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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Cap.1 - fichamento do livro - O FUTURO DO CAPITALISMO (2018) - Autor - PAUL COLLIER (Professor da Universidade de Oxford - Inglaterra)

 

14-01-2026     Autor:  PAUL COLLIER  (britânico)   ano 2018 

         Citação na orelha da capa do livro pelos editores da LP&M

         ... “nós perdemos o sentimento de coletividade e de obrigação ética para com os outros que foi tão crucial para o boom econômico do século XX”.      ...”levando a abalos da estatura de Trump, do Brexit e do fortalecimento mundial da extrema direita”.

         O autor do livro é Professor de Economia e Políticas Públicas na Universidade de Oxford (na Inglaterra).    Já lecionou em Harvard.   É articulista dos principais jornais dos USA.

         Parte Um do livro – A Crise   -  I  - As novas inquietações

         ... as desigualdades econômicas geográficas que antes vinham encolhendo passaram a se ampliar rapidamente.

         Polos de desenvolvimento concentrados em grandes centros...   enriquecendo  .... Além de enriquecerem muito mais que o interior, estão de distanciando socialmente e não  representam mais a nação que “muitas vezes, tem a capital nessas mesmas metrópoles”.

         Quem tem tido mais vantagem:   “são os instruídos com mais qualificações”.   “Fundiram-se numa classe, encontrando-se na universidade e desenvolvendo uma nova identidade comum, na qual o apreço decorre do grau de qualificação”.

         “ao se fundiram numa classe dominante, os instruídos confiam mais do que nunca nos governos e uns nos outros”.

         As novas tecnologias e migração de tarefas semi especializadas para a Ásia.   Os perdedores foram os empregados mais idosos e os jovens que estão tentando entrar no mercado de trabalho.

         “Entre os trabalhadores de mais idade, a perda do emprego muitas vezes leva à dissolução da família, ao alcoolismo, às drogas e a violência”.

         Nos USA, os que tem menos instrução estão tendo tendência à queda da expectativa de vida, mesmo a ciência tendo trazido soluções inovadoras à sociedade para uma maior expectativa de vida.

         Na Europa o problema é menos grave porque o Estado costuma dar mais assistência às pessoas mais vulneráveis.     ...”os trabalhadores supérfluos, acima dos cinquenta anos, bebem a borra do desespero”.

         Grande parte da Europa com grave problema de desemprego.    “Um terço dos jovens italianos estão desempregados  (2018).”...    “algo que não se via desde a recessão de 1930.”

         Pessimismo entre os jovens.   “inúmeros jovens estimam que terão padrão de vida inferior ao dos pais”.     ...”nas últimas quatro décadas tem visto uma deterioração no desempenho econômico do capitalismo”.

         “A grande credencial do capitalismo de trazer uma melhora constante no padrão de vida geral deixou de ser impecável”.

         “Nos USA, o centro emblemático do capitalismo, metade da geração dos anos 80 está pior, em termos absolutos, do que a geração dos seus pais quando tinham a mesma idade deles”.    Gera pessimismo.

         “Entre os trabalhadores brancos americanos, esse pessimismo atinge um patamar assombroso de 76%.   E os europeus são ainda mais pessimistas do que os americanos”.

         Esses mais fragilizados andaram apostando em Trump contra Hillary Clinton, ingleses contra a Comunidade Europeia, apoiando o Brexit, na França, eleitores dando 40% de votos à direita de Marine Le Pen.   Algo semelhante ocorreu na Alemanha.   Nos quatro casos, USA, Inglaterra, França e Alemanha, as metrópoles dos respectivos países votaram diferente do interior.   As regiões metropolitanas (menos prejudicadas) votaram menos na direita e a maioria do interior, no desalento votaram na direita.

         Continua no capítulo 2

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Cap. 6/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora - VIRGÍNIA WOOLF (1927)

capítulo final   6/6    (final)

         Em certo momento o barco ancorado no mar, o amigo pescando embarcado, o filho James cuidando das manobras do barco e o pai lendo.  O filho com ódio do pai.     “Por que se demoravam ali?    ... James sempre conservava esse velho símbolo de pegar uma faca e ferir o pai no coração”.

