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domingo, 11 de dezembro de 2016

RESENHA - SIMPOSIO INTERNAC. MEIO AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS - CURITIBA PR DEZEMBRO 2016

RESENHA DO SIMPÓSIO INTERNAC. DE MEIO AMBIENTE E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Data: 05 a 07-01-2016 – Local:   Curitiba PR  -Promoção da ABES PR
ABES – Associação Brasileira da Engenharia Sanitária e Ambiental
Anotações feitas pelo Engenheiro Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida
                        orlando_lisboa@terra.com.br
     O primeiro dia do evento com a parte do cerimonial e falas das autoridades foi na parte da tarde num auditório no Parque Barigui em Curitiba  (um parque ecológico)
     No segundo e terceiro dia a programação foi em horário comercial em auditório da Universidade Positivo em Curitiba-PR
     Dia 05-12-16  -  Na tarde da abertura compuseram a mesa várias autoridades locais e da Suécia, que tem convênio com Curitiba no setor de meio ambiente e enviou palestrantes.    Entidades que consegui anotar na composição da mesa:    Fabio Goia, Secretário da Administração da Prefeitura de Curitiba, representando o Prefeito; Padre Carlos, representando o Bispo da Arquidiocese; o Reitor da PUC Curitiba, Prof. Valter Lino; o Reitor da Universidade Positivo, professor José Pio Martins; representante do Reitor da UTFPr a Vice Reitora, Dra. Vanessa Itikawa; representando o reitor da UFPr o professor Carlos Siqueira; pela ABES, o Sr. Antonio Carlos; pela SANEPAR o Sr.Pedro Luiz Franco; pela FIEP Federação das Ind.do Paraná, Rodrigo Martinez.
     Houve após o protocolo de abertura com apresentação musical a assinatura do Termo de Entendimento (vigência até dezembro de 2018) em tema ambiental entre a Prefeitura de Curitiba e uma entidade do setor da Suécia.    Na verdade é uma renovação de convênio que já vinha em curso.
     O nome completo do Evento:   “SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS, SANEAMENTO E BIODIVERSIDADE”.
     Breves falas das autoridades.
     Pela ABES -  Citou eventos do ramo que tem ocorrido em diferentes lugares como Durban – África do Sul.     Lembrou da estiagem que atingiu o sul do Brasil em 2014 e que deixou a cidade de São Paulo com alta carência no abastecimento de água, se chegando ao ponto de  atingir o chamado volume morto dos reservatórios.
     Afetou o abastecimento, a produção de energia elétrica e também houve aumento de doenças como dengue e outras, entre outras consequências da estiagem.
     Citou uma Agência Ambiental da Antuérpia e suas ações de sucesso e destacou que temos que seguir exemplos como esse para melhorarmos nossa posição rumo ao desenvolvimento sustentável.
     Pela FIEP – Destacou que Curitiba tem um histórico positivo de ações na questão ambiental e isso tem sido notado inclusive fora do Brasil.    Também ações em planejamento urbano.     O mundo está perdendo qualidade de vida inclusive pelas turbulências do clima.     Destacou a importância de discussões e ações voltadas à defesa do clima e da biodiversidade.
     UTFPr -  a representante fez uma breve fala de boas vindas e destacou a importância do evento e as ações que a instituição à qual pertence que envolvem o tema.
     Pela PUC-PR     Lembrado que em 2013 o Rei da Suécia esteve em Curitiba para evento no tema das Mudanças do Clima.    Fez questão de destacar que em Curitiba é pouco usual um evento que reúne numa mesma mesa as quatro universidades aqui da capital.
     Destacou também o fato de várias entidades estarem participando tanto da Academia, como do Setor Público e Setor Privado.     Lembrou que há desafios na questão climática que não dá para serem solucionados apenas pelo país de forma isolada, mas que deve ser tratado de forma articulada com outros países.     Exemplificou até no tema das migrações que estão ocorrendo entre África, Ásia e Europa, mostrando desafios relativos à pobreza, guerras e afins.
     Espera que as próximas administrações de Curitiba deem sequência aos eventos e ações ligados ao Meio Ambiente.      Curitiba também tem convênio com a Holanda neste quesito e podemos desenvolver ações interessantes.
     Universidade Positivo -   O Reitor até brincou ao dizer que sua fala ficou por último e o da PUC tirou parte do seu discurso.     Lembrou que a Suécia (parceira neste evento) tem uma realidade bem diferente da nossa, sendo um país de primeiro mundo e que tem uma população semelhante à da cidade de São Paulo, ao redor de 11 milhões de habitantes.
     Destacou que após a Segunda Guerra Mundial, acelerou a industrialização pelo mundo e também a degradação do meio ambiente em parte pelas necessidades, pela tecnologia deficiente e causas do gênero.    O cenário atual tem desafios de degradação ambiental, poluição, etc.      Fase de indignação mundial e o evento da Rio 92.   Nos anos 2000 ele atribui a fase da busca de soluções para o setor.    Soluções que tem que ser compartilhadas entre todos os setores, aí incluídos órgãos públicos, academia, iniciativa privada.      O Brasil cresce em população 1 Suécia a cada 5 anos.   Desafios grandes.   Disse que podemos gerar tecnologias na área ambiental e também buscar tecnologia lá fora sem ficar nessa de questões ideológicas, mas com foco em soluções tecnológicas que sejam adequadas aos nossos problemas.   Há que se ter pragmatismo.      ........leia mais clicando abaixo...

