Total de visualizações de página

quinta-feira, 2 de abril de 2020

RESUMO - LIVRO - A ERA DO INCONCEBÍVEL - Joshua Cooper Ramo (Ex Redator da revista Time) - trecho final 03/2020


SUMMARY - BOOK - THE AGE OF THE UNTHINKABLE     -    Em Português

 .............

251 – O autor avalia que o revide dos americanos ao ataque de Onze de Setembro de 2001 não foi nada positivo.   “Os ataques diretos fracassaram repetidamente”
252 – África do Sul.  Cidade de Tugela Ferry de 250.000 habitantes.  Cidade pobre. Terra dos zulus.   Um dos mais altos índice de HIV do mundo.  Mais de 40% da população tem o vírus.
254 – Na África do Sul em 2008 morria uma pessoa de HIV por minuto.   Em outra região da África o ebola atacando.  O ebola mata 80% das pessoas infectadas.
256 – Médico que cuidava do HIV constatou em Tugela Ferry que muita gente passou a morrer por outra causa.   Pesquisou e percebeu que era por um bacilo forte da tuberculose.  Matava 98% dos infectados.
258 – A tuberculose convencional, por assim dizer, foi descrita em 1882 por Robert Kock.   Uma das doenças mais comuns do planeta.   Afeta 1/3 do mundo.
262 – Remédio da tuberculose eram ministrados em Tugela num tratamento previsto para seis meses.   Nos primeiros dois meses o uso do remédio era monitorado por agentes de saúde.   Era bem eficiente o remédio mas o paciente com a melhora, acabava depois dos dois meses que tinha que seguir por si o uso do remédio abandonava o tratamento e a doença não se curava e o agente causal acabava ficando mais resistente aos remédios.
Com o HIV foi diferente.   O pessoal da saúde pública explicava muito bem a doença, os remédios, a forma de tomar, os riscos de não tomar direitinho e tudo o mais.   Isto passava uma responsabilidade para o paciente e este também tinha que apresentar um responsável para acompanhar o rigor do uso dos remédios.   Fez toda a diferença.  O pessoal por mais humilde que fosse, tendo para si a responsabilidade efetiva do tratamento, fazia tudo direitinho, ao contrário do que os pacientes da tuberculose.
Isto para deixar claro o seguinte:    Trabalhar com as pessoas, deixar tudo explicado, buscar a cooperação entre elas e fazendo as mesmas assumirem Responsabilidade.   Eis a diferença.
263 – Aprendizado para esta e muitas outras situações.   (No Brasil a Pastoral da Criança de certa forma usou o sistema de treinar agentes voluntários da comunidade para acompanhar tratamento de crianças junto às famílias e deu muito certo)
No momento que se delega poder a outras pessoas, é deflagrada uma explosão de curiosidade, inovação e esforço.”
Isto vale para uma infinidade de situações e não só para a saúde humana.
No passado quando as batalhas eram no corpo a corpo, se tinha que espalhar poder para pequenos grupos e estes se articulavam e o resultado era melhor do que agir em tudo dependente do poder central.
Os cavaleiros mongóis eram imbatíveis dentro desse modelo.  O herói mexicano Emiliano Zapata também usava esse sistema.
264 – Sucessos colaborativos.   Destacou a Wikipédia, a Linux, etc.  Partem de baixo para cima. Partem da base.   As pessoas saem da posição de consumidores para a posição de participantes.  Faz toda a diferença.
267 – Peers   - colaboradores voluntários.
268 – Em 2006 o autor esteve conversando com o médico britânico Moll que atuou no combate ao HIV na África do Sul e que vivenciou as ações colaborativas de sucesso.
269 – O autor propõe um Sistema Imunológico de segurança Profunda com distribuição voluntária de poder.
271 – Buscar dar direitos básicos de sobrevivência a todas as pessoas do mundo.   (tange o que Masllow define em sua pirâmide da hierarquia das necessidades humanas.   Preservar a vida, se defender, se alimentar/agasalhar, etc.)
271 – O que podemos fazer para transformar as pessoas em voluntários?   Ver que podemos fazer muito, independentemente de governo.
272 – Cita o intelectual e político brasileiro Roberto Mangabeira Unger.   “O que devemos criar é uma economia do cuidado”.
273 – Cita seu Norte no caso, o sociólogo Immanuel Wallerstein.
“O que fazemos aos outros, fazemos a nós próprios”.
