   Ela não estava nem aí para o que os outros achavam daquilo.    Ela teve um acidente e o cavalo caiu sobre a perna dela causando grande trauma.
     69 – Crianças brincando de roda ou de chicote queimado.
     70 – Largo do Carmo – visualizar no Maps.
     72 – Natalino diz ao primo sobre Olivia:   “Não nasci para marido”.
     73 – Viu negros “cacetistas” em Alcântara.   Atuavam a mando dos caciques políticos espancando seguidores de adversários dos caciques desafetos.
     Quando Natalino voltou da Guerra do Paraguai, recebeu muitas visitas de gente da alta sociedade local de Alcântara.   A Viscondessa, mãe dele, anotou tudo (sem ele saber) num caderninho, visita por visita e depois exigiu que ele fosse “pagar” as visitas uma a uma.
     Um dia, impaciente, ela cobrou dele a visita que ele ainda não tinha feito ao Barão (pai de Olivia) que era muito amigo do seu pai.    O Barão foi o primeiro a visita-lo e era o primeiro que ele deveria visitar pela lista da mãe.
     79 – O pai fala do Barão, seu melhor amigo e aliado político e diz esses detalhes ao Natalino cobrando a visita do mesmo.
     79 – Natalino fala ao pai que está fora daquele tipo de política (monarquista).    Natalino era republicano, o que era uma afronta aos nobres de então.
     81 – Um outro barão local alvoroçou a nobreza da cidade ao deixar de lado a esposa bonita e passar a desfilar em público com uma negra cozinheira da casa.   Chegou a ir com a negra na Festa do Livramento.   Impacto na sociedade.
     82 – Quando Natalino ficou sabendo do caso ficou contente pois sabia que mais dia menos dia a nobreza e o povo iriam se misturar.
     86 – (um termo regional – tropeiro)   Natalino escanchou-se na rede...
     86 – Narra a despedida de Natalino e Olívia há tempos, quando ela tinha 20 anos e decidiu ir estudar em Paris.    Ele argumentou então que aquilo seria a perdição dela.   Ela disse que a decisão foi dela mesma e não dos pais.   E que ia para um colégio interno, colégio de freiras em Paris.   Longe do risco de perdição.
     Ele disse que se ela ia, que não era para escrever para ele.   E se deram adeus como paqueras que já foram.   Ele diz:   Nem contes comigo no teu embarque.    Ela:  Adeus.
     89 – Natalino pagando a visita na casa do Barão, pai de Olivia, já nos tempos em que ela tinha voltado de Paris.   Ela não aparece na sala.
     O Barão fala no assunto de Natalino ter desistido da política (monarquista).  Natalino argumenta ao Barão que a decisão de ser republicano não é só coisa de jovem não.   Que era uma decisão madura dele que inclusive já batalhou na Guerra do Paraguai.     Diz que agora a luta é por liberdade e fraternidade.
     91 – Mercedes, a irmã casada de Natalino.   Mora na Fazenda.
     92 – Na festa de Natal e o aniversário de Natalino.    Os seus pais trazem uma prima dele, rica, para ser pretendente a se casar com ele, tudo com apoio do Padre Teobaldo, amigo da família.   Nome dela:    Ana Dulce.
     94 – Ana Dulce fica uns tempos na casa do primo.  Ela tocava sempre no piano músicas como polcas, mazurcas e valsas.    Ele também sabia tocar piano.     E tinha o instrumento em casa.
     95 – Ela era da cidade de Caxias-MA.
     96 – Ele revela ao padre que é estéril e que médicos de renome do sul teriam comprovado isso, fora os casos que ele teve durante os tempos de guerra e que nunca resultaram em filhos que ele queria muito.
     103 -  Não dava bola para a prima porque não queria casar sendo estéril e não revelava isso às pessoas.    Durante a permanência da prima em sua casa, os pais dele pegaram-no em flagrante fazendo sexo com uma escrava da casa e fizeram um bafafá.   A prima se mandou de volta para casa.
     106 – O pai de Natalino é o Visconde de São Marcos.     Vergonha com os boatos de que seu filho andou “mijando fora do caco” com umas escravas.
     110 – Cita Donnana Jansen, já falecida que foi uma senhora possuidora de muitas posses e muitos escravos.  Ela teria sido muito cruel para com estes.   Ela de fato existiu e eu, que estou fazendo o fichamento, visitei Alcântara e conheci a ruina do casarão que Donnana Jansen residiu na cidade.
     Há lenda urbana até hoje na cidade de certas noites que as pessoas veem Donnana passando em sua carruagem conduzida por escravos (esqueletos) e os cavalos também esqueletos, o da boléia estalando o chicote pela cidade.
     111 – Quando Natalino foi flagrado fazendo sexo em casa com a escrava, logo depois seus pais foram falar com o Padre Teobaldo para este ajudar a coibir esse tipo de atitude do rapaz.     Nesse tempo o pai já estava de luto, por não mais conversar com seu filho e até usava roupa preto desse luto que foi assim até sua morte.
     Argumentou ao padre que este poderia dar mais conselhos ao rapaz por estar “mais perto de Deus”.   (113) O pai indignado:   Minha casa transformada pelo meu filho em lupanar.  (zona)
       ...........................................   parte final em breve.........
    