sábado, 3 de dezembro de 2016

PALESTRA - PROF. JESSÉ SOUZA - AUTOR DO LIVRO - A RADIOGRAFIA DO GOLPE

  Evento nas dependências do SENGE Sindicato dos Eng.no Estado do Paraná
Data:   01-12-2016  -   das 17.30 às 20 h
Anotações pelo Engenheiro Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida (a quem se deve imputar alguma possível falha de interpretação da fala do nobre Professor).
     Na forma bem resumida, o palestrante tem uma série de livros publicados, tem estudos no BR, nos USA e Alemanha e atualmente é Professor na UFF Universidade Federal Fluminense    (é natural de Natal-RN).  No final do governo anterior ele chegou a presidir o IPEA.
     Eu já tinha passado da metade da leitura do livro dele na ocasião citada acima.  Vamos às falas:
     O desafio agora é aprender com os erros que foram cometidos.  Aprender é a busca de nos tornarmos melhores do que somos.
     Tudo que acontece no mundo é legitimado na nossa mente.    (dentre outras formações, ele é Psicanalista).
     Por quê o golpe aconteceu?    Foi com a mesma desculpa de 1964.   Alegação de combate à corrupção.    Só que combate de forma seletiva.   Um moralismo conservador que amesquinha a questão ética.      Citou como exemplo.   Os poderosos na sanha de combater a corrupção mas não movem uma palha para reduzir o ganho estratosférico dos banqueiros que faturam com o pagamento de juros  dívida do Brasil na casa de 300 bilhões por ano.     Sangra nosso Orçamento e falta verba para saúde, educação, segurança, etc.    Disto eles passam ao largo.
     Demonizaram o Estado.  Só é visto como corrupto quem faz parte do Estado.   O pessoal do mundo privado que suborna o Estado não é levado em conta.    O combate é “seletivo” porque ele é fulanizado.      E se nota que o Sistema já é montado para ser corrupto.   O sistema eleitoral, o sistema de funcionamento da política, etc.
     Nossa dívida pública não foi auditada.   No mundo, as dívidas públicas que foram auditadas mostraram que ela é inflada.... bem maior do que realmente deveria ser...
     O discurso é de que  o Mercado é virtuoso.   continua... 