         Recordações da infância do filho envolvendo agressões do pai quando o menino era pequeno.   Agora em pensamento o filho....    “aniquilaria aquilo que chamava de tirania, de despotismo:  forçar os outros a fazer o que não queriam, anular seu direito de falar”.

         Lily relembrando a Sra Ramsay,  “sem uma única palavra, o único símbolo que indicava ter ela uma missão a cumprir no vilarejo era sua cesta no braço.   Partia para visitar os pobres, para sentar-se em algum quartinho entulhado.  

         Notava quando ela voltava   ... entre risonha e comovida...

         Lily e o poeta agregado da casa, idoso, no pensamento de Lily sobre os tempos que a Sra Ramsay visitava os pobres.   

         “Ambos tinham certa noção da inutilidade daquela ação e da supremacia do pensamento”.

         O fato de ela continuar as visitas representava uma reprovação para eles, dava um rumo diferente ao mundo.

         Já perto do farol e o Sr Ramsay não desgruda da leitura.  O filho acha que é uma forma do pai fugir do diálogo.

         ...

         - “Ele está se saindo muito bem – disse Macalister, elogiando James.  – Está mantendo a vela bem firme.”

         Mas seu pai nunca o elogiava, pensou James inexoravelmente.

         O Sr. Ramsay tinha então 71 de idade e o amigo Macalister, 75.

         Na chegada ao farol, enfim, o pai elogiou o filho por ter pilotado o barco com perícia.

         No desfecho, Lily termina enfim de pintar a tela com o cenário do barco se dirigindo ao farol e ela pensando em toda a carga emocional da relação com a família que a acolhia.    Barco que carregava no pensamento dela afetos, lembranças que ficavam trancados na memória dela somente.

No farol, o desfecho do gesto do Sr Ramsay chegar ao farol e entregar mantimentos ao faroleiro.     Gesto adiado por toda a trajetória do livro e que dá o cair do pano.      Fim                            12-01-2026

 

         (gratidão aos que tem acompanhado as resenhas.    O próximo livro da cabeceira será O FUTURO DO CAPITALISMO – Enfrentando as novas Inquietações -  autor: Paul Collier – editado em 2018)


domingo, 11 de janeiro de 2026

Cap. 5/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora VIRGÍNIA WOOLF (ficção de 1927)

A autora cita o ato de colher flores no dia de São Miguel, 29 de setembro.
A casa dos Ramsay, passado um longo tempo, abandonada.
“Os livros e as coisas estavam mofados”. ...”as roupas da Sra Ramsay estavam cheias de traças”.
Capítulo III – O Farol
Tempos de guerra. Três mortos na família. A senhora Ramsay morreu, uma filha no parto e um filho nos combates na guerra.
A casa ficou bastante tempo abandonada.
O Sr Ramsay de volta na velha casa.... A pintora Lily, quarenta e quatro anos de idade, velha amiga da família e convidada sempre.
O Sr Ramsay e Lily. ...”aqui estava ele, parado a seu lado. Dar-lhe-ia o que pudesse. ...ele gostava dela... sua mulher gostara dela...
Depois de um tempo calada, Lily elogia as botas do Sr. Ramsay. “Então ao dizer alegremente: “Ah, mas que lindas botas! merecia, bem o sabia – e ergueu os olhos, esperando-o, num de seus súbitos rompantes – ser completamente aniquilada”.
Em vez disso o Sr Ramsay sorriu. Sua fraqueza, seu luto, suas enfermidades sumiram”.
Nisso chegam dois dos filhos dele e a conversa termina.
O Sr Ramsay e os filhos Can e James aprontam as mochilas e finalmente estão partindo para o farol. Farol que no livro tem muito de metáfora. Algo material tão presente, mas simbolicamente tão inatingível.
Mar revolto, ventos, ...
Ramsay com o casal de filhos no barco navegando para o farol, levando também um amigo que estava acompanhado pelo filho. Teriam ido a contragosto nessa travessia. O amigo foi inquieto e parecia torcer para que a travessia tivesse contratempo e não conseguissem chegar ao farol.
No percurso, Ramsay pede para o amigo relembrar da tempestade ocorrida num Natal. Naquele episódio tiveram que se refugiar na baia vários navios e três deles afundaram por conta da tempestade.
Sobre a atitude de Ramsay de levar mercadorias em oferta até o farol:
“Tinham sido forçados, tinham sido instados a vir”. Ele os oprimira mais uma vez ... obrigou-os a obedecer à sua vontade naquela linda manhã, só porque desejava ir ao farol, carregando esses embrulhos, e tomar parte nesses rituais...” em memória dos mortos e que eles detestavam”.
Por isso se arrastavam atrás dele, e toda a alegria estava estragada.
...
Lily tentando pintar um quadro da baia vendo ao longe o que seria o barco dos amigos. Ela refletindo: “A compreensão que ela não lhes dera, oprimia-a. Tornava-lhe difícil pintar. Sempre o achara complicado.
Continua no capítulo final 6/6

