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domingo, 11 de janeiro de 2026
Cap. 5/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora VIRGÍNIA WOOLF (ficção de 1927)
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Cap. 4/6 - fichamento do livro - PASSEIO AO FAROL - romance - VIRGÍNIA WOOLF (1927)
Filhos e amigos reunidos e alheios à conversa dos adultos na
mesa. Imagina a Sra Ramsay que depois,
no quarto, os filhos ririam dos assuntos dos adultos...
A mãe pensando. Sua
filha seria mais feliz que as outras...
(em tempo: a autora
deste livro nasceu no dia 25/01/1882)
A família dela era amiga de intelectuais incluindo John
Maynard Keynes que é uma referência na Economia com um olhar socialista.
Nessas rodas de intelectuais.... “Virginia Woolf encontrava com frequência o
jornalista Leonard Woolf, um socialista, com quem casou-se em 1912, aos 30 de
idade.
Ela sofreu psicologicamente com a I Guerra Mundial e depois,
sucumbiu na II Guerra Mundial. Se
suicidou, atirando-se no Rio Ouse no dia 28-03-1941 aos 59 de idade.
Ela deixou bilhete escrito. “Tenho a impressão de que vou ficar
louca. Ouço vozes e não posso
concentrar-me no trabalho. Lutei mas não
posso continuar”. (aqui é parte do
bilhete que deixou antes do suicídio).
... À noite, a Sra
Ramsay lendo depois de tricotar e o Sr. Ramsay lendo. Ambos tentando reatar algum diálogo após as
leituras.
... “Assim permaneceram
sentados em silêncio. E ela percebeu
que desejava ouvi-lo dizer alguma coisa”.
... Ele em relação ao noivado da filha: “Em relação a esse noivado, formava a
opinião semelhante à que tinha sobre qualquer outro: a moça era boa demais para o noivo”.
...
“Ele queria alguma coisa – exatamente o que ela achava tão difícil de
lhe dar: queria que ela dissesse que o
amava. Mas isso ela não podia
fazer. Ele conseguia dizer as coisas –
ela nunca. Assim, naturalmente, era ele
quem sempre dizia as coisas e, por algum motivo, de repente se ressentia disso
e reprovava”.
“Uma mulher fria, era como ele a designava, nunca lhe diria
que o amava. Mas não era nada disso – não
era isso. É que ela nunca conseguia dizer
o que sentia, isso era tudo”.
Parte II - página 111
do livro desta edição
O tempo passa... A
casa dos protagonistas era iluminada por velas.
Casa ampla instalada no campo, fora da zona urbana. Ambientada em 1927.
Cita entre os jardins, roseiras, dálias etc.
...” Poderia parecer quase infantil perguntar à noite, em
meio a tal confusão, o quê, e por quê e para onde – perguntas que levam a
pessoa adormecida a deixar o leito e buscar uma resposta.
“O Sr Ramsay andando aos tropeções no corredor, esticou os
braços, certa manhã, mas, como a senhora Ramsay morrera repentinamente na noite
anterior, esticou os braços e eles continuaram vazios”.
... Muitos tempos e a
casa estava fechada e não habitada. “Foi
então que a senhora McNab, rasgando o véu do silêncio com as mãos saídas da tina de lavar roupa... entrou
resolutamente para abrir as janelas e varrer os quartos.
... a filha Prue Ramsay se casou... Mais adiante, ela veio a falecer por
problemas ligados ao parto...
continua no capítulo 5/6
“Ninguém mais do que
ela merecia ser feliz”.
Na casa, à noite, a luz do farol entrava e saia
alternadamente...
...”O Senhor Carmichael publicou, naquela primavera, um
livro de poemas que obteve um êxito inesperado. Diziam que a guerra despertara de novo no
público o interesse pela poesia”.
sábado, 13 de dezembro de 2025
Cap. 3/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - Autora VIRGÍNIA WOOLF (ficção)
capítulo 3/6 dezembro de 2025
A autora cita que na região dela há também a flor da dalia
que também tem por aqui. A família
Ramsay tinha até jardineiro que também era caseiro, além de terem
cozinheiro.
O Sr Ramsay e seus pensamentos ...”Era um bom trabalho, em geral – seus oito
filhos. Mostravam que ele não
desprezara totalmente este pequeno e insignificante universo...”.
Ele: “Pobre lugarejo. Ela:
“sabia que ele não tinha absolutamente do que reclamar”.