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

COMO FAÇO AS RESENHAS DE LIVROS E PALESTRAS 28-11-2016


    Vou tentar dar aqui mais ou menos o caminho das pedras da minha experiência com fichamento de livros só na prática, pois não consultei teoria para tal.  Faço movido pelo destaque daquilo que me chamou mais atenção em cada leitura.
Ao começo
Sempre gostei de ler um bocadinho.    Fiz estudos em escola pública de cabo a rabo e a universidade foi a USP – ESALQ- Piracicaba (fundada em 1901).   
     Pois bem.   O curso (Engenharia Agronômica) lá era e é bem puxado e no meu tempo (1973-1976) eram aulas geralmente de quatro horas cada e o curso em período integral.    Os professores eram topo de carreira e muitos deles autores de livros do ramo.   Bem exigentes, claro.     E aula não tinha essa de ficar anotando na lousa.   Era prestar atenção e anotar o que achasse relevante.   Acho que foi essa necessidade que me fez um “resenhista”.    Ou anotava, ou esquecia um bocado do que foi dito e depois complicaria na hora da prova.   Minha tática era assiduidade às aulas e esse esforço de anotar e depois estudar em casa também.    Os demais alunos pouco anotavam e quando as provas iam chegando era fila para pegar meu caderno e tirar xerox pra galera estudar.   Talvez alguns iam até melhor que eu nas provas...
     A continuidade
    Resumos de Palestras  e Resenhas/fichamento de livros.
     Como eu peguei um verdadeiro traquejo em fazer síntese assim de bate pronto, toda vez que vou a uma palestra sobre qualquer tema, levo junto comigo uma caneta bic e um caderninho específico (Tilibra pequeno de 96 fls) para caber entre os livros.   Anoto tudo o que acho relevante e depois coloco no word e deste alguma coisa vai para o blog.   www.resenhaorlando.blogspot.com.br
     Ao todo, são aproximadamente uns 40 caderninhos com anotações dos mais recentes vinte e poucos anos...   Minha relíquia e meu hobby junto com a leitura.
     Já dos livros, que tenho lido por lazer, tenho escolhido geralmente temas mais informativos, inclusive vários livros escritos por jornalistas, falando de países como China, Irã, Cuba, Venezuela, Japão, USA, etc.   Mas diversifico a leitura.
     Comumente os livros que leio são meus.    Sento para ler e pego o livro, o marcador de páginas, um lápis/lapiseira para destacar os locais que me chamaram a atenção e a caneta e um caderno específico (capa dura espiral Tilibra também 96 folhas)  e já estou no caderno número 14.   Comecei a fazer as “resenhas” de livros em julho de 1994.   Por sinal,  publiquei no blog acima há algum tempo uma lista com o nome e autor de todos os livros que li daquela data até hoje.   É um pouco de me mostrar na intimidade até certo ponto, mas para socializar experiência acho que vale a pena.
     Então ao iniciar a leitura de um livro, já anoto no Caderno espiral específico os dados do livro como – nome da obra, nome do autor, nome da editora, nome do tradutor, número da edição, ano da edição, local e número de páginas.    Isto tudo porque costumo fazer a “resenha” citando a página na qual li aquilo que destaquei no fichamento.   E se eu destacar a página sem dizer a editora/edição, o número da página pode ser diferente.
     Coloco a data de início da leitura e vou tocando o barco, lendo.   Cada vez que algo me atrai em especial, um leve traço a lápis no livro e cito a página no caderno com a caneta e já escrevo aquilo que me interessou.    Se a frase é curta, pode ser que anoto de forma literal.   Se a idéia requer maior número de palavras, pode ser que resumo com minhas palavras para anotar (até porque não tem interesse acadêmico).
    Notar que dessa forma, ao terminar de ler o livro, terminei de fazer a resenha, que fica melhor chamar de “fichamento”.      É bem curioso depois sentar, após ler o livro, e ler a própria resenha que dá uma visão muito interessante de tudo que foi lido.   A tal ponto que se me pedissem para dar uma palestra de, digamos, meia hora ou mais sobre um livro X que li há doze anos, com minha resenha eu dou uma revisada e dou o recado legal.    E serve também para fazer alguma citação de trecho para fundamentar alguma opinião, sempre citando a fonte.
     Acho que é mais ou menos isso.    Curiosamente no caso recente da morte do Fidel, controverso que é, vale lembrar que sobre o tema além de um punhado de artigos, li os livros – A Ilha (Cuba) de autoria do jornalista/escritor brasileiro Fernando Morais e publiquei  a resenha no blog citado.   Também sobre o mesmo tema, li do próprio Fidel o livro A História me Absolverá   (ele era inclusive Advogado) cuja resenha também está no blog.    Se vou emitir opinião sobre o caso, pode ser que eu cite algo da resenha ou indique a resenha para alguém que quer algo mais aprofundado para formar opinião sobre uma pessoa controversa como o tal.   
     Fico à sua disposição e espero ter contribuído com alguma dica que possa ajuda-la em seus estudos. 
                                          orlando_lisboa@terra.com.br     

     Curitiba PR, 28 de novembro de 2016 

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

RESENHA PALESTRAS - CURITIBA PELA DEMOCRACIA E CONTRA O GOLPE (parte final)

Continuação – Curitiba pela Democracia...       (06-10-2016)

     FALA DO ADVOGADO – CEZAR BRITO     Ele já dirigiu a OAB-PR
Anotações pelo Engenheiro Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida

     Evento no Salão Nobre da UFPr – Curitiba – PR  -    Curitiba pela Democracia.