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Cap. 4/6 - fichamento do livro - PASSEIO AO FAROL - romance - VIRGÍNIA WOOLF (1927)

  

         Filhos e amigos reunidos e alheios à conversa dos adultos na mesa.  Imagina a Sra Ramsay que depois, no quarto, os filhos ririam dos assuntos dos adultos...

         A mãe pensando.  Sua filha seria mais feliz que as outras...

         (em tempo:   a autora deste livro nasceu no dia 25/01/1882)

         A família dela era amiga de intelectuais incluindo John Maynard Keynes que é uma referência na Economia com um olhar socialista.

         Nessas rodas de intelectuais....   “Virginia Woolf encontrava com frequência o jornalista Leonard Woolf, um socialista, com quem casou-se em 1912, aos 30 de idade.

         Ela sofreu psicologicamente com a I Guerra Mundial e depois, sucumbiu na II Guerra Mundial.    Se suicidou, atirando-se no Rio Ouse no dia 28-03-1941 aos 59 de idade.

         Ela deixou bilhete escrito.    “Tenho a impressão de que vou ficar louca.  Ouço vozes e não posso concentrar-me no trabalho.  Lutei mas não posso continuar”.   (aqui é parte do bilhete que deixou antes do suicídio).

         ...    À noite, a Sra Ramsay lendo depois de tricotar e o Sr. Ramsay lendo.    Ambos tentando reatar algum diálogo após as leituras.

         ...  “Assim permaneceram sentados em silêncio.   E ela percebeu que desejava ouvi-lo dizer alguma coisa”.     ... Ele em relação ao noivado da filha:    “Em relação a esse noivado, formava a opinião semelhante à que tinha sobre qualquer outro:   a moça era boa demais para o noivo”.

     ...   “Ele queria alguma coisa – exatamente o que ela achava tão difícil de lhe dar:  queria que ela dissesse que o amava.  Mas isso ela não podia fazer.   Ele conseguia dizer as coisas – ela nunca.   Assim, naturalmente, era ele quem sempre dizia as coisas e, por algum motivo, de repente se ressentia disso e reprovava”.

         “Uma mulher fria, era como ele a designava, nunca lhe diria que o amava.  Mas não era nada disso – não era isso.  É que ela nunca conseguia dizer o que sentia, isso era tudo”.

         Parte II  - página 111 do livro desta edição

         O tempo passa...    A casa dos protagonistas era iluminada por velas.  Casa ampla instalada no campo, fora da zona urbana.   Ambientada em 1927.

         Cita entre os jardins, roseiras, dálias etc.  

         ...” Poderia parecer quase infantil perguntar à noite, em meio a tal confusão, o quê, e por quê e para onde – perguntas que levam a pessoa adormecida a deixar o leito e buscar uma resposta.

         “O Sr Ramsay andando aos tropeções no corredor, esticou os braços, certa manhã, mas, como a senhora Ramsay morrera repentinamente na noite anterior, esticou os braços e eles continuaram vazios”.

         ...  Muitos tempos e a casa estava fechada e não habitada.      “Foi então que a senhora McNab, rasgando o véu do silêncio com  as mãos saídas da tina de lavar roupa... entrou resolutamente para abrir as janelas e varrer os quartos.

         ... a filha Prue Ramsay se casou...    Mais adiante, ela veio a falecer por problemas ligados ao parto...

          continua no capítulo 5/6

         “Ninguém  mais do que ela merecia ser feliz”.

         Na casa, à noite, a luz do farol entrava e saia alternadamente...

