4/25 - LISTA DOS FICHAMENTOS PUBLICADOS NO BLOG 02-04-2026
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quinta-feira, 2 de abril de 2026
Lista 4/25 - FICHAMENTOS PUBLICADOS NESTE BLOG NAS DATAS CITADAS
terça-feira, 31 de março de 2026
LISTA 3/25 - RELAÇÃO DE FICHAMENTOS DE LIVROS PUBLICADOS NO BLOG
Lista 3/25 - RELAÇÃO DE FICHAMENTOS DE LIVROS PUBLICADOS
terça-feira, 24 de março de 2026
LISTA 2/25 - RELAÇÃO DOS FICHAMENTOS DE LIVROS PUBLICADOS NO PERÍODO CITADO:
Lista 2/25 - RELAÇÃO DE FICHAMENTOS DE LIVROS PUBLICADOS
terça-feira, 17 de março de 2026
Lista dos Fichamentos estendidos de livros publicados neste blog em 12 meses em média
MEU BLOG AMADOR DE FICHAMENTOS (SEM FINS LUCRATIVOS)
domingo, 15 de março de 2026
Cap. 16/16 (final) - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO - autor: Prof. PAUL COLLIER - da Univ.de Oxford (UK) 2018
capítulo 16/16 (final)
O
autor cita o caso da eleição da França na qual elegeram na época o “pragmatista”
Emmanuel Macron, que derrotou a direitista Marine Le Pen.
...
Na Alemanha ... “o centro está encolhendo, deixando espaço para os ideólogos
populistas”.
Restaurando
o Centro: alguns mecanismos políticos
“Precisamos
de um processo pelo qual os principais partidos voltem para o centro...” ...”se tivessem sido os republicanos eleitos
a escolherem o candidato presidencial do partido, Donald Trump não estaria na
Casa Branca”. (livro de 2018 – se refere
ao primeiro mandado de Trump)
Restaurando
o Centro: Sociedades Informadas
...”a
política não tem como ser melhor do que a sociedade que ela reflete”.
...”Felizmente
as mídias sociais podem ser usadas para difundir não só as más ideias mas
também boas ideias”.
Novas
Políticas Pragmáticas
...”a
África perde 200 bilhões de dólares anuais em fuga de capitais; o Haiti perde 85%
de seus trabalhadores jovens mais instruídos”.
Países
ricos não se animam a ajudar países pobres.
Se indústrias de países ricos investissem um pouco na atuação nos países
pobres, poderia ser útil às partes.
A
renovação ética das organizações
“Em
contraste com o egoísmo psicopata do homem econômico... as pessoas normais
reconhecem que as relações trazem obrigações e que o cumprimento das obrigações
tem um papel central no nosso senso de propósito na vida”.
...”a
melhor forma de atender às crescentes inquietações globais não é por meio de
uma moralização utilitarista, e sim por meio de entidades que construam novas
obrigações recíprocas entre as sociedades prósperas para cumprir o dever de resgate”. (acudir as mais frágeis...)
A
política do pertencimento. ....”nossos
líderes políticos... ao abandonar as narrativas de pertencimento baseado no
lugar e no propósito, eles abriram espaço para as narrativas divisionistas de
pertencimento que reivindicam identidade nacional para alguns, à exclusão de
outros”.
...(no
caso do Brasil, os ditos patriotas...)
citação do leitor...
...”longe
de fazerem circular narrativas de pertencimento comum a um lugar, as câmaras de
eco costumam vilipendiar o outro”.
Sobre
os líderes divisionistas... “as
narrativas que difundem deveriam se tornar foco de atenção pública. Deveriam enfrentar pressão para deixarem de
alardear as narrativas ideológicas divisionistas em que se especializaram”.
...
“Este
é o pragmatismo moral que pode guiar nossa política passando do fracasso polarizado para o trabalho
cooperativo afim de sanar as divisões que assediam nossas sociedades”. Acudir os que mais necessitam.
“Isso
pode causar arrepio na direita, devido à perspectiva de resultados
distributivos superficialmente similares aos concedidos na ideologia marxista”.
“O
que eu defendo não é uma variante do marxismo”.
O
autor propõe um meio termo. “As novas
inquietações são sérias demais para ficarem entregues à extrema esquerda. O pertencimento ao lugar é uma força
poderosa demais e, potencialmente, construtiva demais para ficar entregue à
extrema direita”.