Disse que no passado, no Teatro Guaira em Curitiba, a OAB tendo à frente o Raimundo Faoro e o palestrante, esta liderou um enfrentamento à Ditadura Militar.     Relembrou o advogado Sobral Pinto e o fato de lhe perguntarem na época em que este iria defender Luiz Carlos Prestes (líder comunista de então).   Sobral teria respondido que não gostava do comunismo mas tinha apreço pela pessoa do comunista.
     O palestrante se diz otimista.  “É tempo de máscaras caídas”.   Dá para ver quem defende isto ou aquilo – até quem quer construir muro...   (Trump e o muro...)
     Provocou:   O Paraná deveria fazer uma campanha:    Doe um exemplar da Constituição Federal a cada membro do STF  Supremo Tribunal Federal.
     Disse que nos USA uma negra vai estampar a nova nota de 20 dolares.   Foi a primeira negra a pilotar determinado modelo de avião à jato.
     Personagens como Gandhi e mesmo Cristo, fizeram história apesar de lutarem em minoria e os seus riscos.
     Frase do palestrante:    “Nós advogados viemos para assoprar a brisa da liberdade”.
     Antes ele citou o cantor Bob Dylan e não sei ao certo se a frase é do cantor ou do palestrante na origem dos termos.
     Buscou uma frase de Paulo de Tarso, um dos fundadores da igreja cristã:  Descrer para crer.   Faz um paralelo.    Descrer nas “verdades” dos golpistas e crer que podemos lutar e vamos à luta.

     FALA DO ADVOGADO CRISTIANO ZANINI – ADVOGADO DO EX PRESIDENTE LULA
     Disse que veio mais para ouvir e gostou muito do que ouviu aqui.   Disse do absurdo da “prisão coercitiva”; gravações da fala da Presidente da República de forma ilegal; divulgação seletiva;
     Quando o ex presidente soube que foi monitorado, a primeira pessoa com quem vai se socorrer é junto ao seu Advogado e fica depois sabendo que também seu advogado está sendo monitorado.   Então não há mais justiça no caso.   Por esse arbítrio, fizeram denúncia inclusive no exterior.
     Se não estamos na causa, se não lutarmos na causa, o arbítrio vence.
     Ele disse que há uma “escola” de desrespeito aos direitos fundamentais e isso não ocorre só com o pessoal da Lava Jato.   A Academia tem que ajudar a denunciar tudo isso e resistir.

     FALA DO ADVOGADO EUGÊNIO ARAGÃO – EX MINISTRO DA JUSTIÇA DA DILMA
          Ele é Sub Procurador da República
     Ele disse que o golpe está em curso mas ainda não está consumado.  Temos que resistir.   Não lamentar.   Temos que agir.   Há perseguições seletivas; há um desmonte...
    Ele disse que a CF Constituição Federal somos nós, cidadãos.  Nós é que somos os guardiões dela.  O STF é apenas o instrumento de fazer valer a CF.
     Falar não só de esquerda.   Falar de Cidadãos.   Todos temos o dever de sermos fiéis à CF.   Agir contra a CF é agir contra o Brasil.    O que podemos fazer?   Nos unirmos.
     Devemos passar por cima de sectarismos, de divergências pessoais...
     Fascismo é essencialmente um movimento perverso que se aproveita de momentos de crise e busca levar as pessoas a um líder comum que é um usurpador.    Assim ocorreu na Alemanha, na Itália e na Espanha do tempo de Franco.
     No Brasil, quando vemos as pessoas se enrolando na bandeira (parecendo canelones) e desfilando contra a democracia ... é um abuso, não um uso do símbolo nacional.   Fazem isso que é fascismo.   É contra a lei usar o pavilhão nacional dessa forma, nessas circunstâncias.
    A Lava Jato é a busca de uma “Higiene Social”, tal como foi no passado a vassourinha do Janio (atitudes fascistas).    A higiene social é um degrau da higiene racial – fascismo.  A atitude de inconformação é o primeiro passo para a reação.
          Disse ele:   Uso o vermelho porque é a cor do sangue que corre no meu coração.  E eu luto.
     A captura das instituições já vem de algum tempo.   Escolha corporativa do Procurador da República foi uma pisada na bola.    O Ministério Público é um bando de príncipes não só em remuneração e porque tem o poder de colocar o Estado na parede.  Ousadia da rapaziada contra a CF – tipo essa turma da Lava Jato.
     Um General quatro estrelas ganha 14.000,00 no Brasil lá pela etapa final de toda uma carreira.   A moçada do ministério público ganha muito mais, muito mais.
     Os membros da Lava Jato rabiscaram as Dez Medidas e foram atrás de assinaturas do povo para dar ar de iniciativa popular.    “Populismo penal” – uma disfunção, uma distorção.
Retorno de colocações da Dra. Magda Barros Biavaschi - Gaucha