         ...”O Senhor Carmichael publicou, naquela primavera, um livro de poemas que obteve um êxito inesperado.   Diziam que a guerra despertara de novo no público o interesse pela poesia”.

sábado, 13 de dezembro de 2025

Cap. 3/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - Autora VIRGÍNIA WOOLF (ficção)

 capítulo    3/6                dezembro de 2025

        

         A autora cita que na região dela há também a flor da dalia que também tem por aqui.    A família Ramsay tinha até jardineiro que também era caseiro, além de terem cozinheiro.  

         O Sr Ramsay e seus pensamentos  ...”Era um bom trabalho, em geral – seus oito filhos.   Mostravam que ele não desprezara totalmente este pequeno e insignificante universo...”.

         Ele:   “Pobre lugarejo.  Ela:   “sabia que ele não tinha absolutamente do que reclamar”.

         Ela pensando nas habilidades do marido.   ...”um olho de águia para coisas extraordinárias.  Mas será que ele notava as flores?  Não.  Será que notava a paisagem?  Não.

         Ela no jardim com ele.  Ela queria que ele apreciasse mais as coisas do entorno.   “E quando ele o fazia, apenas comentava com um dos seus suspiros:  pobre mundo insignificante.”

         Capítulo 13 -   O amigo da família, Sr William Banker perguntando à pintora Lily se ela já havia visitado os destacados museus da Itália, Holanda, França, Espanha com as obras dos pintores do passado.

         Ela tinha visto muito pouco disso.    ...refletiu ela, talvez fosse melhor não ver esses quadros: eles apenas nos tornavam desalentadoramente insatisfeitos com nosso próprio trabalho.

         Capítulo 14 -   O namorado da filha achando que era conveniente pedir ela em casamento direto para a mãe da jovem.   “Ela o fizera acreditar que poderia fazer qualquer coisa.  Ninguém mais o levava a sério, mas ela o levara a acreditar que poderia fazer o que bem entendesse.”

         Dia de jantar com convidados.  Jantar especial e cercado de certa solenidade.   Incluindo a pontualidade tradicional britânica.   Soou o gongo e todos se apresentaram na sala de jantar.

         No jantar com os convidados a Sra. Ramsay perguntou ao Sr Tansley -  “O senhor escreve muitas cartas?”.

         ...    uma verdade sobre a Sra Ramsay: sempre lastimava os homens, como se lhes faltasse alguma coisa...”

         Ele que lê muito acha o mundo cheio de futilidade e acusa as mulheres.   “As mulheres tornavam a civilização insuportável com todo o seu ´encanto`, toda a sua tolice”.

         “O jovem na sua prosa, ficava criticando o governo de plantão...”

         O jantar foi ficando enfadonho...    “E todos, inclinando-se para ouvir, pensaram.   Queira Deus que não se exponha o interior da minha mente.

         Sobre as discussões políticas e o tédio de alguns ouvintes da casa durante o jantar.

         A Sra Ramsay achava que o marido conhecia a raiz dos problemas sociais.   “Pois se ele dissesse uma única coisa, tudo se tornaria completamente diferente.  Ele ia até o cerne das coisas.   Ele se importava com os pescadores e os seus salários”.   ...

         A Sra Ramsay pensando que Lily e o Sr William, viúvo, dariam um bom par.     “Ambos são frios e distantes e muito autossuficientes”. 

         ... Uma pergunta de alguém na mesa do jantar.  Quem permanecerá?   (nomes da literatura, depois que os autores se forem desta vida)

         “Quem poderia dizer o que permaneceria – em literatura como em tudo o mais?”.

         O Sr Ramsay ficou inquieto, quem sabe querendo que alguém dissesse que os livros dele permaneceriam...

 

         Continua no próximo capítulo    (4)

sábado, 22 de novembro de 2025

Cap. 2/6 - fichamento do livro PASSEIO AO FAROL - autora: VIRGÍNIA WOOLF (ano 1927) - ficção

 cap. 2

 

         ... mais adiante....     ....”Mas  o que sucedera?  Alguém se equivocara”

Palavras soltas como se ao acaso pelo senhor Ramsay em casa.

         O casal se desentende por palpite sobre a condição do clima no dia seguinte e se poderiam ou não ir ao farol.   Ele foi indelicado com ela.