273 – Cita o caso do empresário brasileiro Ricardo Semler da empresa Semco.   Peças para a indústria naval.  Ele assumiu o negócio da família nos anos 80.   Anos de inflação de três dígitos ao ano no brasil.   Semler disse que dirigir uma empresa no Brasil de então era como montar num touro bravio em cima de um terremoto.
274 – Diz que no Brasil de 1990 a 1994 uma em cada quatro empresas fechou.   A produção industrial caiu ao nível de 1977.  Daí para o Brasil ficou a década chamada de década perdida.
274 -  Para não falir, Semler dividiu seus empregados em grupos de 100 e lhes deu as opções iniciais que eram:  Redução de salário ou demissões.    Os grupos debateram muito e disso surgiu um conjunto heterodoxo de medidas sugeridas pela base.   Reduzir salário + participar do lucro + reduzir o salário da diretoria + controle do fluxo de caixa da empresa com participação dos empregados, via pessoa do Sindicato por eles indicados.   (o representante dos empregados assinava os cheques junto com diretor).   Aceita a forma e assim se fez.  Deu certo.  Em dois meses a empresa voltou ao ponto de equilíbrio.   
Tinha havido na empresa uma explosão de emergia, entusiasmo e flexibilidade.   Os empregados da empresa quadruplicaram a produtividade.
Muitos foram depois, nas expansões, por iniciativa comum, estimulados a montar empresas para fornecer peças e serviços para a Semler com sucesso.
280 – Duro mudar algo, principalmente no Estado, mas temos que iniciar um processo de experimentação institucional.
Sugere além do CSN Conselho de Segurança Nacional, ter um grupo para elaborar a crítica do que se vê e discute no CSN.   Seria essa crítica o CSP Conselho de Segurança Profunda.   Buscar prevenir mais e errar menos.
281 – O que há de velho é o instituto de acumular poder e controlar rigidamente as políticas.  E na hierarquia rígida, o subalterno acaba cumprindo até ordem que acha absurda...
Temos que incentivar dentro e fora do governo, centenas de empreendedores de política externa.  Pessoas que abordem problemas complexos a partir de enfoques NOVOS, radicais e inventivos.
Faz 40 anos que o setor de segurança dos USA passou por uma reengenharia séria.   Está obsoleto.
282 – Erro da Sony nos tempos do videocassete.  Entrou com fitas betamax que era diferente do padrão VHS das demais.  A betamax tinha som e imagem melhor, só que cada cartucho cabia só uma hora de gravação e geralmente filmes tem mais de uma hora.   Resultado.   Os concorrentes que foram para o VHS ganharam essa parada bilionária.
283 – O autor encerra o penúltimo capítulo com citação do brasileiro Mangabeira Unger.    “A tarefa da imaginação consiste em realizar o trabalho da crise sem a crise”.   (se antecipar a ela)  (isto em 2010...)
Hoje o mundo está correndo atrás do prejuízo com o covid 19
O autor diz que estamos diante dessa opção atualmente: imaginação ou crise?   Você escolha.
286 – Ver a tela “Herois Espirituais da Alemanha” do artista plástico Anselm Kiefer  (quadro enorme)     Ele pintou aos 28 anos em 18 meses, de 1972 a 1973.    Representa o interior sombrio de uma Igreja Luterana de madeira e chamas com simbologia dos heróis do nazismo...     A reflexão seria que o quadro chama para o “estamos dentro da história e não podemos ficar passivos”.    (vi o quadro na web)
290 – Como fazer história.   Viver de uma maneira resiliente  
Poupando mais, comendo melhor, dirigindo com cuidado, prestando serviços voluntários aproximando-nos mais dos vizinhos, educando nossos filhos para serem globais e competitivos e fazendo novos amigos.     
... Alguns desafios  - investir anos para compreender culturas diferentes da nossa (ele fez trabalhos voluntários por um ano na África).
Frase do físico Niels Bohr já perto do fim da vida.    “todo ser humano valoroso deve ser um radical e um rebelde, pois o que deve visar é tornar as coisas melhores do que são”.
Frase do autor:  O que mudará o planeta é a rebelião.
Desfecho.   Pergunta ao leitor:  O que esta era exige de mim?
                                      The End.        28-03-2020
     Zap 41  999172552    -   orlando_lisboa@terra.com.br
       (todo feedback será bem vindo!!!)

Nenhum comentário:

Postar um comentário