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domingo, 10 de abril de 2022

CAP. 04/20 - fichamento - livro - LULA - BIOGRAFIA - volume 1 - Edição 2021 - Autor: Jornalista e escritor FERNANDO MORAIS

 Capítulo 04/20

         Lula diz sobre Deltan Dallagnol e o Power Point no qual Deltan chamou o PT de Organização Criminosa e Lula de chefe:   “E o Deltan disse -  eu não preciso de provas, eu tenho convicção”.

         No palanque ele destacou que o que mais doi é ver que estão fazendo perseguição inclusive à família dele, causando sofrimento.    “Disse que o golpe não terminou com o impeachment da Dilma.   Que o golpe também envolvia prender Lula e tirá-lo da disputa presidencial.   Que os poderosos não gostam do pobre melhorando de vida.   “- Você não pode condenar a pessoa pela imprensa para depois julgá-la”.

         Lula diante da multidão.  “- Deixa eu contar uma coisa para vocês.   Vou atender o mandado deles.    E vou  atender porque eu quero fazer a transferência de responsabilidade.   Eles acham que tudo o que acontece neste país, acontece por minha causa.   Eles decretam a minha prisão, mas eles tem que saber que a morte de um combatente não para a revolução”.

         Numa das frases finais, Lula desafia Moro:

         -“Quer fazer política? Larga a toga, se filia a um partido e vá disputar eleições”.

         Sobre a prisão:  “Podem ficar certos, esse pescoço aqui não baixa.  A minha mãe me fez com o pescoço curto para ele não baixar.   E não vai baixar porque eu vou de cabeça erguida.  Vou sair de peito estufado de lá porque vou provar minha inocência”.     ..........” um beijo, queridos, muito obrigado”.

         Ao se despedir no palanque, entre outros, do lado de Lula, Manuela D´Ávila e Guilherme Boulos.

         Emidio, da segurança de Lula, descobre que a PF tem não um nem dois, mas vários espiões filmando tudo o que acontece dentro do Sindicato durante a aglomeração lá.    Emissários de Lula e sua defesa foram à sede da PF para ajustar as condições de Lula se entregar.     Sem exposição à imprensa, sem carro caracterizado da PF, sem algemas, sem corte de cabelo e barba e alguns detalhes mais.

         Já no voo para Curitiba em aeronave da PF, com todo o estresse desses dias tensos, Lula chorou copiosamente.

         Passando Lula pela barreira humana para ir à PF se entregar, os holofotes e câmeras da imprensa.    Um policial ofereceu o paletó para Lula cobrir o rosto, dizendo:   “O senhor prefere cobrir a cabeça?”.  Lula responde:   “Não, Elias.  Eu agradeço, mas não quero não.  Eu não sou bandido para esconder meu rosto”.

         Conforme o combinado, Lula conseguiu sair do sindicato sem ser filmado pela imprensa.

         Todos os policiais que interagiram com Lula e seus advogados, quando este se apresentou à PF, atenderam ele com respeito.  Só na hora do embarque no avião da PF que o levaria a Curitiba, um Delegado queria algemar Lula, o que feria o acordo no qual ele se entregou.  O advogado Zanin falou firme com o delegado e este desistiu da ideia.    

         Lula chega ao Aeroporto Afonso Pena na região metropolitana de Curitiba e de lá segue de helicóptero até o prédio da Polícia Federal local onde cumprirá a pena.

         Desde esse dia e pelo longo tempo que Lula permaneceu preso em Curitiba, do lado de fora da PF local, se instalou o acampamento “Vigília Lula Livre” com seguidores e entidades como MST, MTST, CUT e outras.

         Ironia do destino.   O prédio da PF de Curitiba onde Lula ficou preso tem placa de bronze datada de 2007 e foi construída no governo Lula.

         Ao redor de 40 presos lá na PF de Curitiba quando Lula cumpriu pena.  Muitos eram réus da Operação Lava Jato como Antonio Palocci, Paulo Roberto Duque (ex Petrobras), Marcelo Odebrecht, Leo Pinheiro e outros.