... “Depois do Brexit e da ascensão de Trump,
deveria ser evidente que a ameaça política correspondente é o nacionalismo exclusionista”.
...
“Podemos fazer coisa melhor: já fizemos e podemos fazer outra vez”. Fim. (terminei a leitura dia 10/03/2026)
Gratidão
aos que tem prestigiado nossos fichamentos estendidos. Haverá outros e outros mais... resenhaorlando.blogspot.com.br
sexta-feira, 13 de março de 2026
Cap.15/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER (Univ. Oxford) 2018
capítulo
15/16
“Nos
países pobres, o equivalente é a extração de recursos naturais: na Tanzânia,
uma empresa de mineração de ouro deu um jeito de declarar prejuízo às
autoridades tributárias tanzanianas, enquanto distribuía imensos dividendos
entre os acionistas”.
Cita
o sigilo bancário sendo usado para empresas sonegarem impostos. “Essa estrutura se tornou um dos meios
principais para proteger de investigações o dinheiro da corrupção e do crime”.
...
“a globalização das empresas não foi acompanhada da regulamentação. A competência tributária e regulatória continua solidamente
estabelecida no nível nacional”.
Os
organismos internacionais não tem feito tarefas para estancar essa
sangria. Assim.. “cada nação prefere
concorrer na corrida ao fundo do poço”.
“Essa
derrota da governança é a tarefa mais desagradável da globalização moderna”.
O
mea-culpa da migração
O
autor diz que imigrações geralmente são boas para o imigrante e as empresas que
passam a ter mais oferta de mão de obra para si. Já nem sempre a imigração é positiva para a
população do país que recebe os imigrantes.
“Os
que mais ganhariam com as imigrações em tese seriam os imigrantes porque se não
fosse favorável a eles, não imigrariam”.
...”Muitos
estrangeiros terão qualificações maiores e demandas residenciais menores do que
os nacionais. Como tem incentivo para
disputar as vagas de trabalho altamente produtiva, esses imigrantes substituem
trabalhadores nacionais...”
... “A população atual de Londres é a mesma de
1950, mas sua composição mudou muito.
Em 2011, 37% de seus habitantes são imigrantes de primeira geração,
enquanto em 1950 compunham uma parcela insignificante”.
Na
Inglaterra atual com grande quantidade de imigrantes, o povo não aceita bem a
hipótese de pagar imposto para socorrer os menos favorecidos. Não acham justo ficar amparando inclusive
parte dos imigrantes.
“Infelizmente
agora há dados indiscutíveis demonstrando esse efeito”. No quesito migração a
direita patina no assunto de receber imigrantes. O mercado que tudo resolve não acolhe bem a
imigração.
...”a
direita abre a respectiva exceção a seu entusiasmo geral pelo mercado”.
Conclusão: Um mea-culpa profissional
Ele
diz que no geral os Economistas defendem a globalização. Por outro lado, reconhece que esta tem
efeitos positivos que são muitos, mas há efeitos negativos. Um destes negativos é a fuga de tributos
entre países por um mesmo grupo empresarial.
Ele
defende que há meios dos Economistas separarem os efeitos e que o Estado adote
medidas para corrigir os efeitos negativos para seus cidadãos.
Parte
Quatro - Restaurando a política
inclusiva – Capítulo 10 - Rompendo os
extremos
... “a última vez que o capitalismo funcionou bem
foi entre 1945 e 1970. Nesse período, a
política pública era guiada por uma forma comunitarista de social-democracia
que se difundia pelos principais partidos”.
...”Ela
se originara nos movimentos cooperativos do século XIX, criadas para atender às
inquietações prementes da época”.
(Na
chamada Revolução Industrial se criou um mercado de trabalho exaustivo e degradante
com jornadas de trabalho enormes e até crianças empregadas em serviços
insalubres)
Como
a política se polarizou
...”a
maioria de nossos sistemas de votação favorecem os dois partidos maiores”.
...”O
passo mais perigoso foi que, em nome de uma maior democracia, os principais
partidos de muitos países habilitaram seus filiados a eleger seus líderes. Isso substituiu um sistema em que o líder do
partido era extraído dentre seus membros mais experientes e muitas vezes
escolhido por seus representantes eleitos”.