     O capitalismo está criando o empreendedor proletário  aqui e no mundo afora. É a situação do salve-se quem puder.
     Ela fala da tentativa de transferir a Previdência para o setor privado.    Um bolo de 400 bilhões de reais por ano.    Que essa carne vá para o setor financeiro e que o osso fique para o Estado.   Isto ocorreu no passado no Chile do General Pinochet, que acabou matando muita gente que reagiu a essa barbaridade contra o povo.
     Aqui acham que vão fazer isso na lábia.    Temos que encarar as pessoas de dois neurônios – o pessoal que apoiou o golpe.     São binários  -    0 1 01 01...
     Querem destruir nossa Previdência que é o sistema de Solidariedade que nós construímos a duras penas.   Temos que buscar meios para que isso não ocorra.
     Ao encerramento, o anfitrião da Mesa disse aos palestrantes convidados:   Digam por onde andam que Curitiba não é só Lava Jato.     Há cidadania e luta.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

CONTINUAÇÃO - EVENTO EM CURITIBA - DEFESA DA DEMOCRACIA

.. continuação palestras Democracia                    (ocorrido no Salão Nobre da UFPr)

FALA DO JUIZ DO TRABALHO – DR. REGINALDO MEGALLI
Ao iniciar lembrou do saudoso advogado e militante político curitibano Edesio Passos que faleceu não faz tempo.
Destacou que o pessoal do Temer está aplicando o “programa” que foi derrotado nas urnas em 2014. Sobre as ameaças à democracia, citou o caso do tradicional Colégio Pedro II do RJ no qual os estudantes colocaram cartazes contra o golpe dentro da garantia constitucional de livre manifestação do pensamento. Um juiz determinou que os cartazes fossem retirados e em caso negativo a escola teria sérias punições.
Tem sido constatados episódios de ódio, de intolerâncias, de posturas retrógradas. Recentemente em Cornélio Procópio-PR os empresarios locais teriam colocado seus empregados nas ruas em manifestação contra uma Juiza local visando tirar a mesma daquela comarca. Teriam alegado que ela estaria condenando demais os patrões...
Os lamentáveis episódios dos vazamentos seletivos na justiça visando atingir políticos de um só partido, poupando os que são dos demais partidos.
As prisões de petistas nas chamadas Prisões Boca de Urna, nos dias que antecederam as eleições municipais. Presos/conduzidos coercitivamente Guido Mantega e Antonio Paloci, ambos do PT, o que seria uma manobra a mais para atiçar o ódio popular contra o partido.
Casos de réus que não tem acesso aos respectivos inquéritos para que possam se defender.
Escutas telefônicas ilegais inclusive envolvendo presidente da república de então. Os gravíssimos grampos e escuta de conversas de advogados com seus clientes, o que é violação flagrante às leis. (Artigo 133 da CF). O advogado e o direito de ampla defesa.
O executivo atual aprovando a terceirização da mão de obra, estarão destruindo toda a base de organização do trabalho no País. Querem mexer nas leis trabalhistas para pior, rumo à barbárie.
Nossa resposta a tudo isso tem que ser a indignação e a luta.
É um momento de crise que pode até gerar uma grande guinada para o lado positivo e depende de nós, da nossa luta. Nesta sala, somos capazes de sonhar e de ajudar a transformar.