Ela pensando nas habilidades do marido. ...”um olho de águia para coisas extraordinárias. Mas será que ele notava as flores? Não.
Será que notava a paisagem? Não.
Ela no jardim com ele.
Ela queria que ele apreciasse mais as coisas do entorno. “E quando ele o fazia, apenas comentava com
um dos seus suspiros: pobre mundo
insignificante.”
Capítulo 13 - O
amigo da família, Sr William Banker perguntando à pintora Lily se ela já havia
visitado os destacados museus da Itália, Holanda, França, Espanha com as obras
dos pintores do passado.
Ela tinha visto muito pouco disso. ...refletiu ela, talvez fosse melhor não
ver esses quadros: eles apenas nos tornavam desalentadoramente insatisfeitos
com nosso próprio trabalho.
Capítulo 14 - O
namorado da filha achando que era conveniente pedir ela em casamento direto
para a mãe da jovem. “Ela o fizera
acreditar que poderia fazer qualquer coisa.
Ninguém mais o levava a sério, mas ela o levara a acreditar que poderia
fazer o que bem entendesse.”
Dia de jantar com convidados. Jantar especial e cercado de certa
solenidade. Incluindo a pontualidade
tradicional britânica. Soou o gongo e
todos se apresentaram na sala de jantar.
No jantar com os convidados a Sra. Ramsay perguntou ao Sr
Tansley - “O senhor escreve muitas
cartas?”.
... uma verdade
sobre a Sra Ramsay: sempre lastimava os homens, como se lhes faltasse alguma
coisa...”
Ele que lê muito acha o mundo cheio de futilidade e acusa as
mulheres. “As mulheres tornavam a
civilização insuportável com todo o seu ´encanto`, toda a sua tolice”.
“O jovem na sua prosa, ficava criticando o governo de
plantão...”
O jantar foi ficando enfadonho... “E todos, inclinando-se para ouvir,
pensaram. Queira Deus que não se
exponha o interior da minha mente.
Sobre as discussões políticas e o tédio de alguns ouvintes
da casa durante o jantar.
A Sra Ramsay achava que o marido conhecia a raiz dos
problemas sociais. “Pois se ele
dissesse uma única coisa, tudo se tornaria completamente diferente. Ele ia até o cerne das coisas. Ele se importava com os pescadores e os seus
salários”. ...
A Sra Ramsay pensando que Lily e o Sr William, viúvo, dariam
um bom par. “Ambos são frios e
distantes e muito autossuficientes”.
... Uma pergunta de alguém na mesa do jantar. Quem permanecerá? (nomes da literatura, depois que os autores
se forem desta vida)
“Quem poderia dizer o que permaneceria – em literatura como
em tudo o mais?”.
O Sr Ramsay ficou inquieto, quem sabe querendo que alguém
dissesse que os livros dele permaneceriam...
Continua no próximo capítulo (4)
sábado, 22 de novembro de 2025
Cap. 2/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora: VIRGÍNIA WOOLF (ano 1927) - ficção
cap. 2
... mais adiante....
....”Mas o que sucedera? Alguém se equivocara”
Palavras soltas como se
ao acaso pelo senhor Ramsay em casa.
O casal se desentende por palpite sobre a condição do clima
no dia seguinte e se poderiam ou não ir ao farol. Ele foi indelicado com ela.
“Não havia ninguém a quem ela respeitasse tanto quanto a ele”.
...”Sentia que não era
boa o bastante para amarrar o cordão de seus sapatos.”
Sobre ser destacado e genial. Ser esquecido após tempos... “Até a pedra que se chuta com a bota
perdurará além de Shakespeare”. (nas
memórias das sucessivas gerações)
“Mas seu filho o odiava”.
O Sr Ramsay se achando derrubado.
A esposa lembra ele de que o amigo dele, Charles Tansley “o achava o
maior metafísico do seu tempo...”
...”mas ele precisava de mais do que isso. Precisava de compreensão”.
Ela, uma fortaleza.
Ele, inseguro total. “Se ele
depositasse uma fé implícita nela, nada o atingiria, não importa o quão fundo
ele naufragasse ou quão alto ele subisse...”
...ela “não gostava nem por um instante, de sentir-se
melhor do que o marido”.
Ele era requisitado no mundo acadêmico... Mas no convívio social... “Pois as pessoas diziam que ele dependia
dela”.
Sobre a beleza da Sra. Ramsay. “Ela trazia consigo, sem que pudesse se
impedir de sabe-lo, a tocha da beleza”.