Continua no capítulo 16/16 (final)
quarta-feira, 11 de março de 2026
Cap. 14/16 - fichamento do livro O FUTURO DO CAPITALISMO Enfrentando as Novas Inquietações - Autor: Prof. PAUL COLLIER (UK) - 2018
capítulo 14/16
Dois
professores de Chicago, Luigi Zangales e Raghuram Rajan “propõem que todos os
trabalhadores deveriam receber um crédito vitalício a que recorressem para se
reciclar, sempre que necessário.”
O
autor supõe que a robótica não competiria tanto com os empregos mas exigiria
dos trabalhadores mais treinamento para as novas demandas cada vez mais
complexas.
Trabalhando
para algum propósito
O
autor cita que o mercado financeiro tem excesso de transações que geram lucros
altos para uns e a sociedade não recebe vantagem. Ele chama isso de soma zero em termos
sociais.
Cita
o caso extremo do banco alemão “O Deutsche Bank, o exemplo mais extremado de um
banco de investimento administrado por esses gerentes, pagou 71 bilhões de
euros em bônus à cúpula diretiva, encolhendo os pagamentos aos acionistas para
19 bilhões. O poder não está mais nas
mãos dos donos do capital, nem mesmo nas administradoras”.
Critica
também a rentabilidade dos advogados na Inglaterra. “O que se aplica aos gestores de ativos aplica-se
aos advogados”.
...”o
terço seguinte dos advogados trabalha em disputas soma zero para a sociedade”
....”os advogados são valiosos, mas são em número excessivo”.
Propõe
tributar mais esses agentes que ficam com uma renda alta e “redistribuir as
rendas”.
Reduzindo
o distanciamento social
Pressão
para os filhos estudarem e irem para profissões de alta rentabilidade. “Na Grã Bretanha na última década (base
2018), o índice de suicídio entre os estudantes universitário aumentou 50%”.
...
desempenho escolar... “não devemos
ficar abaixo dos padrões globais, mas os
anos de puberdade não devem se transformar numa versão mirim das perniciosas rivalidades
de um banco de investimentos”.
...”A
diminuição gradual nas horas de trabalho e o correspondente aumento do período
de descanso são formas adequadas e necessárias de converter a crescente
produtividade nacional numa vida melhor”.
...”Sem
maior qualidade de vida... a sociedade
se dividirá ainda mais entre uma classe workaholic (fanática pelo trabalho)
altamente qualificada, com muito dinheiro e pouco tempo livre, e uma classe não
qualificada com muito tempo livre e pouco dinheiro”.
Conclusão:
Um incisivo maternalismo social - Cap. 9
O
divisor global: os vencedores e os que
ficaram para trás
O
autor vê muitos pontos positivos na globalização. Por outro lado, diz que os Economistas só
realçaram o lado positivo e não abordaram os negativos. Assim perderam a credibilidade. O povo não tem ouvido mais esses
especialistas.
“Para
que minha profissão de Economista recupere a credibilidade, temos que oferecer
uma análise mais equilibrada que reconheça e avalie devidamente os lados
negativos com vistas a elaborar políticas públicas em resposta a eles”. (página 230 da edição que estou lendo,
Edit. LPM)
O
mea culpa do comércio
“Num
resumo muito sintético, Europa, USA e Japão se especializaram nos setores
tecnológicos, o leste asiático, no setor fabril, o Sul Asiático nos serviços, o
Oriente Médio, no petróleo e a África em mineração.
“Com
isso o Leste e o Sul da Ásia foram capazes de ingressar de maneira espetacular
entre as sociedades de alta renda, diminuindo as desigualdades globais como
nunca antes”.
O
mea-culpa regulatório
Empresas
de grande porte costumam ter vinculadas dentro e fora do país onde tem a
sede. Fazem negócios entre filiais e
conseguem desviar o lucro para paraísos fiscais no exterior para evitar pagar
impostos.
Cita
como exemplo o caso da rede de cafés Starbucks. Lucrou enormemente inclusive na Grã
Bretanha. “A empresa declarou que pagou
todos os impostos devidos nas Antilhas Holandesas, mas deixou de mencionar que
lá a alíquota é zero”.
Continua
no capítulo 15/16