FALA DO DEPUTADO FEDERAL WADIH DAMOUS - PT
Ele é advogado e já presidiu a seção da OAB do Rio de Janeiro. Foi também Conselheiro Federal da OAB.
Se referiu indiretamente aos da Lava Jato como “playboys concurseiros”. Disse que fora do Paraná o nosso estado é visto com um sentido pejorativo. Se acha que todo paranaense apoia o golpe e a Lava Jato. E esta não é a realidade do Paraná. Um dos exemplos de resistência é este evento pela Democracia e pode ser citada também a ocupação de escolas no Paraná pelos estudantes.
Disse que vai levar do Paraná exemplos de luta pela democracia como este evento e outros mais.
Apesar que muitos setores da OAB se renderam ao golpe, destaca que há muita reação a este pelos advogados espalhados pelo Brasil.
Ele falou indignado do que tem sido a verdadeira caçada ao ex Presidente Lula e foi aplaudido de pé pela platéia que lotou o salão nobre da UFPR em Curitiba.
Lamentou que isto está ocorrendo justo quando nossa Constituição de 1988 está fazendo aniversário. Nessa data deram um golpe nela, cerceando o amplo direito de defesa.
Como petista, olhando as eleições municipais, disse da fragorosa derrota do PT. Disse – perdemos para o Partido da Lava Jato com amplo apoio da mídia com destaque para a Rede Globo.
Agora o advogado virou poeta. Com as mudanças feitas nas leis, virou poesia falar em direitos fundamentais do cidadão, etc.
Citou o que chamaou de Especialista de Power Point, o procurador Deltan Dallagnol da Lava Jato. O dito cujo foi há pouco tempo lá na Câmara Federal com sua apresentação em Power Point para tentar vender a ideia de tentar transformar em lei as tais Dez Medidas de combate à corrupção. Ele disse que as tais medidas foram criadas pela equipe da Lava Jato e buscaram assinaturas na comunidade para dar feição de iniciativa popular. Ele estudou as propostas das dez medidas e como advogado disse que é um Lixo Jurídico sem pé e nem cabeça. Considerou a apresentação do Deltan algo bem no estilo americano.
Lembrou que o juiz do RJ que fez a bravata no caso dos cartazes no Colégio Pedro II do RJ é o mesmo que oficiou a UFRJ a retirar cartazes de Paulo Freire (uma referência em técnica de ensino respeitado internacionalmente) alegando que o educador Paulo Freire foi um “notório comunista”.
Disse que no RJ há lugares onde a Constituição de 1988 nem chegou às pessoas mais pobres como no caso dos morros do RJ.
Olhando um pouco para a história do Brasil, destacou que lá nos anos 60 uma ideologia com a ajuda da mídia, colocou na cabeça das pessoas que o “comunismo e os terroristas” iriam prejudicar o Brasil e conseguiram amplo apoio popular ao Golpe Civil Militar de 1964.
Desta vez conseguiram dar um golpe disfarçado via vender a imagem da corrupção desenfreada. E para combater a corrupção vale tudo, inclusive passar por cima das leis ou fazer mudanças arbitrárias e autoritárias. No passado a repressão chegou a prender, torturar, matar muitas pessoas.
Citou o caso do verdadeiro “sequestro” perpetrado contra o Lula e ao Guido Mantega. Prisões espetaculares com ensaiada e ampla cobertura da mídia.
Diante disso tudo, temos que voltar a nos reunir. Temos que voltar a nos unir. Inclusive nos partidos progressistas de fato e nos movimentos sociais.
Destacou os estudantes que vem ocupando as escolas contra a arbitrariedade da forma impositiva que o Governo Federal quer fazer a toque de caixa e sem ouvir o povo para as mudanças que quer fazer na educação.
Disse que a mídia seguidamente cobra do PT que faça a auto crítica. Ele diz que temos que fazer, mas não para a Rede Globo. Fazer para o Partido, para seus filiados e ao povo brasileiro.
No aparelho de estado sempre houve e há a luta de classes. Diz que o PT no governo federal errou em acatar as listas de indicações das corporações de Ministros na área da justiça. Eles não são neutros. E pela lei brasileira, o Chefe do Executivo tem o direito de fazer a sua escolha independente de lista.
É tempo de lutar e reconquistar a democracia.

OBS - oportunamente passo para o word e publico a etapa final do evento com as falas seguintes: Dr. Cezar Brito, Dr Cristiano Zanini (advogado do Lula) e Dr.Eugênio Aragão, ex Ministro da Justiça.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