... “Sensibilidade
que era o seu filho James (pois nenhum dos seus filhos era tão sensível quanto
ele)”.
Pitaco do leitor: Há
foco na beleza da protagonista, mas de descrição física mesmo, a autora só cita
diretamente os olhos de cor cinza. No
mais, é reflexão e captação do que os contatos dela estariam sentindo em
pensamento sobre a beleza dela.
O Sr Ramsay era respeitado como pesquisador pela comunidade
acadêmica mas para ele próprio, isso tudo não bastava. Sentia-se inseguro.
Os amigos se questionavam
...”por que Ramsay precisava sempre de elogios, por que um homem tão
valente no terreno do pensamento era tão tímido na vida...”
Sr. Bankes, mais de sessenta anos de idade. ... numa reflexão
...”uma mulher solteira perdia o melhor da vida”. A pintora chinesa...
“Lutaria por sua causa:
gostava de ficar sozinha; gostava de ser ela mesma... insistia em escapar da regra geral”.
Lily (a pintora) em reflexão, em pensamento junto à Sra
Ramsay.
“Seria o amor, na forma em que as pessoas entendiam, capaz
de tornar a senhora Ramsay e ela uma única pessoa?” Lily tinha 33 anos de idade.
A tela pintada pela Lily tinha elementos que na abstração da
artista tinha uma “declaração de amor”.
Pergunta do leitor aqui: Seria
amor dela pela Sra. Ramsay?
O lado de Voluntária da Sra Ramsay. “Não era autoritária... talvez se pudesse dizer que era quando reagia
apaixonadamente em relação a hospitais, saúde pública e leiterias”. ...”o leite entregue à porta em Londres
era literalmente negro de sujeira”. (ano
1927)
Sobre o leite nessa condição ela dizia: “deveria ser proibido”.
Sobre os dois filhos menores entre os oito totais. “gostaria
de conservar os dois assim como eram demônios perversos, nunca vê-los crescer e
se transformar em monstros de pernas compridas. Nada poderia compensar essa perda.”
Sra Ramsay e seus pensamentos sobre a vida. “Havia os eternos problemas: o sofrimento, a morte, os pobres”.
O livro infantil que ela lia para o filho tinha cenas
narradas muito trágicas. Tempestades,
mar revolto, escuridão...
Pensamentos e reflexões dela: “Como poderia um Senhor qualquer ter feito
este mundo?. Sua mente sempre se
agarrara ao fato de que não há lógica, ordem ou justiça; apenas sofrimento,
morte e pobreza.”
Sobre o marido: “sem
dúvida, a horrível verdade é que ele lhe tornava a vida mais difícil. Era suscetível, era irritável. Descontrolava-se por causa do farol.
Continua no próximo capítulo
quinta-feira, 20 de novembro de 2025
Cap. 1/4 - fichamento do livro - PASSEIO AO FAROL - autora VIRGÍNIA WOOLF (original é de 1927)
Editora Círculo do livro – 1988 (edição original de 1927)
Até então, eu não tinha lido nenhum livro dela, mesmo
ouvindo sempre comentários sobre sua obra.
Desta vez nosso clubinho informal de leitura no Sesc da Esquina aqui de
Curitiba PR, que se reúne uma vez por semana (nas quintas das 15 as 16 h). Em breve, debateremos sobre este livro.
Li até o momento, quarenta das 190 páginas. No meu jeito de fazer um fichamento
estendido, haverá em torno de quatro capítulos de duas laudas cada. Vamos ao primeiro capítulo.
A protagonista é a Sra Ramsay e sua família. Obra de ficção ambientada na Escócia de
1927.
Casal com oito filhos, sendo um deles, James de seis anos.
A Sra Ramsay achava que a vida da pobre família do faroleiro
seria monótona, isolada. Pensando
sobre o faroleiro .... sem ver a
mulher, não saber como estão os filhos...
a mãe .... “perguntando
especialmente às filhas”...
Tasley – o ateu amigo do Sr. Ramsay. Os filhos do casal Ramsay em reservado,
zombavam do “ateuzinho”. Os
filhos: Rose, Prue, Andrew, Jasper, Roger,
dos oito, são citados nesta fase.
Menciona o cão da família Badger. Também as Ilhas Hébridas.
As filhas são Prue, Nancy e Rose. Elas sonhavam em ser mais livres na França,
em Paris.
