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sábado, 28 de novembro de 2020

CAP 03/20 - fichamento - livro - COMO CONVERSAR COM UM FASCISTA - Autora: Doutora em Filosofia - MÁRCIA TIBURI

 CAP 03/20                        novembro de 2020

         “O fascista é aquele que banaliza o mal”.   Usa uma expressão citada pela autora deste livro:  “O fascismo é a máscara mortuária do conhecimento”.     Em seguida Jean Wyllys fala de analfabetos políticos e cita como exemplo os jovens do MBL Movimento Brasil Livre.   (aqueles que se diziam apartidários e que depois viraram vereadores de SP...)

         O analfabeto político do tempo do criador do termo, Brecht, era aquele que “não ouve, não fala, não participa...”    Hoje com a tecnologia, transformações sociais, o analfabeto político mudou de forma pois está plugado e interage com o sistema mas sem senso crítico do que ocorre à sua volta.   Consome e repassa fake News etc.     O analfabeto político de hoje repete como um papagaio o que é repassado por fontes que servem interesses escusos.  Nesse sentido, os analfabetos políticos são também vítimas do sistema, agindo alienados.

         O que Brecht definia como “o pior dos bandidos”: o político vigarista, desonesto intelectualmente, corrupto e lacaio das grandes corporações.

         Portanto é preciso ter alguma compaixão pelo analfabeto político.  Daí o desafio da autora deste livro pelo diálogo.

        

         Página 23 – A Autora com a palavra.

         1 Questões preliminares: experiência política e experiência de linguagem, ou o diálogo como desafio.

         “O diálogo é uma pratica de não violência”.    A violência acontece quando o diálogo não entra em cena.  O diálogo se torna impossível quando se perde a dimensão do outro.   O outro negado sustenta o fascista em suas certezas.   O círculo é vicioso.

         “Fascista é aquela pessoa que luta contra laços sociais reais enquanto sustenta relações autoritárias, relações de dominação”.

         Como personalidade autoritária, ele luta contra o amor e as formas de prazer em geral.   Um fascista não abraça.  Ele não recebe.

         25 – “Aquilo que está nos acontecendo... as instituições, a sociedade, a cultura, o âmbito espiritual e simbólico em que nos formamos quem somos, sem que estejamos jamais prontos e acabados”.

         Importante pergunta:  O que estamos fazendo uns com os outros?

         O autoritarismo... ele é essencialmente um regime de pensamento.  Uma operação mental que, em sentido amplo, se torna paradigmática agindo sobre a ciência, a cultura e o senso comum.

         26 – A operação do pensamento autoritário é infértil e rígida, ela se basta em repetir o que está dado, pronto ou resolvido (mesmo que aparentemente).

         “O sujeito autoritário tem orgulho de seus pensamentos como se fossem verdades teológicas que somente ele detém”.

         “Toda pessoa autoritária se sente meio sacerdote de alguma coisa”.

         “A operação propriamente dita do conhecimento que se entrega à novidade do objeto é, no entanto, desnecessária.   Em outra palavras, podemos dizer que o sujeito autoritário `pergunta´ e `reponde´ a si mesmo a partir de um ponto de vista permanentemente organizado no qual, a cada momento, o outro precisa ser descartado”.

         Como se não existisse outro ponto de vista, outro desejo, outro modo de ver o mundo...

         ...” o paranoico que detém todas as verdades antes de chegar a pesquisar o que as sustenta”.    “É claro que não dialoga com ninguém porque a operação linguística que implica o outro é impossível para ele”.

                   Continua no capítulo 04/20

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