RESENHA DE EVENTO PELA DEMOCRACIA Curitiba PR 06-10-2016

        Ocorreu no salão Nobre da UFPR       - 06-10-2016

Anotações pelo Engenheiro Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida
     Alguns dos componentes da Mesa dirigente dos trabalhos que foram transmitidos ao vivo pela internet.   
     Dr. Eugenio Aragão – Ex Ministro da Justiça
     Deputado Wadih Damous – Ex Presidente da OAB RJ
     Professor Reginaldo Megalli – Magistrado da Justiça do Trabalho e integrante da Associação de Juizes pela Democracia – Professor da UEL Universidade E.de Londrina
     Dr.Daniel Godoi – Advogado, membro da Comissão Estadual da Verdade (PR)
     Prof. Dr. Ricardo Favelo – Professor da UFPr  (participa do Advogados pela Democracia)
    Deputado Estadual Tadeu Veneri- PT
     Professor Dr. Gediel   - UFPr
     Professor Dr. Eduardo Faria -   da frente    Advogados pela Democracia
     Dr. Cezar Brito – Advogado – já dirigiu a OAB PR
     Dr. Cristiano Zanini – Advogado do Ex Presidente Lula
     O dirigente da Mesa nas suas palavras iniciais destacou a gravidade do momento que estamos vivendo com o agravamento das ações contra nossa democracia.
     Relembrou que recentemente o Prêmio Nobel da Paz, Perez Esquivel esteve neste plenário para enfatizar o grave momento que estamos vivendo.     Na opinião de Esquivel, segundo foi dito, neste caso a solução terá que ser pelas “ruas”.   O povo se mobilizar para defender a democracia.
     A líder do movimento estudantil Isabel fez um curto pronunciamento de apoio a este evento.   Ela destacou que o nosso sistema prisional (ela estuda Direito) está sendo “eficiente” apenas quando se trata de prender os de sempre, jovens, negros, pobres.
     FALA DO DR. DANIEL GODOI -   Advogado – Membro da Comissão da Verdade (PR)
     Primeiramente...    Fora Temer   (com o coro da plateia)
     A CF Constituição Federal de 1988 está sendo sepultada hoje pelo STF, justo este que deveria ser o guardião da CF.    A questão  de derrubar a Presunção de Inocência.
     A Justiça e a classe política não puniram os que atuaram na Ditadura Civil Militar de 1964.    Ainda hoje se vê impunidade.    Que acaba incentivando mais impunidade.
     Não se tem mais uma referência no papel do Estado, na espiritualidade...
     Hoje há 22 escolas no PR ocupadas pelos estudantes contra uma reforma do ensino que quer acabar com a formação crítica dos cidadãos.
     FALA DO DR RICARDO FAVELO    -   UFPR -   (Advogados pela Democracia)
     Há alguns juristas que emprestam interpretação do Direito para apoiar o golpe.   Há criminalização dos movimentos sociais.    Há seletividade na aplicação de penas.  Estão para engessar por vinte anos o Orçamento da União com prejuízos para a sociedade.
     O desafio aos movimentos sociais.   Nos organizemos e permaneçamos em movimento.
     FALA DA PROFESSORA DRA. MAGDA BIAVASCHI -   Foi por 30 anos juíza do trabalho no RS e é pesquisadora da CESIT da Unicamp Campinas – SP.   (CESIT Centro de Estudos Sindicais e Segurança no Trabalho)
     Ela destacou que reside em S.Paulo capital e acompanhou o governo Haddad na prefeitura e avalia o mesmo como excelente.    Por outro lado, o que se nota é que a ideologia neoliberal tomou conta dos corações e mentes do povo (com ajuda da mídia).
    O capitalismo e sua versão financializada.   Acumular riqueza.   Isto une a Direita.
     O governador do RS é super mal avaliado pelo seu povo e o seu candidato a prefeito da capital gaúcha está no segundo turno.
    Lembrou que no exterior há também uma certa falta de sintonia do povo com seus governantes.   Citou caso da Inglaterra, da Alemanha e mesmo da atual campanha dos USA onde um candidato conservador está no páreo para a presidência.
     Diz que no contexto mundial vivemos um período sem referências claras, sendo que o velho anda perdendo força e o novo ainda não está estabelecido.    Nesse contexto temos uma sociedade conturbada com reflexos no Estado.   Citou Gramsci inclusive.
     Sobre o governo Temer e sua Uma Ponte para o Futuro, seria uma maquiagem de um documento da FIESP Federação das Ind.do Estado de SP que continha 150 teses para impulsionar o Brasil...
     Desse bau saem coisas como mudar a legislação trabalhista, fazendo valer o negociado acima do legislado.   O negociado teria inclusive apoio do presidente atual do TST.      Apoiam terceirização para praticamente tudo, no privado e na administração pública. 
     Ela integra um Forum de Estudos sobre o tema do Trabalho.
     Os propostos “especializados” seriam um batalhão de PJ Pessoas Jurídicas individuais e então não se precisaria mais da CLT...
     Proposta de flexibilizar o conceito de Trabalho Escravo...
     Minar instituições como os BRICS e o banco de fomento destes, minar a democracia, entregar o Pré Sal...
     O STF conta com 27 ministros.      Há descontentamento naquele colegiado.   20 dos 27 ministros do STF teriam feito manifesto de que não aceitariam redução de direitos.
     Nesse cenário adverso sugere -    Coesão + Rua.    Luta por nossos filhos e netos.
     Fomos governo por mais de uma década e não tivemos força para fazer as mudanças necessárias.   Reforma política, reforma fiscal, etc.
     Ela destacou de positivo que na UNICAMP há espaço para os professores/cientistas das áreas de Direito e Economia dialogarem.    (Ela é da área do Direito mas tem também especialização em Economia)
.......................................................continua oportunamente a transcrição do manuscrito para o Word................................................   orlando_lisboa@terra.com.br  
    