    


    








terça-feira, 6 de junho de 2017

RESENHA DE PALESTRA – REFORMA TRABALHISTA – CURITIBA PR

RESENHA DE PALESTRA – REFORMA TRABALHISTA – CURITIBA PR

Anotações pelo Eng.Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida
Palestrante: Dra. Aldacy Rachid Coutinho – Depto.de Direito da UFPr
Local e data da palestra: No SENGE Sindicato dos Engenheiros no Paraná, 03-06-17
Na verdade a que está posta não passa de uma desconstrução das leis trabalhistas. É decretar a morte do Direito Trabalhista.
A reforma trabalhista em tramitação não afeta negativamente somente o Direito do Trabalho, mas acaba afetando outras áreas do nosso direito. Desmantelamento é o que está havendo.
Citou as delações premiadas e a forma que estão sendo conduzidas atropelando muitas normas do Direito.
Destacou que no Congresso é o Rogerio Marinho o relator da reforma trabalhista. A ideia deles é tirar o Estado da mediação dos conflitos entre o capital e o trabalho e deixar a coisa rolar. Nesse contexto, inclusive estão retirando tudo que era Natureza Salarial (com reflexo em aposentadoria, etc) e passando a aumentar a parcela de remuneração de catarer Indenizatório.
Propõem uma infinidade de alterações no que prescrevia a CLT. Uma das alterações propõe que o representante dos trabalhadores por empresa seja escolhido sem a participação dos sindicatos da classe. E buscam regulamentar o artigo 11 da CF Constituição Federal.
A professora diz que estão vendendo a reforma como solução para aumentar o emprego e ela diz que isso não é verdadeiro. Se passarem as reformas, estas por si não vão aumentar os empregos.
Em 2012 a CNI Confederação Nacional da Indústria entregou a todos os juizes trabalhistas um livrinho com uma série de propostas para “melhorarem” o ambiente de emprego no Brasil. Tudo com o discurso de modernizar o setor. Alegam que as regras atuais não são claras e a justiça fica dando interpretações diversas. Muito do que está na reforma em tramitação tem algo a ver com aquelas propostas da CNI.
Querem fazer passar na reforma a Arbitragem, mas esta não é aceita pela Constituição Federal para a área trabalhista. A área trabalhista trata de Direito Indisponível e é diferente de, digamos, imóveis, que estão na esfera do Direito Disponível.
A maior sacada que a classe patronal quer aprovar: O Negociado sobre o Legislado. Isso já foi tentado pelo presidente FHC mas na época não conseguiu apoio suficiente para tocar adiante.
Outra alteração: o fim da compulsoriedade da Contribuição Sindical. Por outro lado, não mexe na contribuição para o Sistema S (SESI, etc.) que sustenta os Sindicatos dos Patrões, FIESP, etc.
A reação a isso tudo deve incluir a organização e a resistência dos trabalhadores para que esse desmanche não se transforme em lei.
Na proposta em pauta, cada empregado terá que assinar documento autorizando o patrão descontar algo para o sindicato que o representa. A professora acha que ao menos deveria o empregado assinar documento no seu sindicato expressando sua vontade e o sindicato notificaria a empresa de que há autorização do empregado e a empresa então só cumpriria o que foi pactuado.
Ela diz que uma forma dos empregados se contraporem, caso a lei passe pelo Congresso, é que no momento da Negociação, os empregados em massa assinassem que querem que todos contribuam para o sindicato e isto passaria a valer como norma a ser seguida no acordo celebrado.
A lei em tramitação não diz que a autorização para descontar do empregado tenha que ser Individual e por isso, poderia ser objeto de Negociação coletiva com a empresa.
A lei proposta coloca que a justiça do trabalho seria no princípio da Intervenção Mínima, respeitando o Acordo entre as partes.
Há limites na CF para a livre negociação salarial. E a CF é a lei maior.
Grau de insalubridade. No pacote proposto, isso vai ser definido entre os empregados e a empresa, caso a caso. Fragiliza tudo contra os empregados.
Na lei proposta, havendo redução de jornada com redução de salário por tempo determinado em acordo entre as partes, no tempo de vigência disto, os empregados ganham estabilidade e não podem ser demitidos.
Não pode haver Redução ou Supressão de direito na negociação. Ela disse que não afetará o Piso Salarial dos engenheiros, por exemplo.
Pode o piso salarial do engenheiro, por exemplo, ser elevado no acordo, mas não reduzido.
E esse piso pode ser referenciado em, por exemplo, X salários mínimos.
Não pode negociar liberdade de adesão sindical. O patrão não pode propor acordo no qual os empregados abrem mão de se filiarem a sindicado.
Pela lei proposta, em caso de PDV Programa de Demissão Voluntária, o empregado ao assinar o desligamento e o acerto, estará dando quitação plena e irrevogável do acerto. Não tem como ir discutir mais nada na justiça, o que é péssimo e um retrocesso.
Fim das homologações de desligamentos dos empregados no Sindicato que os representam.
Mas pode na celebração de Acordo em Negociação, colocar isso como exigência e passa então a valer e as homologações nesse caso podem ser no sindicato.
Ela entende que no novo cenário, se a lei entrar em vigor, o grande embate dos sindicatos vai ser também com os “representantes” dos empregados na empresa, que comumente tendem a não ter representatividade de fato aos interesses dos trabalhadores.
A nova lei prevê que em caso de perda da causa ou sucumbência, o empregado tem que passar a pagar as custas do processo. Isto não ocorria na Justiça do Trabalho. Outro enorme retrocesso.
Isto desencoraja o empregado a buscar seus direitos. Menos mercado inclusive aos advogados.
Sobre demissão imotivada. Consta que deverão ter requisitos técnicos, econômicos, etc. E isso deve constar na justificativa de cada demissão imotivada. Se a alegação não for real, o empregado pode discutir isso na justiça.