         “Não havia ninguém a quem ela respeitasse tanto quanto a ele”.

...”Sentia que não era boa o bastante para amarrar o cordão de seus sapatos.”

         Sobre ser destacado e genial.   Ser esquecido após tempos...    “Até a pedra que se chuta com a bota perdurará além de Shakespeare”.   (nas memórias das sucessivas gerações)

         “Mas seu filho o odiava”.   O Sr Ramsay se achando derrubado.   A esposa lembra ele de que o amigo dele, Charles Tansley “o achava o maior metafísico do seu tempo...”

         ...”mas ele precisava de mais do que isso.  Precisava de compreensão”.

         Ela, uma fortaleza.  Ele, inseguro total.     “Se ele depositasse uma fé implícita nela, nada o atingiria, não importa o quão fundo ele naufragasse ou quão alto ele subisse...”

          ...ela   “não gostava nem por um instante, de sentir-se melhor do que o marido”.

         Ele era requisitado no mundo acadêmico...   Mas no convívio social...   “Pois as pessoas diziam que ele dependia dela”.

         Sobre a beleza da Sra. Ramsay.   “Ela trazia consigo, sem que pudesse se impedir de sabe-lo, a tocha da beleza”.

         ...   “Sensibilidade que era o seu filho James (pois nenhum dos seus filhos era tão sensível quanto ele)”.

         Pitaco do leitor:  Há foco na beleza da protagonista, mas de descrição física mesmo, a autora só cita diretamente os olhos de cor cinza.   No mais, é reflexão e captação do que os contatos dela estariam sentindo em pensamento sobre a beleza dela.

         O Sr Ramsay era respeitado como pesquisador pela comunidade acadêmica mas para ele próprio, isso tudo não bastava.   Sentia-se inseguro.

         Os amigos se questionavam   ...”por que Ramsay precisava sempre de elogios, por que um homem tão valente no terreno do pensamento era tão tímido na vida...”

         Sr. Bankes, mais de sessenta anos de idade.    ... numa reflexão

         ...”uma mulher solteira perdia o melhor da vida”.     A pintora chinesa...

         “Lutaria por sua causa:  gostava de ficar sozinha; gostava de ser ela mesma...   insistia em escapar da regra geral”.

         Lily (a pintora) em reflexão, em pensamento junto à Sra Ramsay.

         “Seria o amor, na forma em que as pessoas entendiam, capaz de tornar a senhora Ramsay e ela uma única pessoa?”     Lily tinha 33 anos de idade.

         A tela pintada pela Lily tinha elementos que na abstração da artista tinha uma “declaração de amor”.      Pergunta do leitor aqui:   Seria amor dela pela Sra. Ramsay?

         O lado de Voluntária da Sra Ramsay.   “Não era autoritária...  talvez se pudesse dizer que era quando reagia apaixonadamente em relação a hospitais, saúde pública e leiterias”.      ...”o leite entregue à porta em Londres era literalmente negro de sujeira”.     (ano 1927)

         Sobre o leite nessa condição ela dizia:   “deveria ser proibido”.

         Sobre os dois filhos menores entre os oito totais.      “gostaria de conservar os dois assim como eram demônios perversos, nunca vê-los crescer e se transformar em monstros de pernas compridas.   Nada poderia compensar essa perda.”

         Sra Ramsay e seus pensamentos sobre a vida.   “Havia os eternos problemas:  o sofrimento, a morte, os pobres”.     

         O livro infantil que ela lia para o filho tinha cenas narradas muito trágicas.  Tempestades, mar revolto, escuridão...

         Pensamentos e reflexões dela:   “Como poderia um Senhor qualquer ter feito este mundo?.   Sua mente sempre se agarrara ao fato de que não há lógica, ordem ou justiça; apenas sofrimento, morte e pobreza.”

         Sobre o marido:   “sem dúvida, a horrível verdade é que ele lhe tornava a vida mais difícil.   Era suscetível, era irritável.   Descontrolava-se por causa do farol.