         Continua no capítulo 05/20     

sábado, 9 de abril de 2022

CAP. 03/20 - fichamento - livro - LULA - BIOGRAFIA - volume 1 - Autor: Jornalista e Escritor/Biógrafo FERNANDO MORAIS - Editado em 2021

 CAP. 03/20

         Sábado no sindicato, junto com a multidão, há a missa (na verdade, uma celebração) pela alma de Dona Marisa pelo aniversário dela.  Celebrada por Dom Angélico Sândalo Bernardino (bispo que conheço pessoalmente.  Piracicabano e tio de um colega de turma meu da ESALQ USP).

         A GloboNews solta uma fake News.  “Lula vai resistir à ordem de prisão de Moro”.     Nisso a audiência do canal sobe 694%.

         Lula é amigo de Fernando Haddad desde a década de 90 e Haddad e família vão ao sindicato se solidarizar com o ex presidente.

         Fernando Haddad é formado em Direito, tem Mestrado em Economia e Doutorado em Filosofia.   É um professor universitário gabaritado e político experimentado.     No passado, no governo Lula, Haddad foi por dois mandatos, Ministro da Educação e entre outros programas, participou da equipe que montou o Prouni  Programa Universidade para Todos.   Trata-se de oferta de bolsas de estudos para alunos carentes.

         Antes de se entregar à PF, por não ter esgotado os recursos jurídicos previstos em lei, os advogados de Lula entraram com pedido de habeas corpus solicitando que se sorteasse entre os ministros do STF a decisão sobre o pedido.    A presidente do STF Carmem Lúcia decidiu de forma monocrática, passar o pedido de habeas corpus para o Edson Fachin que indeferiu o pedido.

         Gleisi – presidente do PT – foi escalada por Lula para ir lá fora do sindicato e avisar a multidão que pedia para ele resistir à prisão, que Lula havia decidido a se apresentar à PF.  

         Gleisi:   “Ele sabe que vocês querem resistir, mas ele não quer que ninguém seja ferido, que ninguém se machuque.    O que está em jogo não é só a história dele, mas a vida dele.   A gente tem que respeitar”.

         Houve a celebração da palavra por Dom Angélico, amigo de Lula, mas estavam na jurisdição do Bispo da Diocese de Santo André, o conservador Dom Odilo Scherer.   Dom Odilo tem simpatia pela Opus Dei.

         A celebração era pelos 68 anos de Dona Marisa, se viva fosse, estaria de aniversário nesse dia.

         Em solidariedade a Lula no local, artistas famosos, autoridades políticas e mídia nacional e internacional.    Dom Angelico tinha sido bispo do ABC nos tempos que Lula era líder sindical dos metalúrgicos e em tempos de greves na fase da Ditadura Militar o bispo era solidário aos trabalhadores como sempre foi.

         Em torno de 40 anos antes, o então líder sindicalista chegou a ser preso em função da repressão do governo militar aos movimentos grevistas.

         Agora, Dom Angelico na sua fala, destaca a pressa da justiça em prender Lula:   “Aqui está um cidadão que já esteve preso, mas nenhuma prisão prende o coração, a mente e os ideais de um cidadão.   Que Jesus o proteja e seja sua força, meu irmão e companheiro!”.

         Naqueles dias teve na TV o famigerado Power Point colocado com show midiático pelo procurador Deltan Dallagnol, que atuava na Operação Lava Jato.   Colocava Lula como chefe de pessoas que teriam cometido crimes (sem provas) segundo a Lava Jato.

         Lula no discurso aos apoiadores relembram os tempos de sindicato e seu aprendizado com os companheiros de lutas – trabalhadores como ele.

         Na época, preso, perdeu a mãe, Dona Lindu.   Fato marcante na vida dele.    E agora nessa fase da Operação Lava Jato, perde a esposa Dona Marisa.

         Desabafo de Lula no Sindicato:   “- Agora estou na mesma situação daquela época: de novo estou sendo processado por crimes que não cometi”.

         O povo todo pedindo para ele resistir à prisão e ele argumenta.    Ele insistiu em que não se considerava acima da justiça e que, se não acreditasse nela, “Não teria construído um partido político, tinha feito uma revolução”.

         A imprensa em geral já tinha condenado ele no caso da Lava Jato sem provas.  Lula diz:    “Não se pode fazer um julgamento subordinado à imprensa”.   Porque depois o juiz vai julgar e dizer:   “Eu não posso julgar contra a opinião pública”.

