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terça-feira, 7 de março de 2023

CAP. 04/09 - fichamento do livro - GRAFFITI CURITIBA - (Paraná - BRASIL) - Autora: Professora Doutora Elisabeth S. Prosser - (Baseado em Tese de Doutorado de 2010)

 

capítulo 04/09

 

         Sobre os conflitos entre grupos de artistas de rua.    ...”Uma das maiores agressões na arte de rua é um pichador ou grafiteiro apagar a marca do outro e escrever ali a sua, ou deixar sua assinatura sobre a do outro”.

         Significa desrespeito, desafio...  guerra.   Chamam isso de atropelo, quando é Graffiti.  Na pichação chamam de desbanque.    “Atropelo é sinal de confronto, o desbanque denota disputa”.

         Há os atritos eventuais entre grupos, mas o “inimigo” deles é a sociedade em si com suas contradições.

         Cooperação entre eles numa crew, quando vários do mesmo grupo fazem uma obra em comum ou até em parceria com outros grupos.

         A Pichação – Questões Específicas

         O pichador não depreda prédios abandonados.   Ocorre que outras pessoas depredam e mesmo saqueiam e comumente o povo atribui isso aos pichadores.   E o pichador deixa lá sua assinatura.   Se tivesse culpa, não se mostrava.

         “A gente picha porque eles (donos dos imóveis) não gostam, porque se gostassem, a gente arranjava outra coisa para fazer”.

         Outro artista de rua declara:  “Eu picho mesmo é protesto”.  

         Critérios de fama entre os pichadores:       Quantidade de pichos; dificuldade de acesso aos lugares da pichação; desafio à autoridade.

         Frase de um artista de rua:  “Nós somos a cárie da Cidade Sorriso”.

         Nomes de alguns grupos e mesmo alguns com teor machista, violento no nome:  “mundo imundo”, “tenho aquilo roxo”,  “mijo na rua”, “destruição em massa”, “pinto7”.

         Frase de pichador:  “fome é foda”.   “Compre menos, viva mais!”.

         Ano 2007 -  Evento com grafiteiros em Curitiba.  Dois grafiteiros dos mais destacados: Auma e Cimpls.  Depoimento do Cimpls sobre os pichos em obras de arte da praça Dezenove de Dezembro em Curitiba.  

         “É uma questão de conflito de gerações.  Tem gerações que vêm e tem gerações que vão...”

         Outro se contrapõe:   “Quer dizer que posso chegar no Louvre com um spray e pichar a Monalisa porque é uma expressão da geração passada?”.

         “Onde está escrito que depois de tantos anos você pode destruir a obra anterior?”

         Auma é formado na FAP, uma faculdade de Arte de Curitiba.

         As obras de arte da Praça Dezenove de Dezembro no centro de Curitiba são muito visadas pelos pichadores e grafiteiros.  Uma obra é escultura do casal nu, obra de Erbo Stenzel.   A outra é um mural em alto relevo de Poty Lazzarotto.

         Graffite e picho tem pena semelhante na lei 9.605/98.... é vandalismo e crime...    Pena de três meses a um ano de detenção ou multa”.   Já numa lei municipal de Curitiba, se colocou no mesmo texto como crime o graffiti, a pichação e a depredação de patrimônio como pontos de ônibus etc.    Os artistas de rua veem isso como uma medida muito forte contra eles.

 

         Continua no capítulo 05/09

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