Espero ter captado o sentido do que foi dito e eventuais falhas de interpretação ficam por conta deste resenhista que é leigo em direito. orlando_lisboa@terra.com.br (41) 99917.2552

sábado, 6 de maio de 2017

RESENHA DA PALESTRA DA PREVI – BALANÇO DE 2016

RESENHA DA PALESTRA DA PREVI – BALANÇO DE 2016
     O evento foi na GEPES Gestão de Pessoas do BB em Curitiba PR dia 04-05-17.    Anotações pelo Eng.Agr. Orlando Lisboa de Almeida
     Os dirigentes da PREVI presentes:   Presidente Gueitiro (indicado pelo BB) e dois Diretores eleitos pelos funcionários:  Marcel Barros e Cecilia Garcez
     A Palestra foi proferida pelo Gueitiro     ( das 15 as 17 h incluindo a fase de perguntas e respostas dele e dos demais diretores)
     Destacado que a Previ mantem sempre atualizados os dados econômicos e financeiros da mesma no site.    www.previ.com.br/resultados 
     Nossa Entidade.   Destacou que a Previ é nossa, pertence ao grupo de associados.   É o maior fundo de Pensão da América Latina.   Equivale a 25% do mercado de Fundos de Pensão  Fechados do Brasil.
     Começou em 1904 e são 113 anos de existência.   Participamos da gestão do Plano via eleição da metade dos seis dirigentes para mandato de quatro anos com troca de parte dos dirigentes cada dois anos.   Também participamos da eleição de Conselheiros.
     O cargo de Presidente da Previ inclui entre os requisitos ser participante do Plano há pelo menos dez anos.
     Há segregação de funções.   Políticas e diretrizes de Investimentos são determinadas pela Diretoria de Planejamento (eleita pelos funcionários) e a execução da política de investimentos é a cargo do Diretor de Investimentos (eleito pelo Banco).
     O corpo técnico da Previ é toda composta por funcionários do BB cedidos à Previ (que paga o salário destes) e todos são associados à Previ.
     Os outros fundos de Pensão não tem esse conjunto de fatores acima citados.   Não elegem seus dirigentes, etc.
     O nosso Plano 1 (o mais antigo) engloba os funcionários que entraram no BB até 1997.    Após isso começa outro Plano.   O Previ Futuro.
     O Plano 1 já é maduro e está previsto para encerrar em 2095.
     Cada política de investimentos é elaborada para cada sete anos, com avaliações anuais.
     Somos em 114.943 sócios e destes, 11.862 ainda não aposentaram.
     Aos números.      2016  - Patrimônio do Plano 1
     2012          163 bilhões de reais
2013               166 bi
2014               162 bi
2015               149 bi
2016               160,6 bi
     Estratégia para reduzir as aplicações em Renda variável:   Em percentual do patrimônio, respectivamente de 2013 a 2016:  65, 62, 60, 60,4%.
     Rendimento no período 2004 a 2016 (engloba anos de altos e baixos)
     Resultado obtido:        332%
     Meta Atuarial :             277%     (Meta Atuarial :  INPC + 5,5%)
     Conceitos:
Reserva Matemática -  cobrir todos os encargos
Reserva de Contingência – Res.Matem. + 25%
Reserva Especial:   O que excede a Res.de Contingência
     Nossos ativos em carteira são muito bons.  Atualmente por questão conjuntura os ativos estão com valores de mercado abaixo do valor patrimonial.