        

Continua no capítulo 04/20

sexta-feira, 8 de abril de 2022

CAP. 02/20 - fichamento - livro - LULA - BIOGRAFIA - Volume 1 - Autor: Jornalista e escritor FERNANDO MORAIS - Edição 2021

CAP.02/20                leitura em abril de 2022

 

         Lula, que por ser ex presidente tem direito a escolta direto, conseguiu sair pelos fundos do Instituto Lula e embarcou rumo ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.   Foram acompanhados de forma frenética por adversários exaltados, gritando, xingando, soltando rojões.  Foi assim até chegar ao Sindicato.

         No Sindicato o grupo de apoio repetia o mantra:  “Não se entrega”.

         Lá fora a PF com seus integrantes do COT Comando de Operações Táticas com rosto tampado com panos negros, gorro, bataclavas à mão e rifles de assalto alemão tipo HK 417, do tipo utilizado pelo exército dos USA no Iraque e no Afeganistão.   (tudo para ficar como um espetáculo midiático).

         Entre os apoiadores, muitos integrantes do MST, MTST, sindicalistas, Petistas.   Cerca de cinco mil pessoas em apoio a Lula.

         O ato de resistir à prisão naquele momento era para dar visibilidade ao Brasil e ao mundo que Lula era vítima de prisão política.

         O advogado Zanin recomendava não resistir à prisão porque senão o Lula seria considerado foragido da justiça e ao ser preso nessa condição, seria mais difícil conseguir habeas corpus,

         A tropa de choque da PM com cães e tudo o mais, esperavam prontos para desalojar a multidão para a PF cumprir o mandado de prisão.

         Capítulo 2 -  Após revirar a casa de Lula, a PF gruda um microfone no sofá da casa para gravar secretamente as conversas do casal.

         A imprensa do mundo todo antenada no andamento do caso.

         Os familiares do Lula se reuniram também lá no Sindicato.   Almoçaram com Lula.  Eram a favor que ele se entregasse à PF.

         Foi cortada a água do prédio do Sindicato e depois cortaram a luz para pressionar Lula.

         No dia seguinte, sete de abril, era aniversário de dona Marisa, esposa de Lula que já era falecida.

         Moro autorizou a PF grampear a Central de telefones do Escritório de advocacia Teixeira Martins Advogados por 23 dias.   (grampear advogados fere a lei)

         A escuta telefônica deveria ser restrita ao caso Lula mas se estenderam a ouvir conversas de todos os clientes do escritório de advocacia.   Ilegalidade flagrante.

         Gravações dos advogados que defendiam Lula eram repassadas a Moro e Deltan todos os dias e assim eles sabiam as estratégias que os advogados iriam usar na defesa.

         Gravaram fora do prazo autorizado pela instância judicial, a fala de Lula com a presidente Dilma no dia que ela articulava para Lula assumir um ministério no governo.    Teori Zavascki, Ministro do STF, proibiu a divulgação dessa conversa fora do autorizado e determinou que Moro providenciasse a destruição dessa gravação.   Moro afrontou a lei, divulgou a gravação e não destruiu a mesma.     Depois Moro “pediu desculpas” ao Ministro Teori, como se houvesse cabimento esse tipo de coisa.  

         Lula peitou  uma condução coercitiva até por saber que ela só cabe em caso que o réu descumpriu duas vezes ou mais a atender a convocação judicial, que não era o caso dele.

         O Ministro do STF Teori Zavascki puxa em público a orelha de Moro por descumprir ordem superior e pouco tempo depois, morre em acidente aéreo...    Morre antes de ver suas ordens cumpridas.

         Levaram Lula para depor na PF do Aeroporto do Congonhas em SP.   Equipes da PF devassaram a casa de Lula e de filhos dele sem dizer o que procuravam.   No confisco que fizeram de documentos e computadores, até o original da tese de uma nora do Lula foi ilegalmente confiscada.   Tese de Fátima, esposa de Luis Cláudio.

         Lula e seus defensores sentiram a perseguição e muitos sugeriram para ele sair do Brasil e pedir asilo político.  Lula respondeu:

         “Respondi que não tenho idade para isso, mas que tenho idade para enfrentar meus adversários olhando nos olhos deles”.