                   Continua no próximo capítulo

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

Cap. 1/4 - fichamento do livro - PASSEIO AO FAROL - autora VIRGÍNIA WOOLF (original é de 1927)

 

 

         Editora Círculo do livro – 1988   (edição original de 1927)

 

         Até então, eu não tinha lido nenhum livro dela, mesmo ouvindo sempre comentários sobre sua obra.    Desta vez nosso clubinho informal de leitura no Sesc da Esquina aqui de Curitiba PR, que se reúne uma vez por semana (nas quintas das 15 as 16 h).      Em breve, debateremos sobre este livro.

         Li até o momento, quarenta das 190 páginas.    No meu jeito de fazer um fichamento estendido, haverá em torno de quatro capítulos de duas laudas cada.   Vamos ao primeiro capítulo.

         A protagonista é a Sra Ramsay e sua família.   Obra de ficção ambientada na Escócia de 1927.    

         Casal com oito filhos, sendo um deles, James de seis anos.

         A Sra Ramsay achava que a vida da pobre família do faroleiro seria monótona, isolada.    Pensando sobre o faroleiro   .... sem ver a mulher, não saber como estão os filhos...     a mãe   .... “perguntando especialmente às filhas”...

         Tasley – o ateu amigo do Sr. Ramsay.    Os filhos do casal Ramsay em reservado, zombavam do “ateuzinho”.    Os filhos:  Rose, Prue, Andrew, Jasper, Roger, dos oito, são citados nesta fase.

         Menciona o cão da família Badger.   Também as Ilhas Hébridas.

         As filhas são Prue, Nancy e Rose.    Elas sonhavam em ser mais livres na França, em Paris.

         O judeu não sabe jogar críquete.

         O Sr. Ramsay e o judeu nas prosas de intelectuais.   Após o jantar da família e o judeu com sua prosa complicada, as crianças se trancavam no quarto para poder conversar sobre o que quisessem.

         Sra. Ramsay, (pelo que entendi), descendia de nobres italianos...    “deles herdara a inteligência, a maneira de ser – o gênio”.  Ela anotava entre os pobres, o salário etc.     Ajudar...  “na esperança de assim deixar de ser uma mulher voltada para si mesma...”

         Caridade   .... um consolo.

         A Sra. Ramsay vai para a cidade com o judeu como companhia.   Ela falando com ele que já foi casado.        ...pensando sobre a submissão de todas as esposas aos trabalhos de seus maridos...

         Se tomasse um taxi, ela gostaria de pagar a corrida.   A Sra. Ramsay tinha os olhos cinzentos que agradavam muito o marido dela.

         O jovem que acompanhou a Sra.Ramsay na cidade.   “Subitamente, ele descobriu:   ela era a pessoa mais bela que conhecera”.

         No texto, cita a flor de cíclame, que tem por aqui também.   Constatação de leitor.

         Ela aos cinquenta anos de idade e os oito filhos.

         Ambos na rua e passaram por um trabalhador cavando uma valeta e este parou o trabalho para admirá-la.

         Charles Tansley, o acompanhante   .....”andava com a mulher mais bela pela primeira vez na vida”.    “Segurou a sacola dela”.  (autora insinua que foi uma atitude machista dele).

         A Sra Ramsay posando para a chinesa Lily que era feia   (“e nunca se casaria, mas era uma pessoa independente”.).    A Sra. R gostava dela por isso, por ser independente.

         Capítulo 4.

         Um pensamento  .... a pintora estar caída pela Sra Ramsay...

         ... flores de maracujá....

         ... William Bankes pensou na Sra Ramsay.     Quando ele andava sozinho....    William foi namorado dela no passado.     Depois ela se casou com o Sr. Ramsay.    William atualmente continuava a amar a Sra. Ramsay.

         Agora ela casada e tendo oito filhos e ele do outro lado da baia, viúvo e solitário.

         A família Ramsay não era rica e tinha oito filhos...

         A conversa de Lily com o amigo do Sr Ramsay sobre a obra filosófica deste.   Uma complexidade intrincada a obra do Sr. Ramsay.

         Capítulo 5

         O filósofo e família bem distante da biblioteca da cidade.   E perto de muitos livros – em casa.

         “Livros, pensou, cresciam por si mesmos”.

         A Sra Ramsay correndo com os afazeres, cuidando das crianças  .... “supor nela um desejo latente de se libertar da beleza de sua forma, como se a beleza e tudo o que os homens diziam sobre ela a aborrecessem..

         continua no capítulo 2 desta resenha estendida....