     O ano de 2016 foi muito difícil.  Mesmo assim tivemos um pouco de superávit.   Seguem eventos que agitaram o Mercado em 2016:    CPI dos Fundos de Pensão  (nos saímos sem problemas da CPI), Impeachment, Brexit, Operação Greenfield, Lava Jato, Eleição dos USA, PIB negativo do Brasil em (3,6%).
   A PREVI foi eleita pelo Banco Central como a entidade do ramo que mais teve acertos em leitura de cenário e ações desenvolvidas.   Em 2016 nossos dois planos superaram a Meta Atuarial.
     Variação dos principais ativos em carteira na PREVI:
     Nome                                           2015                          2016
     Vale do Rio Doce                      - 7.804 milhões        261 milhões
     Ações do BB                               - 2.670    “              3.460 milhões
     Neoenergia                               - 1.223      “               - 650 milhões
     Petrobras                                     - 1.155    “              2.885  milhões   
     Ações do Bradesco                      - 581     “                701 milhões
Totais...........................................- 13.433 milhões.......   + 6.657 milhões
     Nesse período não precisamos vender nenhum patrimônio na fase de baixa.
     Desembolso da Previ em 2016 para pagar as aposentadorias e pensões: 10,6 bilhões de reais.   Em 2017 a previsão é desembolso de 1 bilhão por mês. 
     A Previ costuma comparar seus parâmetros inclusive com o Fundo Valia, dos empregados da Vale do Rio Doce.  Em 2016 o resultado da Previ foi percentualmente melhor que o da Valia.
      Plano de desinvestimento da Previ com redução da exposição à renda variável:  De 2009 a 2016 vendemos 20,9 bilhões de reais desse tipo de ativo.
     Destacado que a Previ tem 10% das ações do BB.   Somos o maior acionista depois da União Federal.    Disse que não temos amor (apego) a nenhum ativo.   Se for hora de vender, é vendido.
     Revisando:   Meta Atuarial da Previ:    INPC + 5,5%.   Espera-se que o rendimento dos investimentos estejam desse patamar para cima.
     Dados do ano 2016 da Eficiência da Previ comparativamente a outros Fundos do gênero:
Empresa                   Resultado dos rendimentos em %
PREVI                                   15,51%
Bradesco                              14,50
Bradesco Performance      13,85
Brasilprev                             13,07
Bradesco Master                 13,90
Itau                                        14,17
     Os dados acima mostram que nosso Plano Previ foi o que teve o melhor desempenho em 2016 num ano cujo PIB foi negativo em 3,6%.     Isto derruba, ao menos para a Previ, um argumento que vem sendo usado no Congresso para tentar colocar na lei a obrigação dos Planos Fechados terem um dirigente “de mercado” para “profissionalizar” o Plano.   A Previ com seus representantes eleitos pelos associados em regime de paridade tem se mostrado mais eficiente e não precisa de tutela de agentes de mercado. 
     Investimento em imóveis.   Temos quase 10 bilhões nesse setor.    Meta atuarial para 2016:    11,91%.     INPC + 5,5%
     Falou um pouco de uns investimentos cujo desempenho não foram bons no período e que os associados, como é justo, pedem mais explicações.  Falou do Global Equity no qual a Previ tem aplicados 80 milhões de reais.   O fundo é administrado por Banco e os recursos são aplicados em construção de imóveis, setor que está em baixa no momento, afetando o desempenho do mesmo.