 

         Continua no capítulo 03/20


 

quarta-feira, 6 de abril de 2022

CAP. 01/20 - fichamento - livro - BIOGRAFIA - LULA - Volume 1 - Autor: Jornalista, Escritor/Biógrafo FERNANDO MORAIS - 2022

 Capítulo 01/20   (estimados em 20)       abril de 2022

 

         Ganhei no fim do ano passado o livro Lula Biografia, volume 1, de autoria do tarimbado Jornalista, escritor e biógrafo Fernando Morais, mineiro de Mariana.    Por sinal, do Fernando Morais já lí A Ilha (sobre Cuba), Olga (sobre a companheira de Luiz Carlos Prestes) e Chatô, Rei do Brasil, sobre o Assis Chateuabriand que era o poderoso da imprensa brasileira por décadas, antes da hegemonia dos Marinho da Globo.

         Esta biografia do Lula foi editada em 2021 e tem 450 páginas.

         Vamos ao fichamento -  O primeiro operário a chegar à presidência da república.    No embate eleitoral teve três derrotas seguido de duas vitórias.  E na sequência ajudou a eleger Dilma.

         Logo no início do livro, sempre em preto e branco, fotos do Lula discursando nas assembleias de metalúrgicos no Estádio de Vila Euclides em Santo André no ABC paulista.   (Santo André, S. Bernardo e S. Caetano).

         Nos anos 70/80 eu, leitor, residia na cidade vizinha a Santo André e tinha parentes metalúrgicos e acompanhei parte dessa fase sindicalista do Lula em plena Ditadura Militar.   Lia inclusive notícias das greves pelo Diário do Grande ABC, jornal de Santo André.

         Uma das fotos estampadas diz que é de 1979 de uma forte greve.

         Capítulo 1 -   “Com a prisão decretada por Moro, Lula decide não se entregar à PF.  – Eles que venham me prender”.

         Lula foi preso dia 05-04-2018.      Na véspera de ser preso, ele estava no Instituto Lula com muitos correligionários e advogados Cristiano Zanin e a esposa de Zanin, também advogada, Valeska Teixeira.

         No dia que Lula foi preso, havia decisão do TRF garantindo que ele só poderia ser preso após se esgotarem os recursos e isto não foi respeitado.

         No julgamento do caso dele no STF, foram 6x5 contra ele, com voto de desempate pela Ministra Rosa Weber que presidia o STF.     Com base nessa decisão, Moro imediatamente passa a expedir o mandado de prisão.

         Moises Selerge era o Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.   Ele foi empregado da Mercedes por 35 anos.   Tinha então 52 de idade.

         A votação no STF foi perto do fim de semana e supunham (seus advogados) que Lula seria preso lá pela semana seguinte.

         Saiu em primeira mão no Portal UOL da internet que a prisão de Lula já estava decretada pelo Moro.   “Moro decreta a prisão de Lula”.   Jurisdição da PF do Delegado Maurício Valeixo, superintendente da PF do Paraná.

         Foram quatro anos de Operação Lava Jato até a data da prisão em abril de 2018.    Moro, 45 anos, “voz esganiçada” segundo o autor, vira herói com essa atitude.

         Moro se jacta de ser o chefe de uma “guerra contra a corrupção”.

         “Com base em legislação criada originalmente para facilitar a elucidação de crimes hediondos, como sequestro e estupro, a chamada “colaboração premiada” permitiu que a Operação Lava Jato construísse uma monstruosidade adicional:   a banalização da delação.”

         João Vaccari Neto, tesoureiro do PT ficou dois anos preso e não delatou ninguém.     O biógrafo perguntou a um dos altos dirigentes da Odebrecht  :  “Por que o senhor passou tanto tempo preso?   De que crime era acusado?.   Resposta:   Crime nenhum.  Fiquei preso porque não tinha nada a declarar contra o Lula.      

         Passado tempo, abriram a porta da cela e sem mais explicação lhe disseram:  - Pode ir pra casa.  (Isto para o dirigente da Odebrecht)

         Tudo foi tão rápido na tramitação da prisão que deixou a impressão que estava tudo combinado entre as três instâncias da justiça.   

         ...”Moro produziu um recorde digno do livro Guiness ao consumir escassos dezessete minutos e cinquenta segundos entre receber a autorização e mandar prender Lula”.

         Totalmente destoante da conhecida morosidade da nossa justiça.