O judeu não sabe jogar críquete.
O Sr. Ramsay e o judeu nas prosas de intelectuais. Após o jantar da família e o judeu com sua
prosa complicada, as crianças se trancavam no quarto para poder conversar sobre
o que quisessem.
Sra. Ramsay, (pelo que entendi), descendia de nobres
italianos... “deles herdara a inteligência,
a maneira de ser – o gênio”. Ela anotava
entre os pobres, o salário etc.
Ajudar... “na esperança de assim
deixar de ser uma mulher voltada para si mesma...”
Caridade .... um
consolo.
A Sra. Ramsay vai para a cidade com o judeu como
companhia. Ela falando com ele que já
foi casado. ...pensando sobre a
submissão de todas as esposas aos trabalhos de seus maridos...
Se tomasse um taxi, ela gostaria de pagar a corrida. A Sra. Ramsay tinha os olhos cinzentos que
agradavam muito o marido dela.
O jovem que acompanhou a Sra.Ramsay na cidade. “Subitamente, ele descobriu: ela era a pessoa mais bela que conhecera”.
No texto, cita a flor de cíclame, que tem por aqui
também. Constatação de leitor.
Ela aos cinquenta anos de idade e os oito filhos.
Ambos na rua e passaram por um trabalhador cavando uma
valeta e este parou o trabalho para admirá-la.
Charles Tansley, o acompanhante .....”andava com a mulher mais bela pela
primeira vez na vida”. “Segurou a
sacola dela”. (autora insinua que foi
uma atitude machista dele).
A Sra Ramsay posando para a chinesa Lily que era feia (“e nunca se casaria, mas era uma pessoa
independente”.). A Sra. R gostava dela
por isso, por ser independente.
Capítulo 4.
Um pensamento .... a
pintora estar caída pela Sra Ramsay...
... flores de maracujá....
... William Bankes pensou na Sra Ramsay. Quando ele andava sozinho.... William foi namorado dela no passado. Depois ela se casou com o Sr. Ramsay. William atualmente continuava a amar a Sra.
Ramsay.
Agora ela casada e tendo oito filhos e ele do outro lado da
baia, viúvo e solitário.
A família Ramsay não era rica e tinha oito filhos...
A conversa de Lily com o amigo do Sr Ramsay sobre a obra
filosófica deste. Uma complexidade
intrincada a obra do Sr. Ramsay.
Capítulo 5
O filósofo e família bem distante da biblioteca da
cidade. E perto de muitos livros – em casa.
“Livros, pensou, cresciam por si mesmos”.
A Sra Ramsay correndo com os afazeres, cuidando das
crianças .... “supor nela um desejo
latente de se libertar da beleza de sua forma, como se a beleza e tudo o que os
homens diziam sobre ela a aborrecessem..
continua no capítulo 2 desta resenha estendida....
sexta-feira, 31 de outubro de 2025
FICHAMENTO DO LIVRO – ROTA 66 – AUTOR CACO BARCELLOS
Editora Record – RJ – 10ª edição – ano 2009 – 350 páginas
Eu li e fiz
o fichamento em letra cursiva deste livro em julho de 2017. O livro é resultado de ampla pesquisa do
Jornalista na documentação das ações da ROTA Ronda Ostensivas Tobias Aguiar de
São Paulo nos tempos da Ditadura Militar.
Página 33 –
A ROTA foi criada para combater guerrilheiros.
Página 34 –
Exército no governo e PM Polícia Militar orientada para defesa da propriedade
dos ricos. Combater o “marginal”. A imprensa acompanha essa lógica também.
Página 38 –
brigas, som alto, jovem alterar o Fusca ... coisa de jovens da classe média
local de SP de então.
Página 41 –
O Clube Paulistano (em 1975) e os embalos da juventude de classe média. Comum o grupo de amigos fumar maconha.
Os jovens
personagens do livro veem a polícia como sendo para combater os pobres e ser
contornada com grana quando o abordado é rico.
Página 45
- Carro preparado para racha.
No rodapé
da página, o autor descreve a sub metralhadora Beretta usada pela ROTA.
... Página 48 -
O Jornalista Caco Barcellos é ameaçado num velório de um jovem pobre
morto pela polícia. Ameaçado por ser da
imprensa que nos casos que se apresenta no lugar dos fatos, relata sempre a
versão dos policiais. A polícia faz as vítimas (o povo) virarem réus.