    

    
    


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

RESENHA DE PALESTRA NA 73ª SOEA EM FOZ DO IGUAÇU – PR - 30-08-2016

RESENHA DE PALESTRA NA 73ª SOEA EM FOZ DO IGUAÇU – PR - 30-08-2016

Palestrante:  Eng.Civil José Carlos Martins – Presidente da CBIC – entidade que engloba 82 Construtoras e sindicatos da Construção tem vinculação com o SINDUSCON.     É gaucho e empresário do ramo.
     SOEA – Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia  (evento nacional)
Anotações feitas pelo Eng.Agr. Orlando Lisboa de Almeida

Nome da palestra:   CRISE E OPORTUNIDADES
     Disse que vai falar de oportunidades.
     Mostrou um gráfico que mostra que os movimentos do PIB brasileiro são acompanhados pelos movimentos semelhantes do PIB da construção da infraestrutura do Brasil.
     Em período recente os empregos na construção civil no BR sairam de 1,3 milhões para 3 milhões. Agora com a crise atual, caiu um pouco.
     Uso de Crédito Imobiliário:  Em 2003 eram 11 bilhões de reais e em 2014 eram 184 bilhões no BR.  Em 2016 estima-se que chegaremos à metade do que foi investido em 2015 em Crédito Imobiliário.
     A maior oferta de Crédito Imobiliário foi em 2013.
     Programa Minha Casa Minha Vida – foram feitas 4,5 milhões de habitações pelo programa.
     Faixa 1 de renda das famílias beneficiárias – a faixa de menor renda – a fonte dos recursos é da União e esta faixa é bastante subsidiada.   O valor da prestação não tem correlação com o custo da casa, mas é pautada em 5% da renda da família beneficiada.
     Faixa 2 – Há mais de uma fonte de recursos e os subsídios são menores.
     Em 2016 os lançamentos foram a metade do que foram as vendas, mesmo com a queda das vendas.   Ele diz que é só o BR voltar a crescer e haverá pressão da procura por imóveis populares inclusive e os preços vão se recuperar no setor.   Na estimativa deles, a demanda por imóveis residenciais só pelo crescimento da demanda vegetativa da população é de 1,5 milhão de residências por ano.   Fora a demanda por aquecimento da economia.
     Em 20 anos a média do número de moradores por unidade residencial no BR diminuiu em 20%.
     Em 2001 eram 3,62 pessoas em média por residência.  Em 2006, 3,42 pessoas e em 2013, 3,08.
     Infraestrutura -  Em 2015 aplicamos 1,8% do PIB em infraestrutura.    Estima que se aplicássemos 3% do PIB em infraestrutura, geraríamos 2 milhões de empregos.
     Disse que o BR em termos de máquinas e equipamentos não está muito defasado com a média mundial.    Na opinião dele a nossa defasagem é em infraestrutura.   Obras como portos, rodovias, moradias, etc.
     Fala de concessões pelo sistema PPP Parcerias Público Privadas.    Defende que tem que ser feitos contratos com índice de desempenho que tem que ser atingido.    Preconiza a verticalização das grandes cidades onde há serviços públicos disponíveis.    Saneamento; inovação tecnológica.
     Disse que houve tempo de vacas gordas em recursos e mesmo com má gestão, na sua visão, as obras sairam.  Agora não é o caso.   Aumenta a responsabilidade pela gestão, pela engenharia, para o desenvolvimento.   (continua...    )