         No dia da ordem de prisão de Lula, ele estava com vários correligionários no Instituto Lula e dentre eles, Cid Gomes que veio convidar Dilma para ser candidata ao Senado pelo Ceará, onde ela tinha 70% das intenções de voto.   Ela não aceitou por estar decidida a disputar o senado por seu estado natal, Minas Gerais.

         Foto de Moro no estilo justiceiro.   Terno preto, camisa preta, gravata preta.    Com a notícia do mandado de prisão, encheu de gente e da imprensa em frente ao Instituto Lula.  Tinha câmera man em cima de moto, de van e até em helicóptero sobrevoando o local para transmitir ao vivo para TVs.

         Continua no capítulo 02/20   (estimo que serão 20 capítulos)

quinta-feira, 31 de março de 2022

CAP. 03/3 - fichamento do livro - A MESA VOADORA - Crônicas de viagem, restaurantes e humor - Autor: LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

capítulo final 3/3

 

         Chineses – tempos do presidente Chu Em-lai.  Não sabe se ele era um bom garfo, aliás, lá eles usam comer com pauzinhos no lugar do garfo.   E parece estranho dizer se ele seria ou não um “bom palito”.

         Comilança entre italianos.   “A cozinha italiana é um pretexto para reunir a família e falar com a boca cheia”.

         Em Paris – num restaurante, pediu ostras.    O garçon ficou bravo com a falta de detalhes no pedido.  Havia no cardápio descritos dezessete tipos de ostras...  diferentes tamanhos, origens e seguia uma lista.

         Já em Buenos Aires – A cerveja mais popular é a Quilmes Imperial.

         No Rio de Janeiro, diz que os melhores restaurantes (e não tão caros) estão no centro e não na badalada zona sul.   Destacou a bacalhoada do Restaurante Tupan   (anos 80...).   Bacalhau na brasa ao alho e óleo.

         Elogio à paella feita por Dona Maria, a cozinheira da família dele.   Prato feito para a família e convidados.   Ela fez no rumo que achou melhor e ficou excelente.   Era a primeira paella que ela fazia.

         “Fez tudo de ouvido e acertou em cheio – um feito mais ou menos equivalente a você e eu aterrissarmos um Boeing 727 com perfeição seguindo instruções da torre”.

         Na virada do milênio e o autor viajando de trem pelos subúrbios de NY.  Trens velhos e falhas até no ar condicionado.  Eventuais atrasos.

         No leste, região de NY, escassez de água.   Autoridades prevendo que vai piorar e sugerem às indústrias locais que mudem para outras regiões com mais água.    Apesar de tudo, NY lotada.  Não sendo a capital do país, é a capital da moda, das comunicações e das finanças dos USA.

         Para incrementar o turismo, há tempos, lançaram a campanha com a frase:  I love NY.    O autor disse que a frase vale mais para os turistas que visitam a cidade que tem virtudes e problemas.   Que o povo residente em NY poderia dizer:  “Eu amo NY – apesar de tudo”.

         O autor e a cozinha.   “A única parte  de qualquer receita de comida que me interessa é a última, aquela que  acompanha depois do “leve à mesa”.   Eu só entro na cozinha para abrir a geladeira.

                   Fim da leitura dia 28-03-2022 

quarta-feira, 30 de março de 2022

cap. 02/03 - fichamento do livro - A MESA VOADORA - Autor: LUIS FERNANDO VERÍSSIMO (Crônicas de Viagens, Restaurantes e algo mais)

  capítulo 2/3

         

 

         O autor faz um paralelo com o ditador num país africano,  Idi Amin.  O ditador fez pilhagem da nação e provocou genocídio.   Isto causou indignação no mundo.  Ironicamente, a coroa britânica e outros impérios fizeram o mesmo com os africanos e poucos ficaram indignados.   No livro, resumiu na frase:

         “Lamentável não é o Idi Amin e os seus desmandos, lamentável é o imperialismo”.

         Olhos da cara, os preços nos restaurantes de Nova Iorque.

          “Come-se bem em NY.  Num daqueles restaurantes com nome francês ali nas ruas 55 ou 56, você põe os dois olhos no pires e o maitre ainda fica esperando você botar uma orelha de gorjeta”.

         Falou com elogio aos breakfast dos americanos.    Aquele desjejum matinal com bacon, panquecas e muito mais.    Se tomado lá pelas dez da manhã, dá para tocar o dia todo sem mais reforço, ficando alimentado pelo dia todo.