Página 49
- Reporter correto irrita os dois lados,
inclusive a polícia. A polícia costuma
só ter a versão dele e um repórter decente pode apresentar outra versão.
Caco
trabalhava na Folha da Manhã em Porto Alegre no passado.
Página 51
- A PM e a PF na época da Ditadura
aproveitaram para aumentar a violência contra o crime dos pobres.
Página 54
- Caco foi despedido do jornal gaúcho por
pressão dos policiais. A queixa dos
policiais chegou até o governo e deste partiu a pressão para o jornal
demiti-lo.
O Caco
chegou a fazer bico após demitido, como motorista de taxi.
Página 58
- Agora atuando em São Paulo, foca no
caso dos jovens de classe média que foram abordados “por engano” pelos
policiais. Policiais da ROTA partem em
perseguição aos jovens do fusca incrementado.
Os jovens no embalo, na farra, tinham roubado um toca-fitas. O jornalista estima que a perseguição por um
contingente grande de policiais teria tido um custo estimado de dez mil dólares,
para recuperar um toca fitas de um “bacana”.
Lema de
então da ROTA: “A ROTA é reservada aos
heróis”
Páginas
63/64 - Os jovens do fusca cercados e
executados.
Página 75 –
O comandante da abordagem da ROTA nessa operação tinha 21 anos de idade. Despreparo para ação.
Página 78
- O Secretário de Segurança era o
Coronel Erasmo Dias.
Página 81
- Cada sub metralhadora pesava 8 kg.
Página 87 –
A vizinha da casa da frente de onde houve a chacina viu tudo pela janela. Em seguida telefonou para a mãe de um dos
jovens. Em seguida, ela deu entrevista
para a imprensa. Em seguida, foi
ameaçada e sumiu para o interior, temendo pela própria vida.
Página 88
- Em 09-04-1970 houve a fusão da Polícia
Civil com a Força Pública. Surgiu a PM
Polícia Militar.
Página 89
- Exército mais Polícia Civil – casos de
combate ao terror. No período todo
foram executadas 269 pessoas. Destas,
144 oficialmente mortas e 125 desaparecidas.
Página 91
- Cita ação da Operação
Bandeirantes (Caça aos Terroristas).
Página 92
- Guerrilheiros no Vale do Ribeira – SP. Houve cerco da PM e os da guerrilha escaparam. Esta ação foi comandada pelo Coronel Erasmo
Dias.
Página 96 - “O morto é sempre culpado pela morte dele na
versão oficial”. No Boletim de
Ocorrência era recorrente... “resistiu à
bala...”.
Página 327 –
Caco ficou 22 anos investigando dados das mortes por policiais de São Paulo e
dos crimes dela e da Polícia Civil.
65% das
vítimas fatais eram inocentes. Não tinham ficha criminal.
O Caco
passou uma enorme temporada levantando dados nos processos dos casos para
chegar ao percentual acima. Analisou
mais de dois mil processos.
Página 331
- A maior parte dos estupradores eram
brancos mas os que mais foram mortos eram negros e pardos.
Página 337
- Caco entrevista um assaltante
procurado junto com o repórter Pena Branca.
Cita uma síntese que o Pena Branca faz de tudo (1981). .... – “Quem mata é o sistema da PM, do
Comando à Justiça. O matador só aperta o
gatilho”.
Página 351
- O autor terminou de escrever o livro
em 1986. O regime militar terminou em
1985.
Fim. (eu sou de 1950 e vivi a
juventude em Mauá-SP que pertence à Grande São Paulo e no mínimo era
desconfortável viver a juventude nesse tempo por sentir no ar o risco de ser
integrante da periferia)
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
Cap. 10/10 - fichamento do livro - VIAGEM ÀS NASCENTES DO RIO SÃO FRANCISCO - autor: Botânico francês SAINT-HILAIRE (1819)
O pobre que em GO não consegue pagar o dízimo abandona sua terra e se afunda para lugar mais ermo e a pobreza aumenta. Viver isolado aumenta até o número de incestos por “falta de opção de vida”.
... “à falta de outras mulheres a não ser as da família...”
Além de tudo, cobrar dinheiro da produção tira do agricultor
o ânimo de produzir e isso é ruim para a economia da região. Plantam e criam só para o gasto e quando o
tempo não corre bem, há fome.
Quem vem de fora não tem alimentos para comprar. Justo numa região de solo tão fértil, isso
acontece, o que é lamentável.