     Caso da Sete Brasil.      Foi fundada para construir sete sondas a serem alugadas à Petrobras.  Era renda certa com o petróleo em alta.   A Previ colocou nela 180.000,00 e outros fundos e muitos bancos colocaram dinheiro na Sete Brasil.   Depois as encomendas subiram para mais de 20 sondas e houve forte chamada de capital e a Previ, por segurança, resolveu ficar sem novo aporte.    Tinha 9,9% do capital da Sete Brasil e com os novos aportes dos demais sócios não acompanhados pela Previ, a participação desta passou para 2,3% do capital da empresa.    Ficamos numa posição menos pior com os cancelamentos das encomendas das sondas após a questão Lava Jato por não termos elevado o capital.
     Origem dos recursos da Previ para pagar os 10,6 bilhões aos associa:dos em 2016:   Renda Fixa:  5,54 bi; Venda de Renda Variável:  2,88 bi; Dividendos: 1,25 bi; Imóveis: 0,73 bi.
     A projeção é de termos o pico de pagamentos aos associados em 2022.
     Em 2016 aposentaram pelo PEAI (aposentadoria incentivada pelo BB) 6.933 funcionários que passaram à condição de aposentados por conta da Previ.  Esta tinha provisão para isso e não afeta em nada sua saúde financeira.
     Pecúlios pagos por morte em 2016 :   3.962 associados.
     Empréstimos Simples aos associados:   4,69 bilhões   (2016) – 74.000 contratos.      Na Carim Carteira Imobiliária:   1,08 bi aplicados em dezembro/16
     Destacou que os empréstimos aos associados tem o juro mais baixo do mercado.
     Há sempre ações de vários associados contra a Previ e o custo de cada ação gira em torno de R$.3.800,00 para nosso fundo de pensão.    Tem caído o número de ações nos últimos tempos.
     Transparência na gestão.     Tem dados sempre atualizados com defasagem de apenas 15 a 20 dias no site   www.previ.com.br/resultados
     Tem também App para smartfone.
     Em pesquisa junto aos associados, o grau de satisfação esteve em 83,8% como satisfeitos.
     Ações da Cia Vale do Rio Doce.   Temos elevado número de ações da Vale desde a privatização desta há 20 anos.   Houve na ocasião um documento que obrigou a Previ a não vender as ações por 20 anos e em agosto/17 vence esse prazo.  
     Resort Costa do Sauipe -  é um investimento grande e que até então não deu lucro.   Há plano de vende-lo pela melhor oferta.   Haveria em torno de 14 grupos empresariais interessados.   Gente do ramo.
     Até aqui foram expostas 80 lâminas com conceitos e números da Previ.  Mostrada inclusive projeção de números para 2017 e até o momento estes são positivos.
     Ao final da explanação do Presidente Gueitiro, ele e os Diretores Cecilia Garcez e Marcel Barros responderam perguntas por uns quarenta minutos, dos associados presentes.   Havia em torno de 160 associados na minha estimativa.    Na minha avaliação a administração da Previ tem sido boa e os números, apesar da conjuntura desfavorável, são sólidos.     E sempre temos a opção de buscar mais dados, mais detalhes inclusive no site da Previ.    

     Espero ser útil disponibilizando estes dados aos colegas associados e mesmo a outras pessoas que se interessam pela matéria.      www.resenhaorlando.blogspot.com.br         orlando_lisboa@terra.com.br