         Cidade do México (fica em altitude de 2.200 m acima do nível do mar).     Ele destaca o lado positivo do povo mexicano que conseguiu sobreviver com seus povos originários à colonização e concilia a cidadania inclusiva, abrangendo os povos originários como cidadãos.

         O autor diz que os séculos de colonização fizeram que os que mandam nos países das Américas são descendentes dos colonizadores com exceção do México.  E destaca a diferença: 

         “A diferença é que no México, eles mandam em tudo, menos na memória e na imaginação do país.   Estas são dominadas pelo índio”.

         Sobre o grande Museu Antropológico da Cidade do México.

         “Ele recupera a grandeza das civilizações interrompidas pela pilhagem europeia e devolve ao índio mexicano, se não sua terra e suas riquezas, pelo menos um pouco do seu orgulho”.

         Se referindo à Disneylandia.   “Finalmente, uma confissão.   Fomos, sim, à Disney.  Pior.  Gostamos da Disney.  Para quem, como você e eu, nasceu e cresceu na Era Americana, visitar a Disney é como tocar a pedra da cidade sagrada de Meca”.

         Num restaurante badalado na Cidade do México.   Salta do taxi e vai entrar em paletó.   É barrado pelo maitre que pergunta:   -  No tiene um saco?  (paletó).   Não, não tinha.   Ia dando meia volta pra retomar o taxi e o maitre o deteve.   Temos aqui um armário de sacos para os clientes.    Resolvida a questão.

         Num restaurante badalado em Acapulco, cidade praiana mexicana.  Foi por indicação de um amigo.

         “A carne vem para sua mesa em pratos de madeira, acompanhada de saladas do tamanho de certas ilhas do Pacífico.   Você só para de rir na hora de ver a conta”.

         Continua no capítulo final 3/3

terça-feira, 29 de março de 2022

CAP. 01/03 - fichamento do livro - A MESA VOADORA - Autor: Luis Fernando Veríssimo - viagens, gastronomia e cenas de humor. Ano 1982

 FICHAMENTO LIVRO – A  MESA VOADORA – L.F.VERÍSSIMO

         29-03-2022  - capítulo 1 de 3   

 

         Ver que se trata de um livro publicado em 1982 no RJ.   Portanto, estamos há quatro décadas daqueles acontecimentos.     O livro trata de viagens e foco em restaurantes e alguns detalhes mais do perfil dos povos sempre com o humor característico do Luis Fernando Veríssimo.

         Leitura feita em março de 2022, livro de 140 páginas.

         Frase:   “Para todas as metrópoles da história, a conquista e o ocaso dos seus impérios resultou numa crise de autoconhecimento.  Menos na Inglaterra. A Inglaterra simplesmente voltou pra casa, sem aprender nada.”           “Os ingleses inventaram o futebol mas só foram campeões do mundo, uma vez, há quem diga que na marra”.

         O autor fala dos extremos da elite inglesa e também da ralé.   E entre esses extremos, reconhece algo a destacar:    “Pode-se argumentar que entre os dois extremos está a verdadeira sociedade inglesa, uma das mais civilizadas do mundo em termos de assistência social e simples convívio humano, apesar da arcaica estrutura de classes”.

         “Os ingleses exportaram Keynes, o teórico do capitalismo responsável e importaram Milton Friedman, apóstolo do capitalismo selvagem”.

         No centro histórico de Roma.    “Você não vira uma esquina sem dar de cara com uma igreja antiga, uma pracinha cheia de crianças, uma ruela florida, um resto de monumento ou um Fiat tentando te atropelar”.

         “Piazza Navonna, certamente a mais bonita de Roma, logo, do mundo”.

         Na Europa, destaca os museus da Itália e fora dela, o do Prado em Madrid.

         Imigrantes das antigas colônias.   “Os frutos indesejados da aventura imperial fazem o trabalho sujo nas antigas metrópoles.   Os que sobem na vida chegam a gigolôs ou magnatas do cuscuz.   Vivem em  cidades à parte, odiados e odiando de volta”.

         “Uma ameaça para o emprego do trabalhador branco e um estorvo, uma mancha na paisagem, para a classe média”.

         Continua no capítulo 2/3