“Numa terra que daria para sustentar com folga 20 milhões de
pessoas, mal conseguem sustentar os 80.000 goianos”.
Clero, Instrução Pública.
“Os padres são, na verdade, os únicos homens da província
que possuem alguma instrução”.
...”Enfim parecem considerar como seu único dever a
celebração da missa aos domingos e a confissão dos fiéis à época da Páscoa,
mediante a contribuição de 300 reis”.
Desde a colonização, GO só tinha como Bispos, os jurisdicionados
pelo RJ e depois, do Pará. Quase nunca
os Bispos iam até Goiás.
Raros professores na Província de GO.
Cita entre os militares que atuam em GO, a Companhia de
Dragões, da cavalaria. Eles são
encarregados de manter a ordem, impedir o contrabando e fiscalizar os direitos
de entrada. São muito corretos,
transportam os valores dos tributos à sede e não há desvio de conduta. São mais respeitados que os policiais de MG
e do RJ.
Atuam no sistema da Cavalaria. Geralmente são brancos e de famílias remediadas.
Extração do Ouro
Diferente de MG que explorou ouro em leito de rios e também
escavou minas para buscar ouro no subsolo, em GO só se buscou ouro de forma
improvisada nos leitos dos rios.
Em GO, dessa forma, durou pouco o ciclo do ouro. Enriqueceu alguns rapidamente e empobreceu
geral logo que o ouro deixou de ser abundante.
Cultura da terra
Em GO há terras férteis em várias regiões. Produzem vários tipos de produtos
agropecuários. Até o trigo produz nas
terras mais altas onde o clima é mais ameno.
Um exemplo seria Santa Luzia GO.
(em torno de 800 m acima do nível do mar – anotação deste leitor)
Em terras mais altas, até a uva produz bem e dá duas safras
por ano se for podada em fevereiro logo após a colheita da primeira safra.
Pouco mercado para os produtos agrícolas e baixa população
no interior da Província. Apenas a
capital da Província é mais povoada com seus 10.000 habitantes.
O autor cita outras culturas com potencial para certas
regiões de MG e GO como a sericicultura, a cultura do bicho da seda.
GO é rico em minério de ferro e não tem industrialização deste
metal. Importa até os cravos para as
ferraduras dos animais. Fornos grandes
para produção de ferro são inviáveis mas os “fornos catalães” poderiam ser
adequados. (deve ser uma forma mais
artesanal e menor de fornos).
A economia no Brasil até então tinha tão pouca circulação de
dinheiro, que no caso de GO, era uso corrente o ouro. Então os valores eram considerados em peso
de ouro como oitavas, meia-oitava, quarto de oitava, cruzados de ouro, patacas
de ouro, meia pataca.
Meios de Comunicação
Os caminhos mais promissores na época eram os rios. Para o Sul do Brasil, o Rio Paranaiba e para
o Norte, o Araguaia e o Tocantins.
Partindo da capital da província, Vila Boa GO era possível
sair navegando em pequenas embarcações pelos afluentes e chegar até o Pará numa
distância de 420 léguas (cada légua, seis km).
Ao redor de 2.500 km ao todo.
Costumes
Aos mineiros à medida que o ouro trouxe riqueza, trouxe
conforto e algum estudo, deixando o povo mais polido.
O goiano teve um ciclo do ouro mais curto e não se tornaram
muito polidos.
“O mineiro de hoje (1819) sabe conversar, e o faz muitas
vezes com espírito e cordialidade, já os colonos goianos mantém o silêncio da
ignorância...”
...”apesar de tudo o que digo acima, não se deve concluir
que esses homens sejam desprovidos de inteligência”.
Poucos na época se casavam porque tinha um custo e também
moravam distantes das igrejas.
O autor diz que praticamente não havia roubos na região, apesar
da pobreza.
“Não há assaltos aos viajantes, nas estradas...”
No trechinho final, o autor dá muitas dicas de ações que
educariam melhor o povo e traria a este uma vida mais digna onde todos teriam
benefício.
Frase final: “Não
lamentarei a perda de minha saúde, pois poderei dizer: paguei uma dívida da hospitalidade, e minha
passagem pela terra não foi inútil”. FIM 18-10-2025
Em tempo: Há um quarto livro dele que adquiri e trata
das pesquisas no Rio Grande do Sul. No
caso ele anotou uma enormidade de coisas em mais de 400 páginas. Vejamos quando encaixar essa empreitada de leitura
e resenha.